domingo, 4 de maio de 2008

Enquanto o pau vai e vem folgam as costas

Estratégia proposta no terrear:

  • "(...) A docente recusa igualmente o modelo de avaliação, um processo que considera "pesado" e "burocrático" que "vai parar as escolas" e propõe, como alternativa, uma "maior intervenção da Inspecção-Geral da Educação", a "identificação e acompanhamento dos professores com maiores dificuldades" e acções de formação, estas últimas previstas no decreto-regulamentar. (...)" Link directo


Se os alunos descobrem como eternizar a avaliação formativa, inviabilizando qualquer avaliação su(o)mativa...

MFL planeia aliviar o Estado da Saúde e da Educação

Extracto da entrevista de Manuela Ferreira Leite (MFL) ao EXPRESSO:

  • Como é que aliviaria o peso do Estado?
    Ideologicamente não tenho nada contra que certos sectores, desde que devidamente regulados e fiscalizados pelo Estado, possam estar no sector privado. Por exemplo, não há nenhum motivo para que o sector privado não tenha um papel decisivo na Saúde e na Educação. EXPRESSO/Assinatura, 03/MAIO/2008


Sem dúvida que o PS tem promovido nas áreas da Saúde e da Educação políticas que o PSD poderá desenvolver... No caso de Maria de Lurdes Rodrigues, até seria inteligente invocar a procura de consensos alargados na sociedade e propor-lhe a continuidade como Ministra da Educação do PSD, de MFL. Não existem quaisquer barreiras ideológicas entre o PS e o PSD para que Milu seja impedida de continuar a sua obra: a destruição da escola pública, muito bem exposta no artigo "agenda oculta para a educação". O programa liberal do PSD, deixa logo à margem aqueles que não puderem pagar o acesso à saúde e à educação, dispensando o palavreado das "novas oportunidades" socialistas.

A propósito, recorda-se uma célebre afirmação de Cavaco Silva, o seu líder, sobre os funcionários públicos, que MFL certamente subscreverá:

  • "Como nos vamos livrar deles? Reformá-los não resolve, porque deixam de descontar para a Caixa Geral de Aposentações e diminui as receitas de IRS. Só resta esperar que acabem por morrer".


Portanto, aliviar o Estado dos funcionários (ditos) excedentários certamente que não será uma tarefa fácil.



Post-Scriptum

A memória foi-me avivada por um mail que transcrevo abaixo.

"O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) emitiu ontem uma nota de imprensa em que considera "impróprias e injuriosas" as afirmações de Cavaco Silva, ao abordar a necessidade de diminuição de funcionários públicos, numa conferência proferida na passada quarta-feira, na Faculdade de Economia do Porto. "Como nos vamos livrar deles? Reformá-los não resolve, porque deixam de descontar para a Caixa Geral de Aposentações e diminui as receitas de IRS. Só resta esperar que acabem por morrer", afirmou o antigo líder do PSD."

- publicado no Público, "Sindicato da Administração Pública Contesta Declarações de Cavaco" - no dia 2 de Março de 2002.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

DECO – Associação de Defesa dos Consumidores ou mais uma entidade à descoberta de como sacar uns cobres aos consumidores?

Nos anos 80 li a DECO PROTESTE e confesso que me foi útil em muitas decisões de compra, designadamente quando têm características técnicas que conhecemos mal. Obviamente que era assinante da revista, porque não encontrava aquele tipo de informação noutro local.

Entretanto a Internet trouxe aos nossos pc’s informação das mais diversas proveniências. Por exemplo, qualquer fabricante de um electrodoméstico tem hoje o seu produto exposto na Web, os consumidores podem discutir livremente em fóruns organizados por produtos, os organismos públicos com responsabilidades na área, como a Direcção Geral do Consumidor, também estão online...

Quer dizer, a DECO perdeu o “monopólio” da informação aos consumidores. Esta perca, tem justificado campanhas de marketing bastante agressivas com sucessivas ofertas dos mais variados produtos em troca do compromisso de nos tornarmos assinantes das revistas ou sócios da associação. Depois de um indivíduo se tornar assinante da DECO PROTESTE não cessam os convites para assinar outros subprodutos da mesma marca, obviamente com o intuito de maximizar as receitas, o que é legítimo.







O que não é legítimo é a DECO fingir que oferece acesso “sem compromisso” e “gratuito” – as duas expressões não têm o mesmo significado? - ao seu site. Dizem que é "sem compromisso", mas ao longo do processo exigem o NIB da conta bancária ou o número do cartão de crédito. Exigem mesmo, porque sem estes elementos o processo não fica concluído, e portando fica-se sem o prometido acesso “sem compromisso” e “gratuito” ao site ;)



Este método fez-me lembrar um processo utilizado por um site de pornochanchada em que caiu um amigo meu. O site dizia que tinha conteúdos gratuitos, mas apenas estavam acessíveis a maiores de 18 anos... A forma adoptada para os utilizadores comprovarem que eram maiores de 18 consistia em fornecerem os dados do cartão crédito, sob o compromisso de que não seria debitada qualquer quantia... O site de pornochanchada sei eu que se aproveitou da ocasião para debitar mesmo, porque o meu amigo queria que eu o ajudasse a escrever para o site, - pedindo a devolução da quantia abusivamente cobrada ;) - por este estar em inglês...

No site da DECO não fui burlado nem sei se seria porque não prossegui a experiência, mas considero excessivo oferecer acesso “gratuito” e exigir logo o numero da conta bancária. Imaginem que alguém experimenta o site durante um dia, entretanto esquece-se e nunca mais lá volta. Vai ter o extracto da conta bancária a avivar-lhe a memória! Indecente!

domingo, 27 de abril de 2008

Petição SAVE XP



Porque razão há-de a MicroSoft querer vender o Windows Vista a quem comprou o Windows XP? A quem já tinha comprado o Windows 2000, o Windows Millennium, o Windows 98, o Windows 95, o Windows 3.x, o Windows 2.1... ;) UFA!

Afinal, quantas vezes na vida é preciso comprar o Windows?

"Descontinuar" foi um termo que os fabricantes colocaram no nosso vocabulário apenas para estimular o consumismo. Através da petição SAVE XP, a revista InfoWorld lançou um alerta global para exigir à MicroSoft que mantenha o XP disponível para sempre.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Os deputados do PS querem subir de escalão como se fossem professores titulares, mas sem porem os pés na escola

O 25 de Abril foi feito para devolver a democracia, o desenvolvimento... a transparência. Golpadas como a abaixo descrita mostram que vivemos com um Governo autoritário, que a transparência é inexistente, como em todos os países do terceiro Mundo...


  • Que VERGONHA!

    Retirado da Ordem Trabalhos hoje ME / Plataforma:


    Ponto 8.
    Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores em exercício de funções ou actividades de interesse público, designadamente, enquanto Deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, Autarcas, Dirigentes da Administração Pública,
    Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais.


    Agora é que não percebo nada!Mas agora já se pode "atingir o topo"... mesmo estando "fora" da escola?
    Todas as mudanças que o ME quis fazer não foi para acabar com "isso"?
    Não ia ser titular apenas quem provasse, "no terreno", a sua excelência?
    Dizem uma coisa, fazem outra… a toda a hora!


    Depois de se terem "esquecido"dos que antes estiveram nessas funções, no primeiro concurso...: mais um concurso extraordinário? ou só conta daqui para a frente, e os «tristes» que ficaram para trás?
    Tem que ser o tribunal a dar-lhes razão?


    O novo 4º escalão será, provavelmente, para os "Professores-titulares-avaliadores".
    Deste modo, cria um "estatuto" diferente para quem é avaliador e foge às incompatibilidades de avaliador e avaliado concorrerem às mesmas cotas.


    Quantos chegaram a titular por haver uma vaga na escola e não ter mais ninguém a concorrer, no entanto escolas houve em que colegas com quase o dobro dos pontos não acederam a PT porque não havia vaga, e com isto só quero dizer e afirmar da injustiça desta peça, monstruosamente montada e maquiavelicamente posta em prática que é a dos professores titulares.


    Esta proposta do PM é inaceitável.


    Espero que professores e sindicatos estejam bem conscientes desta proposta que é verdadeiramente ofensiva, para não dizer outra coisa!


    Tenhamos dignidade e não nos deixemos vender.


    Esta é das respostas mais repugnantes jamais feitas por um governo.


    Oferecem tachos a sindicalistas, boys e girls das direcções gerais dos vários ministérios, há uma tentativa de oferecer aos professores avaliadores um "acesso" ao 4º escalão de titular.


    Chegamos ao limite da indecência e a resposta só pode ser uma:

    revisão do ECD, anulação da divisão da carreira e combate total a esta avaliação.


    DEVEMOS OBRIGAR OS SINDICATOS A REJEITAR LIMINARMENTE ESTAS PROPOSTAS!


    --
    Maria João Oliveira

domingo, 20 de abril de 2008

A escola para os animais


Havia uma vez uma escola para animais e as matérias da escola eram: correr, escalar, voar e nadar. Todos os animais estudavam todas as matérias. O pato era muito bom na natação, melhor inclusive que o seu professor, e era razoável a voar, mas um desastre em corrida. Por isso foi obrigado a deixar de lado as aulas de natação para ter aulas particulares de corrida depois da escola, o que fez com que ficasse “regular” em natação. Como “regular” é uma nota razoável ninguém se preocupou com isso a não ser o próprio pato.

O coelho era o primeiro da classe em corrida mas teve um esgotamento nervoso tendo que sair da escola por excesso de aulas de recuperação em natação.

O esquilo, por sua vez, era o líder em escaladas, mas nas aulas de voo tinha de começar do chão para cima em vez de voar do topo da árvore para baixo. Começou a ter dores musculares por excesso de esforço na descolagem e começou a ter notas regulares em escalada e insuficientes em corrida.

Os práticos cães de caça contrataram um professor particular quando as autoridades escolares se recusaram a incluir a escavação no currículo da escola.

No fim do ano, uma enguia anormal, que nadava razoavelmente bem, escalava e voava um pouco, foi a oradora da turma!

Qualquer semelhança com a escola pública não é pura coincidência.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...