quinta-feira, 19 de agosto de 2010

PORTUGAL, UMA PRAÇA PARA O MUNDO


Excelente videoclipe promocional da imagem de Portugal que está a passar no pavilhão Portugal da Expo Xangai 2010.

É dos tais casos em a imagem supera o produto ;)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A China ultrapassou o Japão em termos reais

A economia Chinesa tornou-se a segunda maior economia do mundo, segundo dados divulgados nesta segunda-feira 16 de Agosto.


O The Economist publica esta notícia com um gráfico que ilustra a repartição do Produto Interno Bruto pelas principais potências nos últimos 2000 anos. O rápido crescimento previsto para a China e a Índia na actualidade corresponde para estes países  a uma “recuperação” das suas posições anteriores.

sábado, 14 de agosto de 2010

O passado e futuro dos jogos de computador

Os jogos de computador têm interesse porque para os saber jogar bem é preciso compreender, definir e seguir a estratégia correcta. Para serem atractivos visualmente exigem geral,ente bastantes recursos gráficos, e só se podem jogar depois de instalados...  Bom, este tem sido assim, mas esta conversa está prestes a passar à história. Com o desenvolvimento da linguagem utilizada na Web, que vai na norma HTML5 - um HTML que permite incorporar objectos interactivos - é possível jogar directamente no browser sem necessidade fazer a instalação de qualquer plug-in/add-on. O site HTML5games destina-se a reunir toda a variedade de jogos que irá ficando disponível à medida que forem adaptados para a nova norma.

Os primeiros jogos de computador, desenvolvidos para o ZX SPECTRUM já estão aqui.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Geração de 1960

A data de nascimento é um  elemento fundamental da nossa identificação  no Mundo. As experiências vividas têm um impacto bastante mais significativo que as lidas, e a constituição de uma  categoria como  Geração de 1960  permite descobrir alguns  traços comuns aos protagonistas. 

  • Atingiram o auge das capacidades. Estão mais concentrados na vida familiar e profissional. Saem menos à noite e fazem poucas noitadas. Têm cuidado com o que comem, preocupam-se com a saúde, não querem engordar. A sexualidade é para ir praticando, não para consumir e deitar fora. Pensam muito no futuro dos filhos e no estado do país. Instalaram-se na vida mesmo que sejam inconformados. Vivem bem com a emancipação das mulheres, mas isso, para eles, ainda é um tema. Já sabem que a vida é finita, foram rasteirados algumas vezes, ganharam serenidade e têm medo da velhice. O mundo está em crise, mas eles não cedem.  (PÚBLICO, 09.08.2010)
Infelizmente nem fiquei surpreendido por nenhum dos depoimentos se referir em algum momento a alguma experiência significativa com computadores. Para esta Geração jogar no ZX SPECTRUM foi uma experiência que ficou limitada aos engenheiros ;)  Este computador ligava-se a uma televisão, o que não faz sentido para a malta de hoje, que joga enquanto vê televisão, mas constituiu uma revolução designadamente ao nível da qualidade da imagem dos "monitores". Aqueles que  aos 20 anos tiveram esta experiência,  nunca mais terão tido receio que um computador lhe mordesse.

Explicar o percurso dos últimos 50 anos sem referência ao mundo digital, quando já nenhuma profissão se desenvolve sem recurso mais ou menos intensivo aos computadores, significará que estes são um elemento estranho para si. Isto é, já se sentem "imigrantes" no Mundo dos mais jovens.

    domingo, 18 de julho de 2010

    Os professores corrigiram as decisões absurdas do ME

    O ME criou um regime especial de exames para os alunos do 8º ano com mais de 15 anos, que lhes permitiria transitar directamente para o 10º ano, sem necessidade de fazerem o 9º.

    Confesso que da primeira vez que tomei conhecimento desta nova modalidade pensei tratar-se de uma piada. Só perante a violência dos protestos é que percebi que era uma norma nova "a sério".

    Li agora que nenhum dos alunos conseguiu saltar o 9º ano:

    • «Dos alunos do 8.º ano, maiores de 15 anos, que se auto-propuseram a exames do 9.º ano, informa-se que, apesar de se terem registado algumas notas positivas nos exames nacionais de Língua Portuguesa e Matemática, nenhum destes alunos concluiu o ensino básico por esta via», afirma a tutela, numa resposta a questões colocadas pela Lusa. TVI24, 16/JUL/2010

    Era de esperar que os alunos retidos no 8º ano não tivessem conhecimentos para transitar nestes exames. Mas não se pode esquecer o papel de um professor a ver uma prova destas: Meu malandro, não percebes patavina disto e queres saltar um ano!

    segunda-feira, 14 de junho de 2010

    Gramática dos Exames Nacionais – O mito dos dois valores

    Hoje o PÚBLICO começou a publicar artigos de professores sobre os "Exames". Abriram o Blogue Exames Nacionais 2010 com o seguinte artigo meu:

    • No caso dos exames, os jornais tiveram o mérito de tornar o tema “exames” objecto de conversas de café desde 2001, mas isso também teve o seu preço no rigor da análise. Utilizando apenas médias aritméticas habitualmente os primeiros lugares dos rankings são ocupados por escolas privadas aos quais estes servem de publicidade. Estas posições dos rankings são interiorizadas por muitos como uma ordenação dos “melhores” para os “piores” quando realmente representam uma confirmação das diferentes competências dos alunos que chegaram ao 12º ano.

      Ler mais

    sexta-feira, 4 de junho de 2010

    Como motivar recursos humanos


    Entender a importância das relações relações sociais fundamental para os administradores. Enquanto se encontrarem presos ao modelo da cenoura e pau não conseguirão motivar os meus trabalhadores.

    A arte de ensinar


    Entre a informação nova e os conhecimentos anteriores vai uma determinada distância (existe um gap):
    - Se for curta não desperta interesse;
    - Se for excessivamente grande desperta medo;
    - Se for média (óptima) desperta a curiosidade.

    sábado, 1 de maio de 2010

    Um bilião = Um milhão de milhões

    Um bilião equivale a um milhão de milhões (10^12, ie, com 12 zeros) segundo a norma europeia, utilizada em Portugal. Segundo a norma americana, utilizada pelos brasileiros, equivale apenas a mil milhões (10^9, ie, com 9 zeros).

    Os brasileiros dizem bilhão. Para nós um "bilhão" é uma bilha grande... mas em função do contexto é evidente que tem que ter o mesmo significado que bilião.

    A norma europeia segue a fórmula 6N:

    6 x 1 = 6 zeros => 1 milhão 1.000.000
    6 x 2 = 12 zeros => 1 bilião 1.000.000.000.000
    6 x 3 = 18 zeros => 1 trilião 1.000.000.000.000.000.000
    etc.

    A norma americana segue a fórmula 3(N+1):

    3 x (1+1) = 6 zeros => 1 milhão 1.000.000
    3 x (2+1) = 9 zeros => 1 bilhão É DIFERENTE A PARTIR DAQUI 1.000.000.000
    3 x (3+1) = 12 zeros => 1 trilhão 1.000.000.000.000

    terça-feira, 20 de abril de 2010

    Registo triste

    Este é um post que eu gostaria de não escrever, mas publico-o apenas para que mais tarde não me falhe a memória.

    Eu sou do tempo em se nadava na Ribeira das Jardas em água limpa, uma água cristalina tão especial que foi utilizada na concepção e na publicidade de uma nova marca de cerveja: a Cergal.

    Hoje, infelizmente, o "desenvolvimento" do Cacém roubou aos jovens a Ribeira de que eu desfrutei, mas o alargamento da escolaridade obrigatória também lhes rouba tempo, e acusa automaticamente as escolas que não foram criadas para serem mães a tempo inteiro.

    quinta-feira, 15 de abril de 2010

    A informação torna-se conhecimento através das conexões


    • O conhecimento é uma função relacional... conexões entre font_tages de informação. Apercebemo-nos desta realidade cada vez que um país enfrenta um ataque terrorista ou depois da crise económica de 2008. Depois destes acontecimentos, ficou claro que os elementos da informação existiam, mas simplesmente não estavam conectados de modo que se produzisse o conhecimento necessário para agir. Eu levo esta ideia mais longe e digo que a informação se torna conhecimento através das conexões. Então, neste sentido, o conhecimento é um sistema de formação de conexões...
      Ler entrevista de George Siemens


    Eis uma entrevista interessante para repensar o sistema de ensino. Que resta do velho modelo assente na transmissão de conhecimentos? (Ver justificação industrial) Os fenómenos da catástrofe ambiental, crise financeira, ataques terroristas ou gripe A não demonstraram que o nosso conhecimento está na rede?

    Catarina Oliveira

    sábado, 10 de abril de 2010

    Leitura crítica da construção da adolescência e da divulgação de dados pessoais


    Os psicólogos referem-se unanimemente à adolescência como uma fase problemática na formação do individuo. Erikson atribui à adolescência a tarefa de construção da identidade, e Ferreira et al) retoma o seu trabalho utilizando dados estatísticos para concluir que os jovens estão atrasados!

    O artigo de Huffaker e Calvert conclui que os jovens se expõem demasiado através dos blogues examinando os problemas da identidade e da linguagem online entre jovens de ambos os géneros (masculino e feminino). Este “excesso” de informação revelado pelos jovens inclui o primeiro nome (70%), a idade (67%) e um endereço de e-mail ou instant messsenger ou link para o blogue (61%). O nome completo será uma prática residual de newbies (20%).

    Estes artigos recordaram-me as críticas que habitualmente se fazem ao IRC. Diz-se que é sempre a mesma coisa porque são feitas sempre as mesmas perguntas.

    1. - És rapaz ou rapariga?

    2. - Que idade tens?

    3. – Com quem vives?

    4. – O que fazes?

    5. – Onde moras?

    A pergunta 1. é inteligentemente torneada pelos jovens bloggers, que a ultrapassam indicando o primeiro nome;) Se eu disser que sou José já sabem que não sou uma rapariga! A idade até pode depreender-se com alguma precisão da leitura dos blogues, mas eu diria que os jovens consideram este elemento importante demais para não o divulgar. É indispensável que os outros nos possam contactar! Para os autores apenas 61% dos jovens indicaram “informação de contacto”, mas se fosse eu a fazer o estudo esta percentagem elevar-se-ia a 100% porque os blogues também recebem comentários;)

    É evidente que os jovens têm de ser verdadeiros nesta informação básica, que nós apenas não perguntamos quando estamos nas situações de diálogo face-a-face porque ela é evidente, frente aos nossos olhos ;) Realmente a nossa conversa não é a mesma com homens ou com mulheres, com crianças ou com adultos, portanto tal como nós precisamos de conhecer determinada informação básica de referência sobre o outro, também os bloggers precisam de divulgar essa mesma informação.

    A pergunta 5.será certamente a mais perigosa em termos de segurança dos jovens, e estes são suficientemente inteligentes para não lhe responderem nos blogues.

    Quando ao “atraso” dos jovens recordaria aos psicólogos que a adolescência resulta do prolongamento da escolaridade obrigatória nas sociedades modernas. É a fase da vida em que as “crianças” permanecem na escola por imperativos da sociedade democrática e da igualdade de oportunidades. Com o alargamento da escolaridade obrigatória chegamos a ter crianças com 18 anos (!) que por frequentarem a escola têm direito a cama, mesa e roupa lavada na CP (casa dos pais!)

    Nas comunidades primitivas, os rituais de iniciação marcam a transição da criança para o adulto! A adolescência é uma invenção ocidental associada à eternização da vida escolar.

    Os jovens estão a trocar os blogues pelo FaceBook


    O objectivo dos jovens sempre foi comunicar com os outros adolescentes, muito longe da ideia de escrever um diário com o blá blá do quotidiano num livro fechado com uma chavinha... A origem da palavra blogue (blá, blá + log na net = blog) significa log da conversa na Internet!

    O blogue só satisfazia a necessidade de comunicação com os amigos de uma forma rudimentar, através dos comentários. Os comentários dos jovens são diferentes dos dos intelectuais. Estes comentam realmente as mensagens, enquanto os jovens utilizam a mesma ferramenta para dizerem que estão presentes, que fazem parte do grupo. No FaceBook podem ter Notas equivalentes aos posts do blogue, mas com a vantagem de toda a dinâmica de interacção - o elemento essencial da comunicação - ser muito mais efectiva. Portanto, evidentemente que se justifica esta troca.

    Desde 2006 que os blogues estão a perder popularidade entre os adolescentes e os jovens adultos, enquanto simultaneamente são descobertos pelos mais velhos, segundo um estudo da PewInternet.

    terça-feira, 6 de abril de 2010

    Educação para os meios de comunicação nas escolas e enquanto parte integrante da formação de professores


    • (...)

      18. Salienta que a educação para os meios de comunicação deve fazer parte integrante da educação formal, à qual todas as crianças têm acesso, assim como dos planos curriculares de todos os níveis de ensino;

      19. Reclama que a literacia mediática seja inscrita como nona competência essencial no quadro de referência europeu para a aprendizagem ao longo da vida, nos termos da Recomendação 2006/962/CE;

      20. Recomenda que a educação para os meios de comunicação seja tanto quanto possível orientada para a prática e relacionada com matérias do domínio económico, político, literário, social, artístico e das tecnologias da informação, sugerindo, como via a seguir, a criação de uma disciplina específica «Educação Mediática» e a adopção de uma abordagem transversal que estabeleça pontes com projectos extra-escolares;

      21. Recomenda aos estabelecimentos de ensino que promovam a criação de produtos mediáticos (no âmbito dos meios de comunicação impressos, dos meios audiovisuais e dos novos meios de comunicação) que envolvam alunos e professores, enquanto medida de formação prática em literacia mediática;

      22. Exorta a Comissão a incluir nos indicadores de literacia mediática que se propôs elaborar não só a qualidade do ensino mas também a formação do pessoal docente neste domínio;

      23. Verifica que, além dos aspectos pedagógicos e inerentes à política de educação, o apetrechamento técnico e o acesso às novas tecnologias também desempenham um papel essencial, e salienta a necessidade de melhorar sensivelmente a infra-estrutura escolar, a fim de permitir a todos os alunos o acesso a computadores, à Internet e ao correspondente ensino;

      24. Salienta a especial relevância que a educação para os meios de comunicação assume nos estabelecimentos de ensino especial, dada a importante função que, em muitos tipos de deficiência, os meios de comunicação desempenham na superação de problemas de comunicação;

      25. Recomenda que a formação de professores, em todos os níveis de ensino, comporte módulos obrigatórios de ensino de competências mediáticas, a fim de garantir uma formação intensiva, e requer, por conseguinte, às autoridades nacionais competentes que familiarizem os professores de todas as disciplinas e categorias de escolas com o emprego de meios audiovisuais didácticos e com os problemas da educação para os meios de comunicação;

      26. Frisa a necessidade de se proceder regularmente ao intercâmbio, entre Estados-Membros, de informações, de boas práticas e, no domínio da educação, de métodos pedagógicos;

      27. Insta a Comissão a incluir no programa que venha a suceder ao Programa MEDIA 2007 uma parte especificamente consagrada à promoção da literacia mediática, já que na actual versão aquele programa pouco contribui para fomentar a literacia mediática; subscreve, além disso, os esforços da Comissão no sentido de elaborar um novo programa denominado «Media Mundus», para apoiar a cooperação no domínio audiovisual; solicita que a literacia mediática assuma maior relevo noutros programas de apoio da UE, designadamente, nos programas «Aprendizagem ao longo da vida», eTwinning, «Internet mais segura» e no Fundo Social Europeu; Educação para os meios de comunicação destinada às pessoas idosas;

      28. Salienta que as actividades no domínio dos meios de comunicação social destinadas às pessoas idosas devem ser desenvolvidas nos seus locais de permanência e encontro, nomeadamente associações, lares de idosos e instituições de acolhimento e prestação de cuidados de assistência, residências e centros de dia, grupos de tempos livres e actividades de lazer, iniciativas ou grupos de seniores;

      29. Releva que as redes digitais oferecem, sobretudo às pessoas idosas, a possibilidade de participarem na vida quotidiana de uma forma comunicativa e de preservarem, tanto quanto possível, a sua autonomia;

      30. Assinala que há que ter em conta o quadro de vida e de experiência dos idosos e a sua relação específica com os meios de comunicação no âmbito da educação para os meios de comunicação que lhes seja ministrada.
      Fonte: Jornal Oficial da União Europeia, 16 de Dezembro de 2008


    Será a Resolução do Parlamento Europeu sobre literacia mediática no mundo digital compatível com as acções de formação que se continuam a fazer, das quais resultam portefólios em papel?

    Localizar o Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua em Braga não terá sido o primeiro passo para a sua desacreditação? É que para a maioria dos professores deste país nunca passarão de um apartado.

    Utilização da Internet em Portugal

    A utilização da Internet pelas empresas em Portugal apresenta indicadores que nos colocam ao nível dos países em desenvolvimento. Os parceiros que tomamos como referência na União Europeia apresentam uma utilização mais intensiva da Internet.

    Fonte: Information Economy Report 2007-2008.

    Em termos de penetração dos telemóveis já Portugal é dos países "mais avançados" ;)
    Para nós, as tecnologias estão a manifestar-se na sociedade do telemóvel.
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