sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O Google já conhece Sócrates

Experimentem escrever socrates é honesto no motor pesquisa.



É engraçado o primeiro resultado apresentado na pesquisa. Seleccionem-no.



E chegarão à conclusão fatal ;)



Update
A brincadeira já não funciona!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Os jornalistas engolem toda a canalhice


Ontem o PÚBLICO fez propaganda ao Governo, deixando-se levar por Sócrates.

  • "Valeu a pena resistir, não desistir, enfrentar as dificuldades. Este é o caminho para o sucesso", afirmou José Sócrates, no encerramento da cerimónia de apresentação do relatório da OCDE sobre política educativa para o primeiro ciclo (2005-2008). Fazendo rasgados elogios à ministra da Educação, o primeiro-ministro recordou as "dificuldades" e incompreensões que as políticas de Maria de Lurdes Rodrigues têm enfrentado ao longo dos últimos anos, concluindo que "valeu a pena".
    PÚBLICO, 26.01.2009


O leitor mais interessado descobrirá que o dito Relatório da OCDE está no site do ME, em http://www.min-edu.pt/np3content/?newsId=3170&fileName=bilingue_GEPE_portugues_final.pdf, (Backup) mas não o encontrarão no site da OCDE, onde o documento mais recente se refere à Avaliação do Processo Orçamental.

Será que a OCDE já não tem espaço disponível no seu site ou apenas mais uma aldrabice?



Seria o primeiro "relatório da OCDE" que não utiliza o logotipo da mesma!

Só cai quem quer.


Realmente, logo no prefácio somos esclarecidos de que o "produto" resulta da encomenda do ME a um conjunto de "peritos":

  • Neste contexto, o Ministério da Educação solicitou o presente relatório a uma equipa de peritos internacionais independentes, liderada pelo Prof. Peter Matthews. A avaliação que realizaram em Portugal segue de perto a metodologia e abordagem que a OCDE tem utilizado para avaliar as políticas educativas em muitos países-membros ao longo dos anos.


Na introdução os peritos afirmam que trabalharam com base em dados que lhes foram fornecidos pelo Ministério, que lhes fez a encomenda de um "estudo imparcial" e terá pago o respectivo cheque.

  • Agradecemos enormemente a ajuda e as informações fornecidas por várias pessoas durante a realização desta avaliação. O nosso trabalho foi facilitado pelo excelente Relatório Nacional elaborado antes da nossa visita (...).
  • O nosso trabalho beneficiou do impressionante conjunto de dados prontamente disponibilizados pelo Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE), que também nos deu total apoio logístico e proporcionou uma ligação próxima com o gabinete da Ministra.
  • O Ministério pediu – e nós realizámos – uma avaliação totalmente imparcial e independente dos elementos mais importantes relativos à reorganização do primeiro ciclo do ensino básico.


O que oferece maior ideia de seriedade ao estudo é a assinatura do prefácio deste por Deborah Roseveare, Chefe da Divisão das Políticas de Educação e Formação, Direcção para a Educação, da OCDE. Suponho que terá subscrito o prefácio a pedido dos colegas que redigiram o Relatório, visto que estes teriam supostamente seguido a metodologia da OCDE.

Realmente certamente que não fará parte da metodologia da OCDE que os peritos se reúnam apenas com autarcas do partido do Governo. Portanto Sócrates também terá enrolado a senhora Deborah Roseveare e os peritos internacionais.



Sócrates é perito na propaganda. Da amostra representativa do estudo apenas Gondomar não é do PS, mas encontra-se sobre controlo através do amigo Valentim ;)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Uma mulher decidida

Mulheres decididas? Só podia ser mesmo uma brincadeira ;)

Fotocópias em papel de qualidade ;)

A qualidade do papel fica na nossa imaginação ;)

sábado, 24 de janeiro de 2009

Sócrates FP


Dirá certamente o nosso PM que se trata de mais uma invenção para o prejudicar num momento onde a fase de pré-campanha eleitoral já começou. Do meu ponto de vista vivemos num país adormecido e domesticado, resignado a aceitar todas as nódoas.



  • FreePort: dinheiro, mentiras e favores

    Primo de Sócrates afirma ao Expresso que pediu à Freeport recompensa por ter posto a empresa em contacto com o Governo

    Um mail enviado por um primo de Sócrates à Smith&Pedro, intermediária no negócio da Freeport, parece ser o elo que faltava para se perceber como a família do primeiro-ministro (e à altura ministro do Ambiente) se envolveu no caso.
    Nesse mail, Hugo Monteiro (filho do já famoso tio de Sócrates) pedia à Freeport que se lembrasse da agência de publicidade da família, como recompensa pelo facto de ter proporcionado um encontro entre os representantes do outlet e o então ministro do Ambiente, José Sócrates. Em comunicado o primeiro-ministro diz-se “indignado” e repudia quaisquer acusações. EXPRESSO, 24 / JAN / 2009


A situação é politicamente muito complicada, mas para quem já encerrou uma Universidade para concluir uma Licenciatura, este caso é incomparavelmente muito mais simples ;)


  • Os ingleses pediram a Portugal que José Sócrates fosse formalmente investigado, no âmbito do processo Freeport. A sugestão, que poderia implicar escutas telefónicas ao primeiro-ministro e buscas residenciais, não gerou consenso e recebeu imediatas reticências das autoridades do nosso país. O pedido foi formalizado a 18 de Novembro, numa reunião em Haia, promovido pelo Eurojust, que sentou à mesma mesa as polícias dos dois países.

    A hipótese de se criar uma equipa mista, avançada pelas autoridades britânicas ainda antes do Verão de 2008, também não foi aceite. Três anos depois do início da investigação e numa altura em que se aproximam processos eleitorais, os responsáveis do Ministério Público e da PJ (na reunião esteve Cândida Almeida, directora do DCIAP; Pedro do Carmo, número dois da PJ; e Moreira da Silva, responsável pelo combate ao crime económico da PJ) deixaram claras as suas reservas quanto ao timing do processo.

    Nessa altura, as autoridades inglesas deram conta de que tinham na sua posse um DVD que documentava uma conversa entre um administrador inglês da sociedade proprietária do espaço comercial de Alcochete e um sócio da consultora Smith & Pedro. Naquela, era assumido claramente o pagamento de ‘luvas’ a José Sócrates, então ministro do Ambiente de António Guterres. A administração do Freeport, que já não era a mesma que lançara o projecto, pretendia recuperar uma verba de 4 milhões que entregara à consultora para obter licenciamentos e aprovações administrativas do projecto. Depois de uma fase inicial de alguma euforia, o Freeport, empresa que integra capitais da família real britânica, entrou em dificuldades financeiras e alguns centros comerciais faliram mesmo.

    Continuar a ler o desenvolvimento do caso Sócrates FP no Correio da Manhã

  • Mais notícias sobre o caso Sócrates FP


Update 1
Este caso fez passar para um plano secundário o imbróglio da educação, e deixar respirar Milu, aqui muito bem avaliada por Mário Crespo.

A manifestação de 2.000 professores frente a Belém teve pouco eco nos meios de comunicação tradicionais, ocupados com o FP.

Update 2


Links para compor o ramalhete


Efeito do caso sobre o jornalismo

  • Um dos aspectos mais curiosos da cobertura jornalística do caso Freeport é a demissão total dos jornalistas (...)
    É como se as redacções dos jornais, tv e rádios tivessem de repente ficado sem directores ou editores. A funcionar em roda livre. Sem filtro, insisto. Como se todos estivessem permanentemente em directo, ou como se todos os media fossem um Forum TSF ou Opinião Pública, em que tudo é permitido. O directo, como vários teóricos já escreveram, é uma espécie de não-jornalismo.
    A publicação de tudo, sem critério, é a negação do jornalismo.
    E nunca como agora se assistiu a uma tão assustadora demissão do jornalismo. O pior é que a maioria dos jornalistas está convencida do contrário.
    JMF

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Yes, we can!



Update
Hoje, registou-se uma adesão à Greve de 90% na minha escola.

A ignorância dos políticos

Deprimente. Estes tiverem "Antigas Oportunidades" ;)

A mentira tem perna curta


  • Lamentamos que os sindicatos de professores se mantenham com aquele radicalismo e aquela intransigência que têm tido sempre, mas a verdade é que o processo (de avaliação) está a decorrer com normalidade.
    Valter Lemos, 19.01.2009, PÚBLICO


Então por que razão nos Açores bastará apresentar um relatório? (Sindicato dos Professores da Região dos Açores) E a Madeira vai pelo mesmo caminho, visto que "há alguma coincidência de opinião relativamente à importância da auto-avaliação". (Jornal da Madeira)

Passou a ser normal ter dois sistemas de avaliação no país?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Maldade Feminina

O post anterior recordou-me o vídeo da Maldade Feminina. Associações ;)
Milu já perdeu a sua época de ser "maldosa", mas utiliza a pasta da Educação em substituição de outros atributos ;)

Que lógica tem um professor atribuir classificações superiores às que pode obter?


Milu tem defendido a transposição do modelo chileno fazendo sempre o discurso de premiar o mérito. No próximo dia 19 terá certamente a maior Greve de Professores de sempre, que baterá mesmo a recentemente realizada, a 14 de Dezembro. Como entender o crescendo das críticas quando aparentemente a Ministra já simplificou todo o processo?

Para os Presidentes dos Conselhos Executivos, tudo ficou mais complicado, porque a simplificação anunciada traduziu-se na responsabilização dos PCE’s pela implementação do processo. Sentiram na pele a injustiça que é irem mudando as regras enquanto é suposto que o jogo está a ser jogado, e facilmente se entende que tenham solicitado à Ministra a suspensão deste modelo de avaliação, em representação da esmagadora maioria dos seus colegas.

Entre as medidas simplificadoras da avaliação de professores, uma tem passado despercebida, mas não é menos importante que as restantes. Refiro-me à dispensa da avaliação dos professores avaliadores, com uma consequência a saber: ficarão todos com BOM. Ironias do destino, pede a Ministra que estes professores apenas BONS tenham como tarefa, exactamente a avaliação de colegas que serão seus correntes, e lhes darão o trabalho de observação das suas aulas, apenas porque desejarão ser classificados como MUITO BONS ou EXCELENTES. Que lógica tem um professor atribuir classificações superiores às que pode obter?

  • Olha coleguinha, a tua aula foi MUITO BOA, mas faltou-te “um bocadinho assim” para chegares ao meu nível... e como eu só vou ter BOM, desculpa lá mas não podes ter melhor!


Esta estupidez adicional é apenas mais um forte motivo para justificar a luta dos professores, que desta vez estão em massa na Internet. Prova disso é que o Educação do meu Umbigo está muito próximo do Há Vida em Markl, observando as médias das visitas diárias.



Adquiriam a consciência de que o seu poder está na rede.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Pérolas da blogoesfera


O pragmatismo em confronto com a moralidade ou uma moralidade prática? Discutam os filósofos a crise identitária da modernidade.


  • Podemos sair com rapazes mais novos e com homens mais velhos e, uma vez mais, nunca estaremos mal servidas.
    Educating Rita Rapariga, 23 anos

sábado, 10 de janeiro de 2009

A propaganda do Ministério através do Expresso


Milu disse através do Expresso que já mudou o modelo de Avaliação do Desempenho, deixando para os PCE's o recado:

  • Não me passa pela cabeça que quem obrigação de fazer avançar a avaliação não o faça, mas concretizou as ameaças de processos e despedimentos.
    10 JAN 2009, EXPRESSO


A infografia faz propaganda ao Ministério, porque para quem esteja fora do assunto, é transmitida a ideia de que Milu já terá revisto o modelo de Avaliação, mas os professores não aceitam nada exequível, quando já está demonstrado que modelo em que Milu insiste é impossível de implementar.


Os PCEs irão apresentar a sua demissão hoje?


  • Podem os PCEs apresentar a demissão? Podem e devem, mas não vão. Porquê? Porque a maioria dos PCEs vão concorrer a directores e não querem incluir no "portefólio" e "curriculum vitae" um pedido de demissão. Porque a maioria dos PCEs não quer deixar as funções de gestão. Estão nos cargos por vocação ou/e interesse e têm legitimidade para querer continuar.
    Ramiro Marques


Nas actuais circunstâncias, a apresentação do pedido de demissão seria a medida que tornaria os PCE's mais populares junto dos seus colegas, e que os deixaria mais tranquilos com a sua consciência. Eu apostaria que vão demitir-se mesmo, colocando a verticalidade dos princípios acima do reles carreirismo. Se todos seguirem o mesmo caminho, o Ministério não pode utilizar as sanções previstas contra todos! A união faz a força!

Acredito quer não tenham ido a Santarém só para almoçar e para se socializarem. Têm uma oportunidade soberana de colocar um ponto final ao caos nas escolas, neste modelo de avaliação, nesta Ministra... e inscreverem o nome na história.



Update 1
Não se demitiram, mas a ameaça mantém-se porque aprovaram um manifesto, a entregar "pessoalmente" à ministra da Educação, contendo a sua posição sobre o modelo de avaliação dos professores. Esta posição mais ponderada até terá sido mais inteligente, porque passaram a bola para a Ministra, que posteriormente poderão responsabilizar de nem ter ouvido os PCE's. Além disso, “facilmente” o Governo os “substituiria por dirigentes não eleitos e menos capazes de apoiar os professores na luta contra este modelo de avaliação”. Bem visto.

Update 2
Documento aprovado em Santarém por 139 presidentes de Conselhos Executivos

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Livros Digitais


Já não precisa de ler histórias aos seus filhos! ;) Ligue o computador e indique-hes um site de livros digitais ;) O nome e-livros.clube-de-leituras.pt deve ter sido inventado para nos convencer que os autores pretendiam colocar livros online. Porém, na Internet, ganham outra vida, transformando-se em algo diferente, recordando uma afirmação célebre de Marshall McLuan: "O futuro do livro é a sinopse".
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