sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Computadores não são gordura do Estado
O provimento da educação exige que se realizem despesas de funcionamento. Se temos quadros interactivos, computadores e ligações à Internet é necessário realizar despesas para manter os equipamentos a funcionar e ir realizando upgrades e substituições. Caso se reduzam as despesas a zero, rapidamente o parque instalado se degradará e teremos todos de regredir ao giz na ardósia, às fotocópias e aos obsoletos manuais. Pela minha parte já consigo dispensar essa tralha toda, mas é preciso que me deixem poupar!
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domingo, 4 de setembro de 2011
PSD: Da propaganda à prática
Propaganda eleitoral: Não agravar impostos e Cortar as gorduras do Estado
Doutrina económica: O Estado em Portugal tem de deixar de tutelar os portugueses. O sector público tem de libertar a sociedade civil, o sector público tem de libertar o funcionamento de uma economia de mercado. Isto é… a redução do papel do Estado em Portugal é um elemento crucial da agenda de liberalização da economia e é "condição essencial para puder diminuir de uma forma estrutural e durável o peso do Estado".
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/vitor-gaspar-portugal-vai-superar-crise-video=f671635#ixzz1WxCjlJMR
Prática: Agravamento dos impostos e o maior despedimento de sempre
Doutrina económica: O Estado em Portugal tem de deixar de tutelar os portugueses. O sector público tem de libertar a sociedade civil, o sector público tem de libertar o funcionamento de uma economia de mercado. Isto é… a redução do papel do Estado em Portugal é um elemento crucial da agenda de liberalização da economia e é "condição essencial para puder diminuir de uma forma estrutural e durável o peso do Estado".
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/vitor-gaspar-portugal-vai-superar-crise-video=f671635#ixzz1WxCjlJMR
Prática: Agravamento dos impostos e o maior despedimento de sempre
Faz-se o mais Simplex!
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Gráfico interactivo mostrando o estado da dívida
Fonte: http://www.economist.com/blogs/dailychart/2011/07/world-debt-guide
Portugal tem tanto peso na economia europeia e mundial, que o Economist nem se dignou representar-nos neste gráfico.
O problema da dívida soberana não atinge apenas os Estados dos países da periferia europeia, comummente referidos por PIGS. atinge também as famílias e as empresas, em todo o mundo desenvolvido.
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sábado, 27 de agosto de 2011
Troika: Agora é a vez dos ricos pagarem a crise!
- Na conferência de imprensa da Troika, há uma semana, houve um pormenor curioso. A certa altura dois dos seus representantes desataram a fornecer "demasiados" detalhes sobre a situação portuguesa. Primeiro foi Jurgen Kröger a quantificar, por sectores, a derrapagem orçamental: Educação, BPN, Madeira… Kröger anunciaria ainda, em primeira mão, a transferência do fundo de pensões da banca para a Segurança Social. Depois veio Poul Thomsen: questionado sobre quanto teria o IVA de subir para se baixar a TSU, o representante do FMI recusou dar detalhes. Mas de seguida avançou que a redução da TSU não poderia ser selectiva e, para ter impacte, teria de descer 6 a 7%.
O jornalista confessa-se surpreendido com a riqueza de pormenores oferecidos pela Troika, e adivinhou que se destinavam a "entalar" o Governo de Pedro Passos Coelho que andava a "estudar" cenários de redução selectiva da TSU compensada por mais um aumento do IVA.
Mas a rapaziada da Troika "entalou" o Governo muito mais quando lhes disse que tinha a chegado a vez dos ricos pagarem a crise!
A TSU é para reduzir mesmo 6 a 7 pontos percentuais em todos os sectores de actividade, mas deverá ser compensada por um aumento do IRS a suportar exclusivamente pelos mais ricos!
Finalmente alguma justiça foi imposta pela Troika. É que quando observam Portugal, olham comparativamente para os outros países da União Europeia. No quadro da UE o IVA português já é absurdamente elevado, mas as receitas do IRS são das mais baixas, a par das gregas. Portanto a solução estava à vista para quem observasse o jogo fora do tabuleiro ;)
Santa Troika!
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domingo, 14 de agosto de 2011
A Troika passou-se
Como é que houve desvios para pagar salários dos professores se estão congelados desde 2001, com descongelamentos apenas pré-eleitorais, que são restabelecidos logo depois das eleições? O último congelamento foi estabelecido em 2010, depois de o PS ter ganho as eleições de 2009.
O desvio que a Troika refere foi um descongelamento momentâneo de José Sócrates nas eleições de 2009 para comprar os votos dos dos professores... Que até resultou para continuar a governar até ao PEC4 ;)
Estou a tentar ajudar a Troika a explicar como uma rubrica congelada pode provocar desvios orçamentais, porque a notícia é omissa.
O desvio que a Troika refere foi um descongelamento momentâneo de José Sócrates nas eleições de 2009 para comprar os votos dos dos professores... Que até resultou para continuar a governar até ao PEC4 ;)
Estou a tentar ajudar a Troika a explicar como uma rubrica congelada pode provocar desvios orçamentais, porque a notícia é omissa.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
England riots - The misfortune to be born non-white
Source: Unemployment rate by ethnic group * ONS * Backup
If not born white will probably have less easy access to goods, and more easily will be unemployed. In Portugal it is said that "Black stopped is a suspect and running is a thief." In England the blacks have more lucky than the Portuguese, but unemployment rates are invariably higher for non-white, showing that opportunities for access to the labor market are very different. However, the youth unemployment rate rose to 23%, the situation was explosive, literally just a short fuse.
More, the UK has a proportion of its children living in workless households than any other EU country.
Europe must listen to these warnings!
Already in France was similar.
If not born white will probably have less easy access to goods, and more easily will be unemployed. In Portugal it is said that "Black stopped is a suspect and running is a thief." In England the blacks have more lucky than the Portuguese, but unemployment rates are invariably higher for non-white, showing that opportunities for access to the labor market are very different. However, the youth unemployment rate rose to 23%, the situation was explosive, literally just a short fuse.
More, the UK has a proportion of its children living in workless households than any other EU country.
Europe must listen to these warnings!
Already in France was similar.
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Europe riots
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Incoerência de Santos Pereira
Santos Pereira tem como missão contribuir para a a redução do défice orçamental e relançar a economia portuguesa na via do crescimento económico, tarefa difícil partindo da herança que tão bem caracterizou no seu blogue.
Afirmou que se "deparou com um clima e ambiente de ostentação no Ministério que é uma afronta para ele e para os portugueses". Muitos de nós ficámos satisfeitos com a observação, dizendo para com os nossos botões que tínhamos Ministro.
Pouco depois ficamos a saber que segue uma política inflacionista, para não empregar um adjectivo pior.
Não é lícito comparar o seu ministério com os "dois ministérios e meio" que veio substituir para justificar a taluda que cabe mensalmente à sua chefe de gabinete. Seguindo a mesma lógica ele também deveria ter o vencimento de "dois ministros e meio", e naturalmente que desta forma não serviria de nada Passos Coelho ter reduzido o número de ministros.
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Santos Pereira
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
uwall.tv
http://uwall.tv/ é um dos melhores sites para ouvir música e criar as suas próprias listas, como esta.
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A coerência de Passos Coelho: Menos 5 Ministros no Governo, mais 4 Administradores na Caixa (CGD)
O discurso é pedir mais e mais sacrifícios, apresentando medidas simbólicas para justificar a austeridade, que não se questiona, e cujos efeitos sobre redistribuição do rendimento se distorcem.
Uma das medidas simbólicas mais propaladas na campanha eleitoral foi a redução do número de Ministros para 10, que por força da coligação com o CDS ficou em 11. Mesmo assim, resultou numa "poupança" de 5 Ministros relativamente ao Governo se Sócrates que tinha 16!
O que não se compreende é por que motivos a Caixa (CGD) passou agora a necessitar de 11 Administradores, quando até aqui lhe tinham bastado 7! Mais 4 que ganham bastante melhor que os Ministros!
Uma interpretação é que os amigos de Passos Coelho preferem ser Administradores da Caixa (CGD) a serem Ministros por razões óbvias ;) Para continuar a assegurar bons tachos é que a Caixa (CGD) não pode ser privatizada. RTP idem.
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Passos Coelho
terça-feira, 26 de julho de 2011
Mota Amaral com gabinete, secretária, BMW, motorista e telemóvel à pala do Estado
A austeridade não é para todos e estes exemplos descredibilizam qualquer "esforço colossal"... que depressa passa a mentira colossal.
- PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Despacho n.º 1/XII - Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República.
Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março,
determino o seguinte:
a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre do Palácio de São Bento;
b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária;
c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dra. Anabela Fernandes Simão;
d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República;
e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge Lopes Gueidão;
f) Atribuir ao ex-Presidente da Assembleia da República telemóvel de serviço, em termos equiparados aos Vice-Presidentes da Mesa.
Palácio de São Bento, 21 de Junho de 2011
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
Publicado
DAR II Série-E - Número 1 ****** Backup
24 de Junho de 2011
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mentira colossal
terça-feira, 12 de julho de 2011
Os ratings da Moodys, Fitch e da Standard & Poor's
Sobre o episódio da Moodys fica para registo:
- Os ratings são meras opiniões, não são nenhum resultado científico.
- O que dá credibilidade às agências de rating é a referenciação pelos investidores e pelas autoridades. Se preferem as opiniões da Moodys às da Companhia Portuguesa de Rating é porque provavelmente a Moodys acerta mais vezes.
- A onda popular de indignação contra as agências de rating – via mail e Facebook – compreende-se porque a decisão de descer em 4 níveis a notação da dívida soberana portuguesa foi tomada após a assinatura de um programa de resgate e antes que sejam visíveis quaisquer desvios.
- Os ratings da Moodys, Fitch e da Standard & Poor's favorecem os Estados Unidos relativamente ao resto do Mundo.
- Quando olham para os países europeus, observam os anglo-saxónicos numa primeira divisão e os PIIGS numa segunda categoria.
- As agências de rating têm alguma razão porque ninguém aproveita esta oportunidade de negócio.
- As agências de rating têm uma evidente dualidade de critérios aqui exposta com bom humor.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
O Imposto Extraordinário é um imposto sobre o rendimento com taxa constante
Diz-se em Economia que o IRS é mais equitativo que o IVA porque como tem taxas progressivas, que vão subindo à medida que o rendimento aumenta, distribui o esforço fiscal de modo a que aqueles que mais ganham, mais paguem. Eis a tabela das taxas marginais de IRS referentes a 2010:
O Imposto Extraordinário será o equivalente a a 50% da parte do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional, que está fixado em 485 euros mensais. Isto, quer dizer que quem aufere 500,00 € por mês, isto é, 7.000,00 € por ano (500x14), pagará 7,50 € de imposto, que corresponde a uma taxa anual de 0,11%. Quem ganhar 2.500,00 € pagará 1.007,50 € de imposto, a que corresponde uma taxa anual de 2,88%.
Para rendimentos superiores a 2,500,00 € a taxa média anual continua próxima dos 3%, mostrando-se praticamente constante, em vez de progressiva, como num imposto sobre o rendimento deveria ser.
Porque é que o Imposto Extraordinário é um imposto sobre o rendimento com taxa praticamente constante?
Afinal qual é a lógica do PSD? Poupem os ricos?
O Pedro Lains admite que estavam apressados e/ou se enganaram no desenho deste imposto.
O Imposto Extraordinário será o equivalente a a 50% da parte do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional, que está fixado em 485 euros mensais. Isto, quer dizer que quem aufere 500,00 € por mês, isto é, 7.000,00 € por ano (500x14), pagará 7,50 € de imposto, que corresponde a uma taxa anual de 0,11%. Quem ganhar 2.500,00 € pagará 1.007,50 € de imposto, a que corresponde uma taxa anual de 2,88%.
Para rendimentos superiores a 2,500,00 € a taxa média anual continua próxima dos 3%, mostrando-se praticamente constante, em vez de progressiva, como num imposto sobre o rendimento deveria ser.
Porque é que o Imposto Extraordinário é um imposto sobre o rendimento com taxa praticamente constante?
Afinal qual é a lógica do PSD? Poupem os ricos?
O Pedro Lains admite que estavam apressados e/ou se enganaram no desenho deste imposto.
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Criminalizar o enriquecimento ilícito é uma urgência da democracia
A austeridade é selectiva.
É a forma de impor uma redistribuição do rendimento cada vez mais injusta.
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
Santana Castilho acusa Pedro Passos Coelho de desonestidade política
Mega-agrupamentos. Mantêm-se uma política desastrosa de desertificação do país.
Nuno Crato ao dizer que a avaliação de professores não é um problema fundamental do sistema revela a uma ignorância total do sistema. Ele próprio disse que tem poucas ideias sobre educação.
Quer atribuir os exames a uma empresa privada, como se não fosse suficiente atribuir autonomia técnica aos quadros do GAVE e libertá-los da "porca política". O outsousing só serve para pagar a mesma coisa duas vezes!
Um modelo de avaliação que introduziu as maiores injustiças que se conhecem na democracia portuguesa, adulterou as relações de trabalho, criou mau clima nas escolas e condiciona qualquer política.
Tudo aquilo que Passos Coelho disse que ia suspender, logo que foi Governo desdisse, e desdisse de uma maneira que não é séria.
Passos Coelho assume que os professores são estúpidos? Pensa que pode dizer uma coisa antes das eleições e outra depois de chegar ao Governo?
1 - Com os impostos também disse que não subiriam...
2 - Nunca subiria o imposto sobre o rendimento...
3 - Era um disparate cortar o subsídio de Natal...
4 - Tinha feito passar a farsa que não lhe tinham dito nada relativamente ao PEC4...
Isto é suficiente para avaliar a credibilidade de um político.
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
Interpretando Passos Coelho para desenhar o Modelo de Avaliação do Desempenho do PSD
Diz Passos Coelho que temos que distinguir avaliação de desempenho de avaliação na classificação para mudança de escalão. Depois explica que a avaliação de desempenho é sempre importante porque os professores trabalham todos os dias. A avaliação na classificação para mudança de escalão bastará realizá-la nos anos previstos para mudança de escalão.
Esta retórica faz lembrar o “eduquês” da avaliação contínua dos alunos que são remetidos no final do ano para um exame. O sistema de ensino precisa dos exames para minimizar o impacto de avaliações contínuas segundo padrões muito distintos. Os professores precisam da avaliação contínua para fazerem os alunos trabalhar.
No caso dos professores, Passos Coelho deverá querer entregar a avaliação contínua dos professores (dita avaliação de desempenho) aos Directores, que vigiarão quotidianamente as questões disciplinares, a assiduidade, a simpatia,… mas quando chegar a hora de mudar de escalão deverá formar-se um júri parra avaliar o docente no seu trabalho pedagógico.
Esta retórica faz lembrar o “eduquês” da avaliação contínua dos alunos que são remetidos no final do ano para um exame. O sistema de ensino precisa dos exames para minimizar o impacto de avaliações contínuas segundo padrões muito distintos. Os professores precisam da avaliação contínua para fazerem os alunos trabalhar.
No caso dos professores, Passos Coelho deverá querer entregar a avaliação contínua dos professores (dita avaliação de desempenho) aos Directores, que vigiarão quotidianamente as questões disciplinares, a assiduidade, a simpatia,… mas quando chegar a hora de mudar de escalão deverá formar-se um júri parra avaliar o docente no seu trabalho pedagógico.
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