Como orientação central da sua filosofia educativa para assegurar a "qualidade de ensino", o ME condiciona a avaliação do desempenho dos professores ao sucesso escolar dos educandos. Qualquer pessoa com dois dedos de testa conclui facilmente do efeito perverso desta política. A curto prazo poderá melhorar rapidamente os índices de literacia, mas a longo prazo acentua o nivelamento por baixo.
Gostaria de observar que se cansam os professores a fazer planificações, registos e toda a espécie de trabalho improdutivo, tendo como exclusiva finalidade a sua própria avaliação, como refere Fátima Inácio Gomes:
Entretanto, o que seria importante, colocar os professores a produzir materiais adequados aos seus alunos, não faz parte das grelhas! Que avaliação é esta?
Porque não aproveita o ME a oportunidade para pedir aos professores que coloquem online os recursos para uma unidade lectiva? E também seria necessário abandonar a filosofia do secretismo - actualmente cada vez que se visita um Moodle só dá para ler os títulos, porque todos os pretensos conteúdos se encontram "protegidos" por password - para a da partilha livre e aberta. Isso seria fazer trabalho de professor, adaptado às novas exigências tecnológicas, e ainda mais, seria mudar uma cultura profissional no sentido certo: impor a partilha e o diálogo no trabalho com os colegas.
Pois é! Lá ficava o negócio das editoras abalado ;) A Ministra não tem qualquer respeito pelos "professorzecos", mas não tem coragem para enfrentar os lobbys das Editoras, cujo negócio não poderá ser beliscado.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Na Socratelândia 21=1
O ECD prevê que o processo de avaliação dos professores seja coordenado por Conselho Científico para Avaliação composto por 21 individualidades, mas como estamos numa conjuntura difícil, para reduzir o défice orçamental, em Socratelândia os poderes do Conselho foram delegados num super-presidente:
Estamos entregues à bicharada.
A tia Milu faz leis que não se digna cumprir, e foi poupada pela remodelação.
Sabe-se que Sócrates assinou projectos realizados por colegas, mas isso até é "natural".
Falta a presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores perceber o esquema, e começar a atribuir projectos em regime de out-sourcing. Desde modo conseguirá realizar sozinha as tarefas dos 21 membros inicialmente previstos, demonstrando que 1=21!
Estamos entregues à bicharada.
A tia Milu faz leis que não se digna cumprir, e foi poupada pela remodelação.
Sabe-se que Sócrates assinou projectos realizados por colegas, mas isso até é "natural".
Falta a presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores perceber o esquema, e começar a atribuir projectos em regime de out-sourcing. Desde modo conseguirá realizar sozinha as tarefas dos 21 membros inicialmente previstos, demonstrando que 1=21!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Apenas uma pergunta!
É em situações extremas que conhecemos as nossas próprias fraquezas.
Apenas uma pergunta em que te é pedido que respondas com sinceridade, e poderás auto-avaliar os teus princípios morais.
Trata-se de uma situação imaginária, porém deves decidir o que farias.
Estás em plena baixa de Lisboa, no meio do caos causado pelas cheias que ocorrem em épocas de chuvas mais intensas. Tens a tua máquina fotográfica, trabalhas para a "Time" e estás a tirar as fotos de maior impacto.
De repente, vês José Sócrates num carro, lutando desesperadamente para não ser arrastado pela corrente, entre destroços e lodo... No entanto, ele acaba por ser levado e tens a oportunidade de o resgatar, ou de tirares a fotografia vencedora do Prémio Pulitzer, que te traria a fama e o reconhecimento mundial por mostrar a morte de tal personagem...
Com base nos teus princípios éticos e morais, responde sinceramente:
Apenas uma pergunta em que te é pedido que respondas com sinceridade, e poderás auto-avaliar os teus princípios morais.
Trata-se de uma situação imaginária, porém deves decidir o que farias.
Estás em plena baixa de Lisboa, no meio do caos causado pelas cheias que ocorrem em épocas de chuvas mais intensas. Tens a tua máquina fotográfica, trabalhas para a "Time" e estás a tirar as fotos de maior impacto.
De repente, vês José Sócrates num carro, lutando desesperadamente para não ser arrastado pela corrente, entre destroços e lodo... No entanto, ele acaba por ser levado e tens a oportunidade de o resgatar, ou de tirares a fotografia vencedora do Prémio Pulitzer, que te traria a fama e o reconhecimento mundial por mostrar a morte de tal personagem...
Com base nos teus princípios éticos e morais, responde sinceramente:
Tiravas a foto a cores ou a preto e branco?
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Instituições portuguesas
Todos querem comandar, aconselhar, etc.. Os maus resultados são dos poucos que trabalham, como se vê nesta corrida de canoa entre portugueses e japoneses.
Professorzecos?
Para o ME os seus servidores são os "professorzecos". A expressão nem espanta porque condiz com a política de achincalhamento da profissão prosseguida pelos iluminados da 5 de Outubro. Não cabe na cabeça de ninguém que este Ministério deseje professores respeitáveis se é o primeiro a humilhá-los. Pode ser o princípio do fim da tia Milu.
O mais interessante é os sindicatos (FENPROF) considerarem que a Ministra deveria apresentar "um pedido público e formal de desculpas, dirigido a todos os Professores e Educadores Portugueses". Que adiantaria um pedido público e formal de desculpas se na sua mente certamente continuaríamos a ser considerados uma classe inferior, justificando a adjectivação: Professorzecos!
- (...) a reunião não terá corrido bem e acabou com acusações mútuas: a equipa do ministério considerou que os deputados estavam a dar voz a "professorzecos", enquanto estes lembraram os governantes de que só estavam no Governo porque existia a maioria parlamentar. (...) LER MAIS
O mais interessante é os sindicatos (FENPROF) considerarem que a Ministra deveria apresentar "um pedido público e formal de desculpas, dirigido a todos os Professores e Educadores Portugueses". Que adiantaria um pedido público e formal de desculpas se na sua mente certamente continuaríamos a ser considerados uma classe inferior, justificando a adjectivação: Professorzecos!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
José Sócrates não seria uma grande perda!
Este site não foi pensado para a publicação de anedotas, mas no actual contexto algumas piadas que me chegam por mail são de publicação irresistível.
José Sócrates está a visitar uma escola primária e entra na sala da quarta classe. As crianças estão a discutir as palavras e os seus significados.
O professor pergunta ao primeiro-ministro se ele quer moderar o debate, sobre o significado da palavra "tragédia". Então Sócrates pede à turma um exemplo de uma "tragédia".
Um rapazinho levanta a mão e diz, "se o meu melhor amigo, que mora na casa ao lado, atravessar a rua e for atropelado por um carro, isso era uma tragédia".
"Não", diz o Primeiro, "isso seria um acidente, pois ninguém teve culpa".
Uma menina diz: "se um autocarro cair duma ponte por culpa do motorista, e todos os que lá iam morrerem, isso seria uma tragédia".
"Também não", explica Sócrates. "isso seria o que nós chamamos UMA GRANDE PERDA".
A sala fica silenciosa. Mais nenhuma criança quer arriscar. O primeiro-ministro pergunta outra vez: "Há aqui alguém que me possa dar um exemplo de uma tragédia?"
Finalmente, no fundo da sala, o Joãozinho levanta a mão. Muito baixinho, diz, "se o sr. regressar a Lisboa no avião do Governo e ele for atingido por um míssil dos terroristas, e explodir no céu, isso seria uma tragédia".
"Correcto!", exclama Sócrates, "muito bem. E podes dizer-nos PORQUE É QUE isso seria uma tragédia?"
"Bem", começa o Joãozinho, "porque, como o sr. explicou, não seria um acidente, e, como toda a gente sabe, não seria uma grande perda!"
José Sócrates está a visitar uma escola primária e entra na sala da quarta classe. As crianças estão a discutir as palavras e os seus significados.
O professor pergunta ao primeiro-ministro se ele quer moderar o debate, sobre o significado da palavra "tragédia". Então Sócrates pede à turma um exemplo de uma "tragédia".
Um rapazinho levanta a mão e diz, "se o meu melhor amigo, que mora na casa ao lado, atravessar a rua e for atropelado por um carro, isso era uma tragédia".
"Não", diz o Primeiro, "isso seria um acidente, pois ninguém teve culpa".
Uma menina diz: "se um autocarro cair duma ponte por culpa do motorista, e todos os que lá iam morrerem, isso seria uma tragédia".
"Também não", explica Sócrates. "isso seria o que nós chamamos UMA GRANDE PERDA".
A sala fica silenciosa. Mais nenhuma criança quer arriscar. O primeiro-ministro pergunta outra vez: "Há aqui alguém que me possa dar um exemplo de uma tragédia?"
Finalmente, no fundo da sala, o Joãozinho levanta a mão. Muito baixinho, diz, "se o sr. regressar a Lisboa no avião do Governo e ele for atingido por um míssil dos terroristas, e explodir no céu, isso seria uma tragédia".
"Correcto!", exclama Sócrates, "muito bem. E podes dizer-nos PORQUE É QUE isso seria uma tragédia?"
"Bem", começa o Joãozinho, "porque, como o sr. explicou, não seria um acidente, e, como toda a gente sabe, não seria uma grande perda!"
sábado, 26 de janeiro de 2008
Autonomia das escolas na Socratelândia
Na quarta-feira tive uma reunião de Grupo para discutir a avaliação de desempenho dos docentes. Ficou como trabalho de casa fazer propostas à ficha de avaliação que o Coordenador utilizará para preencher aquando da observação das aulas, a discutir numa próxima reunião. Entretanto o Ministério anulou o debate publicando na Internet a referida grelha, num pacote de PDF's.

Autonomia das escolas para o Ministério é isto: Impor a todas os mesmos modelos, com uma opção "outro", a definir pela escola.
Simplex!

Autonomia das escolas para o Ministério é isto: Impor a todas os mesmos modelos, com uma opção "outro", a definir pela escola.
Simplex!
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