segunda-feira, 21 de março de 2011
Alterações climáticas
via chartsbin.com
Já não restam dúvidas entre a comunidade científica de que as alterações climáticas da Terra se devem ao padrão consumista da sociedade pós-industrial. As catástrofes climáticas são cada vez mais frequentes e afectam um número cada vez maior de pessoas.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento dedicou-lhe o Relatório de 2007/08, mas com a urgência da crise financeira de 2008 os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio foram esquecidos e todas as hipóteses de compromisso a nível global tem falhado: Rio de Janeiro, Quioto, Copenhaga...
A expressão Tsunami entrou para o vocabulário dos media em 2004, com a tragédia da Indonésia...
Em 2011 é apenas mais um vídeo sobre o Japão...
Alguém aprendeu alguma coisa?
Ligações
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desenvolvimento sustentável
domingo, 20 de março de 2011
Proposta indecente do GAVE
Trabalhem sem receber - propõe o GAVE/ME. Os professores evidentemente que se recusam a aceitar propostas indecentes.
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professores
sábado, 19 de março de 2011
A crise política é o jogo da culpa
A democracia deveria ser repensada urgentemente, porque se suportamos os custos do seu funcionamento deveria ter algum valor acrescentado. Lendo o artigo de Helena Garrido ficamos com a sensação que a política é um jogo que só serve para os actores se culparem uns aos outros, agravando mais ainda os custos da crise económica.
- Numa forma dura e crua, pode dizer-se que Portugal está já a ser governado a partir de Bruxelas e Frankfurt. E que já está tudo preparado para o Governo fazer o pedido formal de ajuda financeira à Europa e ao FMI.
Factos são factos. O resto, a dita crise política, é o jogo da culpa. O Governo, pelo que disse ou pelo que não fez, quer tirar de cima de si a culpa do pedido de ajuda financeira. Um jogo que nos vai sair caro, que vai exigir ainda mais medidas de austeridade.
Helena Garrido / Jornal de Negócios / 18/MAR/2011
Infelizmente, se lhe perguntasse quem deveria dar a cara pela administração do país, imagino que HG me responderia Sócrates. Realmente este é tão "brilhante" que não rivaliza com ele qualquer adversário credível, e segue uma política tão "consensual" que parecem não existir alternativas.
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Helena Garrido,
Socratelândia
sábado, 12 de março de 2011
Sócrates ignora toda a sociedade
Sócrates ignora toda a sociedade, os sinais das manifestações de professores e da "geração à rasca", o discurso de tomada de posse do Presidente da República, os líderes dos restantes partidos, os parceiros sociais... e do alto da sua cadeira diz a toda a malta: tomem lá o PEC4 e vão-se...
O FMI não veio, mas que mais poderia o FMI inventar?
Vale cortar em tudo, menos nos gabinetes de Sócrates e amigos politicus que chupam este país.
Mas irão continuar a votar em Sócrates porque o problema de fundo da sociedade portuguesa é reduzida produtividade e o correspondente subdesenvolvimento. É evidente que Sócrates também tem culpa nestes problemas, quando cria em seu redor um exército de boys e promove políticas pouco transparentes na afectação de obras públicas, delapida as finanças públicas em brinquedos de guerra e num sistema judicial que só serve aos juízes...
Só que até aos anos 90 os licenciados iam encontrando lugares nas escolas, e agora já não encontram vaga porque os quadros estão preenchidos...
Os bons emigraram... os restantes manifestaram-se, porque invejamos os padrões de consumo dos países desenvolvidos, mas continuamos com a estrutura económica de um país que nunca se industrializou.
Valeu o dia pela catarse colectiva, como prova a diversidade de slogans:
- "Senhor Presidente, em nome dos pobres, dos jovens, dos idosos e da nação, dissolva o Parlamento!";
- "Sócrates cabrão, aceita a demissão";
- "Nunca pagámos tanto por tão pouco";
- "Economia é a tua tia";
- "Com a precaridade não há liberdade";
- "Revolução dos (es)cravos";
- "Deixa passar, deixa passar, que o mundo vai mudar";
- "Todos à rasca homens e animais";
- "Eu não votei na Merkel". (Jornal de Negócios)
Criticar é simples. Que soluções terão? Não vi nada de novo no seu Facebook!
O FMI não veio, mas que mais poderia o FMI inventar?
Vale cortar em tudo, menos nos gabinetes de Sócrates e amigos politicus que chupam este país.
Mas irão continuar a votar em Sócrates porque o problema de fundo da sociedade portuguesa é reduzida produtividade e o correspondente subdesenvolvimento. É evidente que Sócrates também tem culpa nestes problemas, quando cria em seu redor um exército de boys e promove políticas pouco transparentes na afectação de obras públicas, delapida as finanças públicas em brinquedos de guerra e num sistema judicial que só serve aos juízes...
Só que até aos anos 90 os licenciados iam encontrando lugares nas escolas, e agora já não encontram vaga porque os quadros estão preenchidos...
Os bons emigraram... os restantes manifestaram-se, porque invejamos os padrões de consumo dos países desenvolvidos, mas continuamos com a estrutura económica de um país que nunca se industrializou.
Valeu o dia pela catarse colectiva, como prova a diversidade de slogans:
- "Senhor Presidente, em nome dos pobres, dos jovens, dos idosos e da nação, dissolva o Parlamento!";
- "Sócrates cabrão, aceita a demissão";
- "Nunca pagámos tanto por tão pouco";
- "Economia é a tua tia";
- "Com a precaridade não há liberdade";
- "Revolução dos (es)cravos";
- "Deixa passar, deixa passar, que o mundo vai mudar";
- "Todos à rasca homens e animais";
- "Eu não votei na Merkel". (Jornal de Negócios)
Criticar é simples. Que soluções terão? Não vi nada de novo no seu Facebook!
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Socratelândia
terça-feira, 8 de março de 2011
É proibido expressar opinião contra a avaliação do desempenho
Ser honesto dá direito a despedimento.
Parece evidente a todos que tem apenas uma turma, hora e meia por semana, "só enganando a administração pode corresponder a um modelo que avalia quatro dimensões da actividade dos professores segundo 39 indicadores e 72 descritores. Por isso, apelei a uma reflexão sobre o sistema de avaliação - era isso que se pedia no abaixo-assinado".
Neste país, onde os políticos assumem as "qualidades" (papéis) que lhes apetece em função do que querem dizer, a sinceridade do coordenador da DREC valeu-lhe o despedimento.
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sexta-feira, 4 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
O trabalho de casa do Pato Donald
- (...) primeiros dados da execução orçamental referentes a Fevereiro, mês em que, pela primeira vez em quinze anos, a despesa pública primária (sem juros) terá descido, 3,6%.
Estes números serão esta tarde levados em primeira mão por José Sócrates a Ângela Merkel para demonstrar à chanceler alemã que Portugal está a fazer o “trabalho de casa”.
Negócios, 02/MAR/2011
Reduzindo os vencimentos dos funcionários que trabalham no Estado e aumentando os impostos a pagar por todos é fácil reduzir o défice, mas o trabalho de casa não foi feito, foi aldrabado.
Dicas para o trabalho de casa:
- colocar a percentagem de generais e almeirantes em linha com países de dimensão semelhante. O último número do EXPRESSO revela que somos o país do Mundo com mais comandantes por soldado, a gastarem dinheiro em "brinquedos" caros (aviões, submarinos,...);
- controlar o endividamento das autarquias (ver Alandroal);
- eliminar os institutos e fundações públicas inúteis (servem para empregar a clientela);
- rever as remunerações dos gestores públicos, absolutamente escandalosas;
- rever as parcerias público-privadas, pois estas são a prazo desastrosas para o Estado, quer nas estradas, nos hospitais ou nas escolas;
- enterrar de vez a discussão sobre investimentos megalómanos, como o TGV ou um novo Aeroporto.
Não vou continuar a lista porque só estes items já constituíram um trabalho de casa EXCELENTE.
Resultado do encontro: Ângela Merkel elogiou os «corajosos» esforços portugueses, no que toca a medidas de austeridade e lembrou que «nunca disse que Portugal precisava de recorrer ao Fundo» Europeu, (Agência Financeira, 02/MAR/2011) Assim ficou Sócrates com a taça de ter "salvo" o país do FMI... mas já estamos a pagar a sua política, com a ameaça de esta prosseguir numa dosagem ainda mais forte, a confirmarem-se as previsões da Agência Financeira, pois:
- Mas, em troca da cedência, a Alemanha deverá impor condições: mais austeridade e mais reformas estruturais, as mesmas que constam do seu Pacote para a Competitividade. E José Sócrates já percebeu que «não há almoços grátis» e já começou a preparar a opinião pública para a inevitabilidade de serem precisas mais medidas.
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Socratelândia
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Manifesto pela Criatividade e Colaboração no uso da Web 2.0 nas Escolas Portuguesas

Imagine um documento escrito colaborativamente por docentes do Ensino Básico e Secundário e outros agentes do sistema educativo português (Nível Básico, Secundário e Superior), assim como investigadores e outros interessados em criar um documento de referência para o uso criativo e colaborativo de ferramentas da designada Web 2.0 no contexto educativo actual.
Pare de imaginar. O documento está a ser construído aqui.
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Internet
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Deolinda - Parva que sou!
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
O êxito desta canção surpreendeu autores e interpretes. É referida este fim-de-semana em toda a imprensa, e tem sido republicada nos blogues e nas redes sociais. Conquistou imediatamente o público porque a juventude e amplos sectores dos adultos mais jovens se identificam com a letra, já considerada de intervenção. O grande problema de agora é que a Revolução já está feita! Mind This Gap mostra que quem estudou pode votar com os pés.
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As despesas de produção de papelada representam mais de 14% do previsto para a Educação
Se houvessem regras simples em educação, as escolas seriam suficientes. Assim, multiplicam-se estruturas designadas no Orçamento de Estado de 2011 como SERVIÇOS GERAIS DE APOIO, ESTUDOS, COORDENAÇÃO E COOPERAÇÃO, cujo funcionamento representa mais de 14% das despesas previstas em Educação, enquanto os tão propalados INVESTIMENTOS nem chegam aos 2%.
Fonte: Lei do Orçamento de Estado para 2011, pp. 78
Com estas prioridades é fácil perceber porque é que todos os dias as escolas recebem "orientações" novas, numa catadupa que provocou um ambiente tal, que já não ninguém sabe se aquilo que é válido hoje continuará a ser amanhã.
Fonte: Lei do Orçamento de Estado para 2011, pp. 78
Com estas prioridades é fácil perceber porque é que todos os dias as escolas recebem "orientações" novas, numa catadupa que provocou um ambiente tal, que já não ninguém sabe se aquilo que é válido hoje continuará a ser amanhã.
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educação
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Demonstrando a insanidade do modelo de avaliação de desempenho pelo absurdo
Muitos colegas preocupam-se legitimamente com taxas de sucesso do alunos, que depois são perversamente utilizadas para avaliar o trabalho dos professores.
Santana Castilho desenvolveu a analogia avaliando os juízes pelos criminosos recuperados e imaginado-os a fixar objectivos do tipo: número de arguidos a julgar, percentagem a condenar e contingente a inocentar. Também os médicos suportariam a verificação de todos os diagnósticos, todas as estratégias terapêuticas e todas as prescrições feitas a todos os doentes e fixariam objectivos.
Este artigo é muito mais abrangente, pois para observar que Cavaco Silva só abriu a boca quando a escola privada foi beliscada, sumariando o processo de destruição da escola pública a que este tem dado o seu aval.
Santana Castilho desenvolveu a analogia avaliando os juízes pelos criminosos recuperados e imaginado-os a fixar objectivos do tipo: número de arguidos a julgar, percentagem a condenar e contingente a inocentar. Também os médicos suportariam a verificação de todos os diagnósticos, todas as estratégias terapêuticas e todas as prescrições feitas a todos os doentes e fixariam objectivos.
Este artigo é muito mais abrangente, pois para observar que Cavaco Silva só abriu a boca quando a escola privada foi beliscada, sumariando o processo de destruição da escola pública a que este tem dado o seu aval.
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Cavaco Silva
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Cavaco venceu com apenas 23% dos sufrágios
A política nunca foi tão desinteressante quanto nestas eleições. Que interesse poderíamos ter em votar sabendo que Sócrates, embora apoiasse formalmente Manuel Alegre numa coligação contra-natura com o Bloco de Esquerda, certamente preferia a vitória de Cavaco?
Porquê? Cavaco é fixe para Sócrates por duas razões: 1. No primeiro mandato não vetou nenhum diploma, e no segundo deverá seguir sensivelmente o mesmo padrão; 2. Estando um Presidente do PSD em Belém mais facilmente ele vence as legislativas, porque o eleitorado aplica a teoria da separação dos poderes pelas duas cores: rosa e laranja.
Até o modernaço Cartão do Cidadão me ajudou, mas desta vez venci as eleições, porque me senti bastante confortável ao lado da imensa maioria sem pachorra para votar em eleições que não oferecem nenhuma alternativa.
Já agora convém retirar destas eleições a vitória do Facebook, pois a imprensa tradicional sempre promoveu "os dois principais candidatos", mas se o Partido Comunista tivesse oferecido os seus votos a Fernando Nobre teria sido este o segundo.
Como apenas votaram 4.489.904 votantes, correspondendo a 46,6% dos inscritos (9.629.630), se calcular a percentagem de votos de Cavaco (2.230.104) relativamente aos inscritos, este obteve 23%!!! Com esta percentagem, se frequentasse o ensino unificado estaria reprovado ;)
Fonte: http://www.presidenciais.mj.pt/
Porquê? Cavaco é fixe para Sócrates por duas razões: 1. No primeiro mandato não vetou nenhum diploma, e no segundo deverá seguir sensivelmente o mesmo padrão; 2. Estando um Presidente do PSD em Belém mais facilmente ele vence as legislativas, porque o eleitorado aplica a teoria da separação dos poderes pelas duas cores: rosa e laranja.
Até o modernaço Cartão do Cidadão me ajudou, mas desta vez venci as eleições, porque me senti bastante confortável ao lado da imensa maioria sem pachorra para votar em eleições que não oferecem nenhuma alternativa.
Já agora convém retirar destas eleições a vitória do Facebook, pois a imprensa tradicional sempre promoveu "os dois principais candidatos", mas se o Partido Comunista tivesse oferecido os seus votos a Fernando Nobre teria sido este o segundo.
Como apenas votaram 4.489.904 votantes, correspondendo a 46,6% dos inscritos (9.629.630), se calcular a percentagem de votos de Cavaco (2.230.104) relativamente aos inscritos, este obteve 23%!!! Com esta percentagem, se frequentasse o ensino unificado estaria reprovado ;)
Fonte: http://www.presidenciais.mj.pt/
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Cavaco Silva
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Inventaram uma Taxa de Redução da Remuneração
Verifiquei hoje o recibo de Janeiro e comparei-o com o Dezembro. Confirmo que vieram ao bolso, mas fizeram a contabilidade sem reduzir o vencimento base, como estava previsto no Orçamento de Estado, e anunciado como mudança para sempre.
Em contrapartida inventaram uma taxa não prevista no Orçamento, que li como Taxa de Redução da Remuneração (no recibo tenho as abreviaturas "Taxa de Red. Rem.") que é equivalente à diferença percentual entre o vencimento base e o vencimento processado. (Exemplo de recibo disponível online)
Na opinião pública tinham-se levantado dúvidas quanto à legitimidade e à legalidade da redução dos vencimentos, e o Governo criou uma nova ilegalidade inventando esta taxa.
Porém, a mensagem não é má de todo. Deixa a esperança de que, quando passarem os piores momentos para os cofres do Estado - problema que até se resolvia depressa se não fosse a cáfila de protegidos - poderíamos receber o que nos estão agora a descontar, e pagarem com os respectivos juros, como fizeram com o 13º mês (subsídio de Natal) em 1984.
Já vivi o suficiente para ser chamado a salvar financeiramente o país por duas vezes, mas os problemas estruturais mantêm-se, e num país de corruptos todo o esforço exigido a quem trabalha é inglório.
Domingo poderei votar:
- (1) no monstro responsável pela subida vertiginosa do défice orçamental, e pela década em que Portugal desbaratou os fundos comunitários somente para construir autoestradas. Como Presidente da República tem apoiado toda a política financeira deste desGoverno;
- (2) no poeta que vive no Parlamento desde 1975 sem nunca ter feito qualquer lei, e que é apoiado por este desGoverno;
- (3) em branco, anular o voto, ou votar em nulidades. Chama-se a isto "democracia".
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Socratelândia
sábado, 15 de janeiro de 2011
Cavaco ganhou com uma folga miserável para um presidente em exercício
Nenhum presidente em exercício foi forçado uma segunda volta para obter expressivamente o seu segundo mandato. Cavaco Silva considerou que a sondagem do EXPRESSO/SIC/RR não lhe oferecia uma margem de conforto suficiente e lembrou-se então que os funcionários públicos também votam:
- Estou nesta campanha para falar a todos os portugueses: empresários e trabalhadores, comerciantes e agricultores, pescadores, funcionários públicos, que tão duramente foram atingidos nesta crise, enquanto outros com maiores rendimentos e que não foram chamados a dar o seu contributo.
Cavaco Silva, A Bola, 14-01-2011
É puro eleitoralismo, pois quanto o Governo diz mata o Presidente sempre tem respondido esfola. É o único PR que nunca travou um acto legislativo do Governo (conferir Ricardo Costa, EXPRESSO), e certamente que a redução dos vencimentos dos funcionários públicos foi um dos seus brilhantes conselhos.
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Cavaco Silva
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Ministério da Educação quer suspender todos os projectos nas escolas
O Governo enlouqueceu de vez!
Para arruinar as escolas desta maneira, é preferível que chame o FMI. Pode ser que então se descubram outras possibilidades de equilibrar o Orçamento, como:
- criar um imposto especial a suportar pela banca, principal responsável pela crise financeira. Sócrates falou muito genericamente sobre o tema, mas logo o esqueceu assim que o lobby da banca abriu a boca;
- cortar as pensões milionárias;
- reduzir os institutos públicos;
- rever os regimes de excepção vergonhosos que foram inventados para empurrar o "esforço patriótico da recuperação da Nação" para os professores;
- reduzir o número de políticos e assessores na AR, Ministros e Secretários de Estado no Governo;
- não permite o endividamento das autarquias, como o Alandroal;
- Querem mais sugestões? Contratem-me ;)
Agora isto será a morte das escolas! Lá foi toda a retórica da autonomia...
- "Qualquer atribuição de horas a agrupamentos ou escolas não agrupadas para dinamização de projectos, ainda que aprovados por serviços do Ministério da Educação, extingue-se com a entrada em vigor do presente despacho, carecendo de nova autorização do membro do Governo responsável pela área da Educação", lê-se na proposta de despacho de organização do ano lectivo (2011/2012) que o ME enviou a sindicatos e associações.
Jornal de Notícias, 11/1/11
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