quarta-feira, 29 de março de 2017
segunda-feira, 27 de março de 2017
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Euro2016
Eu sou daqueles que depois de ter visto o 1º jogo, contra a Islândia, disse logo: Se nem a estes ganham, só foram lá fazer despesa!
Quando começou a fase do mata-mata e Portugal ganhou à Croácia comecei a acreditar que tudo era possível. Depois da vitória sobre a Polónia, mesmo com arbitragens desfavoráveis, acreditei que tinha chegado a nossa vez de vingar 2004. Sim, então tinha vibrado com a selecção do Filipão. Depois te termos ganho à Polónia é que coloquei na janela uma bandeira que tinha sobrado de 2004!
Lembro-me bem de Portugal ter perdido contra a Grécia no 1º e no último jogo. Estes resultados ficaram bem registados na minha memória, porque no Verão de 2005 visitei as ilhas sem areia nas praias, e tive muitos gregos a rirem-se na minha cara: Vocês são portugueses?! São dos tais!! Ah!! Ah!!! Ah!!!! Portanto imagino bem a humilhação que os emigrantes sofreriam se tivéssemos perdido contra a França!
Imaginei que seria bonito ganhar à Alemanha por causa da dívida, mas depois do que a imprensa francesa disse de nós, ainda passou a saber melhor a vitória de ontem, e foi com muito gosto que também contribui para que hashtag #Eagoraqueménojentocaralho
Melhor ainda do que tinha imaginado, o Cristiano não falhou nenhum penalti, nem chutou na atmosfera. O treinador nunca teria coragem de tirar o melhor do mundo, mas a verdade é depois o resto da equipa ficou com mais tusa e jogou melhor na 2ª parte, apesar de ter passado por um período de desorientação na 1ª. Gritaram bem alto: não somos o melhor + 10! SOMOS 23!
Eu também gosto do Cristiano, mas não esqueço que em 2012 e em 2008 ele disse que não tinham ganho porque só ele é que era bom! Os outros não jogavam nada! Agora em bem pode levantar a taça, que os outros deixam, visto que o CR7 é especialista em Marketing & Publicidade. Mas ele sabe que deve a taça aos colegas!
Termino com uma piada do Twitter e um vídeo, das revelações do Euro2016:
- Sabes como é que se diz melão em francês?
- ….
- Éder.
VÍDEO: "Fod**** tudo até ao último minuto!"
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Voltámos à casa de partida: 2014 = 2011
Défice de 2014 = Défice de 2011. Venha nova dose de austeridade sff http://t.co/7lCwYyzfWc pic.twitter.com/8R98xN97d0
— José Neto (@netodays) 24 setembro 2015
Foi este destaque do INE que estragou a festa!
24 de Agosto: #BlackMonday, o 4º maior crash bolsista
The Economist aponta #BlackMonday como o 4º maior crash bolsista, depois de 1929/33, 1973/74 e 2008 pic.twitter.com/qMIGzbpCG7
— José Neto (@netodays) 29 agosto 2015
Um vazio embaraçoso
Já ouvimos muitas desculpas, como a célebre "Não há dinheiro! Que parte não percebeu?", de Vitor Gaspar. Mais iritantemente ainda, e mais devagar, Anabela Rodrigues disse que não teve tempo!
sábado, 6 de junho de 2015
O Papel Comercial do BES/GES. Lesados de luxo vs. lesados pelintras
- O Papel Comercial constitui uma fonte de financiamento de curto prazo disponível para as empresas, destinados a financiar défices de tesouraria mediante a emissão de Títulos nominativos, livremente negociáveis e domiciliados numa Instituição Financeira que preste o serviço da respectiva guarda.
https://www.cgd.pt/Empresas/Gestao-Corrente/Apoio-Tesouraria/Pages/Papel-Comercial.aspx
- Como se sabe, foram vendidos títulos de dívida da Espírito Santo International e da Rio Forte, empresas do Grupo Espírito Santo, aos balcões do Banco Espírito Santo. Estas empresas deveriam assegurar o pagamento, mas estão em insolvência e não conseguem satisfazer as suas responsabilidades.
http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca___financas/detalhe/provisao_para_papel_comercial_esta_no_bes_mau_mas_so_novo_banco_conseguira_pagar.html
- O Novo Banco está determinado em comprar aos clientes de retalho do Novo Banco o papel comercial da ESI e RioForte, subscritos na rede de retalho do BES até 14 de Fevereiro de 2014, tal como fora anteriormente afirmado pelo BES.
http://www.novobanco.pt/site/cms.aspx?srv=222&stp=1&id=d85d57c9-d01d-4f36-bd99-4e8682526a6b&order=1&attach=No
- Tendo em conta o referido nos pontos anteriores, a CMVM entende - e já o transmitiu nos fora e pelos meios próprios - que deverá haver lugar à adopção pelo Novo Banco de soluções de compensação dos investidores não qualificados vítimas das más práticas de comercialização de papel comercial GES vendido aos balcões do Banco Espírito Santo.
http://www.cmvm.pt/pt/Comunicados/Comunicados/Pages/20150420.aspx
- Entre os 2508 clientes de retalho que reclamam o pagamento do dinheiro investido em papel comercial aos balcões do BES, relativo a dívida de empresas do grupo Espírito Santo, há 60, 2,4% do total, que fizeram aplicações superiores a €1 milhão. E há mesmo casos em que o investimento superou os €5 milhões. No conjunto, estes 60 clientes de papel comercial da Espírito Santo International (ESI) e da Rioforte têm aplicados €100 milhões, ie. 18% do total, de cerca dos €550 milhões.
(...) "há muitos quadros, juízes, directores do próprio Novo Banco que compraram papel comercial".
http://expresso.sapo.pt/economia/ha-60-lesados-de-luxo-no-papel-comercial=f921605
Numa situação diferente estarão os lesados pelintras. Indivíduos que pouparam durante a vida inteira para chegar aos €50.000, montante mínimo para a subscrição deste produto, e terão ficado sem quaisquer poupanças. Admite-se que estes não conhecessem as características do produto, tendo sido vítimas da sua ignorância. O Estado Social existe para evitar que as pessoas caiam em situações de pobreza extrema, devendo prestar-lhes auxílio, mas nunca ressarcindo a totalidade do capital, para que aprendam a ver onde colocam o dinheiro.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Uma década para Portugal! Atenuar a austeridade apenas para que o regabofe se perpetue
Observando os valores históricos, constata-se que em 2014 produzimos sensivelmente o mesmo que em 2000! Nuns anos o PIB subiu, noutros desceu, ficando no resultado final uma taxa crescimento médio nula! Mais, no nosso melhor momento, 2004-2007, o crescimento médio foi de 1,7%.
A estimativa de crescimento irrealista, mesmo assim apenas permite atenuar a austeridade, que continuará a fazer-se sentir sobre os mesmos, para que o regabofe dos privilegiados possa continuar. Uma palavrinha muito em voga para explicar o estado a que chegámos - a corrupção – nem aparece neste relatório. Sócrates não faria melhor.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Próspero 2014!
Não sei se faz sentido desejar um bom ano a todos os que leiam esta mensagem. A dúvida ocorre-me depois de ter escutado as críticas do padre sobre a industrialização das mensagens de Boas Festas e de Ano Novo com os recursos da Internet. Referiu o E-mail, o Twitter e o Facebook como se fossem os demónios dos tempos modernos, responsáveis pela desagregação das famílias...
Para que conste, esta mensagem não é copy/paste, e sinto-me muito mais tranquilo escrevendo-a no meu Tablet, que a publicará no Blogger, Twitter, Facebook e nem sei mais onde, que me senti na missa, perante a pressão para beijar a vizinhança ao lado pela paz de Cristo ou beijar a imagem mesmo que o padre tenha dito que os católicos não veneram imagens!
Tenham um 2014 minimamente decente, sem esperar pela saída da Troika, porque num país periférico como o nosso a famigerada independência não passa de uma utopia e quem constrói a Felicidade somos nós! Quem me mandou ir à Missa?
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Brutal aumento de impostos apresentado como corte da despesa/poupança do Estado
A propaganda está tão bem montada, que este aumento efectivo e imoral de impostos é apresentado como corte da despesa ou poupança do Estado.
A ideia é que os funcionários intermédios não fazem falta nenhuma ao Estado, pois passarão o dia a falar ao telemóvel - como a imagem sugere - ou talvez no Facebook...
Para melhorar ainda a repartição do rendimento, não se faz nada para reaver os impostos daquelas que os decidiram pagar na Holanda, e ainda se lhes oferece um bónus no IRC.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Marco Almeida ganhou moralmente em Sintra
Quem votou VIII conheceria Marco Almeida e teria razões para nele depositar a sua confiança. Quem votou no PS, votou na marca eleitoral que tem por atribuição fazer oposição ao PSD, com o primo Basílio ou outro pára-quedista qualquer. Como a diferença entre as duas primeiras listas foi de cerca de 1700 votos em 123 mil, quase sem expressão percentual, Marco Almeida ganhou moralmente estas eleições, porque ia tendo o número votos suficiente para as vencer efectivamente, contra as máquinas partidárias do PS e do PSD.
Nunca tinha escrito sobre eleições no blogue, porque nunca me tinha custado perder. Pelo que li no Twitter esta noite terá sido penosa para muitos mais, mas a nossa esperança de devolver Sintra aos Sintrenses não se esgotou hoje... Para a próxima acredita mais na tua força e esquece os notáveis, porque o efeito Capucho foi contraproducente.
Adenda
Marco Almeida denuncia trafulhices na contagem dos votos em Sintra, e exige anulação das eleições
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Portugal, o país mais desigual da Área Euro, persiste na chinenização do trabalho
- A crise da dívida soberana na zona do euro poderia muito bem designar-se de "crise do desemprego" em Portugal, como em outros Estados-Membros do sul da Europa. Esta crise levará à perda da geração de mão-de-obra qualificada em Europa. Mais que as variações do PIB e das taxas de juro da dívida soberana, o número de pessoas sem trabalho pode ser visto como um indicador de quão duramente o país foi atingido pela crise e as medidas de austeridade.
- Portugal reduziu abruptamente os gastos em educação, entre 2010 e 2012, 23 por cento em dois anos. Acompanhando esse número, entre os grupos que visitam centros de emprego, os professores viram o mais significativo aumento em todo o país em 2012. Enquanto isso, o governo aumentou o mínimo de alunos por turma para 26 com um máximo de 30, entre o 5º e o 12º anos de escolaridade (10-18 anos de idade).
- Vitor Gaspar, advertiu que "a disciplina orçamental" não vai acabar, mesmo que as medidas de austeridade acordadas entre a Troika e o Governo Português sejam respeitadas e concluídas em 2014. Gaspar afirmou ainda que o trabalho para reduzir os níveis de dívida não será concluída em 2014 ou no ano seguinte: "Vai levar os esforços de uma geração".
Fonte: THE TRUE COST OF AUSTERITY AND INEQUALITY, Setembro de 2013, OXFAM.








