sábado, 17 de agosto de 2013
Arco de Luz - Terreiro do Paço
O vídeo não tem qualidade cinematográfica, mas para testar o Smartphone está óptimo. O espectáculo levou muitas pessoas ao Terreiro do Paço, provocando o caos no trânsito. Talvez alguns bares tenham facturado mais nestas noites, mas a maioria parece-me não ter entrado em nenhum.
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
O PIB continua a cair, mas mais devagar
O INE publicou a estimativa rápida com um título e imagem bem elucidativos: Produto Interno Bruto diminuiu 2,0% em volume no 2º trimestre de 2013.
Porém, quem quer fazer propaganda à receita da Troika lê que “comparativamente com o trimestre anterior, o PIB aumentou 1,1% em volume”, simplesmente porque o PIB apesar de continuar a cair, caiu menos que no trimestre anterior.
No 1º trimestre de 2013 o PIB em volume (quantidade de bens produzidos) caiu a -4,1% ao ano, e no 2º trimestre caiu a uma velocidade menor: -2,0%. Comparativamente com o 2º trimestre de 2012 – em que a economia caía a -3,2% ao ano – no 2º trimestre de 2013 estima-se que a velocidade da queda se tenha reduzido em cerca de um ponto percentual, mas isto não é crescimento económico.
Podemos imaginar alguém a cair de um precipício, que entretanto abriu o para-quedas, começando a cair com maior suavidade, um efeito o INE associa ao calendário da Páscoa, a redução menos acentuada do Investimento e a uma aceleração expressiva das Exportações. Mas o Governo utilizou este ponto de inflexão ainda muito duvidosa para legitimar a política de austeridade e fazer a sua propaganda.
A Páscoa baralha as contas porque tem carácter sazonal. A redução menos acentuada do Investimento pode associar-se a um corte da procura interna que não foi tão longe quanto o Governo desejava devido à intervenção do Tribunal Constitucional. A aceleração das Exportações deve-se em grande parte à nova refinaria da Galp e ao crescimento económico dos principais parceiros... Nada disto depende da política do Governo, e muito provavelmente a economia sairia da recessão mais depressa sem governo nenhum.
Porém, quem quer fazer propaganda à receita da Troika lê que “comparativamente com o trimestre anterior, o PIB aumentou 1,1% em volume”, simplesmente porque o PIB apesar de continuar a cair, caiu menos que no trimestre anterior.
No 1º trimestre de 2013 o PIB em volume (quantidade de bens produzidos) caiu a -4,1% ao ano, e no 2º trimestre caiu a uma velocidade menor: -2,0%. Comparativamente com o 2º trimestre de 2012 – em que a economia caía a -3,2% ao ano – no 2º trimestre de 2013 estima-se que a velocidade da queda se tenha reduzido em cerca de um ponto percentual, mas isto não é crescimento económico.
Podemos imaginar alguém a cair de um precipício, que entretanto abriu o para-quedas, começando a cair com maior suavidade, um efeito o INE associa ao calendário da Páscoa, a redução menos acentuada do Investimento e a uma aceleração expressiva das Exportações. Mas o Governo utilizou este ponto de inflexão ainda muito duvidosa para legitimar a política de austeridade e fazer a sua propaganda.
A Páscoa baralha as contas porque tem carácter sazonal. A redução menos acentuada do Investimento pode associar-se a um corte da procura interna que não foi tão longe quanto o Governo desejava devido à intervenção do Tribunal Constitucional. A aceleração das Exportações deve-se em grande parte à nova refinaria da Galp e ao crescimento económico dos principais parceiros... Nada disto depende da política do Governo, e muito provavelmente a economia sairia da recessão mais depressa sem governo nenhum.
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Que podemos esperar do PS?
Custa a acreditar, que durante a noite foi erigida uma estátua numa cidade, mas neste país já tudo parece possível. Que seja o PS a homenagear padres fascistas, militantes do ELP e do MDLP, que nem contaram com o voto favorável do PSD e do CDS, é mesmo extraordinariamente revelador do PS que temos.
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
MST: "O verbo evidenciar não existe"
Miguel Sousa Tavares, comentando as peripécias de Pais Jorge, afirmou que este inventou o verbo “evidenciar”. Evidentemente, ficou registado para memória futura.
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quarta-feira, 24 de julho de 2013
Governo BPN
Os gatunos da banca governam o país. É curioso observar que o montante da despesa pública que o Governo deseja cortar corresponde sensivelmente ao buraco do BPN: 4,6 mil milhões de Euros. E Rui Machete já é o segundo exemplar da quadrilha, depois de Franquelim Alves.
| BPN omitido no currículo de novo ministro A Bola BPN omitido no currículo de novo ministro. Por Redação. A- A A+. O novo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, conta no currículo com uma passagem pelo Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios mas essa informação ... |
| Ligação de Machete ao BPN sem impacto, diz ex-MNE Diário de Notícias - Lisboa João Semedo considerou que a proximidade de Rui Machete ao grupo BPN/SLN "num momento em que as fraudes do BPN e SLN pesam tanto das contas públicas e no bolso de cada contribuinte" confere à escolha um estatuto de "muito mau gosto". |
| Governo Passos esquece BPN no currículo de Rui Machete Notícias ao Minuto O gabinete de Passos Coelho omitiu o BPN do currículo de Rui Machete. O DN aponta hoje que a passagem do novo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros pelo Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios, dona do Banco Português de ... |
| Gabinete de Passos omite BPN no currículo de Machete Diário de Notícias - Lisboa A passagem do novo ministro de Estado e dos Negócios Estangeiros pelo Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios, a proprietária do Banco Português de Negócios (BPN), de 2007 a 2009, não consta das "notas biográficas dos novos ministros", ... |
| Novo ministro dos Negócios Estrangeiros com fortes ligações ao ... Público.pt O novo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, foi presidente ao longo de vários anos do Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a dona do Banco Português de Negócios (BPN), onde o Estado português injectou a ... |
| Passagem do novo ministro pela SLN foi omitida do currículo TVI24 Rui Machete, escolhido para ocupar o cargo de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, já trabalhou na SLN, sociedade gestora do BPN, mas essa passagem pela empresa foi omitida da sua biografia, enviada aos órgãos de comunicação social ... |
| Maria Luís Albuquerque ouvida na comissão de Orçamento sobre ... RTP A comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública quer ouvir a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, no âmbito da venda do BPN ao BIC até 31 de julho. A presença de Maria Luís Albuquerque naquela comissão foi requerida na ... |
| Passagem de Rui Machete pelo BPN omitida pelo Governo Diário Digital Novo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, a passagem de Rui Machete, de 73 anos, pelo Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios, a proprietária do Banco Português de Negócios (BPN), entre 2007 a 2009, foi omitida das «notas ... |
| Finanças pagaram 22 milhões de euros ao BIC Económico O Ministério das Finanças já pagou ao BIC 22 milhões de euros no âmbito do contrato de venda doBPN, que previa que o Estado pudesse ter suportar responsabilidades contingentes no montante máximo de 158 milhões de euros. "Até à presente data, ... |
| Governo: Escolha de Machete é ótima e ligação a BPN não tem ... Visão Lisboa, 24 jul (Lusa) - O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros António Monteiro considerou hoje que o novo titular da pasta é uma "solução ótima" e que as ligações de Rui Machete ao grupoBPN/SLN não vão afetar a sua imagem. "Acho que foi uma ... |
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quinta-feira, 11 de julho de 2013
Os cartões de Cavaco: PS, vermelho; CDS, amarelo; PSD, laranja
Os políticos têm hoje uma longa noite para se entender quando ao que Cavaco disse. Especialmente tendo em consideração as diversas interpretações das principais agências internacionais, parece que ninguém quer entender Cavaco.
A decisão apresentada constitui claramente um cartão vermelho ao PS, que já se manifestou contra a proposta de Cavaco. Não se dignam de apresentar qualquer justificação, bastando-lhes imaginar que a conversão das últimas sondagens em mandatos lhes seria favorável. Apenas desejam chegar ao poder, por desgaste da coligação CDS-PSD, mas não se espera do PS uma mudança de política, sabendo-se que nos Governos de Mário Soares o partido foi o rosto da austeridade.
O CDS levou cartão amarelo! Tinha ganho poder no interior da coligação à custa de manobras palacianas, pelo que Cavaco fez bem ao travar Portas. Se este só com uma pasta de cada vez já enrolou o país em tantos casos (desaparecimento de documentos, submarinos,...) então como super-ministro dificilmente se imagina até onde iria o seu poder destrutivo.
Claramente, o PSD é o partido beneficiado com a sua proposta. Com um “Governo de Salvação Nacional” PS-PSD-CDS, cuja primeira missão é realizar eleições, imediatamente depois de a Troika sair do país (!), Cavaco está a situar o PSD na pole position, porque anulará os ganhos da oposição (do PS, e mesmo do CDS!) resultantes do desgaste do Governo. Mais, vangloriar-se-ão de terem evitado um segundo resgate... porque facilmente reverterão igualmente como mérito seu a almofada do “programa cautelar”. Assim, o PSD será o partido em melhores condições nas eleições de Junho de 2014. Podemos dizer que o PSD teve um cartão laranja, porque afinal Cavaco é seu!
É triste viver em democracia, quando as alternativas se limitam ao PS e ao PSD...
A decisão apresentada constitui claramente um cartão vermelho ao PS, que já se manifestou contra a proposta de Cavaco. Não se dignam de apresentar qualquer justificação, bastando-lhes imaginar que a conversão das últimas sondagens em mandatos lhes seria favorável. Apenas desejam chegar ao poder, por desgaste da coligação CDS-PSD, mas não se espera do PS uma mudança de política, sabendo-se que nos Governos de Mário Soares o partido foi o rosto da austeridade.
O CDS levou cartão amarelo! Tinha ganho poder no interior da coligação à custa de manobras palacianas, pelo que Cavaco fez bem ao travar Portas. Se este só com uma pasta de cada vez já enrolou o país em tantos casos (desaparecimento de documentos, submarinos,...) então como super-ministro dificilmente se imagina até onde iria o seu poder destrutivo.
Claramente, o PSD é o partido beneficiado com a sua proposta. Com um “Governo de Salvação Nacional” PS-PSD-CDS, cuja primeira missão é realizar eleições, imediatamente depois de a Troika sair do país (!), Cavaco está a situar o PSD na pole position, porque anulará os ganhos da oposição (do PS, e mesmo do CDS!) resultantes do desgaste do Governo. Mais, vangloriar-se-ão de terem evitado um segundo resgate... porque facilmente reverterão igualmente como mérito seu a almofada do “programa cautelar”. Assim, o PSD será o partido em melhores condições nas eleições de Junho de 2014. Podemos dizer que o PSD teve um cartão laranja, porque afinal Cavaco é seu!
É triste viver em democracia, quando as alternativas se limitam ao PS e ao PSD...
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
Saiu Vítor Gaspar, entrou uma Gasparzeca
Passos Coelho disse que Maria Luís Albuquerque foi a primeira escolha, como se ainda pudesse escolher alguma coisa, e o cargo fosse desejado, agora, nestas circunstâncias, por muitos candidatos.
Como é óbvio, mentiu mais uma vez!
Segundo a carta de demissão de Vítor Gaspar, este já sai com oito meses de atraso. Passou-se com os acórdãos do Tribunal Constitucional e com a tonteira da TSU. Gaba-se te ter preservado a confiança dos credores, apesar de saber que estes exigem agora as mesmas taxas de juro – insuportáveis - que Sócrates pagava.
Logo agora que “as condições de financiamento do Tesouro e da economia portuguesa melhoraram significativamente”, e que “chegou uma nova fase: a fase do investimento”, não se percebe bem por que razão diz “não se sentir em condições de assegurar o sucesso do programa de ajustamento”.
Uma vez quer Vítor Gaspar recorda estar a “assumir plenamente as responsabilidades que lhe cabem” e que ironicamente afirma no final ser sua “firme convicção que com a sua saída contribuirá para reforçar a coesão da equipa governativa” só pode estar a sair por considerar traição a actividade de alguns colegas. Isto é, Vítor Gaspar seria um bom Ministro das Finanças, num país imaginário, onde pudesse impor todas as regras, sem qualquer constrangimento institucional, nem qualquer necessidade de negociar e justificar todos os vaipes que passassem pela cachola.
Mesmo assim, elogios fúnebres não lhe tem faltado:
"Uma surpresa muito desagradável" e "uma grande perda para o país", disse Miguel Beleza, representando certamente muitos que nele confiaram.
A polémica do (não) sabia nada de swaps aconselharia tudo excepto a promoção de uma eventual arguida. Mas tem a sua lógica... pois se prendessem os criminosos responsáveis pelo estado a que o país chegou, no Governo, na Assembleia, nos partidos, nas autarquias, nas empresas públicas, nas fundações... se a corrupção fosse eficazmente combatida, então é que o país recuperaria a confiança dos Empresários, do exterior e dos cidadãos. Continuando assim, Portugal aproximar-se-á a maior velocidade ainda, da Grécia.
Como é óbvio, mentiu mais uma vez!
Segundo a carta de demissão de Vítor Gaspar, este já sai com oito meses de atraso. Passou-se com os acórdãos do Tribunal Constitucional e com a tonteira da TSU. Gaba-se te ter preservado a confiança dos credores, apesar de saber que estes exigem agora as mesmas taxas de juro – insuportáveis - que Sócrates pagava.
Logo agora que “as condições de financiamento do Tesouro e da economia portuguesa melhoraram significativamente”, e que “chegou uma nova fase: a fase do investimento”, não se percebe bem por que razão diz “não se sentir em condições de assegurar o sucesso do programa de ajustamento”.
Uma vez quer Vítor Gaspar recorda estar a “assumir plenamente as responsabilidades que lhe cabem” e que ironicamente afirma no final ser sua “firme convicção que com a sua saída contribuirá para reforçar a coesão da equipa governativa” só pode estar a sair por considerar traição a actividade de alguns colegas. Isto é, Vítor Gaspar seria um bom Ministro das Finanças, num país imaginário, onde pudesse impor todas as regras, sem qualquer constrangimento institucional, nem qualquer necessidade de negociar e justificar todos os vaipes que passassem pela cachola.
Mesmo assim, elogios fúnebres não lhe tem faltado:
"Uma surpresa muito desagradável" e "uma grande perda para o país", disse Miguel Beleza, representando certamente muitos que nele confiaram.
A polémica do (não) sabia nada de swaps aconselharia tudo excepto a promoção de uma eventual arguida. Mas tem a sua lógica... pois se prendessem os criminosos responsáveis pelo estado a que o país chegou, no Governo, na Assembleia, nos partidos, nas autarquias, nas empresas públicas, nas fundações... se a corrupção fosse eficazmente combatida, então é que o país recuperaria a confiança dos Empresários, do exterior e dos cidadãos. Continuando assim, Portugal aproximar-se-á a maior velocidade ainda, da Grécia.
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quinta-feira, 27 de junho de 2013
Ideia para contornar os quatro feriados que o Governo extinguiu
Marquem Greve Geral que a malta alinha...
Feriados extintos pelo Governo Passos Coelho/Paulo Portas/Vitor Gaspar/Miguel Relvas ;)
E a produtividade? Ninguém demonstrou que a redução dos feriados tenha efeitos positivos sobre a produtividade. Na educação tem-se a percepção que os feriados contribuem para aliviar tensões e recarregar as baterias, sendo qualquer eventual perda de um destes dias rapidamente recuperada nos seguintes.
Feriados extintos pelo Governo Passos Coelho/Paulo Portas/Vitor Gaspar/Miguel Relvas ;)
- Dois feriados civis:
5 de Outubro, Implantação da República
1 de Dezembro, Restauração da Independência - Dois feriados religiosos:
Corpo de Deus, 60 dias após a Páscoa
1 de Novembro, Todos os Santos
Fonte.
E a produtividade? Ninguém demonstrou que a redução dos feriados tenha efeitos positivos sobre a produtividade. Na educação tem-se a percepção que os feriados contribuem para aliviar tensões e recarregar as baterias, sendo qualquer eventual perda de um destes dias rapidamente recuperada nos seguintes.
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segunda-feira, 24 de junho de 2013
Everything is a Remix
Muitas vezes o que parece novo, não é senão uma adaptação do original. O que é interessante é que a "cópia" pode ganhar qualidades.
Canção do Mar - Amália Rodrigues
Canção do Mar - Dulce Pontes
Canção do Mar - ??????
Provavelmente já está (quase) tudo inventado... Because Everything is a Remix...
Canção do Mar - Amália Rodrigues
Canção do Mar - Dulce Pontes
Canção do Mar - ??????
Provavelmente já está (quase) tudo inventado... Because Everything is a Remix...
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domingo, 23 de junho de 2013
Contributo para uma definição: Professorzecos
- ...apesar de terem razão, perceberam que era injusta aquela greve... (0:45)
MRS
A fraude e as irregularidades só são apontadas quando convém.
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sexta-feira, 21 de junho de 2013
Portugal não tem impostos altos, tem serviços a menos
Comparando Portugal com os outros países da União Europeia, (EUROSTAT) é fácil concluir que não pagamos demasiados impostos directos (sobre o rendimento e a riqueza). Também se observa que o Estado não proporciona à sociedade um nível de serviços comparável com os seus parceiros, designadamente na Educação e na Saúde.
Impostos sobre o rendimento e a riqueza em percentagem do PIB http://epp.eurostat.ec.europa.eu/guip/mapAction.do?mapMode=dynamic&indicator=tec00018_1
Camas de hospital por 100.000 habitantes http://epp.eurostat.ec.europa.eu/guip/mapAction.do?mapMode=dynamic&indicator=tps00046
Abandono precoce de educação e formação http://epp.eurostat.ec.europa.eu/guip/mapAction.do?mapMode=dynamic&indicator=tsdsc410_1
Toda a propaganda que se houve aponta para a redução da despesa e dos impostos por razões estritamente ideológicas. Fazem as médias que lhes convém… não importando os buracos da rede hospitalar, nem que grande parte da população abandone precocemente o sistema educativo.
Impostos sobre o rendimento e a riqueza em percentagem do PIB http://epp.eurostat.ec.europa.eu/guip/mapAction.do?mapMode=dynamic&indicator=tec00018_1
Camas de hospital por 100.000 habitantes http://epp.eurostat.ec.europa.eu/guip/mapAction.do?mapMode=dynamic&indicator=tps00046
Abandono precoce de educação e formação http://epp.eurostat.ec.europa.eu/guip/mapAction.do?mapMode=dynamic&indicator=tsdsc410_1
Toda a propaganda que se houve aponta para a redução da despesa e dos impostos por razões estritamente ideológicas. Fazem as médias que lhes convém… não importando os buracos da rede hospitalar, nem que grande parte da população abandone precocemente o sistema educativo.
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Episódios do Crato, Teorias da Conspiração, Insanidade do Umbigo, etc.
Depois de o Colégio Arbitral ter decidido que não existem serviços mínimos na educação, e o Tribunal ter passado um atestado de incompetência ao Ministério da Educação, o Governo inventou uma nova forma de adiar o pagamento do subsídio de férias aos funcionários públicos.
No braço de ferro com os professores vale mesmo tudo, pois segundo os colegas de Português, o Governo premiou os alunos do 12º ano que fizeram o exame dia 17 (greve dos professores), com um exame mais simples que o apresentado aos do 9º ano!
Independente dos números de dia 17, a verdade é que a confusão está instalada e Ministério nunca poderá sair-se bem daqui. Para evitar que os professores repitam a façanha o Governo já prometeu mudar a lei da greve definindo o serviço de exames como serviços mínimos.
Como demasiados professores persistem, continuando a resistir às arbitrariedades do Governo com o prolongamento da greve às avaliações, acrescentou mais uma. Agora o Ministério da Educação e Ciência (MEC) deu/relembrou orientações às escolas que os sindicatos consideram ilegais.
O Governo já nos habituou de tal forma a ir mudando todos os dias as regras, que já nem espero qualquer reacção, mas creio que os professores apenas poderão recuperar a sua dignidade se conseguirem obrigar o Ministério a respeitar um enquadramento institucional minimamente estável.
Perante a gravidade do momento que vivemos, o Guinote e os seus seguidores divertiram-se imenso comentando os meus excessos de linguagem, por ter utilizado a expressão professorzecos, classificando automaticamente o meu post como um momento de insanidade. Certamente que o guru da blogoesfera professoral se passou ao desejar reclamar para si a legitimidade de definir qual é a linguagem correcta a utilizar pelos colegas, em momentos decisivos... enfim, também tem direito aos seus momentos de insanidade.
Já se sabe que a reflexão é perigosa, quando depois de interiorizarmos as injustiças, fazemos a sua denúncia pública. Se todos os professores expressassem o que sentem, do caleidoscópio dos seus relatos dificilmente emergiria um representante oficial... que “respeita” os seus colegas como este!
No braço de ferro com os professores vale mesmo tudo, pois segundo os colegas de Português, o Governo premiou os alunos do 12º ano que fizeram o exame dia 17 (greve dos professores), com um exame mais simples que o apresentado aos do 9º ano!
Independente dos números de dia 17, a verdade é que a confusão está instalada e Ministério nunca poderá sair-se bem daqui. Para evitar que os professores repitam a façanha o Governo já prometeu mudar a lei da greve definindo o serviço de exames como serviços mínimos.
Como demasiados professores persistem, continuando a resistir às arbitrariedades do Governo com o prolongamento da greve às avaliações, acrescentou mais uma. Agora o Ministério da Educação e Ciência (MEC) deu/relembrou orientações às escolas que os sindicatos consideram ilegais.
O Governo já nos habituou de tal forma a ir mudando todos os dias as regras, que já nem espero qualquer reacção, mas creio que os professores apenas poderão recuperar a sua dignidade se conseguirem obrigar o Ministério a respeitar um enquadramento institucional minimamente estável.
Perante a gravidade do momento que vivemos, o Guinote e os seus seguidores divertiram-se imenso comentando os meus excessos de linguagem, por ter utilizado a expressão professorzecos, classificando automaticamente o meu post como um momento de insanidade. Certamente que o guru da blogoesfera professoral se passou ao desejar reclamar para si a legitimidade de definir qual é a linguagem correcta a utilizar pelos colegas, em momentos decisivos... enfim, também tem direito aos seus momentos de insanidade.
Já se sabe que a reflexão é perigosa, quando depois de interiorizarmos as injustiças, fazemos a sua denúncia pública. Se todos os professores expressassem o que sentem, do caleidoscópio dos seus relatos dificilmente emergiria um representante oficial... que “respeita” os seus colegas como este!
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terça-feira, 18 de junho de 2013
Concorda com a greve dos professores em dia de exames?
Pode dizer-se que a questão está formulada tendenciosamente, porque a referência imediata ao dia de exames terá levado mais algumas pessoas a dizer que não concordavam com a greve. Mesmo assim, dois em cada três espectadores mostraram-se a favor da greve.
Muitos comentadores de tudo é que foram menos inteligentes, como este, que:
- argumentou que o direito à greve dos professores representa um abuso, porque o direito ao ensino dos estudantes se encontra igualmente defendido na Constituição;
- acusou os professores de terem a intenção de prejudicar os alunos ao marcar a greve para um dia de exames;
- acusou os professores de estarem a matar o ensino público com a incerteza do dia de exame.
Se esta greve constitui um abuso dos professores porque suspende temporariamente um direito dos alunos, então gostaria que Miguel Sousa Tavares explicasse qual é a greve que não prejudica ninguém.
É evidente que a greve foi marcada para um dia de exames para ter maior impacto. Desta vez não teve oportunidade de observar que era à sexta-feira para começarem o fim-de-semana mais cedo.
Quanto à acusação de os professores estarem a matar a escola pública, gostaria de observar que faz parte da agenda ideológica liberal deste Governo matar todos os sectores de actividade que se encontrem na esfera do Estado, para os entregar a interesses privados. Tem sido assim em todos os sectores, mesmo naqueles que constituem monopólios naturais. O próximo sector serão os CORREIOS. Na educação, o Governo já propôs os co-pagamentos, decretou a perda do vínculo à função pública, e insistirá na convergência com o sector privado até fazer desaparecer o sector público.
Quando todo o ensino for privado, ficarão todos os alunos em igualdade de circunstâncias desde que disponham de recursos, cada vez mais inequitativamente distribuídos, por esta política que está a assassinar a classe média (Nicolau Santos)
Muitos comentadores de tudo é que foram menos inteligentes, como este, que:
- argumentou que o direito à greve dos professores representa um abuso, porque o direito ao ensino dos estudantes se encontra igualmente defendido na Constituição;
- acusou os professores de terem a intenção de prejudicar os alunos ao marcar a greve para um dia de exames;
- acusou os professores de estarem a matar o ensino público com a incerteza do dia de exame.
Se esta greve constitui um abuso dos professores porque suspende temporariamente um direito dos alunos, então gostaria que Miguel Sousa Tavares explicasse qual é a greve que não prejudica ninguém.
É evidente que a greve foi marcada para um dia de exames para ter maior impacto. Desta vez não teve oportunidade de observar que era à sexta-feira para começarem o fim-de-semana mais cedo.
Quanto à acusação de os professores estarem a matar a escola pública, gostaria de observar que faz parte da agenda ideológica liberal deste Governo matar todos os sectores de actividade que se encontrem na esfera do Estado, para os entregar a interesses privados. Tem sido assim em todos os sectores, mesmo naqueles que constituem monopólios naturais. O próximo sector serão os CORREIOS. Na educação, o Governo já propôs os co-pagamentos, decretou a perda do vínculo à função pública, e insistirá na convergência com o sector privado até fazer desaparecer o sector público.
Quando todo o ensino for privado, ficarão todos os alunos em igualdade de circunstâncias desde que disponham de recursos, cada vez mais inequitativamente distribuídos, por esta política que está a assassinar a classe média (Nicolau Santos)
segunda-feira, 17 de junho de 2013
A greve e o profissionalismo dos professores
Nuno Crato elogiou o profissionalismo dos professores que permitiram que 60% dos alunos do ensino público - e a totalidade dos estudantes do privado - tivessem realizado o seu exame de Português, hoje, 17 de Junho.
Gostaria de testemunhar, que contrariamente ao que disse o Ministro, só mesmo o desenquadramento da classe, terá permitido que alguns professorecos tivessem assegurado a realização das provas em condições deploráveis.
Na minha Escola foi assim:
Direcção: 100% em greve exceptuando o Director.
Secretariado: 100% em greve excepto uma professoreca.
Coadjuvantes: 100% em greve.
Suplentes: Evidentemente, nem pensar.
Professores do ENES: 100% em greve.
Vigilantes: Somente com os professores da nossa escola não haveriam vigilantes suficientes, mas entraram 8 professorecas do 1º ciclo, que passaram recentemente a fazer parte do Agrupamento. Mesmo assim, logo no início, excluíram todos os estudantes com necessidades educativas especiais, e os alunos de PLNM... mandando à fava os pergaminhos de escola multicultural.
Traíram a classe:
- professorecas próximas da reforma, que não serão afectadas por nada que se venha a passar;
- professorecas QZP’s que não têm a menor esperança de continuar na Escola;
- professorecas infofóbicas, incapazes de agarrar num rato;
- professorecas que nunca conseguiram levantar-se de manhã, faltando a todas reuniões marcadas para as 08:30;
- professorecas com pó a colegas que as ultrapassaram nos concursos;
- professorecas que têm argumentado precisar de um horário à noite, porque não suportarão os alunos do turno diurno;
- professorecos que vão à Escola fazer umas horas para complementar o salário que recebem no seu atelier...
Com estes, Nuno Crato ganhou esta batalha, mas não chegará a lado nenhum! Note-se que exceptuando o Director, todas as chefias da escola fizeram greve.
Mesmo assim, realizaram-se 100% das provas de Português, o suficiente para Nuno Crato cantar a sua vitória e continuar a humilhar os docentes.
Gostaria de testemunhar, que contrariamente ao que disse o Ministro, só mesmo o desenquadramento da classe, terá permitido que alguns professorecos tivessem assegurado a realização das provas em condições deploráveis.
Na minha Escola foi assim:
Direcção: 100% em greve exceptuando o Director.
Secretariado: 100% em greve excepto uma professoreca.
Coadjuvantes: 100% em greve.
Suplentes: Evidentemente, nem pensar.
Professores do ENES: 100% em greve.
Vigilantes: Somente com os professores da nossa escola não haveriam vigilantes suficientes, mas entraram 8 professorecas do 1º ciclo, que passaram recentemente a fazer parte do Agrupamento. Mesmo assim, logo no início, excluíram todos os estudantes com necessidades educativas especiais, e os alunos de PLNM... mandando à fava os pergaminhos de escola multicultural.
Traíram a classe:
- professorecas próximas da reforma, que não serão afectadas por nada que se venha a passar;
- professorecas QZP’s que não têm a menor esperança de continuar na Escola;
- professorecas infofóbicas, incapazes de agarrar num rato;
- professorecas que nunca conseguiram levantar-se de manhã, faltando a todas reuniões marcadas para as 08:30;
- professorecas com pó a colegas que as ultrapassaram nos concursos;
- professorecas que têm argumentado precisar de um horário à noite, porque não suportarão os alunos do turno diurno;
- professorecos que vão à Escola fazer umas horas para complementar o salário que recebem no seu atelier...
Com estes, Nuno Crato ganhou esta batalha, mas não chegará a lado nenhum! Note-se que exceptuando o Director, todas as chefias da escola fizeram greve.
Mesmo assim, realizaram-se 100% das provas de Português, o suficiente para Nuno Crato cantar a sua vitória e continuar a humilhar os docentes.
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