segunda-feira, 29 de junho de 2009

Medina Carreira: É a Economia estúpidos!



Medina Carreira foi um dos subscritores da reavialiação dos investimentos públicos, apresentado no post abaixo. Defende que o Estado deve criar um quadro normativo e promover a qualificação séria dos recursos humanos de modo que as empresas portuguesas possam exportar.

domingo, 28 de junho de 2009

Reavaliação do Investimento Público


O modelo de crescimento de Sócrates está posto em causa. Pretendia em simultâneo sustentar as empresas portuguesas, criar emprego e dotar o país de modernas infra-estruturas. Segundo MST, "na verdade, são três mentiras em um: as empresas portuguesas são parceiros menores de grandes consórcios internacionais, onde os espanhóis lideram quase sempre e a banca é que fica com a fatia de leão dos negócios que os contribuintes pagam; o emprego é aproveitado pelo submercado de trabalho dos brasileiros, africanos, romenos e moldavos, que, finda a empreitada, se vão embora; e temos modernos hospitais abandonados por falta de doentes, de médicos e de viabilidade, escolas encerradas porque não há alunos no interior, auto-estradas fabulosas e despovoadas como apenas vi no Novo México ou no Arizona".

Na mesma linha, foi lançado um Fórum de Discussão destinado a promover a reavaliação dos investimentos públicos. O documento apresenta um retrato negro da economia portuguesa:

  • Na última década a economia portuguesa teve o pior desempenho relativo dos últimos oitenta anos, o que a fez divergir das economias da União Europeia. O empobrecimento relativo do País vem criando uma situação de mal-estar social, estagnação dos níveis de vida e aumento do desemprego.
    É imperativo encontrar soluções, começando por compreender a componente estrutural da nossa crise, para além das actuais dificuldades conjunturais internacionais.
    O peso do investimento na economia portuguesa em proporção ao rendimento nacional tem sido elevado, mas o seu impacto no produto (eficiência marginal do capital) tem apresentado, desde 1999, uma tendência decrescente relativamente à UE.
    Continuar a ler o documento


Subscrevem o documento alguns nomes com crédito académico na Economia, entre outros que adquiriram apenas notoriedade na política: Álvaro Nascimento, Álvaro Santos Pereira, Arlindo Cunha, Augusto Mateus, Carlos Pereira da Silva, Daniel Bessa, Diogo Lucena, Eduardo Catroga, Fátima Barros, Francisco Sarsfield Cabral, Henrique Medina Carreira, Henrique Neto, João Duque, João Salgueiro, José Pedro Barosa, José Silva Lopes, José Soares da Fonseca, Luís Campos e Cunha, Luís Miguel Beleza, Luís Mira Amaral, Manuel Avelino de Jesus, Manuel Jacinto Nunes, Miguel Cadilhe, Pedro Santa Clara, Rui Moreira, Sérgio Rebelo, Vitor Bento e Alexandre Patrício Gouveia.

Manifesto alternativo para a economia


Pode ler-se no manifesto que "o governo português deve exigir uma resposta muito mais coordenada por parte da União Europeia e dar mostras de disponibilidade para participar no esforço colectivo. Isto vale tanto para as políticas destinadas a debelar a crise como para o esforço de regulação dos fluxos económicos que é imprescindível para que ela não se repita. Precisamos de mais Europa e menos passividade no combate à crise".

Os keynesianos já descobriram que não têm instrumentos suficientes para intervir nas economias. Por exemplo, quando argumentamos que o aumento da despesa pública para a construção de grandes empreendimentos, apenas reduz o desemprego dos ucranianos estamos a reconhecer a ineficácia da política orçamental.

Os monetaristas não terão tão cedo coragem para defender a sua fé no funcionamento dos mecanismos de mercado livre, enquanto não esquecermos a crise financeira de 2008.

Só faltava mesmo os trotskistas apanharem boleia da crise. Se a crise é global, a solução também deverá ser equacionada à escala global... Mas como nós vivemos na zona rica do Mundo, é melhor deixar o esforço de regulação - a revolução já não se usa ;) - confinado à União Europeia. Como Portugal é um país que parece incapaz de formar um Governo de jeito, talvez fosse melhor entregar a administração do país à Comissão Europeia!

É evidente que as linhas imediatamente acima foram escritas a brincar com os trotskistas. Mas se queriam ser tomados a sério não deveriam ter tanta fé no "esforço de regulação" que propõem, pois a verdade é que ninguém conhece a solução imprescindível para que a crise não se repita.





O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia


Estamos a atravessar uma das mais severas crises económicas globais de sempre. Na sua origem está uma combinação letal de desigualdades, de especulação financeira, de mercados mal regulados e de escassa capacidade política. A contracção da procura é agora geral e o que parece racional para cada agente económico privado – como seja adiar investimentos porque o futuro é incerto, ou dificultar o acesso ao crédito, porque a confiança escasseia – tende a gerar um resultado global desastroso.

É por isso imprescindível definir claramente as prioridades. Em Portugal, como aliás por toda a Europa e por todo o mundo, o combate ao desemprego tem de ser o objectivo central da política económica. Uma taxa de desemprego de 10% é o sinal de uma economia falhada, que custa a Portugal cerca de 21 mil milhões de euros por ano – a capacidade de produção que é desperdiçada, mais a despesa em custos de protecção social. Em cada ano, perde-se assim mais do que o total das despesas previstas para todas as grandes obras públicas nos próximos quinze anos. O desemprego é o problema. Esquecer esta dimensão é obscurecer o essencial e subestimar gravemente os riscos de uma crise social dramática.

A crise global exige responsabilidade a todos os que intervêm na esfera pública. Assim, respondemos a esta ameaça de deflação e de depressão propondo um vigoroso estímulo contracíclico, coordenado à escala europeia e global, que só pode partir dos poderes públicos. Recusamos qualquer política de facilidade ou qualquer repetição dos erros anteriores. É necessária uma nova política económica e financeira.

Nesse sentido, para além da intervenção reguladora no sistema financeiro, a estratégia pública mais eficaz assenta numa política orçamental que assuma o papel positivo da despesa e sobretudo do investimento, única forma de garantir que a procura é dinamizada e que os impactos sociais desfavoráveis da crise são minimizados. Os recursos públicos devem ser prioritariamente canalizados para projectos com impactos favoráveis no emprego, no ambiente e no reforço da coesão territorial e social: reabilitação do parque habitacional, expansão da utilização de energias renováveis, modernização da rede eléctrica, projectos de investimento em infra-estruturas de transporte úteis, com destaque para a rede ferroviária, investimentos na protecção social que combatam a pobreza e que promovam a melhoria dos serviços públicos essenciais como saúde, justiça e educação.

Desta forma, os recursos públicos servirão não só para contrariar a quebra conjuntural da procura privada, mas também abrirão um caminho para o futuro: melhores infra-estruturas e capacidades humanas, um território mais coeso e competitivo, capaz de suportar iniciativas inovadoras na área da produção de bens transaccionáveis.

Dizemo-lo com clareza porque sabemos que as dúvidas, pertinentes ou não, acerca de alguns grandes projectos podem ser instrumentalizadas para defender que o investimento público nunca é mais do que um fardo incomportável que irá recair sobre as gerações vindouras. Trata-se naturalmente de uma opinião contestável e que reflecte uma escolha político-ideológica que ganharia em ser assumida como tal, em vez de se apresentar como uma sobranceira visão definitiva, destinada a impor à sociedade uma noção unilateral e pretensamente científica.

Ao contrário dos que pretendem limitar as opções, e em nome do direito ao debate e à expressão do contraditório, parece-nos claro que as economias não podem sair espontaneamente da crise sem causar devastação económica e sofrimento social evitáveis e um lastro negativo de destruição das capacidades humanas, por via do desemprego e da fragmentação social. Consideramos que é precisamente em nome das gerações vindouras que temos de exigir um esforço internacional para sair da crise e desenvolver uma política de pleno emprego. Uma economia e uma sociedade estagnadas não serão, certamente, fonte de oportunidades futuras.

A pretexto dos desequilíbrios externos da economia portuguesa, dizem-nos que devemos esperar que a retoma venha de fora através de um aumento da procura dirigida às exportações. Propõe-se assim uma atitude passiva que corre o risco de se generalizar entre os governos, prolongando o colapso em curso das relações económicas internacionais, e mantendo em todo o caso a posição periférica da economia portuguesa.

Ora, é preciso não esquecer que as exportações de uns são sempre importações de outros. Por isso, temos de pensar sobre os nossos problemas no quadro europeu e global onde nos inserimos. A competitividade futura da economia portuguesa depende também da adopção, pelo menos à escala europeia, de mecanismos de correcção dos desequilíbrios comerciais sistemáticos de que temos sido vítimas.

Julgamos que não é possível neste momento enfrentar os problemas da economia portuguesa sem dar prioridade à resposta às dinâmicas recessivas de destruição de emprego. Esta intervenção, que passa pelo investimento público económica e socialmente útil, tem de se inscrever num movimento mais vasto de mudança das estruturas económicas que geraram a actual crise. Para isso, é indispensável uma nova abordagem da restrição orçamental europeia que seja contracíclica e que promova a convergência regional.

O governo português deve então exigir uma resposta muito mais coordenada por parte da União Europeia e dar mostras de disponibilidade para participar no esforço colectivo. Isto vale tanto para as políticas destinadas a debelar a crise como para o esforço de regulação dos fluxos económicos que é imprescindível para que ela não se repita. Precisamos de mais Europa e menos passividade no combate à crise.

Por isso, como cidadãos de diversas sensibilidades, apelamos à opinião pública para que seja exigente na escolha de respostas a esta recessão, para evitar que o sofrimento social se prolongue.

Manuel Brandão Alves, Economista, Professor Catedrático, ISEG; Carlos Bastien, Economista, Professor Associado, ISEG; Jorge Bateira, Economista, doutorando, Universidade de Manchester; Manuel Branco, Economista, Professor Associado, Universidade de Évora; João Castro Caldas, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural do Instituto Superior de Agronomia; José Castro Caldas, Economista, Investigador, Centro de Estudos Sociais; Luis Francisco Carvalho, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL; João Pinto e Castro, Economista e Gestor; Ana Narciso Costa, Economista, Professora Auxiliar, ISCTE-IUL; Pedro Costa, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL; Artur Cristóvão, Professor Catedrático, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro; Álvaro Domingues, Geógrafo, Professor Associado, Faculdade da Arquitectura da Universidade do Porto; Paulo Areosa Feio, Geógrafo, Dirigente da Administração Pública; Fátima Ferreiro, Professora Auxiliar, Departamento de Economia, ISCTE-IUL; Carlos Figueiredo, Economista; Carlos Fortuna, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; André Freire, Politólogo, Professor Auxiliar, ISCTE; João Galamba, Economista, doutorando em filosofia, FCSH-UNL; Jorge Gaspar, Geógrafo, Professor Catedrático, Universidade de Lisboa; Isabel Carvalho Guerra, Socióloga, Professora Catedrática; João Guerreiro, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve; José Manuel Henriques, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL; Pedro Hespanha, Sociólogo, Professor Associado, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; João Leão, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL; António Simões Lopes, Economista, Professor Catedrático, ISEG; Margarida Chagas Lopes, Economista, Professora Auxiliar, ISEG; Raul Lopes, Economista, Professor Associado, ISCTE-IUL; Francisco Louçã, Economista, Professor Catedrático, ISEG; Ricardo Paes Mamede, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL; Tiago Mata, Historiador e Economista, Universidade de Amesterdão; Manuel Belo Moreira, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural, Instituto Superior de Agronomia; Mário Murteira, Economista, Professor Emérito, ISCTE- IUL; Vitor Neves, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; José Penedos, Gestor; Tiago Santos Pereira, Investigador, Centro de Estudos Sociais; Adriano Pimpão, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve; Alexandre Azevedo Pinto, Economista, Investigador, Faculdade de Economia da Universidade do Porto; Margarida Proença, Economista, Professora Catedrática, Escola de Economia e Gestão, Universidade do Minho; José Reis, Economista, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; João Rodrigues, Economista, doutorando, Universidade de Manchester; José Manuel Rolo, Economista, Investigador, Instituto de Ciências Sociais; António Romão, Economista, Professor Catedrático, ISEG-UTL; Ana Cordeiro Santos, Economista, Investigadora, Centro de Estudos Sociais; Boaventura de Sousa Santos, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; Carlos Santos, Economista, Professor Auxiliar, Universidade Católica Portuguesa; Pedro Nuno Santos, Economista; Mário Rui Silva, Economista, Professor Associado, Faculdade de Economia do Porto; Pedro Adão e Silva, Politólogo, ISCTE; Nuno Teles, Economista, doutorando, School of Oriental and African Studies, Universidade de Londres; João Tolda, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; Jorge Vala, Psicólogo Social, Investigador; Mário Vale, Geógrafo, Professor Associado, Universidade de Lisboa.

sábado, 27 de junho de 2009

Os objectivos das Novas Oportunidades


A imagem evidencia que todos temos temos competências... podem é não estar certificadas ;)



Luís Capucha, presidente da ANQ, foi claro ao explicitar os objectivos das Novas Oportunidades:

  • Certificar um milhão até 2010. (...) Até agora, foram certificados apenas 264.500 ao abrigo do Programa Novas Oportunidades. Ou seja, faltam 735.500. Irrealista? Não, garante o director da Agência Nacional para a Qualificação (ANQ), que acredita que é possível cumprir na íntegra e no prazo previsto uma das principais bandeiras políticas do primeiro-ministro. Mesmo que isso implique ter de certificar em 19 meses (de Junho deste ano a Dezembro do próximo) mais de 1200 pessoas por dia.
  • O objectivo não é ensinar, mas permitir que os adultos possam ver reconhecidos os conhecimentos que foram adquirindo ao longo da sua experiência profissional e de vida, esclarece o presidente da ANQ.
    EXPRESSO, 27/JUNHO/2009


Roberto Carneiro, que dirige a primeira avaliação externa do Programa Novas Oportunidades, já concluiu que o nível de satisfação dos inquiridos é “surpreendentemente alto”. “É como se as pessoas sentissem que estão a reparar um defeito de fabrico”. No caso, a falta de habilitações escolares.

Lamentável, criminoso,... é a extinção de cursos com as disciplinas ferramenta - Português, Matemática, Inglês, Informática, Economia, Biologia,... - afastando os jovens de 20 anos do conhecimento científico. Não levam nenhuma experiência de vida para certificar, e frequentam uma escola que nem lhes permite perceber se teriam alguma dificuldade num currículo "normal". Este será um efeito externo ao Programa que a sua avaliação externa certamente não contemplará.

His music will live forever


Em 1983 ainda não tinha sido inventada a palavra clip. Conhecíamos uma invenção recente que adaptava a música para passar em televisão, a que chamávamos telediscos. Michael Jackson conquistou o planeta com Thriller, associando de modo inédito a música e o cinema ao público que vê TV. Este foi o álbum mais vendido em todo o mundo.

É uma pena não termos acesso às suas músicas no seu canal no YouTube, pois o artista prefere que visitemos o seu site.

Obrigado por este clip espectacular que fazia saltar para as pistas das discotecas muitas raparigas que já estavam desanimadas.



Milu faz o pino para continuar no Governo: O fim das das quotas


O discurso de Milu sobre as quotas que conhecíamos até aqui era este:
  • A questão das quotas foi muito debatida.

    Como sabe, existem quotas em todos os sistemas de avaliação, em particular em Portugal, em toda a administração pública haverá quotas.

    A razão é para forçar a distinção.

    No anterior sistema de avaliação de professores, por exemplo, em que não havia quotas, todos os professores eram classificados com “suficiente”.

    Não se distinguia.

    As quotas são um mecanismo para obrigar a distinguir, a seleccionar, a escolher...

    Os professores não são todos iguais.


    Milu, antes das europeias de 2009


Dia 7 de Junho o PS perdeu as europeias, aproximam-se as legislativas... e até o estudo da Deloitte acabou por ser um tiro no pé. Leia-se.

  • A ministra da Educação admite que as quotas para as classificações de mérito atribuídas a docentes, que a tutela sempre disse serem fundamentais para garantir a diferenciação entre professores, podem afinal deixar de existir a prazo.

    Maria de Lurdes Rodrigues respondia a perguntas de jornalistas a propósito de um relatório da consultora Deloitte, onde se dá conta de que as quotas, para este efeito, são quase uma particularidade portuguesa.

    (...)

    No relatório da consultora Deloitte, que foi pedido pelo ME, compara-se as formas de avaliação dos docentes em Portugal, França, Inglaterra, Holanda e Polónia. “Considerando as características genéricas do modelo de avaliação, deverão destacar-se três componentes relevantes: a obrigatoriedade do processo, o avaliador e o sistema de quotização. Assim, os modelos dos diferentes países são obrigatórios, os avaliadores são elementos internos à escola (com excepção da França, em que o processo é externo e não obrigatório) e apenas em Portugal é contemplado um sistema de quotização/harmonização das avaliações”.
    Ler no PÚBLICO


Quantas vezes afirmou Milu que em pontos essenciais, estruturantes do modelo nunca cederia?

Os "votozinhos" contaram mesmo.

Se se sentisse constrangida por valores éticos, nunca teria tentado impor aos professores um modelo de avaliação burocrático-sádico apenas com o objectivo de contribuir para a contenção da despesa pública. Livre deste constrangimento, até pode fazer o pino somente para manter o seu emprego.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Neda: ícone de um novo Mundo


  • Para o Irão, os responsáveis pela morte de Neda, cuja morte filmada e divulgada na Internet a tornou símbolo dos actuais protestos anti-governo que agitam as ruas de Teerão, serão "grupos que querem criar divisões no povo" e planearam a sua morte para "acusar a República Islâmica de lidar sem piedade com a oposição", informou a agência noticiosa estatal do país (IRNA).
    MAIS


Os jornais, as rádios e as cadeias de televisão, em resultado da concorrência, reduziram os custos tão "racionalmente" que nenhum jornalista ficou destacado para cobrir as eleições no Irão. Felizmente, este campo de batalha abandonado pelos meios de comunicação social convencionais, foi ocupado pela Internet, que permitiu às pessoas expressarem-se pelas ferramentas da Web 2.0, designadamente utilizando o Facebook, o Twitter e o YouTube.

Este acontecimento é também relevante quando se pensa na censura. É que os largos milhares de tweets produzidos num dia por numerosos particulares, tal como os seus posts no Facebook não podem obviamente ser objecto de "controlo prévio".

Sem dúvida que as imagens se propagaram viralmente pela Internet graças ao YouTube. Neda ficará para a história da Internet como um ícone de vitória da comunicação social viral, feita pelo cidadão comum através das redes sociais.

sábado, 20 de junho de 2009

Já tenho idade para ter juízo

Os ministros mais contestados do Governo de Sócrates vão deixando as pastas livres. Depois de Sócrates já ter dado a entender que a Ministra da Educação não será convocada para o próximo Governo, Mário Lino seria outra saída óbvia.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O enunciado do exame de Biologia e Geologia mudou após a realização da prova!

Aqui está mais uma demonstração que para esta Ministra da Educação vale tudo.



  • O erro que constava na prova de Biologia e Geologia ontem realizada por cerca de 37 mil alunos foi apagado hoje pelo Ministério da Educação. Conforme o PÚBLICO noticia na sua edição de hoje, no enunciado do exame do 11º e 12º anos, numa legenda a um perfil de uma caldeira vulcânica, designava-se como epicentro ( ponto à superfície) o que de facto era o hipocentro ( a região profunda onde os sismos têm origem).
    (...)
    Nesta alteração à posteriori de um documento oficial, apagou-se o erro, substituindo-o pela designação correcta, de que resultou algo diferente da prova que foi ontem apresentada aos estudantes.
    Continuar a ler no PÚBLICO

Demitir a Ministra da Educação já antes que faça tarde!


Em entrevista à SIC, (EXPRESSO) José Sócrates apresentou-se num registo de cordeiro que será o tom da campanha para as legislativas, em contraponto à arrogância que até agora tem sido a sua imagem de marca.

Assinou a entrevista com a frase "Estou muito satisfeito comigo", quando a jornalista lhe sugeriu a autoavaliação do seu papel como primeiro-ministro.

A bipolarização da escolha entre o PS e PSD é outra das estratégias seguidas por José Sócrates que irá tirar proveito da falta de habilidade política de Manuela Ferreira Leite.

Como José Sócrates pretende continuar no poder, identificou o motivo da hemorragia de votos do PS e prontificou-se a sarar a ferida. Leiam com atenção:

  • "Se fosse hoje faríamos de forma diferente a avaliação dos professores: não teríamos apresentado um modelo tão exigente, tão complexo e burocrático".


Duma penada condena Milu, e quando lhe perguntam se esta integrará o novo Governo dá a entender que não, porque "Será um novo Governo, com novas responsabilidades", uma nova equipa, percebe-se nas entrelinhas.

Mas atenção, se Sócrates entende que já foram corrigidos os erros relativamente à avaliação do desempenho, então é para ficar tudo na mesma!

  • "Errámos ao propor uma avaliação tão exigente, tão complexa e tão burocrática. Corrigimos logo a seguir, mas o erro ficou feito". (SIC)


Os professores sabem como o "corrigimos logo a seguir" é propaganda. Portanto nada melhor que despedir também Sócrates nas legislativas!

O grande problema de Sócrates é que não sabe fazer nada fora do chão alcatifado de S. Bento. Por exemplo, não vai dar aulas de engenharia... porque a Universidade Independente já fechou ;)

Talvez Sócrates ainda se conseguisse manter no poder se seguisse este conselho: demitir a Ministra da Educação já antes que faça tarde! Neste contexto seria missão para o próximo ME desfazer os "erros que ficaram feitos" por Milu. Desenvolver uma nova política para a Educação.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Rui Veloso traiu Sócrates...

...com a ajuda de efeitos especiais ;)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

"Amanhã" na Internet


Desde dia 7 que aqui se pode ler:

  • O escrutínio provisório em território nacional foi concluído. A totalidade dos resultados no estrangeiro só poderá ser conhecida amanhã.


É um site do Ministério da Justiça, portanto tem que ser actualizado ao seu ritmo ;)

sábado, 13 de junho de 2009

O Facebook humanizou-se


Em vez dos ID's impessoais, como http://www.facebook.com/profile.php?id=1228621887, agora podemos definir endereços simples, como http://www.facebook.com/jose.neto.

A informação está no Blogue do Facebook, podendo a mudança iniciar-se em http://www.facebook.com/username.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Vaidade


Clique sobre a imagem para ler o Yahoo! Respostas

Enche-nos o ego verificar que alguém que nem conhecemos seleccionou o nosso trabalho como a melhor explicação para uma matéria relativamente complexa.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O objectivo das Novas Oportunidades


O objectivo das Novas Oportunidades é alcançar um milhão de certificados em 2010. (PÚBLICO)

O país comprometeu-se a muito mais metas que o número de certificados, mas quando nos aproximamos de 2010 parece que só esse indicador é que vale.

Para memória, aqui fica a caixa do Relatório da OCDE - Economic Survey of Portugal 2006 - sobre as Novas Oportunidades.



Sócrates ter-se-à lembrado que os analfabetos certificados são importantes para evitar que o cartão amarelo das legislativas se transforme em vermelho nas legislativas. Ainda terá Luís Capucha tempo para acelerar a certificação de modo a impedir que esta derrota do PS/NO se repita?
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