- Quinze dias é muito tempo na crise do euro. Em duas curtas semanas Portugal deixou de ser um aluno modelo, elogiado em Bruxelas e Frankfurt pela firmeza com o programa de ajustamento, passando a um exemplo de advertência sobre os perigos enfrentados pelos governos que tentam levar a austeridade para além da tolerância dos eleitores a longo sofrimento.
domingo, 23 de setembro de 2012
Quanta austeridade é demais?
O The Economist faz a pergunta e sugere que nas últimas semanas encontrámos um ponto de inflexão. Passos Coelho terá descoberto que o limite para as políticas de austeridade também existe em Portugal com manifestações pacíficas, e não apenas nos países em que os protestos são violentos.
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sábado, 22 de setembro de 2012
O Conselho de Estado não responde a provocações da rua
Depois de 8 horas de reunião, certamente que os conselheiros apenas pensavam em como sair de lá vivos. O comunicado no site do Presidente ignora completamente a manifestação que decorreu em simultâneo no exterior do Palácio da S. Bento, como se fosse marciano:
- (... Propaganda, como se alguma vez tivessem pensado na Europa ...)
- 6) O Conselho de Estado foi informado da disponibilidade do Governo para, no quadro da concertação social, estudar alternativas à alteração da Taxa Social Única.
- 7) O Conselho de Estado foi igualmente informado de que foram ultrapassadas as dificuldades que poderiam afectar a solidez da coligação partidária que apoia o Governo.
- 8) O Conselho de Estado não responde a provocações da rua.
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Manif 21/SET/2012 - Acordai!
Com a mesma motivação de dia 15, repetiu-se agora em simultâneo com uma reunião do Conselho de Estado, mais uma manifestação contra a política de austeridade.
Fica para memória futura um dos seus melhores momentos.
Fica para memória futura um dos seus melhores momentos.
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terça-feira, 18 de setembro de 2012
Luís Aguiar-Conraria et al
Trabalho econométrico concluiu que é de esperar da medida proposta pelo Governo, exactamente o efeito oposto ao defendido, isto é, é de esperar um aumento do peso do desemprego de longa duração no desemprego total.
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domingo, 16 de setembro de 2012
TSUnami político
Abençoado 15 de Setembro. Finalmente as pessoas descarregaram na rua alguma angústia, acreditaram que poderiam mudar alguma coisa, o governo ficou quase em mero exercício de funções de gestão. As pessoas gastaram mais dinheiro neste fim-de-semana, sorriram mais, ficaram mais felizes.
Dia 7 de Setembro Passos Coelho abusou do estado de graça inventando uma desvalorização fiscal da qual até Abebe Selassie aponta reservas.
Nem o patronato agradeceu a transferência de capital proposta, alegando que o aumento da TSU suportado pelos trabalhadores, reduz o seu poder de compra e o consumo.
Até aqui quando o Governo anunciava austeridade, a população aceitava porque acreditava que a mesma tinha alguma finalidade. A redução dos salários dos funcionários públicos, congelados pela primeira vez em 2001, foi aceite como legítima depois de muita propaganda criando a ideia de que se iriam cortar as “gorduras do Estado”.
Na realidade as “gorduras do Estado” continuam como estavam, ou até se têm multiplicado, constituindo um verdadeiro Estado paralelo que alimenta as clientelas dos partidos, e portando estes não as podem destruir.
Constituem grandes Estados dentro do Estado, as administrações regionais e autarquias locais, onde muito dinheiro é esbanjado, sem que nada tenha mudado.
As parcerias público privadas diz-se que têm os contratos blindados, e portanto não podem mudar, quando os trabalhadores ao tempo que perderam a noção dos “direitos adquiridos”.
Depois de tanto barulho em torno de centenas de fundações, o Governo apenas propõe a extinção de 40, e como 21 dependem das autarquias já se sabe que nada lhes irá acontecer.
As empresas públicas continuam a ser utilizadas para dar emprego à malta do partido. O último exemplo foi a RTP, que recebeu como administrador um amigo do Relvas que tinha experiência no sector das cervejas e negócios em Angola.
Mesmo que anuncie algumas medidas avulsas de tributação sobre os ricos, este Governo perdeu a legitimidade para Governar porque os governantes:
- mentem;
- não dão o exemplo, deixando a austeridade apenas para o povo;
- demonstraram que a austeridade não têm nenhuma finalidade legítima;
- promoveram a maior redistribuição do rendimento a favor do capital sem nenhum desígnio nacional;
- são responsáveis pelo crescimento da economia paralela. Se não fosse esta já corresponder a 1/4 do PIB o défice orçamental seria bem menor.
Dia 7 de Setembro Passos Coelho abusou do estado de graça inventando uma desvalorização fiscal da qual até Abebe Selassie aponta reservas.
Nem o patronato agradeceu a transferência de capital proposta, alegando que o aumento da TSU suportado pelos trabalhadores, reduz o seu poder de compra e o consumo.
Até aqui quando o Governo anunciava austeridade, a população aceitava porque acreditava que a mesma tinha alguma finalidade. A redução dos salários dos funcionários públicos, congelados pela primeira vez em 2001, foi aceite como legítima depois de muita propaganda criando a ideia de que se iriam cortar as “gorduras do Estado”.
Na realidade as “gorduras do Estado” continuam como estavam, ou até se têm multiplicado, constituindo um verdadeiro Estado paralelo que alimenta as clientelas dos partidos, e portando estes não as podem destruir.
Constituem grandes Estados dentro do Estado, as administrações regionais e autarquias locais, onde muito dinheiro é esbanjado, sem que nada tenha mudado.
As parcerias público privadas diz-se que têm os contratos blindados, e portanto não podem mudar, quando os trabalhadores ao tempo que perderam a noção dos “direitos adquiridos”.
Depois de tanto barulho em torno de centenas de fundações, o Governo apenas propõe a extinção de 40, e como 21 dependem das autarquias já se sabe que nada lhes irá acontecer.
As empresas públicas continuam a ser utilizadas para dar emprego à malta do partido. O último exemplo foi a RTP, que recebeu como administrador um amigo do Relvas que tinha experiência no sector das cervejas e negócios em Angola.
Mesmo que anuncie algumas medidas avulsas de tributação sobre os ricos, este Governo perdeu a legitimidade para Governar porque os governantes:
- mentem;
- não dão o exemplo, deixando a austeridade apenas para o povo;
- demonstraram que a austeridade não têm nenhuma finalidade legítima;
- promoveram a maior redistribuição do rendimento a favor do capital sem nenhum desígnio nacional;
- são responsáveis pelo crescimento da economia paralela. Se não fosse esta já corresponder a 1/4 do PIB o défice orçamental seria bem menor.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012
O Método Ser Bom Aluno, ‘Bora Lá?
Estão a aproximar-se as apresentações, e para não repetir sempre o mesmo, este ano irei experimentar estas dicas do Jorge:
- Para quê ser Bom Aluno?
Se conseguires ser um Bom Aluno — e continuares a sê-lo ao longo dos anos — o que é que acontecerá? Bem, arriscas-te a ter um dia um melhor emprego, a ganhar mais dinheiro, a seres reconhecido pelos outros, a virem pedir-te conselhos, no fundo ganhas o respeito dos outros. No entanto, isto tudo, dirás, ainda vem longe, mas e agora?
No imediato começam-te a levar mais a sério, não é? De facto, faz parte do teu processo de crescimento tomares decisões cada vez com menos orientação do exterior (o mesmo é dizer dos teus pais) e responsabilizares-te por elas. Ora se conseguires ser Bom Aluno tudo isto torna-se mais fácil, os teus pais aborrecem-te menos a “molécula” e como tal terás mais liberdade de acção. Queres ir a uma festa com os amigos, o argumento de “não, porque tens de estudar” deixa de fazer sentido.
Pondo as coisas ainda de forma mais simples: tens dois modelos que podes escolher. O primeiro é o Modelo Ya Fixe que é um modelo convergente na medida que vai ao encontro dos teus objectivos:
Estudas mais »»» melhoras os resultados »»» A família aborrece-te menos »»» Tens mais liberdade »»» divertes-te mais
O segundo é o Modelo Tass Mal que é divergente pois afasta-te cada vez mais do lazer:
Estudas pouco »»» maus resultados »»» a família aborrece-te »»» começam a “controlar-te” mais »»» obrigam-te a estudar e cortam-te as saídas »»» divertes-te menos
Não é necessário perguntar-te qual é o teu preferido, pois não?
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sucesso escolar
José Gomes Ferreira rebentou Ministro Vitor Gaspar
Os trabalhadores pagam impostos porque o Estado dispõe de um aparelho de coacção eficaz
Relativamente ao capital, Vitor Gaspar faz um apelo à sua consciência patriótica.
António Borges tem um pagamento em falta de 25.000 euros. Verá a sua contribuição agravada?
Exposto à imoralidade da situação, VG argumentou "desconhecer os detalhes"... o que naturalmente não repara os danos morais provocados por um colaborador tão próximo, que tanto admira.
Relativamente ao capital, Vitor Gaspar faz um apelo à sua consciência patriótica.
- O mercado só funciona bem em condições de concorrência e transparência. Em situações de monopólio ou de concorrência limitada é necessário utilizar regulamentação efectiva (VG TEÓRICO).
É crucial efectivamente que os produtores de bens e serviços não transacionáveis, protegidos da concorrência, tenham a capacidade e a consciência para diminuir os preços, transmitindo aos consumidores a poupança que obtiveram através da redução da TSU. O facto de me ter colocado essa questão e de a estarmos a discutir em público contribui decisivamente para que esse padrão venha a ser observado (VG TÓTÓ). (11:00)
O esforço e sacrifício estão rigorosamente distribuídos por todos. A razão porque vale a pena apostarmos neste ajustamento é precisamente porque é a maneira de sermos capazes de proteger os mais pobres, os mais desfavorecidos e os mais vulneráveis (VG PROPAGANDA). (16:00)
António Borges tem um pagamento em falta de 25.000 euros. Verá a sua contribuição agravada?
Exposto à imoralidade da situação, VG argumentou "desconhecer os detalhes"... o que naturalmente não repara os danos morais provocados por um colaborador tão próximo, que tanto admira.
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sábado, 8 de setembro de 2012
Gostava de ter escrito esta
“Não leves a mal; tiro-te um mês do teu salário para o dar ao teu patrão. É para criar emprego. Estás a ver?”
Ladrões de Biciletas
A malta não gostou de confirmar que vão sempre aos bolsos dos mesmos - quanto aos rendimentos do capital Passos Coelho apenas fez uma referência breve, dando-lhes realmente um bónus -, e a Troika que a até aqui tem sido recebida com alguma simpatia passou a ser alvo de campanhas de protesto como esta. Já estão marcadas manifestações para dia 15, mas isto pelo Facebook é tudo muito rápido e nunca se sabe como fica.
Ladrões de Biciletas
A malta não gostou de confirmar que vão sempre aos bolsos dos mesmos - quanto aos rendimentos do capital Passos Coelho apenas fez uma referência breve, dando-lhes realmente um bónus -, e a Troika que a até aqui tem sido recebida com alguma simpatia passou a ser alvo de campanhas de protesto como esta. Já estão marcadas manifestações para dia 15, mas isto pelo Facebook é tudo muito rápido e nunca se sabe como fica.
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
A representação de Nuno Crato
Comendo sopa de letras Nuno Crato construiu a sua concepção da educação. Para si a criança é encarada como um futuro trabalhador. Portanto, os professores deverão treinar os alunos com as competências necessárias para que no futuro o seu trabalho seja mais eficaz. A verificação das aprendizagens faz-se no final do processo, sendo o exame a prova por excelência do sucesso.
O conceito de tarefa escolar entrou na pedagogia por transposição do conceito que Taylor criou para a indústria, onde as tarefas se encontram padronizadas. Estas são acompanhadas de instruções que as permitem executar com a máxima eficácia. Seguindo-as o sucesso é garantido. Reduzindo o aluno a um autómato, a justificação industrial apresenta a educação como um mero problema técnico. “O objectivo não é o saber, nem o saber-ser, mas uma série de saberes-fazer que a pedagogia por objectivos decompõe em sábias taxinomias, como o taylorismo tinha decomposto as tarefas industriais” (Derouet, 1992:106).
Milú foi amplamente contestada quando só quis introduzir a avaliação de desempenho, e Nuno Crato despede dezenas de milhares aparentemente sem grande contestação, por uma razão simples: dentro de cada professor vive um Crato, isto é, a maioria das nossas representações sobre a melhoria do sistema educativo fundamentam-se na justificação industrial que Crato engoliu de Taylor, objectivos pedagógicos, tarefas escolares, "linha de montagem"... e exames na linha proposta por Nuno Crato. Como em cada professor vive um Crato, é muito difícil contestá-lo, por mais miserável que seja o economicismo.
Quem puder pagar, colocará as suas flores num Colégio, ao cuidado de jardineiros (*) com menos crianças, e mais tempo para cada uma. Crato chamará a isto "liberdade de escolha" entre o ensino público e o ensino privado.
Quando os estudantes têm negativa, a explicação de Crato não poderia ser mais simples: "90% dos estudantes que tiram negativa, atiram o barro à parede".
Obrigadinho por não ler blogues, e não mudar de ideias. Fico satisfeito por ter um Ministro que atingiu a "excelência". Para quem fazia da divulgação da ciência uma das bandeiras, percebe-se bem que apenas queria substituir um "eduquês" por outro.
(*) Os jardineiros regam as flores, cuidando do ambiente à sua volta, mas não definem que estas tenham de crescer x% ao ano para atingir os objectivos. Da diversidade é surge o encanto do Jardim. A justificação industrial conduz à homogeneidade dos processos, alunos, produtos, exames.
Adenda Todos sabem que a política seguida é meramente economicista, mas fica aqui um lembrete.
http://www.imf.org/external/pubs/ft/scr/2012/cr12179.pdf
O conceito de tarefa escolar entrou na pedagogia por transposição do conceito que Taylor criou para a indústria, onde as tarefas se encontram padronizadas. Estas são acompanhadas de instruções que as permitem executar com a máxima eficácia. Seguindo-as o sucesso é garantido. Reduzindo o aluno a um autómato, a justificação industrial apresenta a educação como um mero problema técnico. “O objectivo não é o saber, nem o saber-ser, mas uma série de saberes-fazer que a pedagogia por objectivos decompõe em sábias taxinomias, como o taylorismo tinha decomposto as tarefas industriais” (Derouet, 1992:106).
Milú foi amplamente contestada quando só quis introduzir a avaliação de desempenho, e Nuno Crato despede dezenas de milhares aparentemente sem grande contestação, por uma razão simples: dentro de cada professor vive um Crato, isto é, a maioria das nossas representações sobre a melhoria do sistema educativo fundamentam-se na justificação industrial que Crato engoliu de Taylor, objectivos pedagógicos, tarefas escolares, "linha de montagem"... e exames na linha proposta por Nuno Crato. Como em cada professor vive um Crato, é muito difícil contestá-lo, por mais miserável que seja o economicismo.
Quem puder pagar, colocará as suas flores num Colégio, ao cuidado de jardineiros (*) com menos crianças, e mais tempo para cada uma. Crato chamará a isto "liberdade de escolha" entre o ensino público e o ensino privado.
Quando os estudantes têm negativa, a explicação de Crato não poderia ser mais simples: "90% dos estudantes que tiram negativa, atiram o barro à parede".
Obrigadinho por não ler blogues, e não mudar de ideias. Fico satisfeito por ter um Ministro que atingiu a "excelência". Para quem fazia da divulgação da ciência uma das bandeiras, percebe-se bem que apenas queria substituir um "eduquês" por outro.
(*) Os jardineiros regam as flores, cuidando do ambiente à sua volta, mas não definem que estas tenham de crescer x% ao ano para atingir os objectivos. Da diversidade é surge o encanto do Jardim. A justificação industrial conduz à homogeneidade dos processos, alunos, produtos, exames.
Adenda Todos sabem que a política seguida é meramente economicista, mas fica aqui um lembrete.
http://www.imf.org/external/pubs/ft/scr/2012/cr12179.pdf
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Princípio de Arquimedes
Segundo a lenda, o antigo matemático grego Arquimedes descobriu o princípio que o tornaria famoso, tomando banho:
- "Todo corpo mergulhado num fluido em repouso sofre, por parte do fluido, uma força vertical para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo".
Wikipédia
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Arquimedes
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Preço de 2 submarinos representa despesa superior ao Funcionamento do Estado durante 3 anos!
O preço de 2 submarinos, que já estão a meter a água, antes de serem lançados, é de 712 milhões de euros.
Segundo o Quadro IV.3.1. do OE 2012 a despesa de Funcionamento do Estado foi de 287,3 milhões de euros em 2011 e de 212,1 em 2012, de que resulta uma variação percentual de -26,2%. Admitindo que em 2013 prossegue a mesma política de redução do Estado, as despesas de funcionamento serão apenas de 156,5 milhões de euros. Quer dizer, em 2011, 2012 e 2013 (287,3 + 212,1 + 156,5 = 655,9) o Estado gasta menos que nos referidos submarinos.
Note-se que mesmo que em 2013 o Estado realize despesas de Funcionamento equivalentes às de 2012 os 2 submarinos continuariam a ser suficientes, isto é:
287,3 + 212,1 + 212,1 = 711,5 < 712
As contas são grosseiras, porque não se considerou a inflação, mas permitem dar uma ideia da velocidade a que o país caminha para o precipício, quando até o Ministério da Educação deixou de ser pessoa de bem.
Os Barracuda já não cumprem as suas funções? Ou a compra dos submarinos é útil para uma série de aventesmas?
Segundo o Quadro IV.3.1. do OE 2012 a despesa de Funcionamento do Estado foi de 287,3 milhões de euros em 2011 e de 212,1 em 2012, de que resulta uma variação percentual de -26,2%. Admitindo que em 2013 prossegue a mesma política de redução do Estado, as despesas de funcionamento serão apenas de 156,5 milhões de euros. Quer dizer, em 2011, 2012 e 2013 (287,3 + 212,1 + 156,5 = 655,9) o Estado gasta menos que nos referidos submarinos.
Note-se que mesmo que em 2013 o Estado realize despesas de Funcionamento equivalentes às de 2012 os 2 submarinos continuariam a ser suficientes, isto é:
287,3 + 212,1 + 212,1 = 711,5 < 712
As contas são grosseiras, porque não se considerou a inflação, mas permitem dar uma ideia da velocidade a que o país caminha para o precipício, quando até o Ministério da Educação deixou de ser pessoa de bem.
Os Barracuda já não cumprem as suas funções? Ou a compra dos submarinos é útil para uma série de aventesmas?
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Freitas do Amaral sugere imposto especial para vencimentos elevados
Freitas do Amaral sugeriu a criação de um imposto especial para vencimentos acima dos 10 ou 15 mil euros por mês, para evitar que Portugal caia na situação da Grécia, e por questões éticas se cumpra o princípio de "dos que podem contribuírem para os mais precisam".
Regista-se com agrado esta proposta, à qual se poderiam somar muitas outras, aguardando com alguma esperança que não falte imaginação para tributar os rendimentos do capital ao Congresso Democratico das Alternativas.
Dúvidas: Será que Freitas do Amaral ganha menos de 15.000 euros/mês só porque tem remuneração variável em função dos pareceres? Ou o coração cristão é mais sensível que socialista?
Regista-se com agrado esta proposta, à qual se poderiam somar muitas outras, aguardando com alguma esperança que não falte imaginação para tributar os rendimentos do capital ao Congresso Democratico das Alternativas.
Dúvidas: Será que Freitas do Amaral ganha menos de 15.000 euros/mês só porque tem remuneração variável em função dos pareceres? Ou o coração cristão é mais sensível que socialista?
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
Insucesso escolar, qualidade e equidade na educação e desenvolvimento económico
- A redução do fracasso escolar é positiva, tanto para a sociedade como para os indivíduos. Também pode contribuir para o crescimento económico e o desenvolvimento social. Na verdade, os sistemas de ensino com melhor desempenho entre os países da OCDE são aqueles que combinam qualidade e equidade. Equidade, na área da educação, significa que circunstâncias pessoais ou sociais como o género, a origem étnica ou o meio familiar não representam nenhum obstáculo para a realização do potencial educacional (equidade) e que todos os indivíduos atingem pelo menos um nível mínimo básico de formação (inclusão). Nesses sistemas educacionais, a vasta maioria dos alunos tem a possibilidade de atingir altos níveis de formação, independentemente das respectivas circunstâncias pessoais e sócio-económicas.
Equidade e Qualidade na Educação. Apoio às escolas e aos alunos desfavorecidos, OCDE, 2012.
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domingo, 2 de setembro de 2012
Os políticos portugueses têm liberdade para se corromper
- 1. Cândida Almeida reconhece que Sócrates tem uma vida acima das suas possibilidades;
- 2. Cândida Almeida diz que nada pode fazer;
- 3. Cândida Almeida explicou que os políticos portugueses não corruptos;
- 4. O problema é que os plebeus não dominam o código penal, o código de processo penal, etc. e falam à toa em “crimes afins” como a fraude fiscal ou o tráfico de influência.
Para os Relvas/Sócrates/Dias Loureiros/Armando Varas/............. se multiplicarem como cogumelos?
Quando conduzimos o o automóvel não precisamos de saber mecânica para chegarmos onde queremos. A Justiça também devia ser transparente no seu funcionamento, de modo que as pessoas pudessem contar com ela. As pessoas, povo, não a máfia que enriquece à sua custa.
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sábado, 1 de setembro de 2012
Troika troca – Democracia suspensa para o trabalho, Capital com rendas garantidas
- A ‘troika' está a avaliar "suavizar" a meta de 4,5% do défice orçamental prevista para este ano. O termo é utilizado por fonte governamental ao Diário Económico, ao confirmar que a flexibilização está na agenda da quinta avaliação ao programa de ajustamento. As autoridades internacionais poderão dar o aval a que o défice fique ligeiramente acima dos 5% com o argumento de que Portugal garantiu uma redução do défice externo além da programada.
http://economico.sapo.pt/noticias/troika-aceita-defice-acima-de-5-para-este-ano_150739.html
O último relatório da OCDE fazia rasgados elogios a Portugal, e aconselhava a manutenção da política económica, deixando funcionar os estabilizadores automáticos. A Troika, disse o mesmo, mas com uma linguagem que faz dos economistas uma espécie de fala baratos. Tinham definido um plano rigoroso e ambicioso para redução do défice orçamental... o modelo subestimou a previsão deste défice... mas como também subestimaram a redução do défice externo, faz de conta que bateu tudo certo, e a Economia continua a ser uma ciência!
A cortar salários, aumentar impostos, cortar subsídios, fechar serviços, despedir pessoal – 46.000 e tal professores, no maior despedimento colectivo de sempre de que ninguém fala. Obrigado Borges/RTP/Relvas/fdp! – obviamente que reduziram o consumo e as importações, - e o défice externo - mais do que esperavam.
As fundações, as PPP, as autarquias, os rendimentos do capital permanecem intocáveis. Vê-se o preço da gasolina baixar em França, mas em Portugal temos de encher a barriga a gulosos que desfrutam que rendas anormais resultantes do domínio do mercado… Nas auto-estradas, telecomunicações, pontes, etc. é o mesmo. Um modelo ideal para alargar à RTP! Na estrutura da economia portuguesa a Troika não mexe, só estão orientados ideologicamente para REDUZIR O ESTADO.
Se é para esta m* podem ser um pouco mais ambiciosos e ELIMINAR O ESTADO. Exactamente, na sua componente política! O próximo Programa de Ajustamento Estrutural seria melhor sucedido se negociassem directamente com a banca em vez de o Gaspar reunir com os banqueiros para levar os recados à Troika. Bem vistas as coisas, o país tem a dimensão de uma região alemã, e poderia ser governado directamente de lá, poupando-se a despesa com o Governo, a Assembleia da República, o Presidente da República e toda esta palhaçada da democracia. Manuela Ferreira Leite teve "coragem" para pedir a suspensão da Democracia durante 6 meses, mas só o que tem conhecido é alternância entre a máfia do PS e da PSD! Democracia, como poder do povo não se sabe o que é.
Não estou a brincar. Até mesmo a banca portuguesa apenas continuará a existir enquanto um Deutsche Bank não a comprar. E para cobrarem taxas só pelos movimentos do dinheiro, podem vir bancos mais eficientes (que cobrem menos). O resgate português poderia ter sido menos oneroso se não tivéssemos bancos portugueses!
E com António Borges - ameaça eterna de líder do PSD - sempre a dar conselhos, sem nunca ninguém ter votado nele, que são religiosamente seguidos, a Democracia já se encontra suspensa ao tempo... O desemprego nunca tinha sido tão elevado (caladinhos ou levam no focinho), mas para os rendimentos do capital nunca o clima foi tão bom!
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