- Para quê ser Bom Aluno?
Se conseguires ser um Bom Aluno — e continuares a sê-lo ao longo dos anos — o que é que acontecerá? Bem, arriscas-te a ter um dia um melhor emprego, a ganhar mais dinheiro, a seres reconhecido pelos outros, a virem pedir-te conselhos, no fundo ganhas o respeito dos outros. No entanto, isto tudo, dirás, ainda vem longe, mas e agora?
No imediato começam-te a levar mais a sério, não é? De facto, faz parte do teu processo de crescimento tomares decisões cada vez com menos orientação do exterior (o mesmo é dizer dos teus pais) e responsabilizares-te por elas. Ora se conseguires ser Bom Aluno tudo isto torna-se mais fácil, os teus pais aborrecem-te menos a “molécula” e como tal terás mais liberdade de acção. Queres ir a uma festa com os amigos, o argumento de “não, porque tens de estudar” deixa de fazer sentido.
Pondo as coisas ainda de forma mais simples: tens dois modelos que podes escolher. O primeiro é o Modelo Ya Fixe que é um modelo convergente na medida que vai ao encontro dos teus objectivos:
Estudas mais »»» melhoras os resultados »»» A família aborrece-te menos »»» Tens mais liberdade »»» divertes-te mais
O segundo é o Modelo Tass Mal que é divergente pois afasta-te cada vez mais do lazer:
Estudas pouco »»» maus resultados »»» a família aborrece-te »»» começam a “controlar-te” mais »»» obrigam-te a estudar e cortam-te as saídas »»» divertes-te menos
Não é necessário perguntar-te qual é o teu preferido, pois não?
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
O Método Ser Bom Aluno, ‘Bora Lá?
Estão a aproximar-se as apresentações, e para não repetir sempre o mesmo, este ano irei experimentar estas dicas do Jorge:
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sucesso escolar
José Gomes Ferreira rebentou Ministro Vitor Gaspar
Os trabalhadores pagam impostos porque o Estado dispõe de um aparelho de coacção eficaz
Relativamente ao capital, Vitor Gaspar faz um apelo à sua consciência patriótica.
António Borges tem um pagamento em falta de 25.000 euros. Verá a sua contribuição agravada?
Exposto à imoralidade da situação, VG argumentou "desconhecer os detalhes"... o que naturalmente não repara os danos morais provocados por um colaborador tão próximo, que tanto admira.
Relativamente ao capital, Vitor Gaspar faz um apelo à sua consciência patriótica.
- O mercado só funciona bem em condições de concorrência e transparência. Em situações de monopólio ou de concorrência limitada é necessário utilizar regulamentação efectiva (VG TEÓRICO).
É crucial efectivamente que os produtores de bens e serviços não transacionáveis, protegidos da concorrência, tenham a capacidade e a consciência para diminuir os preços, transmitindo aos consumidores a poupança que obtiveram através da redução da TSU. O facto de me ter colocado essa questão e de a estarmos a discutir em público contribui decisivamente para que esse padrão venha a ser observado (VG TÓTÓ). (11:00)
O esforço e sacrifício estão rigorosamente distribuídos por todos. A razão porque vale a pena apostarmos neste ajustamento é precisamente porque é a maneira de sermos capazes de proteger os mais pobres, os mais desfavorecidos e os mais vulneráveis (VG PROPAGANDA). (16:00)
António Borges tem um pagamento em falta de 25.000 euros. Verá a sua contribuição agravada?
Exposto à imoralidade da situação, VG argumentou "desconhecer os detalhes"... o que naturalmente não repara os danos morais provocados por um colaborador tão próximo, que tanto admira.
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Vítor Gaspar
sábado, 8 de setembro de 2012
Gostava de ter escrito esta
“Não leves a mal; tiro-te um mês do teu salário para o dar ao teu patrão. É para criar emprego. Estás a ver?”
Ladrões de Biciletas
A malta não gostou de confirmar que vão sempre aos bolsos dos mesmos - quanto aos rendimentos do capital Passos Coelho apenas fez uma referência breve, dando-lhes realmente um bónus -, e a Troika que a até aqui tem sido recebida com alguma simpatia passou a ser alvo de campanhas de protesto como esta. Já estão marcadas manifestações para dia 15, mas isto pelo Facebook é tudo muito rápido e nunca se sabe como fica.
Ladrões de Biciletas
A malta não gostou de confirmar que vão sempre aos bolsos dos mesmos - quanto aos rendimentos do capital Passos Coelho apenas fez uma referência breve, dando-lhes realmente um bónus -, e a Troika que a até aqui tem sido recebida com alguma simpatia passou a ser alvo de campanhas de protesto como esta. Já estão marcadas manifestações para dia 15, mas isto pelo Facebook é tudo muito rápido e nunca se sabe como fica.
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Troika
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
A representação de Nuno Crato
Comendo sopa de letras Nuno Crato construiu a sua concepção da educação. Para si a criança é encarada como um futuro trabalhador. Portanto, os professores deverão treinar os alunos com as competências necessárias para que no futuro o seu trabalho seja mais eficaz. A verificação das aprendizagens faz-se no final do processo, sendo o exame a prova por excelência do sucesso.
O conceito de tarefa escolar entrou na pedagogia por transposição do conceito que Taylor criou para a indústria, onde as tarefas se encontram padronizadas. Estas são acompanhadas de instruções que as permitem executar com a máxima eficácia. Seguindo-as o sucesso é garantido. Reduzindo o aluno a um autómato, a justificação industrial apresenta a educação como um mero problema técnico. “O objectivo não é o saber, nem o saber-ser, mas uma série de saberes-fazer que a pedagogia por objectivos decompõe em sábias taxinomias, como o taylorismo tinha decomposto as tarefas industriais” (Derouet, 1992:106).
Milú foi amplamente contestada quando só quis introduzir a avaliação de desempenho, e Nuno Crato despede dezenas de milhares aparentemente sem grande contestação, por uma razão simples: dentro de cada professor vive um Crato, isto é, a maioria das nossas representações sobre a melhoria do sistema educativo fundamentam-se na justificação industrial que Crato engoliu de Taylor, objectivos pedagógicos, tarefas escolares, "linha de montagem"... e exames na linha proposta por Nuno Crato. Como em cada professor vive um Crato, é muito difícil contestá-lo, por mais miserável que seja o economicismo.
Quem puder pagar, colocará as suas flores num Colégio, ao cuidado de jardineiros (*) com menos crianças, e mais tempo para cada uma. Crato chamará a isto "liberdade de escolha" entre o ensino público e o ensino privado.
Quando os estudantes têm negativa, a explicação de Crato não poderia ser mais simples: "90% dos estudantes que tiram negativa, atiram o barro à parede".
Obrigadinho por não ler blogues, e não mudar de ideias. Fico satisfeito por ter um Ministro que atingiu a "excelência". Para quem fazia da divulgação da ciência uma das bandeiras, percebe-se bem que apenas queria substituir um "eduquês" por outro.
(*) Os jardineiros regam as flores, cuidando do ambiente à sua volta, mas não definem que estas tenham de crescer x% ao ano para atingir os objectivos. Da diversidade é surge o encanto do Jardim. A justificação industrial conduz à homogeneidade dos processos, alunos, produtos, exames.
Adenda Todos sabem que a política seguida é meramente economicista, mas fica aqui um lembrete.
http://www.imf.org/external/pubs/ft/scr/2012/cr12179.pdf
O conceito de tarefa escolar entrou na pedagogia por transposição do conceito que Taylor criou para a indústria, onde as tarefas se encontram padronizadas. Estas são acompanhadas de instruções que as permitem executar com a máxima eficácia. Seguindo-as o sucesso é garantido. Reduzindo o aluno a um autómato, a justificação industrial apresenta a educação como um mero problema técnico. “O objectivo não é o saber, nem o saber-ser, mas uma série de saberes-fazer que a pedagogia por objectivos decompõe em sábias taxinomias, como o taylorismo tinha decomposto as tarefas industriais” (Derouet, 1992:106).
Milú foi amplamente contestada quando só quis introduzir a avaliação de desempenho, e Nuno Crato despede dezenas de milhares aparentemente sem grande contestação, por uma razão simples: dentro de cada professor vive um Crato, isto é, a maioria das nossas representações sobre a melhoria do sistema educativo fundamentam-se na justificação industrial que Crato engoliu de Taylor, objectivos pedagógicos, tarefas escolares, "linha de montagem"... e exames na linha proposta por Nuno Crato. Como em cada professor vive um Crato, é muito difícil contestá-lo, por mais miserável que seja o economicismo.
Quem puder pagar, colocará as suas flores num Colégio, ao cuidado de jardineiros (*) com menos crianças, e mais tempo para cada uma. Crato chamará a isto "liberdade de escolha" entre o ensino público e o ensino privado.
Quando os estudantes têm negativa, a explicação de Crato não poderia ser mais simples: "90% dos estudantes que tiram negativa, atiram o barro à parede".
Obrigadinho por não ler blogues, e não mudar de ideias. Fico satisfeito por ter um Ministro que atingiu a "excelência". Para quem fazia da divulgação da ciência uma das bandeiras, percebe-se bem que apenas queria substituir um "eduquês" por outro.
(*) Os jardineiros regam as flores, cuidando do ambiente à sua volta, mas não definem que estas tenham de crescer x% ao ano para atingir os objectivos. Da diversidade é surge o encanto do Jardim. A justificação industrial conduz à homogeneidade dos processos, alunos, produtos, exames.
Adenda Todos sabem que a política seguida é meramente economicista, mas fica aqui um lembrete.
http://www.imf.org/external/pubs/ft/scr/2012/cr12179.pdf
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Princípio de Arquimedes
Segundo a lenda, o antigo matemático grego Arquimedes descobriu o princípio que o tornaria famoso, tomando banho:
- "Todo corpo mergulhado num fluido em repouso sofre, por parte do fluido, uma força vertical para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo".
Wikipédia
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Arquimedes
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Preço de 2 submarinos representa despesa superior ao Funcionamento do Estado durante 3 anos!
O preço de 2 submarinos, que já estão a meter a água, antes de serem lançados, é de 712 milhões de euros.
Segundo o Quadro IV.3.1. do OE 2012 a despesa de Funcionamento do Estado foi de 287,3 milhões de euros em 2011 e de 212,1 em 2012, de que resulta uma variação percentual de -26,2%. Admitindo que em 2013 prossegue a mesma política de redução do Estado, as despesas de funcionamento serão apenas de 156,5 milhões de euros. Quer dizer, em 2011, 2012 e 2013 (287,3 + 212,1 + 156,5 = 655,9) o Estado gasta menos que nos referidos submarinos.
Note-se que mesmo que em 2013 o Estado realize despesas de Funcionamento equivalentes às de 2012 os 2 submarinos continuariam a ser suficientes, isto é:
287,3 + 212,1 + 212,1 = 711,5 < 712
As contas são grosseiras, porque não se considerou a inflação, mas permitem dar uma ideia da velocidade a que o país caminha para o precipício, quando até o Ministério da Educação deixou de ser pessoa de bem.
Os Barracuda já não cumprem as suas funções? Ou a compra dos submarinos é útil para uma série de aventesmas?
Segundo o Quadro IV.3.1. do OE 2012 a despesa de Funcionamento do Estado foi de 287,3 milhões de euros em 2011 e de 212,1 em 2012, de que resulta uma variação percentual de -26,2%. Admitindo que em 2013 prossegue a mesma política de redução do Estado, as despesas de funcionamento serão apenas de 156,5 milhões de euros. Quer dizer, em 2011, 2012 e 2013 (287,3 + 212,1 + 156,5 = 655,9) o Estado gasta menos que nos referidos submarinos.
Note-se que mesmo que em 2013 o Estado realize despesas de Funcionamento equivalentes às de 2012 os 2 submarinos continuariam a ser suficientes, isto é:
287,3 + 212,1 + 212,1 = 711,5 < 712
As contas são grosseiras, porque não se considerou a inflação, mas permitem dar uma ideia da velocidade a que o país caminha para o precipício, quando até o Ministério da Educação deixou de ser pessoa de bem.
Os Barracuda já não cumprem as suas funções? Ou a compra dos submarinos é útil para uma série de aventesmas?
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Freitas do Amaral sugere imposto especial para vencimentos elevados
Freitas do Amaral sugeriu a criação de um imposto especial para vencimentos acima dos 10 ou 15 mil euros por mês, para evitar que Portugal caia na situação da Grécia, e por questões éticas se cumpra o princípio de "dos que podem contribuírem para os mais precisam".
Regista-se com agrado esta proposta, à qual se poderiam somar muitas outras, aguardando com alguma esperança que não falte imaginação para tributar os rendimentos do capital ao Congresso Democratico das Alternativas.
Dúvidas: Será que Freitas do Amaral ganha menos de 15.000 euros/mês só porque tem remuneração variável em função dos pareceres? Ou o coração cristão é mais sensível que socialista?
Regista-se com agrado esta proposta, à qual se poderiam somar muitas outras, aguardando com alguma esperança que não falte imaginação para tributar os rendimentos do capital ao Congresso Democratico das Alternativas.
Dúvidas: Será que Freitas do Amaral ganha menos de 15.000 euros/mês só porque tem remuneração variável em função dos pareceres? Ou o coração cristão é mais sensível que socialista?
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
Insucesso escolar, qualidade e equidade na educação e desenvolvimento económico
- A redução do fracasso escolar é positiva, tanto para a sociedade como para os indivíduos. Também pode contribuir para o crescimento económico e o desenvolvimento social. Na verdade, os sistemas de ensino com melhor desempenho entre os países da OCDE são aqueles que combinam qualidade e equidade. Equidade, na área da educação, significa que circunstâncias pessoais ou sociais como o género, a origem étnica ou o meio familiar não representam nenhum obstáculo para a realização do potencial educacional (equidade) e que todos os indivíduos atingem pelo menos um nível mínimo básico de formação (inclusão). Nesses sistemas educacionais, a vasta maioria dos alunos tem a possibilidade de atingir altos níveis de formação, independentemente das respectivas circunstâncias pessoais e sócio-económicas.
Equidade e Qualidade na Educação. Apoio às escolas e aos alunos desfavorecidos, OCDE, 2012.
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domingo, 2 de setembro de 2012
Os políticos portugueses têm liberdade para se corromper
- 1. Cândida Almeida reconhece que Sócrates tem uma vida acima das suas possibilidades;
- 2. Cândida Almeida diz que nada pode fazer;
- 3. Cândida Almeida explicou que os políticos portugueses não corruptos;
- 4. O problema é que os plebeus não dominam o código penal, o código de processo penal, etc. e falam à toa em “crimes afins” como a fraude fiscal ou o tráfico de influência.
Para os Relvas/Sócrates/Dias Loureiros/Armando Varas/............. se multiplicarem como cogumelos?
Quando conduzimos o o automóvel não precisamos de saber mecânica para chegarmos onde queremos. A Justiça também devia ser transparente no seu funcionamento, de modo que as pessoas pudessem contar com ela. As pessoas, povo, não a máfia que enriquece à sua custa.
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sábado, 1 de setembro de 2012
Troika troca – Democracia suspensa para o trabalho, Capital com rendas garantidas
- A ‘troika' está a avaliar "suavizar" a meta de 4,5% do défice orçamental prevista para este ano. O termo é utilizado por fonte governamental ao Diário Económico, ao confirmar que a flexibilização está na agenda da quinta avaliação ao programa de ajustamento. As autoridades internacionais poderão dar o aval a que o défice fique ligeiramente acima dos 5% com o argumento de que Portugal garantiu uma redução do défice externo além da programada.
http://economico.sapo.pt/noticias/troika-aceita-defice-acima-de-5-para-este-ano_150739.html
O último relatório da OCDE fazia rasgados elogios a Portugal, e aconselhava a manutenção da política económica, deixando funcionar os estabilizadores automáticos. A Troika, disse o mesmo, mas com uma linguagem que faz dos economistas uma espécie de fala baratos. Tinham definido um plano rigoroso e ambicioso para redução do défice orçamental... o modelo subestimou a previsão deste défice... mas como também subestimaram a redução do défice externo, faz de conta que bateu tudo certo, e a Economia continua a ser uma ciência!
A cortar salários, aumentar impostos, cortar subsídios, fechar serviços, despedir pessoal – 46.000 e tal professores, no maior despedimento colectivo de sempre de que ninguém fala. Obrigado Borges/RTP/Relvas/fdp! – obviamente que reduziram o consumo e as importações, - e o défice externo - mais do que esperavam.
As fundações, as PPP, as autarquias, os rendimentos do capital permanecem intocáveis. Vê-se o preço da gasolina baixar em França, mas em Portugal temos de encher a barriga a gulosos que desfrutam que rendas anormais resultantes do domínio do mercado… Nas auto-estradas, telecomunicações, pontes, etc. é o mesmo. Um modelo ideal para alargar à RTP! Na estrutura da economia portuguesa a Troika não mexe, só estão orientados ideologicamente para REDUZIR O ESTADO.
Se é para esta m* podem ser um pouco mais ambiciosos e ELIMINAR O ESTADO. Exactamente, na sua componente política! O próximo Programa de Ajustamento Estrutural seria melhor sucedido se negociassem directamente com a banca em vez de o Gaspar reunir com os banqueiros para levar os recados à Troika. Bem vistas as coisas, o país tem a dimensão de uma região alemã, e poderia ser governado directamente de lá, poupando-se a despesa com o Governo, a Assembleia da República, o Presidente da República e toda esta palhaçada da democracia. Manuela Ferreira Leite teve "coragem" para pedir a suspensão da Democracia durante 6 meses, mas só o que tem conhecido é alternância entre a máfia do PS e da PSD! Democracia, como poder do povo não se sabe o que é.
Não estou a brincar. Até mesmo a banca portuguesa apenas continuará a existir enquanto um Deutsche Bank não a comprar. E para cobrarem taxas só pelos movimentos do dinheiro, podem vir bancos mais eficientes (que cobrem menos). O resgate português poderia ter sido menos oneroso se não tivéssemos bancos portugueses!
E com António Borges - ameaça eterna de líder do PSD - sempre a dar conselhos, sem nunca ninguém ter votado nele, que são religiosamente seguidos, a Democracia já se encontra suspensa ao tempo... O desemprego nunca tinha sido tão elevado (caladinhos ou levam no focinho), mas para os rendimentos do capital nunca o clima foi tão bom!
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Recado da OCDE para a Troika: Deixem funcionar os estabilizadores automáticos
A OCDE gosta de ajudar a Troika, publicando os seus relatórios nas vésperas ou durante os momentos das avaliações. Portugal até pode agradecer esse contributo, porque tirando os delírios teóricos, como a insistência na desvalorização fiscal, geralmente são positivos.
No momento em que decorre a quinta avaliação da Troika, e muita gente receia que as coisas possam ficar pior, a OCDE parece dizer "deixem andar".
Destaco abaixo duas das suas recomendações:
Fonte: OECD Economic Surveys: Portugal 2012.
- Deixem funcionar os estabilizadores automáticos que o programa foi impecavelmente desenhado e é para ser cumprido. Para quem não saiba os estabilizadores automáticos são as receitas fiscais. Numa fase de expansão, como os impostos são progressivos, o rendimento disponível cresce mais lentamente que a produção, reduzindo o ritmo de crescimento da economia. Numa fase de recessão, passa-se o inverso. Cai o consumo e a produção, mas esta não cairá tanto como o primeiro;
- Um segundo recado complementa o primeiro. Sugerem a criação de uma regra explícita e facilmente executável (?) da despesa pública consistente com as projecções da receita e objectivos da política fiscal a médio prazo.
Mentes Conectadas - Connected Minds
Porque é importante estar conectado?
A conexão é a capacidade de beneficiar da conectividade, com propósitos pessoais, sociais, de trabalho, ou económicos, tendo impacto em todas as esferas da actividade humana. Os professores geralmente manifestam-se alarmados com a “excessiva” exposição dos jovens aos jogos e redes sociais, mas raramente se questionam como utilizar na Educação os mecanismos utilizados pelos jovens. A publicação da OCDE - Connected Minds - não sugere que se reproduza na aula a cultura dos jovens, mas chama a atenção para a necessidade de os escutar.
Os alunos esperam utilizar a tecnologia para se divertir. Mas também esperam dela que o seu trabalho escolar fique mais conveniente, e que o seu trabalho seja muito mais produtivo.
A conexão é a capacidade de beneficiar da conectividade, com propósitos pessoais, sociais, de trabalho, ou económicos, tendo impacto em todas as esferas da actividade humana. Os professores geralmente manifestam-se alarmados com a “excessiva” exposição dos jovens aos jogos e redes sociais, mas raramente se questionam como utilizar na Educação os mecanismos utilizados pelos jovens. A publicação da OCDE - Connected Minds - não sugere que se reproduza na aula a cultura dos jovens, mas chama a atenção para a necessidade de os escutar.
Os alunos esperam utilizar a tecnologia para se divertir. Mas também esperam dela que o seu trabalho escolar fique mais conveniente, e que o seu trabalho seja muito mais produtivo.
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Conectivismo,
Escola do Futuro
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
A agonia do PS
Já se cortaram salários, pensões e subsídios, fecharam-se escolas, hospitais e maternidades, venderam-se empresas em sectores estratégicos, como a TAP e a EDP, e nada disto é anti-constitucional! A política é definida pelo PSD/CDS e merece sempre a concordância do PS, a trilogia do arco do poder.
Sabe-se que o PS também assinou o Memorando de Entendimento (MoU), mas a sua prática sugere que tenha assinado uma série de adendas "para além da Troika". Anulou-se.
Só quando o país já não existir, é que António José Seguro promete devolver-nos o canal de canal de televisão pública!
Sabe-se que o PS também assinou o Memorando de Entendimento (MoU), mas a sua prática sugere que tenha assinado uma série de adendas "para além da Troika".
Deve ser mesmo o mais importante, - para ele - mas apenas do ponto de vista da manipulação da informação pelo Governo!
Sabe-se que o PS também assinou o Memorando de Entendimento (MoU), mas a sua prática sugere que tenha assinado uma série de adendas "para além da Troika". Anulou-se.
Só quando o país já não existir, é que António José Seguro promete devolver-nos o canal de canal de televisão pública!
Sabe-se que o PS também assinou o Memorando de Entendimento (MoU), mas a sua prática sugere que tenha assinado uma série de adendas "para além da Troika".
Deve ser mesmo o mais importante, - para ele - mas apenas do ponto de vista da manipulação da informação pelo Governo!
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Socratelândia
domingo, 26 de agosto de 2012
Educação Proibida
Inquestionavelmente sabe-se que a grande maioria das crianças aos 5 anos são mais curiosas, mais criativas e têm uma mentalidade mais aberta para a resolução de problemas que aos 15. Passar de uma estimativa de 98% das crianças com estas características para outra com 10%, atribuindo a culpa ao sistema escolar, é suficiente para obrigar a ver este vídeo qualquer interessado no ensino.
Quando a Escola uniformiza objectivos, desvaloriza a singularidade dos trajectos. Não é por mal que a Escola tenta uniformizar também os trajectos... mas alunos e professores sentem-se reduzidos na sua dignidade.
Quando a Escola uniformiza objectivos, desvaloriza a singularidade dos trajectos. Não é por mal que a Escola tenta uniformizar também os trajectos... mas alunos e professores sentem-se reduzidos na sua dignidade.
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escola para os animais,
escola-depósito,
pela Escola aberta
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Miguel Relvas: Direito e Moralidade
Em qualquer área disciplinar os profissionais gostam de se intitular “cientistas”, mesmo no Direito. Então para fugirem à relatividade dos sistemas jurídicos em função das culturas e à evidência da sua construção no tempo, restringem a “Ciência do Direito” à compreensão e prática dos aspectos jurídicos (Ascenção, 2005), remetendo outras dimensões da realidade para ciências afins.
Desde modo os juristas deixam de compreender o mundo real, percorrendo as vias estreitas dos princípios jurídicos e da legalidade que eles próprios constroem, interpretações essas cada vez mais abstractas e pobres, limitando-se a verificar o cumprimento da legalidade que definem.
Situação exemplar da pobreza do Direito é a opinião do antigo Bastonário da Ordem dos Advogados de Portugal, José Miguel Júdice:
Poderemos imaginar Miguel Júdice na barra do Tribunal defendendo Relvas:
As pessoas comuns exigem que os políticos, além de cumprirem as normas legais que estabelecem para a comunidade, também se sintam pessoalmente constrangidos a respeitar as normas que a Sociedade impõe a cada um de nós, sem necessidade de os juristas as criarem. “Não matarás!”, certamente começou por ser uma regra social, muito antes de integrar o sistema jurídico. “Não mentirás!”, norma que, como se vê, não foi integrada no ordenamento jurídico português, é pedra de toque do sistema de valores morais.
Se Relvas tivesse concluído a Licenciatura como os outros estudantes, não haveria qualquer reparo nem em termos de legalidade nem de moralidade. O que as pessoas comuns entendem normal, é que se lute pela vida, e designadamente que se cumpra um determinado percurso escolar para obter o correspondente título académico. Os juristas usam uns óculos que apenas lhes permite observar a legalidade. Para as pessoas comuns é importante que todos sejam tratados nas mesmas circunstâncias, com igual dignidade e respeito pelo bem comum. Designadamente, o mérito académico deverá depender exclusivamente do trabalho escolar evidenciado, que deste modo subordinam os seus interesses pessoais ao interesse da colectividade. A Licenciatura de Relvas, oferecida pelos amigos maçons, trata-se de um claro privilégio que não pode ser concedido a outras pessoas (não disse estudantes!), porque colocou os “espertos” acima dos “esforçados”, ultrapassando todas as regras indispensáveis para conduzir os estudantes a trabalharem pelo bem comum.
Os juristas bem podem inventar um quadro legal para legitimar a situação, tornando-a aparentemente aceitável, mas moralmente nunca será. A moralidade do acto reside na subordinação do indivíduo aos interesses da sociedade (Durkheim).
O mais incrível é que neste país, mesmo os Ministros sem qualquer legitimidade moral, continuam com legitimidade política! Depois - sem vergonha - dizem que os assobios são normais em democracia!
Desde modo os juristas deixam de compreender o mundo real, percorrendo as vias estreitas dos princípios jurídicos e da legalidade que eles próprios constroem, interpretações essas cada vez mais abstractas e pobres, limitando-se a verificar o cumprimento da legalidade que definem.
Situação exemplar da pobreza do Direito é a opinião do antigo Bastonário da Ordem dos Advogados de Portugal, José Miguel Júdice:
- "Nunca seria por um tema destes que ele [Miguel Relvas] deixaria de ser ministro. Fala-se muito no Relvas, mas faz parte da maledicência portuguesa, as pessoas criticam, eu estou de acordo, mas não é realmente suficiente", sublinhou.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=573431
Poderemos imaginar Miguel Júdice na barra do Tribunal defendendo Relvas:
- O ministro Miguel Relvas foi vítima de uma coisa muito portuguesa, toda a gente tem que ser doutor, noutros países mais civilizados do que Portugal ninguém se preocupa muito em ser doutor. A mania de ser doutor é que dá isto, se não houvesse esta mania de ser doutor, ele não teria feito aquela solução que é legal, mas que foi ridicularizada na praça pública. Visto que Miguel Relvas já pagou aí o preço do seu infortúnio deverá ser absolvido do crime de narcisismo.
As pessoas comuns exigem que os políticos, além de cumprirem as normas legais que estabelecem para a comunidade, também se sintam pessoalmente constrangidos a respeitar as normas que a Sociedade impõe a cada um de nós, sem necessidade de os juristas as criarem. “Não matarás!”, certamente começou por ser uma regra social, muito antes de integrar o sistema jurídico. “Não mentirás!”, norma que, como se vê, não foi integrada no ordenamento jurídico português, é pedra de toque do sistema de valores morais.
Se Relvas tivesse concluído a Licenciatura como os outros estudantes, não haveria qualquer reparo nem em termos de legalidade nem de moralidade. O que as pessoas comuns entendem normal, é que se lute pela vida, e designadamente que se cumpra um determinado percurso escolar para obter o correspondente título académico. Os juristas usam uns óculos que apenas lhes permite observar a legalidade. Para as pessoas comuns é importante que todos sejam tratados nas mesmas circunstâncias, com igual dignidade e respeito pelo bem comum. Designadamente, o mérito académico deverá depender exclusivamente do trabalho escolar evidenciado, que deste modo subordinam os seus interesses pessoais ao interesse da colectividade. A Licenciatura de Relvas, oferecida pelos amigos maçons, trata-se de um claro privilégio que não pode ser concedido a outras pessoas (não disse estudantes!), porque colocou os “espertos” acima dos “esforçados”, ultrapassando todas as regras indispensáveis para conduzir os estudantes a trabalharem pelo bem comum.
Os juristas bem podem inventar um quadro legal para legitimar a situação, tornando-a aparentemente aceitável, mas moralmente nunca será. A moralidade do acto reside na subordinação do indivíduo aos interesses da sociedade (Durkheim).
O mais incrível é que neste país, mesmo os Ministros sem qualquer legitimidade moral, continuam com legitimidade política! Depois - sem vergonha - dizem que os assobios são normais em democracia!
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