sábado, 9 de agosto de 2008

Mais de 20% da produção não é contabilizada no PIB


A ausência de rigor não é um problema da educação. É um problema estrutural que afecta a sociedade portuguesa, cujo desenvolvimento se encontra comprometido pelo amplo peso da economia informal.

Para quem tivesse dúvidas, se Portugal é um país europeu ou do terceiro mundo, os dados sobre a importância da economia informal estão aí. A fonte não poderia ser mais segura: o Banco de Portugal. O estudo (Julho de 2008) foi realizado pela COTEC PORTUGAL, Associação Empresarial para a Inovação.

Sugerem a dinamização da factura electrónica, para atingir três objectivos: o combate à evasão fiscal, o aumento da produtividade das empresas e das entidades públicas e privadas, e a geração de novos mercados. Para o efeito o Estado deveria tornar obrigatório o depósito de documentos legais numa plataforma online central, bem como promover a obrigatoriedade da factura electrónica entre todas as empresas e/ou os organismos públicos.

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Da apresentação retirei o gráfico referente ao peso da informalidade nas economias, que nos deixa de rastos em comparação com os países "civilizados". Não quero discutir esta expressão, mas não considero Espanha e Itália como paradigmas. Como poderão prosperar os mais eficientes num ambiente dominado pelos chicos espertos?

Cada vez que você contrata um canalizador que lhe presta o serviço sem passar factura, está a preterir um trabalhador honesto que apenas poderá ficar menos competitivo por cumprir as suas obrigações fiscais. Fazendo essa escolha, não só estará a sacanear o Estado, mas a comprometer o desenvolvimento dos que não precisam de subterfúgios para se afirmarem no mercado. Lembre-se disto!

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