segunda-feira, 10 de junho de 2013

O governo faz dos estudantes escudos humanos contra os professores

Manuel Tiago refrescou a memória de Nuno Crato em alguns aspectos fundamentais:

  • Já temos pacto para a educação: Lei de Bases do Sistema Educativo e Constituição da República Portuguesa.
  • Como tem coragem para dizer moderno um sistema que propõe novas vias de ensino para crianças dos 11 aos 14 anos, refinando a reprodução social ao melhor estilo de Mussolini, na Itália dos anos 20?
  • O prejudica os estudantes não é a greve dos professores, mas o Governo que apresentou em Maio um conjunto de ataques à função pública e aos professores, sem dar espaço para que os professores possam reagir em qualquer outra ocasião, a não ser em cima das avaliações e dos exames dos estudantes. Dava-lhe jeito que marcassem acções de luta para as férias, ou para Setembro, depois de já estarem todos na rua?
  • O que é a componente lectiva? Quais são as actividades integradas na componente lectiva? Porque não diz isso? Aquelas actividades para onde empurrou os horários zero irão contar como componente lectiva? Este ano não contaram.
  • O horário da função pública era de 35 horas e constitui um retrocesso civilizacional que passe para 40 horas em qualquer actividade. Pior é se relativamente aos professores argumenta que isto apenas significa a consolidação de uma prática já existente nas escolas, fingindo ignorar que este alargamento vai lançar no desemprego mais uns milhares de professores... Nos últimos anos as suas políticas já lançaram no desemprego 30.000 docentes!
  • Não são os professores quer estão a utilizar os estudantes como reféns! O Governo é que fez da democracia refém e faz dos estudantes escudos humanos, porque ofende os professores e depois defende-se com os estudantes.
  • O que prejudica os estudantes é o ataque constante à Escola Pública (...)
  • É uma vergonha ser um Ministério fora da lei...
Nuno Crato prometeu implodir o Ministério da Educação, mas a sua política está desenhada para exterminar os professores, porque o efeito sobre o défice orçamental é muito maior, e a agenda ideológica de privatização da prestação de serviços públicos se sobrepõe a qualquer qualidade intelectual que levou os professores a conferirem-lhe o benefício da dúvida. Agora já ninguém tem dúvidas... chegou o momento de todos se organizarem e fazerem valer a força da sua união, como nesta escola.

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