terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Professorzecos?

Para o ME os seus servidores são os "professorzecos". A expressão nem espanta porque condiz com a política de achincalhamento da profissão prosseguida pelos iluminados da 5 de Outubro. Não cabe na cabeça de ninguém que este Ministério deseje professores respeitáveis se é o primeiro a humilhá-los. Pode ser o princípio do fim da tia Milu.


  • (...) a reunião não terá corrido bem e acabou com acusações mútuas: a equipa do ministério considerou que os deputados estavam a dar voz a "professorzecos", enquanto estes lembraram os governantes de que só estavam no Governo porque existia a maioria parlamentar. (...) LER MAIS


O mais interessante é os sindicatos (FENPROF) considerarem que a Ministra deveria apresentar "um pedido público e formal de desculpas, dirigido a todos os Professores e Educadores Portugueses". Que adiantaria um pedido público e formal de desculpas se na sua mente certamente continuaríamos a ser considerados uma classe inferior, justificando a adjectivação: Professorzecos!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

José Sócrates não seria uma grande perda!

Este site não foi pensado para a publicação de anedotas, mas no actual contexto algumas piadas que me chegam por mail são de publicação irresistível.

José Sócrates está a visitar uma escola primária e entra na sala da quarta classe. As crianças estão a discutir as palavras e os seus significados.

O professor pergunta ao primeiro-ministro se ele quer moderar o debate, sobre o significado da palavra "tragédia". Então Sócrates pede à turma um exemplo de uma "tragédia".

Um rapazinho levanta a mão e diz, "se o meu melhor amigo, que mora na casa ao lado, atravessar a rua e for atropelado por um carro, isso era uma tragédia".

"Não", diz o Primeiro, "isso seria um acidente, pois ninguém teve culpa".

Uma menina diz: "se um autocarro cair duma ponte por culpa do motorista, e todos os que lá iam morrerem, isso seria uma tragédia".

"Também não", explica Sócrates. "isso seria o que nós chamamos UMA GRANDE PERDA".

A sala fica silenciosa. Mais nenhuma criança quer arriscar. O primeiro-ministro pergunta outra vez: "Há aqui alguém que me possa dar um exemplo de uma tragédia?"

Finalmente, no fundo da sala, o Joãozinho levanta a mão. Muito baixinho, diz, "se o sr. regressar a Lisboa no avião do Governo e ele for atingido por um míssil dos terroristas, e explodir no céu, isso seria uma tragédia".

"Correcto!", exclama Sócrates, "muito bem. E podes dizer-nos PORQUE É QUE isso seria uma tragédia?"

"Bem", começa o Joãozinho, "porque, como o sr. explicou, não seria um acidente, e, como toda a gente sabe, não seria uma grande perda!"

sábado, 26 de janeiro de 2008

Autonomia das escolas na Socratelândia

Na quarta-feira tive uma reunião de Grupo para discutir a avaliação de desempenho dos docentes. Ficou como trabalho de casa fazer propostas à ficha de avaliação que o Coordenador utilizará para preencher aquando da observação das aulas, a discutir numa próxima reunião. Entretanto o Ministério anulou o debate publicando na Internet a referida grelha, num pacote de PDF's.



Autonomia das escolas para o Ministério é isto: Impor a todas os mesmos modelos, com uma opção "outro", a definir pela escola.


Simplex!

Os professores são a profissão em que os portugueses mais confiam

Os professores são a profissão em que os portugueses mais confiam e também aquela a quem confiariam mais poder no país. (RTP) Noutros países o resultado é semelhante, à excepção dos ignorantes africanos que preferem entregar-se à magia dos líderes religiosos.

Uma explicação simples é que o poder dos professores provém precisamente da independência com que é exercido, e os seus clientes – os alunos – não têm capacidade económica para influenciar as suas decisões. Políticos, advogados,... vendem-se obviamente aos mais poderosos.

A Ministra, vista por Bocage


Este poema não assinado circula por mail na Internet apresenta um retrato delicioso da Ministra.


Baixa, de olhos ruins, amarelenta,
Usando só de raiva e de impostura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Um mar de fel, malvada e quezilenta;

Arzinho confrangido que atormenta,
Sempre infeliz e de má catadura,
Mui perto de perder a compostura,
É cruel, mentirosa e rabugenta.

Rosto fechado, o gesto de fuinha,
Voz de lamento e ar de coitadinha,
Com pinta de raposa assustadinha,
É só veneno, a ditadorazinha.

Se não sabes quem é, dou-te uma pista:
Prepotente, mui gélida e sinistra,
Amarga, matreira e intriguista,
Abusa do poder... e é MINISTRA.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A dificuldade de ser feliz hoje

Para se ser feliz é agora necessário um esforço tão grande - tratar do corpo e da alma, alcançar sucesso nos amores e nos negócios, ter uma casa assim e um carro assado, viajar para aqui e para ali, ler e ouvir e ver e acompanhar tanta coisa ao mesmo tempo - que não há quem, simplesmente, aguente. Inês Pedrosa/EXPRESSO

Este aspecto é ilustrado comicamente por um mail amplamente divulgado na Internet, que parodia as recomendações diárias da medicina e da publicidade. As pressões da sociedade de consumo são tão fortes, que ainda mata os consumidores... Aí vai:




Dizem que todos os dias temos que comer uma maçã para o ferro e uma banana para o potássio.

Também uma laranja, para a vitamina C, meio melão para melhorar a digestão e uma chávena de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes. Todos os dias temos que beber dois litros de água (sim, e logo a seguir mijá-los, que leva quase o dobro do tempo que os leva a beber).

Todos os dias temos que tomar um Activia ou um iogurte para ter 'L. Cassei Imunitass', que ninguém sabe exactamente que porcaria é que é, mas parece que se não ingerires um milhão e meio todos os dias começas a ver toda a gente com uma grande diarreia ou presos dos intestinos.

Cada dia uma aspirina, para prevenir os enfartes mais um copo de vinho tinto, para a mesma coisa. E outro de vinho branco, para o sistema nervoso. E um de cerveja, que já não me lembro para que era.

Se os tomares todos juntos, mesmo que te dê um derrame cerebral ali mesmo, não te preocupes pois o mais certo é que nem te dês conta disso.

Todos os dias tens que comer fibras. Muita, muitíssima fibra até que sejas capaz de defecar uma camisolona bem grossa.

Tens que fazer quatro a seis refeições diárias leves sem te esqueceres de mastigar cem vezes cada garfada.

Ora, fazendo um pequeno cálculo apenas a comer vão-se assim de repente umas cinco horitas. Ah, depois de cada refeição deves escovar bem os dentes, ou seja:
- depois do Activia e da fibra, os dentes, depois da maçã os dentes,
- depois da banana os dentes e assim sucessivamente enquanto tiveres dentes sem te esqueceres nunca de passar o fio dental massajador das gengivas e bochechar com PLAX...

Melhor, amplia a casa de banho e põe a aparelhagem de música lá porque entre a água, a fibra e os dentes vais passar horas quase metade do dia ali dentro.

Equipa-o também com jornais e revistas para te pores a par do que se passa enquanto estiveres sentado na retrete.

Temos que dormir oito horas e trabalhar outras oito mais as cinco que usamos a comer, faz vinte e uma.

Restam três horas sempre que não surja algum imprevisto.

Segundo as estatísticas, vemos três horas de televisão diárias.

Bem, já não podes porque todos os dias devemos caminhar pelo menos uma meia hora (dado por experiência: ao fim de 15 minutos regressa senão andas mas é uma hora!).

E há que cuidar das amizades porque são como uma planta: temos que as regar diariamente.

E quando vais de férias, também, suponho, senão as plantas morrem nas férias.

Para além disso há que estar bem informado e ler pelo menos um dos jornais diários e outro de uma revista séria para comparar a informação.

Ah! E temos que ter sexo todos os dias mas sem caír na rotina: temos que ser inovadores, criativos, renovar a sedução.

Isso leva o seu tempo. E já nem estamos a falar do sexo tântrico!! (A respeito disso, relembro: depois de cada refeição temos que escovar os dentes!)


Também temos que arranjar tempo para a maquilhagem, a depilação/fazer a barba, varrer a casa, lavar a roupa, lavar os pratos e já nem falo dos que têm gatos, cães pássaros e uma catrefada de filhos...

No total, a mim dá-me umas 29 horas diárias se nunca parar.

A única possibilidade que me ocorre é fazer várias destas coisas ao mesmo tempo: por exemplo, tomar duche com água fria e com a boca aberta, e assim beber logo os dois litros de água de uma vez.

Enquanto sais do banho com a escova de dentes na boca, vais fazendo amor, o sexo tântrico, parado junto ao teu mais que tudo, que de passagem vê TV e te vai contando o que se passa, enquanto varres a casa.

Sobrou-te uma mão livre?

Telefona aos teus amigos e aos teus pais!

Bebe o vinho (depois de telefonares aos teus pais vai fazer-te falta!).

O iogurte com a maçã pode dar-te o teu par enquanto ele come a banana com a Activia.

No dia seguinte troquem.

E menos mal que já crescemos, porque senão tínhamos que engolir mais umas cerelacs e um Danoninho Extra Cálcio todos os santos dias.

Úuuuf!

Mas se te restam 2 minutos, reenvia isto aos teus amigos (que temos que regar como as plantas) enquanto comes uma colherzinha de Muesli ou All-Bran, que faz muito bem...

E agora vou deixar-te porque entre o iogurte, o meio melão o primeiro litro de água e a terceira refeição do dia já não faço a mínima ideia o que é que estou a fazer porque preciso urgentemente de uma casa de banho.

Ah, vou aproveitar e levo comigo a escova de dentes...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Ser Professor - Rui Zink

"Se o Ministério da Educação já trata os professores como criminosos, confessemos que faz algum sentido tratar os criminosos como professores".

"Tenho uma coisa importante a dizer às comissões de pais: Se estão preocupados com os vossos filhos EDUQUEM-NOS".

Download

A humilhação dos professores já foi tão longe que permite colocar uma plateia de ignorantes a rir-se do espectáculo.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...