sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Viagem pela língua portuguesa

A língua portuguesa apresenta alguma diversidade regional. Eis a lista de expressões cujo significado pode conferir no vídeo:

Acoutro dia fui de horário e vim de abelhinha
Alcagoita
Aloquete
Andar à porra e à massa
Apastorar-se
Borrachão
Borrona
Cajado
Chinesa
Correr a roupa
Cruzeta
Friza
Grezéus
Malga
Marafado
Morcão
Prego
Sertã
Texto
Trugalheiro


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Numa economia eficiente os mercados funcionam!


Numa economia eficiente os mercados funcionam! A falência das empresas ineficientes permite que se inicie o processo de "destruição criadora" que entrou na história da Economia pela descrição de Joseph Schumpeter. Sucintamente, será a oportunidade de os recursos se deslocarem para sectores de actividade onde serão mais produtivos, levando a economia para um ponto de maior eficiência.


Por cá o Governo pretende substituir-se aos mercados em todas as áreas. Na banca compreende-se que se evite o efeito psicológico que provocaria a falência de um banco. Agora, começando a pagar os salários da indústria automóvel, onde vamos parar?

  • Plano de apoio. O Governo assegura 80% dos salários dos trabalhadores do sector durante as paragens de produção para evitar despedimentos. Trata-se de uma medida inserida no Plano de Apoio ao Sector Automóvel, apresentado ontem pelo primeiro-ministro, e que custará 900 milhões de euros.
    Diário de Notícias, 04/DEZ/2008


Será preciso o país ir à falência?

Até a Suécia entrou em recessão, mas por lá ninguém inventou truques destes.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A história das coisas

Um vídeo interessante para associar o consumismo ao desenvolvimento sustentável.

Revogação do DR 2/2008, já!


Se o DR 2/2008 se revelou inviável na sua implementação, deverá terminar a suspensão da avaliação de desempenho. Revogue-se o DR 2/2008, e publique-se algo exequível.
Mais uma vez chamo a atenção para o modelo Finlandês.

Estão disponíveis para estender a aplicação deste regime transitório por mais algum tempo, para o próximo ano lectivo ou até mais, no sentido de criar confiança junto dos sindicatos, (...) desde que eles aceitem negociar e abdiquem de uma posição de tudo ou nada, e estarão dispostos a inventar qualquer coisa que transmita a sensação de que os professores foram avaliados PORQUE VOCÊS O IMPUSERAM. A única coisa que tem para defender, num modelo sem pés nem cabeça, é A VOSSA PATERNIDADE, por copy/paste desavergonhado do modelo chileno.

Já se gabaram de ter avaliado professores o ano passado, apesar de terem adoptado um procedimento simplificado, que na prática correspondeu à aplicação do DR 11/98, que definia o modelo de avaliação anteriormente em vigor, e que nenhum Ministro se interessou por regulamentar, de modo a premiar o mérito daqueles que obtivessem menção de Bom ou de Muito Bom!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

DIA 3 DE DEZEMBRO, EM SINTRA

Os professores do concelho de Sintra, partindo das suas escolas, vão reunir-se no dia 3 de Dezembro, na Av. Heliodoro Salgado, às 11.30h, numa concentração/desfile de protesto, com percurso até à Câmara Municipal de Sintra (tendo já confirmada uma audiência com o Presidente da Câmara), em defesa da Escola Pública e de um ensino de qualidade! Os professores de Sintra (a exemplo de milhares de colegas por todo o país) reafirmam a sua firmeza e determinação na luta contra este modelo de avaliação e este ECD, na luta contra toda a poluição legislativa emanada do ME e as suas manobras de diversão ou intimidação, venham elas embrulhadas em supostas simplificações (umas após outras, logo, sem qualquer credibilidade, apenas demonstrando a total falência deste modelo de avaliação), em ameaças veladas de processos disciplinares ou outras punições, ou através de tentativas desesperadas de desmobilização e divisão da classe docente.

Dia 3 daremos de novo a resposta!

JUNTOS VENCEREMOS!

MUP

Sem avaliação, que podem os professores fazer?


Para quem não saiba, nas Novas Oportunidades os professores (ditos formadores) das diversas áreas não têm o direito/dever de avaliar os alunos (ditos formandos), apesar de estarem com estes 4 ou 5 horas por semana! Essa competência cabe ao Mediador (uma espécie de Director de Turma) que reúne com a Turma uma vez por mês, numa sessão chamada PRA, Portefólio Reflexivo de Aprendizagem. É na área de PRA que faz a avaliação destes alunos... uma vez por mês... com base nos elementos fornecidos pelos colegas ;)

Assim se fabrica o sucesso das Novas Oportunidades, que desde Novembro de 2006 até Novembro de 2008 tem uma média de 4000 adultos certificados por mês...

Quantos qualificados?

A avaliação será feita depois "caso a caso" pelo mercado. Evidentemente! É por isso que a passagem a contrato - dos funcionários públicos que frequentaram as Novas Oportunidades - "não será uma medida universal", esclareceu Sócrates. (PÚBLICO)

O sonho se Sócrates!


Com um país parado, como o que se antevê para amanhã em resultado da greve dos professores, e com uma imprensa que não controla, designadamente em resultado da explosão de sites na Internet - visitem o http://www.premiosprecariedade.net/ e votem! - certamente que José Sócrates já teve o sonho do seu amigo Hugo Chavez "para pôr o pais na ordem" ;)

Chavez pede que partido prepare emenda para permitir sua reeleição ilimitada

A chatice é que Portugal é membro na União Europeia, que impõe a adopção das regras de uma democracia formal. Senão poderia sentar-se à mesa com Manuela Ferreira Leite, que até propôs a suspensão da democracia, para realizar as reformas!!! Realizaram-se em Portugal algumas reformas durante a ditadura? Ou tudo o que se fez deveremos agradecer à democracia?




Adenda

Na minha escola, a greve de 3 de Dezembro teve uma adesão superior a 80%, segundo Manuel Sanches.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A dualidade de Maria de Lurdes Rodrigues


É elucidativa esta breve passagem do sociólogo Manuel Villaverde Cabral sobre o exercício do poder pela Ministra da Educação.

  • "Não se pode ser 'autoritário' com os professores", fazer deles "o bode expiatório do insucesso escolar", ser "'liberal' com os alunos e completamente 'populista' com as chamadas famílias - que, de forma geral, não são capazes nem fazem qualquer esforço para apoiar os filhos no processo de aprendizagem -, quando toda a gente sabe que, em qualquer sociedade, os alunos só têm êxito quando os pais entram com a sua quota-parte de esforço!"
    Manuel Villaverde Cabral, PÚBLICO, 01/DEZ/2008

sábado, 29 de novembro de 2008

Uma selecção de posts de 2008


Num blogue publicam-se muitos textos. Com a aproximação de Dezembro pensei em seleccionar alguns posts do ano numa apresentação PowerPoint.






http://www.effectmatrix.com/PowerPoint-Video-Converter/Free-PowerPoint-Video-Converter.htm

Que legitimidade tem Sócrates para impor este modelo de avaliação só aos professores?


  • Sócrates reafirmou que não está disposto “a esperar mais 30 anos” até que seja aplicado um modelo de avaliação dos professores e garantiu que esta questão não deve ser vista como um problema meramente sectorial, mas como um assunto que deve envolver todo o Governo.
    PÚBLICO, 29/NOV/2008


O que tem muito mais de 30 anos é a lógica do trabalho não remunerado. Passo a explicar. Como a maior parte do corpo docente são professoras, na perspectiva machista dos "educadores" estas nunca deveriam ganhar mais que os respectivos maridos para não lhes disputar o poder. Os professores sempre ganharam mal, mas até à entrada em vigor do novo ECD sentiam-se compensados pelo tempo livre, que foi convertido em trabalho gratuito, que se encontra agora no centro da contestação.

  • Motivos para a aderir às Greves. Não fazer greve significa concordar com:

    a) Coordenação de Departamento não remunerada;
    b) Aulas de apoio não remuneradas;
    c) Aulas de substituição não remuneradas;
    d) Direcção de Instalações não remunerada;
    e) Desenvolver actividades extracurriculares não remuneradas;
    f) Visitas de estudo não remuneradas;
    g) Reuniões fora de horas não remuneradas;
    h) Reuniões à noite, fora de horas;
    i) Ficar fechado na Escola horas sem fim, sem condições de trabalho, em vez de estar em casa a preparar as aulas;
    j) Estar na Escola à espera que um colega falte, como se os colegas cumpridores fossem os responsáveis pelos colegas faltistas (apontem uma outra profissão onde se passe o mesmo).
    k) Que a Sra. Ministra obrigue a trabalhar mais horas e o agradecimento passe apenas por um obrigado cínico no Parlamento;
    l) Que um colega de outra disciplina assista às nossas aulas;
    m) Que as notas dos alunos que não querem estudar te impeçam de progredir na carreira;
    n) Com o congelamento dos vencimentos e progressão na carreira;
    o) Que a maternidade, morte de um familiar próximo te impeça de progredir na carreira;
    p) Com o Estatuto do Aluno;
    q) Com a diminuição da autoridade dos PROFESSORES;
    r) Com os insultos e agressões por parte de alguns alunos e respectivos Encarregados de Educação;
    s) Com a destruição da Escola Pública;
    t) Com a divisão da carreira em duas: titular e não titular colocando Professores contra Professores;
    u) Com as cotas na progressão;
    v) Com os critérios que levaram à escolha dos professores titulares;
    w) Com o péssimo ambiente de trabalho que se está a instalar nas Escolas;
    x) Com o fim dos destacamentos;
    y) Com os concursos por três anos;
    z) Com o trabalho excessivo.
    aa) Com a permanência na Escola de 40 horas;
    bb) Que os Professores se substituam aos Pais e que os Pais só sirvam para procriar;
    cc) Que Professores tenham 10 Turmas, mais de 250 alunos e 1500 testes para corrigir por ano, para não falar dos trabalhos;
    dd) Que políticos aldrabões continuem a enriquecer com o trabalho alheio;
    ee) -------------------------------------------------------

    in DIA 3 - MENSAGEM QUE CIRCULA

Disparates da "Formação em Avaliação"


Há quem trate a avaliação de desempenho como uma "ciência", mas obviamente que não deixa por isso de inventar. Quando a solução proposta é manifestamente desadequada do contexto, então surge a contestação fundamentada. Foi o caso, na secundária de Camões ou Rainha D. Amélia, em Lisboa.

  • Dúvidas de que o modelo era “confuso e injusto” nunca teve Isabel le Gué. Mas a presidente do conselho executivo da secundária Rainha D. Amélia, em Coimbra, tentou aplicá-lo nos últimos meses na sua escola... até chegar à conclusão de que era inaplicável. Nesta escola, dita elitista e pouco contestatária, a lei era para cumprir e havia que simplificar. Os professores entregaram os objectivos individuais e até realizaram aulas assistidas. Porém, há 10 dias, na sequência de reuniões de departamento e da moção aprovada em assembleia geral, a escola suspendeu todos os procedimentos relacionados com a avaliação. E enviou um ofício a informar a tutela da decisão. “com a consciência de que as consequências são individuais”.

    O “copo já estava cheio”(com o novo estatuto da carreira docente e a divisão da carreira em titulares e não-titulares) e a avaliação parecia ser a gota de água. Mas o verdadeiro transbordar aconteceu quando os professores avaliadores foram a acções de formação dadas pelo Ministério em que lhes disseram, por exemplo, que para um professor ter ‘Muito Bom’ não bastava que os alunos realizassem trabalhos para expor na escola, mas que era necessário quantificar o número e a satisfação dos visitantes da comunidade. “Quando a lei é complexa e ambígua dá margem para o disparate”, sublinha esta professora com 22 anos de ensino. Ou seja, o ridículo e o grave acontecem e não é sempre “porque as escolas complicam”, como acusou a ministra da Educação.

    Nesta escola, como na de Camões (cujos professores em reunião geral, no dia 5, aprovaram uma moção apelando à suspensão do processo), a maioria dos contactados pelo Expresso não são sindicalizados e as primeiras manifestações em que participaram na vida foram a de 8 de Março e as de Novembro.
    EXPRESSO (Assinatura) 29/Nov/2008

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Marketing Directo de Intimidação - 5


from DGRHE.MEducacao@dgrhe.min-edu.pt
to
date 28 November 2008 11:49
subject Avaliação de desempenho - Informação
mailed-by dgrhe.min-edu.pt



Ex.mo(a) Senhor(a) Professor(a)

Como forma de prestar uma informação em primeira-mão, e dado que alguns docentes não receberam o anexo constante de um email enviado anteriormente, transcreve-se no presente email a informação relativa às principais propostas sobre as condições de implementação do processo de avaliação de desempenho dos docentes.

A Direcção Geral de Recursos Humanos



Informação sobre a Avaliação de Desempenho dos Docentes

25 de Novembro de 2008

O Ministério da Educação esteve sempre disponível para dialogar com todos os professores, conselhos executivos, sindicatos, pais e demais parceiros sobre as reformas que empreendeu e, também, sobre a avaliação de desempenho dos professores. Prova disso é o memorando de entendimento que, em Abril do corrente ano, foi assinado com a plataforma de sindicatos, onde ficaram acordadas as condições de aplicação do modelo de avaliação neste primeiro ciclo avaliativo.

Interrompido que foi este acordo, mantemo-nos contudo fiéis ao nosso compromisso de
garantir a todos os professores as condições indispensáveis ao prosseguimento do
processo no corrente ano lectivo. Ouvidos todos os intervenientes e parceiros do sistema
educativo, identificámos um conjunto de problemas que se considera dificultarem a
concretização do processo de avaliação de desempenho dos professores,
designadamente:

(1) a insuficiência de avaliadores da mesma área disciplinar dos
avaliados;
(2) o excesso de burocracia;
(3) a sobrecarga de trabalho.

Com o objectivo de ultrapassar estes constrangimentos, decidimos avançar com um
conjunto de medidas, de aplicação imediata, que introduzem alterações importantes nas
condições de implantação do modelo.
As medidas são as seguintes:

1) Garantir que os professores, sempre que o requeiram, possam ser avaliados
por avaliadores da mesma área disciplinar

São alteradas as regras de delegação de competências, de modo a permitir que a
delegação recaia em professores titulares de outro departamento curricular ou em
professores nomeados em comissão de serviço como professores titulares, sem que
neste caso se apliquem os rácios a que esta solução está hoje sujeita. Em caso de
impossibilidade de recurso a qualquer destas soluções, poderão as competências ser
delegadas em professores titulares de outro agrupamento de escolas ou escola não
agrupada, neste caso com o apoio das Direcções Regionais de Educação.

2) Não considerar o parâmetro referente ao progresso dos resultados escolares e
à redução das taxas de abandono escolar

Esta medida decorre da percepção das dificuldades de ordem burocrática que a sua
utilização estava a introduzir nas escolas e da necessidade de maior consolidação
técnica identificada pelo Conselho Científico da Avaliação de Professores. Sendo assim,
as fichas de avaliação a preencher pelo presidente do conselho executivo não devem
contemplar este parâmetro. A possibilidade de acesso à classificação final máxima está
garantida mesmo com a eliminação deste parâmetro.

3) Promover a simplificação dos instrumentos de avaliação

O preenchimento das fichas de avaliação e auto-avaliação foi simplificado, uma vez que
é alargada a possibilidade de agregação de todos os itens e subparâmetros. Só é exigida
a avaliação e a classificação dos parâmetros. Serão também muito em breve
disponibilizadas orientações que promovam a simplificação dos instrumentos de registo
e indicadores de medida.

4) Dispensar, em caso de acordo, a realização de reuniões entre avaliador e
avaliado

Em caso de acordo, as reuniões para a atribuição da classificação final são tacitamente
dispensadas, podendo no entanto a sua realização ser solicitada quer pelo avaliador quer
pelo avaliado. Além disso, e embora não esteja prevista a realização de qualquer outra
entrevista, muitas escolas assumiram que a fixação de objectivos individuais implicava
o agendamento e a realização de uma reunião entre avaliador e avaliado. Assim sendo, e
com o objectivo de agilizar o processo, são introduzidas as seguintes regras:
- os objectivos são apresentados exclusivamente ao presidente do conselho
executivo ou director (ou dos membros da direcção executiva em quem a
competência tenha sido delegada);
- os objectivos são considerados tacitamente aceites se, no prazo de 10 dias, o
avaliador nada disser sobre os objectivos propostos.

5) Tornar voluntária a avaliação da componente científico-pedagógica

A avaliação desta componente, da responsabilidade do coordenador do departamento
curricular (ou dos professores titulares em quem a competência tenha sido delegada),
passa a ter carácter voluntário, sendo no entanto requisito necessário à obtenção das
classificações de "Muito Bom" e "Excelente".

6) Reduzir o número mínimo de aulas a observar

O número de aulas observadas, para os professores que optem por serem avaliados na
componente científico-pedagógica, é reduzido de três para duas, ficando a terceira
observação dependente de solicitação do professor avaliado.

7) Clarificar o regime de avaliação dos avaliadores

Os coordenadores de departamentos curriculares e todos os outros professores
avaliadores da componente científico-pedagógica são exclusivamente avaliados pelo
presidente do conselho executivo ou director, no seu desempenho profissional e
enquanto avaliadores. A avaliação dos membros das direcções executivas é efectuada
em moldes idênticos aos previstos no SIADAP 2, sistema de avaliação de desempenho
dos dirigentes da administração pública, depois de ouvido o Conselho das Escolas.

8) Alargar as acções de formação contínua consideradas na avaliação

No presente ciclo de avaliação, são consideradas as acções de formação contínua
acreditadas que não tenham sido utilizadas em anteriores avaliações, sendo utilizada a
menção de "bom" nos casos em que não exista classificação. Relembra-se que é ainda
possível o pedido de acreditação ao Conselho Científico de Formação Contínua pelo
avaliado de pós-graduações, mestrados e doutoramentos (ou de disciplinas dos mesmos)
que não estejam ainda acreditadas.

9) Melhoria das condições de trabalho para os avaliadores

São reforçadas e alargadas as compensações da sobrecarga de trabalho decorrente da
avaliação, como seja a possibilidade de remunerar, através do pagamento de horas
extraordinárias, o esforço suplementar que garanta que a avaliação se efectue por
docentes da mesma área disciplinar dos avaliados, sem que isso se traduza em alterações
substanciais aos horários das escolas.
Estas medidas constarão de alterações pontuais nos normativos abaixo indicados,
que seguirão em breve, acompanhados de orientações precisas sobre as condições
de prosseguimento da avaliação de desempenho docente:

--Decretos Regulamentares n.º 2 /2008, de 10 de Janeiro, e n.º 11/2008, de 23 de
Maio;
--Despacho n.º 20131/2008, de 30 de Julho - Avaliação de desempenho docente
percentagens de menções qualitativas de "Excelente" e "Muito Bom";
--Despacho n.º 7465/2008, de 13 de Março - Delegação de competências de
avaliador e nomeação em comissão de serviço;
--Despacho n.º 19117/2008, de 17 de Julho - Organização do Ano Lectivo
--Despacho n.º 16872/2008, de 23 de Junho - Aprovação das Fichas de Avaliação
do Desempenho.

Estamos convictos de que, com estas medidas, estarão criadas as condições para que o processo de avaliação decorra dentro da normalidade em todas as escolas.
Só assim será possível cumprir o compromisso que assumimos com a plataforma de
sindicatos em Abril de 2008: proceder, em Junho e Julho de 2009, ao balanço deste
primeiro ciclo de avaliação para que, com base nos elementos obtidos no respectivo
processo de acompanhamento e monitorização, possa ser identificada a necessidade de
introdução de modificações ou alterações ao modelo.

ME

DGRHE

Marketing Directo de Intimidação - 4


from Ministerio_da_Educacao@min-edu.pt
to
date 28 November 2008 13:36
subject Uma avaliação de desempenho que protege os professores




Exmo.(a) Senhor(a) Professor(a)

Prestam-se as seguintes informações relativamente ao processo de avaliação de desempenho dos docentes:

Um modelo de avaliação de desempenho que não prejudica nenhum professor

Com a classificação de Bom, para a qual não existem quotas, estão garantidas condições para uma normal progressão na carreira.
As classificações de Excelente e Muito Bom aceleram o ritmo da progressão.
Neste ciclo avaliativo eventuais efeitos negativos decorrentes das classificações de Insuficiente ou Regular estão suspensos e sujeitos a confirmação posterior.

Assim, este modelo protege os professores, dando-lhes condições mais vantajosas que à generalidade dos funcionários públicos, que não adquirem automaticamente condições de progressão com classificações isentas de quotas. Neste período transitório existe uma vantagem adicional para os professores, que decorre da não aplicação de efeitos das classificações negativas.

O que é, afinal, a avaliação de desempenho docente?
Este modelo de avaliação respeita a especificidade da função docente e o nível de qualificação que o seu exercício exige, ao contrário do que sucede com a larga maioria dos trabalhadores da administração pública - incluindo o pessoal não docente, que há dois anos é avaliado em todas as escolas.
É por isso que a avaliação do desempenho dos professores contempla duas vertentes e, consequentemente, é efectuada por avaliadores distintos:
- a avaliação funcional, que é assegurada pelo director ou presidente do conselho executivo e contempla dimensões inerentes ao desempenho de qualquer profissão, tais como o cumprimento dos objectivos individuais, a assiduidade, o cumprimento do serviço lectivo e não lectivo, a participação na vida da escola, entre outros.
- a avaliação científico-pedagógica, que é efectuada pelos professores coordenadores do respectivo departamento curricular ou outros professores titulares em quem tenha sido delegada a competência de avaliação, que são em regra os professores mais experientes.
Para que esta seja efectivamente uma avaliação de desempenho, e não uma análise documental baseada em registos administrativos, é fundamental, na vertente científico-pedagógica, a observação directa do desempenho em sala de aula.
É por esta razão que, embora esta vertente tenha sido tornada transitoriamente voluntária, ela permanece obrigatória para a atribuição das classificações que distinguem o mérito (Muito Bom e Excelente).

A avaliação dos professores e os resultados escolares dos alunos

Foi tomada a decisão de não considerar o parâmetro que avalia o contributo dos docentes para progresso dos resultados escolares e para a redução da taxa de abandono, na sequência, aliás, da recomendação do Conselho Científico de Avaliação de Professores, que considera a necessidade de uma maior consolidação técnica a este nível.

Esta medida decorre, fundamentalmente, da percepção de que se trata de um dos elementos de mais difícil operacionalização, dando, em muitas escolas, origem a instrumentos de registo e indicadores de medida muito complexos e induzindo uma forte carga burocrática, contribuindo, assim, para a simplificação do processo, que poderá prosseguir normalmente em todas as escolas.


Ministério da Educação

Marketing Directo de Intimidação - 3


from noreply@dgrhe.min-edu.pt
to
date 26 November 2008 09:01
subject Gestão do processo de avaliação de desempenho
mailed-by dgrhe.min-edu.pt




Ex.mo(a) Senhor(a) Professor(a)

Como forma de prestar uma informação em primeira-mão, anexa-se ao presente email um documento com as principais propostas sobre as condições de implementação do processo de avaliação de desempenho dos docentes.
- Show quoted text -
Informação.Avaliação_Desempenho.pdf

Marketing Directo de Intimidação - 2


from noreply@dgrhe.min-edu.pt
to
date 26 November 2008 08:45
subject Gestão do processo de avaliação de desempenho
mailed-by dgrhe.min-edu.pt




Exmo(a) Sr(a) Professor(a)

Nos últimos dias vieram a público algumas informações incorrectas relativamente à aplicação de gestão do processo de avaliação de desempenho, que importa esclarecer:
1. Nesta fase do processo de avaliação de desempenho esta aplicação garante que todos os docentes possam fazer chegar de forma mais ágil e individualizada as suas propostas de objectivos ao respectivo avaliador, como, aliás, foi solicitado quer por escolas quer por professores.
2. O acesso às diferentes áreas da aplicação está limitado aos respectivos intervenientes nas diferentes fases do processo, em cada escola.
3. O avaliador apenas acede aos seus dados e aos objectivos dos seus avaliados.
4. Os avaliados apenas acedem aos seus dados individuais.

Por fim, face a boatos que circulam sobre um eventual bloqueio da aplicação, informa-se que a inserção sucessiva de palavras-chave incorrectas não tem qualquer impacto na aplicação.

Direcção Geral de Recursos Humanos da Educação.
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