Este é um post que eu gostaria de não escrever, mas publico-o apenas para que mais tarde não me falhe a memória.
Eu sou do tempo em se nadava na Ribeira das Jardas em água limpa, uma água cristalina tão especial que foi utilizada na concepção e na publicidade de uma nova marca de cerveja: a Cergal.
Hoje, infelizmente, o "desenvolvimento" do Cacém roubou aos jovens a Ribeira de que eu desfrutei, mas o alargamento da escolaridade obrigatória também lhes rouba tempo, e acusa automaticamente as escolas que não foram criadas para serem mães a tempo inteiro.
terça-feira, 20 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
A informação torna-se conhecimento através das conexões

- O conhecimento é uma função relacional... conexões entre font_tages de informação. Apercebemo-nos desta realidade cada vez que um país enfrenta um ataque terrorista ou depois da crise económica de 2008. Depois destes acontecimentos, ficou claro que os elementos da informação existiam, mas simplesmente não estavam conectados de modo que se produzisse o conhecimento necessário para agir. Eu levo esta ideia mais longe e digo que a informação se torna conhecimento através das conexões. Então, neste sentido, o conhecimento é um sistema de formação de conexões...
Ler entrevista de George Siemens
Eis uma entrevista interessante para repensar o sistema de ensino. Que resta do velho modelo assente na transmissão de conhecimentos? (Ver justificação industrial) Os fenómenos da catástrofe ambiental, crise financeira, ataques terroristas ou gripe A não demonstraram que o nosso conhecimento está na rede?
Catarina Oliveira
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sábado, 10 de abril de 2010
Leitura crítica da construção da adolescência e da divulgação de dados pessoais

Os psicólogos referem-se unanimemente à adolescência como uma fase problemática na formação do individuo. Erikson atribui à adolescência a tarefa de construção da identidade, e Ferreira et al) retoma o seu trabalho utilizando dados estatísticos para concluir que os jovens estão atrasados!
O artigo de Huffaker e Calvert conclui que os jovens se expõem demasiado através dos blogues examinando os problemas da identidade e da linguagem online entre jovens de ambos os géneros (masculino e feminino). Este “excesso” de informação revelado pelos jovens inclui o primeiro nome (70%), a idade (67%) e um endereço de e-mail ou instant messsenger ou link para o blogue (61%). O nome completo será uma prática residual de newbies (20%).
Estes artigos recordaram-me as críticas que habitualmente se fazem ao IRC. Diz-se que é sempre a mesma coisa porque são feitas sempre as mesmas perguntas.
1. - És rapaz ou rapariga?
2. - Que idade tens?
3. – Com quem vives?
4. – O que fazes?
5. – Onde moras?
A pergunta 1. é inteligentemente torneada pelos jovens bloggers, que a ultrapassam indicando o primeiro nome;) Se eu disser que sou José já sabem que não sou uma rapariga! A idade até pode depreender-se com alguma precisão da leitura dos blogues, mas eu diria que os jovens consideram este elemento importante demais para não o divulgar. É indispensável que os outros nos possam contactar! Para os autores apenas 61% dos jovens indicaram “informação de contacto”, mas se fosse eu a fazer o estudo esta percentagem elevar-se-ia a 100% porque os blogues também recebem comentários;)
É evidente que os jovens têm de ser verdadeiros nesta informação básica, que nós apenas não perguntamos quando estamos nas situações de diálogo face-a-face porque ela é evidente, frente aos nossos olhos ;) Realmente a nossa conversa não é a mesma com homens ou com mulheres, com crianças ou com adultos, portanto tal como nós precisamos de conhecer determinada informação básica de referência sobre o outro, também os bloggers precisam de divulgar essa mesma informação.
A pergunta 5.será certamente a mais perigosa em termos de segurança dos jovens, e estes são suficientemente inteligentes para não lhe responderem nos blogues.
Quando ao “atraso” dos jovens recordaria aos psicólogos que a adolescência resulta do prolongamento da escolaridade obrigatória nas sociedades modernas. É a fase da vida em que as “crianças” permanecem na escola por imperativos da sociedade democrática e da igualdade de oportunidades. Com o alargamento da escolaridade obrigatória chegamos a ter crianças com 18 anos (!) que por frequentarem a escola têm direito a cama, mesa e roupa lavada na CP (casa dos pais!)
Nas comunidades primitivas, os rituais de iniciação marcam a transição da criança para o adulto! A adolescência é uma invenção ocidental associada à eternização da vida escolar.
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Os jovens estão a trocar os blogues pelo FaceBook

O objectivo dos jovens sempre foi comunicar com os outros adolescentes, muito longe da ideia de escrever um diário com o blá blá do quotidiano num livro fechado com uma chavinha... A origem da palavra blogue (blá, blá + log na net = blog) significa log da conversa na Internet!
O blogue só satisfazia a necessidade de comunicação com os amigos de uma forma rudimentar, através dos comentários. Os comentários dos jovens são diferentes dos dos intelectuais. Estes comentam realmente as mensagens, enquanto os jovens utilizam a mesma ferramenta para dizerem que estão presentes, que fazem parte do grupo. No FaceBook podem ter Notas equivalentes aos posts do blogue, mas com a vantagem de toda a dinâmica de interacção - o elemento essencial da comunicação - ser muito mais efectiva. Portanto, evidentemente que se justifica esta troca.
Desde 2006 que os blogues estão a perder popularidade entre os adolescentes e os jovens adultos, enquanto simultaneamente são descobertos pelos mais velhos, segundo um estudo da PewInternet.
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terça-feira, 6 de abril de 2010
Educação para os meios de comunicação nas escolas e enquanto parte integrante da formação de professores

- (...)
18. Salienta que a educação para os meios de comunicação deve fazer parte integrante da educação formal, à qual todas as crianças têm acesso, assim como dos planos curriculares de todos os níveis de ensino;
19. Reclama que a literacia mediática seja inscrita como nona competência essencial no quadro de referência europeu para a aprendizagem ao longo da vida, nos termos da Recomendação 2006/962/CE;
20. Recomenda que a educação para os meios de comunicação seja tanto quanto possível orientada para a prática e relacionada com matérias do domínio económico, político, literário, social, artístico e das tecnologias da informação, sugerindo, como via a seguir, a criação de uma disciplina específica «Educação Mediática» e a adopção de uma abordagem transversal que estabeleça pontes com projectos extra-escolares;
21. Recomenda aos estabelecimentos de ensino que promovam a criação de produtos mediáticos (no âmbito dos meios de comunicação impressos, dos meios audiovisuais e dos novos meios de comunicação) que envolvam alunos e professores, enquanto medida de formação prática em literacia mediática;
22. Exorta a Comissão a incluir nos indicadores de literacia mediática que se propôs elaborar não só a qualidade do ensino mas também a formação do pessoal docente neste domínio;
23. Verifica que, além dos aspectos pedagógicos e inerentes à política de educação, o apetrechamento técnico e o acesso às novas tecnologias também desempenham um papel essencial, e salienta a necessidade de melhorar sensivelmente a infra-estrutura escolar, a fim de permitir a todos os alunos o acesso a computadores, à Internet e ao correspondente ensino;
24. Salienta a especial relevância que a educação para os meios de comunicação assume nos estabelecimentos de ensino especial, dada a importante função que, em muitos tipos de deficiência, os meios de comunicação desempenham na superação de problemas de comunicação;
25. Recomenda que a formação de professores, em todos os níveis de ensino, comporte módulos obrigatórios de ensino de competências mediáticas, a fim de garantir uma formação intensiva, e requer, por conseguinte, às autoridades nacionais competentes que familiarizem os professores de todas as disciplinas e categorias de escolas com o emprego de meios audiovisuais didácticos e com os problemas da educação para os meios de comunicação;
26. Frisa a necessidade de se proceder regularmente ao intercâmbio, entre Estados-Membros, de informações, de boas práticas e, no domínio da educação, de métodos pedagógicos;
27. Insta a Comissão a incluir no programa que venha a suceder ao Programa MEDIA 2007 uma parte especificamente consagrada à promoção da literacia mediática, já que na actual versão aquele programa pouco contribui para fomentar a literacia mediática; subscreve, além disso, os esforços da Comissão no sentido de elaborar um novo programa denominado «Media Mundus», para apoiar a cooperação no domínio audiovisual; solicita que a literacia mediática assuma maior relevo noutros programas de apoio da UE, designadamente, nos programas «Aprendizagem ao longo da vida», eTwinning, «Internet mais segura» e no Fundo Social Europeu; Educação para os meios de comunicação destinada às pessoas idosas;
28. Salienta que as actividades no domínio dos meios de comunicação social destinadas às pessoas idosas devem ser desenvolvidas nos seus locais de permanência e encontro, nomeadamente associações, lares de idosos e instituições de acolhimento e prestação de cuidados de assistência, residências e centros de dia, grupos de tempos livres e actividades de lazer, iniciativas ou grupos de seniores;
29. Releva que as redes digitais oferecem, sobretudo às pessoas idosas, a possibilidade de participarem na vida quotidiana de uma forma comunicativa e de preservarem, tanto quanto possível, a sua autonomia;
30. Assinala que há que ter em conta o quadro de vida e de experiência dos idosos e a sua relação específica com os meios de comunicação no âmbito da educação para os meios de comunicação que lhes seja ministrada.
Fonte: Jornal Oficial da União Europeia, 16 de Dezembro de 2008
Será a Resolução do Parlamento Europeu sobre literacia mediática no mundo digital compatível com as acções de formação que se continuam a fazer, das quais resultam portefólios em papel?
Localizar o Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua em Braga não terá sido o primeiro passo para a sua desacreditação? É que para a maioria dos professores deste país nunca passarão de um apartado.
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Utilização da Internet em Portugal
A utilização da Internet pelas empresas em Portugal apresenta indicadores que nos colocam ao nível dos países em desenvolvimento. Os parceiros que tomamos como referência na União Europeia apresentam uma utilização mais intensiva da Internet.

Fonte: Information Economy Report 2007-2008.
Em termos de penetração dos telemóveis já Portugal é dos países "mais avançados" ;)
Para nós, as tecnologias estão a manifestar-se na sociedade do telemóvel.

Fonte: Information Economy Report 2007-2008.
Em termos de penetração dos telemóveis já Portugal é dos países "mais avançados" ;)
Para nós, as tecnologias estão a manifestar-se na sociedade do telemóvel.
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quinta-feira, 18 de março de 2010
Nativos Digitais vs Imigrantes Digitais
Em que medida os problemas das escolas resultam do choque de culturas entre os nativos digitais e os imigrantes digitais?
Estes termos são de Marc Prensky. Refere por nativos digitais aqueles que nasceram após 1980, imersos em televisão, jogos, Internet, telemóveis, e que em razão dessa vivência consideram a tecnologia como a sua estratégia natural de desenvolvimento.
Aqueles que nasceram na Galáxia Guttenberg, no mundo do papel, estão a adaptar-se às tecnologias - lamento, mas já não são "novas" - por mera estratégia de sobrevivência profissional. São os imigrantes digitais.
O blogue do nativo são as redes sociais, onde retrata as suas emoções num diário partilhado com os amigos. O imigrante transformou o blogue numa ferramenta intelectual.
Para os nativos a Web é uma nova plataforma de encontro entre a oferta e procura no mercado de emprego, no mercado de bens e serviços, nos encontros de amigos ou de relações amorosas. Os imigrantes desperdiçam muitas oportunidades na Web.
Os nativos gostam de partilhar, trocar, obter, expressar a sua personalidade... criar... encontrar-se.... coleccionar... Os imigrantes vivem como ilhas isoladas.
Os nativos utilizam sistemas de avaliação da informação que lhes permitem seleccionar mais rapidamente a informação relevante. Os imigrantes queixam-se do volume excessivo de "informação".
As Webcams são utilizadas pelos nativos para partilhar... enquanto os imigrantes as utilizam para monitorar.
Como em todos os imigrantes, também nestes podemos observar uma pronúncia mais acentuada ao seu Planeta. Alguns exemplos anedóticos do ponto de vista dos nativos consistem:
- na impressão de e-mails, antes de responder;
- na impressão de textos antes de os editar ou simplesmente para os ler;
- na memorização de telemóveis;
- na memorização de endereços de e-mail ou da web;
- nas listas em papel com endereços da web, de e-mail ou de telemóveis.

Fonte: http://www.scribd.com/doc/9196803/Estudantes-Nativos-Digitais-Tabela
Trabalho de MDS
Bibliografia
Digital Natives, Digital Immigrants
The Emerging Online Life of the Digital Native
Estes termos são de Marc Prensky. Refere por nativos digitais aqueles que nasceram após 1980, imersos em televisão, jogos, Internet, telemóveis, e que em razão dessa vivência consideram a tecnologia como a sua estratégia natural de desenvolvimento.
Aqueles que nasceram na Galáxia Guttenberg, no mundo do papel, estão a adaptar-se às tecnologias - lamento, mas já não são "novas" - por mera estratégia de sobrevivência profissional. São os imigrantes digitais.
O blogue do nativo são as redes sociais, onde retrata as suas emoções num diário partilhado com os amigos. O imigrante transformou o blogue numa ferramenta intelectual.
Para os nativos a Web é uma nova plataforma de encontro entre a oferta e procura no mercado de emprego, no mercado de bens e serviços, nos encontros de amigos ou de relações amorosas. Os imigrantes desperdiçam muitas oportunidades na Web.
Os nativos gostam de partilhar, trocar, obter, expressar a sua personalidade... criar... encontrar-se.... coleccionar... Os imigrantes vivem como ilhas isoladas.
Os nativos utilizam sistemas de avaliação da informação que lhes permitem seleccionar mais rapidamente a informação relevante. Os imigrantes queixam-se do volume excessivo de "informação".
As Webcams são utilizadas pelos nativos para partilhar... enquanto os imigrantes as utilizam para monitorar.
Como em todos os imigrantes, também nestes podemos observar uma pronúncia mais acentuada ao seu Planeta. Alguns exemplos anedóticos do ponto de vista dos nativos consistem:
- na impressão de e-mails, antes de responder;
- na impressão de textos antes de os editar ou simplesmente para os ler;
- na memorização de telemóveis;
- na memorização de endereços de e-mail ou da web;
- nas listas em papel com endereços da web, de e-mail ou de telemóveis.

Fonte: http://www.scribd.com/doc/9196803/Estudantes-Nativos-Digitais-Tabela
Trabalho de MDS
Bibliografia
Digital Natives, Digital Immigrants
The Emerging Online Life of the Digital Native
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José Trocas-Te
A voz em OFF anunciou: E agora vai usar da palavra o primeiro-ministro, José Trocas-Te.
E não é que continuou a cerimónia impávido e sereno?
E não é que continuou a cerimónia impávido e sereno?
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José Sócrates
domingo, 14 de março de 2010
Deus Internet!

Há uma famosa banda desenhada sobre a Internet: representa um cão em frente ao computador. A legenda diz: “O que é óptimo na Internet, é que ninguém pode saber que és um cão”. A palavra “dog” (cão) se for lida ao contrário significa “God” (Deus)!
Outra história que a relação de Deus com a tecnologia me recorda é aquela em que teólogo perguntou a um super-computador muito potente:
- Deus existe?
O super-computador respondeu que não tinha poder suficiente, em termos de capacidade de processamento, para poder responder àquela pergunta. Pediu para ser ligado a outros super-computadores do mundo, mas mesmo assim o seu poder continuava insuficiente. Por isso, o super-computador foi ligado às principais redes militares e universitárias mundo, depois foi ligado às redes das empresas e a todos os computadores pessoais de secretária ou portáteis, aos telemóveis, aos computadores instalados nos automóveis, aos relógios digitais, aos VCR’s, frigoríficos, microondas,..
O teólogo perguntou novamente ao super-computador:
- Deus existe?
E o computador respondeu:
- Sim, agora já existe!
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quarta-feira, 10 de março de 2010
Professores e estudantes do séc. XXI
Encalhei nestes vídeos a surfar pela web, num momento em participava numa discussão sobre os prós e os contras da tecnologia, particularmente das tecnologias da informação.
O que me custa compreender é como ainda se discute tecnologia. Melhor, compreendo. Apenas se discute a tecnologia porque ela não foi integrada no quotidiano escolar.
O que me custa compreender é como ainda se discute tecnologia. Melhor, compreendo. Apenas se discute a tecnologia porque ela não foi integrada no quotidiano escolar.
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terça-feira, 9 de março de 2010
O telemóvel é o objecto que mais mudou os nossos hábitos sociais
Aproveito o facto de o colega CJ se ter referido ao telemóvel para contrariar a tese da “injecção de informação”, argumentando que não vivemos em nenhuma sociedade da informação, mas sim na SOCIEDADE DO TELEMÓVEL! Assim, o autor de TECNOGNOSE terá construído “mapas imaginários” contra os excessos de uma imaginária “sociedade da informação”.A hierarquia de necessidades que o colega terá desenhado foi certamente a Pirâmide de Maslow.
Na base da pirâmide estão as necessidades fisiológicas – onde se inclui o sexo -, a segurança e o amor/relacionamento. É para estas necessidades que o telemóvel serve, como mais abaixo ficará claro.
No nosso caso particular, como professores, todos temos uns colegas que muito dificilmente encontramos precisamente porque não utilizam a Internet. Esses são exactamente os que mais gostam de nos ligar! Os telemóveis até já têm Internet, mas são o instrumento ideal para não a utilizar!
O telemóvel é o objecto que mais mudou os nossos hábitos sociais desde que existe. Não é o computador, nem a Internet, nem o cabo, é o telemóvel. E continua a mudar sem darmos muito por isso, porque a mudança se faz de forma desigual, quer no que muda, quer em quem muda. Dito de outra maneira, muda certas coisas nos jovens e muda outras nos adultos e os seus efeitos estão longe de ter terminado ou sequer de se saber até que ponto de transformação vão.
Os jovens têm num telemóvel muito do seu mundo: telefones dos amigos, telefone dos namorados, passwords, fotografias, mensagens, vídeos, agenda pessoal, um brinquedo que além de fotografar e filmar também serve como despertador, rádio, hi-fi de bolso ou calculadora.
Os adultos dão aos filhos e aos idosos telemóveis com números gravados nas memórias e recomendam-lhes uma utilização parcimoniosa: “em caso de emergência é só carregares aqui e nunca estarás sozinho”. Para os adultos o telemóvel é o instrumento de controlo perfeito dos filhos, dos idosos e dos pares. O telemóvel oferece a sensação de estar em simultâneo com toda a gente, mesmo que não esteja com ninguém.
Um telemóvel desligado é motivo de desconfiança. Têm de estar ligados 24/24 horas e se suceder receber uma SMS ou uma chamada inoportuna da namorada enquanto estamos com a mulher o caldo fica logo entornado, como no filme Enough, de Jennifer Lopez, http://www.youtube.com/watch?v=pNAdBSxZ9XQ . Se recusarmos dar o número de telemóvel ou somos mal educados ou não somos sociáveis porque não ficamos disponíveis.
Ligar é ter poder para decidir quando o outro deverá responder. Se não atendeu terá de arranjar uma justificação. Este é o jogo dos amantes, das relações patrão/empregado, etc. Na verdade a esmagadora maioria das chamadas de telemóvel não tem qualquer objecto ou necessidade de ser feita, ninguém as faria num mundo de telefones fixos, que não seja pelo controlo, pelas inseguranças, pela solidão. São estas as necessidades “básicas” que justificam a presença quase universal dos telemóveis desde as crianças até aos velhos, as chamadas a qualquer hora do dia, em qualquer sítio, do cinema à sala de aulas, resultado do complexo jogo de interacções sociais que ele permite, sem as quais já não sabemos viver. Vivemos num mundo muito diferente e cada vez mais diferente.
Se a dita “Sociedade da Informação” não passa parra a generalidade das pessoas da SOCCIEDADE DO TELEMÓVEL, Erik Davis falhou o alvo quando criticou os excessos da primeira.
NOTA:
As minhas referências sobre a SOCCIEDADE DO TELEMÓVEL encontram-se aqui.
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segunda-feira, 1 de março de 2010
Para que servem os pais?

A Confap quer transformar as escolas em colégios internos. Pediu agora a extensão de horário de 8 para 12 horas, mas certamente a lógica da escola-depósito não ficará por aqui, e o Ministério da Educação compreende imediatamente que os papás não podem "perder tempo" com as crianças.
A possibilidade de as escolas do 1.º ciclo do ensino básico funcionarem 12 horas por dia, entre as sete da manhã e as sete da tarde, posta esta semana em cima da mesa pela Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), está longe de gerar consensos. A filosofia é adequar o horário das escolas públicas às jornadas de trabalho dos pais, libertando-os da necessidade de recorrer aos ATL (Actividades de Tempos Livres) que, ainda por cima, saem muito caros. De caminho, procura-se pôr a escola pública a funcionar numa lógica de centro escolar, capaz de oferecer terreno seguro para a brincadeira e para aprendizagens alternativas.
Para os porta-vozes da Confap a escola-armazém "tem que obedecer à regra dos três D's: descansar, divertir e desenvolver", defende Lucília Salgado. Um tempo que "seja de aprendizagem mas com características lúdicas e sem stress escolar".
Em defesa deste modelo recordam que "imensa gente frequentou colégios internos, portanto muito mais longe da família, e não me parece que isso lhes tenha tirado capacidade de imaginação ou autonomia". (Fórum Confap)
Contra este modelo manifestou-se Daniel Sampaio, afirmando que "é fundamental a vinculação de uma criança a um adulto seguro e disponível, não fazendo sentido aceitar que esse desígnio possa alguma vez ser bem substituído por uma instituição como a escola, por melhor que ela seja". (Ler artigo)
Sobre este tema é oportuno recordar o artigo de Joaquim Azevedo, E24: a grande solução para a educação.
- De facto, a E24 é a grande solução social do futuro. Famílias não haverá (e para que é que deveria haver, se os pais não ligam nada aos filhos e os filhos aos pais, se as famílias se fazem e desfazem ao ritmo dos bonecos de neve), os empregos serão cada vez mais precários, incertos e mal pagos (e para quê ser diferente se podemos agora combinar dois e três turnos?) (...)
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
Ordenamento do Território? Que é isso?
Creio que a generalidade das pessoas encara as políticas de Ordenamento do Território como uma chatice a contornar. Se a Madeira tivesse marcado uma mudança de atitude, então nem tudo se teria perdido. Segue-se um vídeo que recorda uma reportagem que passou na TV dois anos antes da tragédia.
Com aqueles palhaços que dizem que "há males que vêm por bem" porque ficaram in love agora quanto à lei das finanças locais, não vamos a lado nenhum.
Com aqueles palhaços que dizem que "há males que vêm por bem" porque ficaram in love agora quanto à lei das finanças locais, não vamos a lado nenhum.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Second Life - Não serve para quê?
Confesso que nunca fui um entusiasta do Second Life, que sempre vi apenas como um jogo. Hoje demorei-me mais tempo a explorar as suas potencialidades e creio que a abordagem mais esclarecedora é a que pretende responder à pergunta:
O que é que não se pode fazer no Second Life?
Para quem já teclou no MIRC ou utiliza uma qualquer rede social, o Second Life representa sem dúvida nenhuma uma nova dimensão. Por exemplo, dançar com os outros é algo que nunca fará no Twitter nem no FaceBook.


Utilizar as suas imagens 3D para desenhar ou fazer vídeos abrem um novo mundo...
Evidentemente que não serve para substituir o Mundo real, mas para simular é excelente! Por exemplo, os arquitectos poderão observar como se integram as casas na paisagem em modelos 3D mais fáceis de conceber que os programas de AutoCAD convencionais. A facilidade de simulação a custos muito baixos está a transformar o Second Life numa cópia do mundo real. As diversas marcas e instituições que já conhecemos, criam lá as suas ilhas para as podermos visitar, e se possível, fazerem negócios.
Referências em Português
O que é que não se pode fazer no Second Life?
Para quem já teclou no MIRC ou utiliza uma qualquer rede social, o Second Life representa sem dúvida nenhuma uma nova dimensão. Por exemplo, dançar com os outros é algo que nunca fará no Twitter nem no FaceBook.


Utilizar as suas imagens 3D para desenhar ou fazer vídeos abrem um novo mundo...
Evidentemente que não serve para substituir o Mundo real, mas para simular é excelente! Por exemplo, os arquitectos poderão observar como se integram as casas na paisagem em modelos 3D mais fáceis de conceber que os programas de AutoCAD convencionais. A facilidade de simulação a custos muito baixos está a transformar o Second Life numa cópia do mundo real. As diversas marcas e instituições que já conhecemos, criam lá as suas ilhas para as podermos visitar, e se possível, fazerem negócios.
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
A Democracia e o Palhaço
A Democracia europeia e o Palhaço português estão representados abaixo. Ela é bela, charmosa, e caminha com elegância e segurança. O palhaço observa-a e faz figuras tristes ;)

Foi a melhor ilustração original que consegui para o caso "Face Oculta". Conhecem algum Primeiro-Ministro europeu com tantos casos como este?

Foi a melhor ilustração original que consegui para o caso "Face Oculta". Conhecem algum Primeiro-Ministro europeu com tantos casos como este?
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