segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Leonardo Da Vinci, mestre também na cópia
O Homem de Vitrúvio é agora atribuído a Giacomo Andrea, um amigo de Leonardo Da Vinci que o terá desenhado antes deste.
Até aqui o desenho era atribuído a Leonardo Da Vinci. Também tu copiavas ;)
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
A mentira tem perna curta
Vitor Gaspar que impõe ao país um programa de austeridade irrealista foi literalmente apanhado numa conversa com o seu homólogo alemão, questionando-o sobre a necessidade de fazer ajustamentos ao Programa imposto a Portugal pela Troika.
Mesmo sabendo que não somos cegos e surdos, Vitor Gaspar voltou a negar a necessidade de ajustamento para consumo interno.
O que vai acontecer então? Quando a opinião pública alemã estiver disposta a aceitar o ajustamento do programa português, o Governo poderá pedi-lo, mas a razão invocada nunca será o mau desempenho da economia portuguesa, porque a ser alunos brilhantes! Na ocasião se dirá que se alteraram as condicionantes externas.
O que vai acontecer então? Quando a opinião pública alemã estiver disposta a aceitar o ajustamento do programa português, o Governo poderá pedi-lo, mas a razão invocada nunca será o mau desempenho da economia portuguesa, porque a ser alunos brilhantes! Na ocasião se dirá que se alteraram as condicionantes externas.
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sábado, 28 de janeiro de 2012
Austeridade sem moral: A descredibilização da política por quem a quer impor
Vitor Gaspar tem a função de impor um extenso plano de austeridade a todo o país. Não deve admitir excepções, que conduzem a outras...
Neste plano, não só é absolutamente imoral que comece por abrir excepções num banco onde é funcionário. Adianta o EXPRESSO que:
Assim, que moralidade tem um homem para exigir austeridade ao país, quando se subtrai a si próprio e aos colegas do Banco da participação no mesmo desígnio? Está mesmo a dizer que a austeridade é apenas um eufemismo para os mais fortes imporem uma repartição do rendimento cada vez mais desequilibrada.
Já sabemos que os funcionários do BdP não são funcionários públicos, mas quando utilizam a sua independência para fazer uma interpretação das regras diferente da dos irlandeses e espanhóis, recordam-nos o exemplo de Vitor Constâncio, que como Governador do Banco Central de um país miserável também se sentia legitimado para ganhar mais que o presidente da Reserva Federal Americana.
Neste plano, não só é absolutamente imoral que comece por abrir excepções num banco onde é funcionário. Adianta o EXPRESSO que:
- Vítor Gaspar, que é funcionário do BdP e esteve durante vários anos no BCE, conhece bem as as regras. E seguiu-as à letra. EXPRESSO, 28/JAN/2012
Assim, que moralidade tem um homem para exigir austeridade ao país, quando se subtrai a si próprio e aos colegas do Banco da participação no mesmo desígnio? Está mesmo a dizer que a austeridade é apenas um eufemismo para os mais fortes imporem uma repartição do rendimento cada vez mais desequilibrada.
Já sabemos que os funcionários do BdP não são funcionários públicos, mas quando utilizam a sua independência para fazer uma interpretação das regras diferente da dos irlandeses e espanhóis, recordam-nos o exemplo de Vitor Constâncio, que como Governador do Banco Central de um país miserável também se sentia legitimado para ganhar mais que o presidente da Reserva Federal Americana.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Estará Portugal a acordar?
Há uma teoria das rãs que diz que aquela que foi metida numa panela com água a ferver, saltou da panela e salvou-se. Outra rã que entrou com a água morna deixou-se ficar, entretanto a água foi continuando a ser aquecida, ela não reagiu, e ficou cozida.
A distribuição do rendimento pelos factores produtivos (trabalho/capital) é hoje mais desfavorável ao trabalho do que chegou a ser durante o Estado Novo, desde 1980 para cá todas as políticas têm agravado o fosso entre os mais ricos mais pobres - descontando alguns anos de benesses justificadas pelas eleições - mas é relativamente raro falar-se do assunto.
Entretanto a declaração patética de Cavaco Silva deu origem a uma petição pela sua demissão, em jeito de brincadeira, que está a ser levada a sério por muitos. De sábado até hoje já ultrapassou os 5.500 subscritores.
Cavaco está a queixar-se de tomar xarope, enquanto o povo já anda a supositórios ;)
A distribuição do rendimento pelos factores produtivos (trabalho/capital) é hoje mais desfavorável ao trabalho do que chegou a ser durante o Estado Novo, desde 1980 para cá todas as políticas têm agravado o fosso entre os mais ricos mais pobres - descontando alguns anos de benesses justificadas pelas eleições - mas é relativamente raro falar-se do assunto.
Entretanto a declaração patética de Cavaco Silva deu origem a uma petição pela sua demissão, em jeito de brincadeira, que está a ser levada a sério por muitos. De sábado até hoje já ultrapassou os 5.500 subscritores.
Cavaco está a queixar-se de tomar xarope, enquanto o povo já anda a supositórios ;)
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
Crise na Europa
Não se encontra esta tradução no YouTube junto às versões legendadas noutras línguas porque o português resolveu ser demasiado criativo no título, apesar de concordar absolutamente com ele: "O politico que representa realmente a opinião da população... :-)" Mas ficaria igualmente muito bem na descrição.
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Crise do Euro
O Euro foi criado para aprofundar políticas europeias, e não para assegurar a hegemonia da Alemanha, que UE visava controlar.
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
É mais fácil utilizar blogues que a escrever Economia!
Hoje ao corrigir blogues tive uma pequena surpresa:
Fonte: http://economialc.blogspot.com/
Só é pena o acento, mesmo na Economia!
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sábado, 31 de dezembro de 2011
Reage!
Versão popular do anúncio da Coca-Cola a apelar à acção contra a injustiça gritante ao nível da repartição do rendimento. Fica link para o caso do padre franciscano.
Pagam a conta (para além da Troika) os funcionários públicos, os contribuintes e os carenciados. Critério não há nenhum. Sorry! É mais simplex assim ;)
Pagam a conta (para além da Troika) os funcionários públicos, os contribuintes e os carenciados. Critério não há nenhum. Sorry! É mais simplex assim ;)
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sábado, 24 de dezembro de 2011
Dívida Pública – O abuso da Grécia, Itália e Irlanda
Observando a evolução da Dívida Pública em percentagem do PIB percebe-se claramente que a Grécia e Itália jogam noutro campeonato, bem como que o ritmo de crescimento da divida na irlandesa é insustentável.
Quanto às economias portuguesa e espanhola não dá para perceber o nervosismo dos mercados, porque Portugal está alinhado com as potências europeias neste indicador, e a Espanha surge numa situação mais confortável.
Observando como são utilizados os fundos públicos, a corrupção explica as posições da Grécia e de Itália, bem como as preocupações com Portugal e Espanha.
Quanto às economias portuguesa e espanhola não dá para perceber o nervosismo dos mercados, porque Portugal está alinhado com as potências europeias neste indicador, e a Espanha surge numa situação mais confortável.
Observando como são utilizados os fundos públicos, a corrupção explica as posições da Grécia e de Itália, bem como as preocupações com Portugal e Espanha.
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Kit de emigração
Esta imagem circula na Internet para nos recordarmos da polémica sugestão de Passos Coelho.
Estas afirmações são particularmente graves, porque em todos os países desenvolvidos a população tem mais anos de escolaridade que a população portuguesa.
Estas afirmações são particularmente graves, porque em todos os países desenvolvidos a população tem mais anos de escolaridade que a população portuguesa.
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
A idade dos países - O mundo conforme Casciari
Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e aí inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no 'sistema cão'. Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7... No caso de países temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana. Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores.
A Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividimos estes anos por 14, a Argentina tem 'humanamente' cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, se masturba, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.
Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul é formada por quatro adolescentes que tem um conjunto de rock. Ensaiam em uma garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.
A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro. Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil que tem 14 anos e um membro grande.
O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar os meninos famintos de 6 anos em outros continentes.
No outro extremo, está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem - ainda - dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana.
Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai. Por exemplo, Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterra e mamãe França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora se fingem de loucos.
A Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul. O Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adotar o bebê da Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão de moda.
A França é uma separada de 36 anos, mais puta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mônaco, que vai acabar virando puto ou bailarino... ou ambas coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um caminhoneiro rico que está casado com a Áustria, que sabe que é chifruda, mas que não se importa.
A Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gémeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber mais de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens A Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar esparguete.
A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se iguale a ela, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume).. É muito tetuda e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa foder pela Inglaterra e depois a denuncia. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas a perturbam quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam sua geladeira.
Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra as alimenta.
A Escócia e a Irlanda, os irmãos de Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol. São a vergonha da família.
A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Transam e trabalham, pois são formadas em alguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam maconha, haxixe e heroína); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com a Coreia.
A Coreia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gêmeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadinho de 17 anos, a vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar as suas pistolas.
Irã e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negocio para eles. Agora estão comendo lixo. O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrênicos.
Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo, descobrimos que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna... e até gente! Eu fico com medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que saibamos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passar por ignorantes. Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já existem ainda não funcionam?
E Portugal?
Por esta ordem de ideias Portugal será um "cota" de 62 anos, que não quer saber dos filhos que fora de horas teve em África de uma mãe trintona (todos agora com por volta dos dois anos e meio) enquanto se perde de amores pela enteada catorzinha que do outro lado do Atlântico se insinua emergente e tesuda ao som do Samba. Proxeneta por tradição, sendo o mais velho na Europa acha que os outros têm obrigação de o sustentarem, e para tal usa de todos os estratagemas e de chantagem emocional: quando necessário até canta o Fado.
Fabulosa localização com... "aquela janela virada para o mar"! Já para não falar das vinhas ancestrais que lhe crescem nas traseiras do quintal, do azeite das oliveiras que bordejam a propriedade, do peixinho fresco que só falta conhecer o caminho para o assador para ser perfeito!
Ah! À sua custa vivem duas belas filhas solteironas já quarentonas: uma virada para a ecologia, com uns olhos azuis lindos como lagoas; e a outra, muito rebelde, a ameaçar casar sempre que a mesada tarda. Ambas com um temperamento assaz vulcânico, prometem ainda dar que falar: a primeira tem sempre a cama feita para um jovem ricaço que a visita amiúde de avião; e a segunda, de tão bela, dá-se ao luxo de nem se depilar da sua floresta laurissilva, recentemente eleita para Património Mundial da Humanidade.
NOTA SOBRE O AUTOR:
Hernán Casciari nasceu em Mercedes (Buenos Aires), a 16 de março de 1971. Escritor e jornalista argentino. É conhecido por seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre literatura e blog, destacado na blognovela. Sua obra mais conhecida na rede, 'Weblog de una mujer gorda', foi editada em papel, com o título: 'Más - respeto, que soy tu madre'.
NOTA SOBRE O TEXTO:
A parte referente a Portugal não fazia parte do texto original.
Este é um artigo de humor, não apresentando precisão nos dados, mas valendo a pena ler pela sua piada.
A Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividimos estes anos por 14, a Argentina tem 'humanamente' cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, se masturba, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.
Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul é formada por quatro adolescentes que tem um conjunto de rock. Ensaiam em uma garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.
A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro. Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil que tem 14 anos e um membro grande.
O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar os meninos famintos de 6 anos em outros continentes.
No outro extremo, está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem - ainda - dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana.
Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai. Por exemplo, Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterra e mamãe França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora se fingem de loucos.
A Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul. O Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adotar o bebê da Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão de moda.
A França é uma separada de 36 anos, mais puta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mônaco, que vai acabar virando puto ou bailarino... ou ambas coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um caminhoneiro rico que está casado com a Áustria, que sabe que é chifruda, mas que não se importa.
A Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gémeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber mais de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens A Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar esparguete.
A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se iguale a ela, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume).. É muito tetuda e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa foder pela Inglaterra e depois a denuncia. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas a perturbam quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam sua geladeira.
Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra as alimenta.
A Escócia e a Irlanda, os irmãos de Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol. São a vergonha da família.
A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Transam e trabalham, pois são formadas em alguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam maconha, haxixe e heroína); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com a Coreia.
A Coreia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gêmeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadinho de 17 anos, a vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar as suas pistolas.
Irã e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negocio para eles. Agora estão comendo lixo. O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrênicos.
Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo, descobrimos que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna... e até gente! Eu fico com medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que saibamos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passar por ignorantes. Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já existem ainda não funcionam?
E Portugal?
Por esta ordem de ideias Portugal será um "cota" de 62 anos, que não quer saber dos filhos que fora de horas teve em África de uma mãe trintona (todos agora com por volta dos dois anos e meio) enquanto se perde de amores pela enteada catorzinha que do outro lado do Atlântico se insinua emergente e tesuda ao som do Samba. Proxeneta por tradição, sendo o mais velho na Europa acha que os outros têm obrigação de o sustentarem, e para tal usa de todos os estratagemas e de chantagem emocional: quando necessário até canta o Fado.
Fabulosa localização com... "aquela janela virada para o mar"! Já para não falar das vinhas ancestrais que lhe crescem nas traseiras do quintal, do azeite das oliveiras que bordejam a propriedade, do peixinho fresco que só falta conhecer o caminho para o assador para ser perfeito!
Ah! À sua custa vivem duas belas filhas solteironas já quarentonas: uma virada para a ecologia, com uns olhos azuis lindos como lagoas; e a outra, muito rebelde, a ameaçar casar sempre que a mesada tarda. Ambas com um temperamento assaz vulcânico, prometem ainda dar que falar: a primeira tem sempre a cama feita para um jovem ricaço que a visita amiúde de avião; e a segunda, de tão bela, dá-se ao luxo de nem se depilar da sua floresta laurissilva, recentemente eleita para Património Mundial da Humanidade.
NOTA SOBRE O AUTOR:
Hernán Casciari nasceu em Mercedes (Buenos Aires), a 16 de março de 1971. Escritor e jornalista argentino. É conhecido por seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre literatura e blog, destacado na blognovela. Sua obra mais conhecida na rede, 'Weblog de una mujer gorda', foi editada em papel, com o título: 'Más - respeto, que soy tu madre'.
NOTA SOBRE O TEXTO:
A parte referente a Portugal não fazia parte do texto original.
Este é um artigo de humor, não apresentando precisão nos dados, mas valendo a pena ler pela sua piada.
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
A SIDA em Portugal tem significado?
Comparando Portugal com o Botswana, Leshotho ou Moçambique seremos forçados a concluir que a SIDA por cá tem um carácter residual.
Porém, se nos compararmos com os nossos parceiros europeus ficaremos envergonhados.
Além do Google Public Data Explorer, outra ferramenta estatística interessante é o Gapminder. Eis a comparação entre o Botswana, Portugal e Alemanha no Gapminder.
Independentemente das estatísticas, se for o nosso caso... então será uma tragédia.
Porém, se nos compararmos com os nossos parceiros europeus ficaremos envergonhados.
Além do Google Public Data Explorer, outra ferramenta estatística interessante é o Gapminder. Eis a comparação entre o Botswana, Portugal e Alemanha no Gapminder.
Independentemente das estatísticas, se for o nosso caso... então será uma tragédia.
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SIDA
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Somos 7.000 milhões
De acordo com uma projecção das Nações Unidas, o planeta irá superar hoje a barreira dos 7 mil milhões de habitantes. Mesmo sendo uma estimativa (baseada nos mais recentes censos e registos de população, compilados pelas Nações Unidas desde os anos 50), a mesma tem o mérito de nos permitir reflectir sobre as oportunidades e os riscos que decorrem do rápido crescimento da população mundial.
Muito mudou desde o nascimento do habitante 6 mil milhões em 1999, que se convencionou simbolicamente ser o bósnio Adnan Nevic. Desde então, o mundo foi confrontado com a maior crise económica desde a Segunda Guerra Mundial, que ainda está longe de estar ultrapassada. Viu aumentar a ameaça do terrorismo e das alterações climáticas. Mas foi também testemunha do início da transição para a democracia de alguns regimes autocráticos, e da afirmação do poder económico e político de países emergentes como a China, a Rússia, a Índia e o Brasil.
A maldição Malthusiana e a Revolução Verde
O primeiro grande estudo sobre o crescimento da população foi publicado em 1798 pelo Reverendo inglês Thomas Malthus, um dos maiores economistas de sempre. Na obra “ Ensaio sobre o Princípio da População”, Malthus manifesta a sua preocupação com o crescimento populacional acelerado, num contexto de miséria da classe operária no Reino Unido. Baseado nas suas observações, defendeu que, na ausência de guerras, epidemias ou desastres naturais, a população iria crescer em progressão geométrica (ex. 2 – 4 – 8 – 16 – 32 – 64, etc.) a cada 25 anos, enquanto os meios de subsistência apenas cresceriam em progressão aritmética (ex. 2 – 4 – 6 – 8 – 10 – 12, etc.), sendo limitada pela extensão territorial. A natureza encarregar-se-ia de repor o equilíbrio, através do aumento da mortalidade decorrente de epidemias e da fome: «O poder da população é de tal forma superior ao poder da terra produzir a subsistência do Homem, que a morte prematura irá, de uma forma ou outra, visitar a raça humana». Para evitar tal destino, Malthus propunha que as pessoas só tivessem filhos se possuíssem terras cultiváveis para os alimentar.
Felizmente, o tempo não viria a dar razão a Malthus. Não só a população do planeta não duplicou a cada 25 anos, como a produção de alimentos conseguiu acomodar o crescimento da população, devido à inovação tecnológica e aos significativos aumentos de produtividade agrícola, em particular na 2ª metade do Século XX. A criação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO, na sigla original), em 1945, traduziu o desejo de aumentar a produtividade das colheitas e eliminar a fome.
A população mundial cresceu de 2,5 para 6,6 mil milhões de pessoas desde 1950, tendo a produção agrícola anual subido de 1,1 para 2,7 toneladas por hectare. No mesmo período, a área cultivada cresceu cerca de 10%, a nível mundial.
O expressivo aumento da produção agrícola resultou da introdução de novos processos de cultivo (a partir de 1943 no México e com especial incidência na década de 1960 na Índia e no Paquistão), baseados em programas de pesquisa científica (biotecnologia e genética), que levaram à crescente utilização de pesticidas, fertilizantes (à base de nitrogénio sintético), novas formas de irrigação e novas gerações de sementes. O pai da chamada “Revolução Verde”, o norte-americano de ascendência norueguesa Norman Borlaug, foi mesmo agraciado em 1970 com o Prémio Nobel da Paz, pelo seu contributo para o combate à fome a nível mundial.
Para a rápida expansão da população mundial, que tem acrescentado 1.000 milhões de novos habitantes a cada 12 a 15 anos, foram igualmente decisivos a melhoria dos cuidados de saúde e o acesso a saneamento e água potável, que permitiram aumentar a esperança média de vida global de 48 anos em 1950 até perto dos 70 anos na actualidade. Também a mortalidade infantil (crianças até 5 anos) registou um retrocesso notável, de cerca 40% no final do século XIX para menos de 7% hoje (e menos de 1% na generalidade dos países desenvolvidos).
De acordo com as estimativas das Nações Unidas, a taxa de crescimento populacional das últimas décadas não se irá manter, devido ao progressivo acesso dos países emergentes a métodos modernos de planeamento familiar, o que deverá permitir a descida da taxa de fertilidade de 5 filhos por mulher (dos 15 aos 49 anos) em 1950, para 2,5 no período 2010-2015, até ser atingida a taxa de 2,1 que é considerada como taxa de substituição natural. No gráfico seguinte, está representado o cenário central, que assume que serão atingidos 10,1 mil milhões de habitantes em 2100, bem como dois cenários extremos de baixa e alta fertilidade, que implicam valores finais de 6,2 e 15,8 mil milhões, respectivamente.
Quais os principais desafios associados ao crescimento da população?
1. Mercados Emergentes: expansão da classe média e das cidades
De acordo com as Nações Unidas, 97% do actual crescimento populacional vem dos países emergentes, os quais já representam 80% da população mundial. Os jovens têm um peso significativo nestes países, já que 31% dos habitantes têm menos de 15 anos (o que compara com apenas 18% nos países desenvolvidos).
Os salários médios dos países emergentes são ainda 7 vezes inferiores aos dos desenvolvidos, mas espera-se que a expansão da classe média nos emergentes seja exponencial. De acordo com um estudo da Goldman Sachs (1) «estamos no meio de uma explosão sem precedentes da “classe média mundial”, e o ritmo de crescimento só tenderá a intensificar-se». Até 2030, 2.000 milhões de pessoas poderão juntar-se à classe média, o que terá «implicações profundas nos hábitos de consumo, utilização de recursos e pressões políticas». O acesso à classe média, definida como a população com rendimentos anuais entre 6.000 e 30.000 dólares (em paridades de poder de compra), marca o fim de um padrão de consumo que se limita à subsistência, e o início de outro em que se torna possível a aquisição de bens como carne, telemóveis, televisores e frigoríficos, ou mesmo serviços financeiros.
Outra das maiores transformações das próximas décadas passa pela crescente urbanização. Estima-se que, até 2050, a população urbana deverá duplicar em todo o mundo, subindo o seu peso na população mundial de 50% para 70%, crescimento praticamente todo concentrado em países emergentes. Esta evolução implicará uma revolução nas suas infra-estruturas, nomeadamente nas principais redes de transportes, energia, água e comunicações.
2. Pressão sobre os recursos naturais
Terá o planeta capacidade para albergar mais 2.300 milhões de pessoas até 2050? De acordo com a FAO, a produção de alimentos terá que aumentar 70% face aos níveis actuais, mas o investimento actual em novas tecnologias agrícolas e alimentares é insuficiente para atingir tal objectivo. Entre 1950 e 2007, a produtividade agrícola cresceu 3,5 vezes, mas parece estar a estagnar.
A escassez de terrenos agrícolas cultiváveis é um dos factores de preocupação. Estima-se que existissem em 1950 cerca de 0,5 hectares de terrenos agrícolas por pessoa. Em 2010, este valor deverá ser menos de metade. Nos países emergentes, em particular, o processo de urbanização e industrialização desvia cada vez mais terrenos para a construção de cidades.
Por outro lado, 2.000 milhões de pessoas vivem em áreas com escassez de água potável, sendo a sua disponibilidade cada vez mais limitada a nível mundial. Espera-se um aumento do consumo de 50% até 2025 nos países emergentes, ano em que mais de metade dos países do mundo deverão ter falhas pontuais de água potável.
Também as condições climatéricas extremas tenderão a condicionar cada vez mais as colheitas agrícolas. Estima-se que o aquecimento global possa reduzir a produção agrícola em cerca de 15% até 2020.
3. Envelhecimento dos países desenvolvidos
Na medida que a esperança média de vida tem vindo a aumentar e o nível de natalidade a diminuir, em particular nos países desenvolvidos, a tendência para o envelhecimento da população parece irreversível. Estima-se que a população com idades superiores a 65 anos possa duplicar até 2060.
Já actualmente, mais de 80 países (cerca de 42% da população mundial) têm um nível de natalidade inferior à taxa de substituição natural (2,1 filhos por mulher). A tendência é mais marcada na Europa e no Japão, que poderão perder metade da sua população até 2100.
O caso português é particularmente gritante, já que temos a 2ª taxa de fertilidade mais baixa do mundo (1,3 filhos) estimada para o período 2010-2015, a par da Áustria e Malta, e apenas atrás da Bósnia-Herzegovina (1,1 filhos).
No cenário “médio” das Nações Unidas, a população portuguesa deverá começar a decrescer em 2014, perdendo cerca de 4 milhões de habitantes até 2100. No pior cenário, o ano de pico será já 2011, podendo perder 7 milhões de habitantes até 2100.
Desde logo, esta evolução tem repercussões sobre a procura de medicamentos e cuidados de saúde: estima-se que as pessoas com mais de 65 anos consomem em média 4 vezes mais medicamentos do que as mais novas.
Dado que uma pessoa com 65 anos pode hoje em dia esperar viver mais 19 anos, em média, aumentarão igualmente as oportunidades para empresas relacionadas com geriatria e turismo sénior, mas também as pressões financeiras para os sistemas de segurança social: em 2000, existiam 4 pessoas na vida activa por cada reformado com mais de 65 anos, nos países desenvolvidos. Em 2020, serão 2,7 pessoas activas por cada reformado.
A confirmarem-se estas previsões, poderá estar em causa o próprio modelo de vida ocidental.
Em conclusão...
Desde que Malthus apresentou a sua visão catastrofista em 1798, o mundo superou por 7 vezes a barreira de 1.000 milhões de novos habitantes, 5 das quais após a Segunda Guerra Mundial, num período em que novas descobertas científicas nas áreas de produtividade agrícola e cuidados de saúde permitiram ultrapassar a “maldição” do Reverendo inglês.
Estima-se que a capacidade de produção agro-pecuária actual permita alimentar cerca de 9 mil milhões de pessoas. O facto de uma parte significativa da população mundial, em particular na África subsariana, ainda ser castigada com fome e falta de acesso a cuidados básicos de saúde, resulta sobretudo de problemas políticos e de uma deficiente distribuição da riqueza mundial.
Ainda assim, as Nações Unidas têm aproveitado o dia em que se assinala a chegada do habitante 7 mil milhões para chamar a atenção para os riscos do excesso de população, apelando ao reforço do investimento na saúde e educação dos cerca de 215 milhões de mulheres que ainda não têm acesso a métodos modernos de contracepção, apesar de o desejarem.
Não pondo em causa o princípio de que um crescimento sustentável da população permite diminuir a pressão sobre os recursos naturais do planeta, melhorando a qualidade global de vida, convém ter presente que a tendência de decréscimo da fertilidade pode ser difícil de inverter, como têm concluído diversos países desenvolvidos.
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desenvolvimento sustentável
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Pensão duplica para os políticos quando completam 60 anos
Que legitimidade tem o Governo para impor cortes salariais e aumentos de impostos generalizados, com a desculpa do défice, se depois vem premiar com um aumento de 100% aqueles que já estão tão bem na vida?
Estranho ainda, é o "bom comportamento" da imprensa, pois só o Correio da Manhã é que tem coragem para referir esta tanga.
Estranho ainda, é o "bom comportamento" da imprensa, pois só o Correio da Manhã é que tem coragem para referir esta tanga.
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