sábado, 29 de novembro de 2008

Uma selecção de posts de 2008


Num blogue publicam-se muitos textos. Com a aproximação de Dezembro pensei em seleccionar alguns posts do ano numa apresentação PowerPoint.






http://www.effectmatrix.com/PowerPoint-Video-Converter/Free-PowerPoint-Video-Converter.htm

Que legitimidade tem Sócrates para impor este modelo de avaliação só aos professores?


  • Sócrates reafirmou que não está disposto “a esperar mais 30 anos” até que seja aplicado um modelo de avaliação dos professores e garantiu que esta questão não deve ser vista como um problema meramente sectorial, mas como um assunto que deve envolver todo o Governo.
    PÚBLICO, 29/NOV/2008


O que tem muito mais de 30 anos é a lógica do trabalho não remunerado. Passo a explicar. Como a maior parte do corpo docente são professoras, na perspectiva machista dos "educadores" estas nunca deveriam ganhar mais que os respectivos maridos para não lhes disputar o poder. Os professores sempre ganharam mal, mas até à entrada em vigor do novo ECD sentiam-se compensados pelo tempo livre, que foi convertido em trabalho gratuito, que se encontra agora no centro da contestação.

  • Motivos para a aderir às Greves. Não fazer greve significa concordar com:

    a) Coordenação de Departamento não remunerada;
    b) Aulas de apoio não remuneradas;
    c) Aulas de substituição não remuneradas;
    d) Direcção de Instalações não remunerada;
    e) Desenvolver actividades extracurriculares não remuneradas;
    f) Visitas de estudo não remuneradas;
    g) Reuniões fora de horas não remuneradas;
    h) Reuniões à noite, fora de horas;
    i) Ficar fechado na Escola horas sem fim, sem condições de trabalho, em vez de estar em casa a preparar as aulas;
    j) Estar na Escola à espera que um colega falte, como se os colegas cumpridores fossem os responsáveis pelos colegas faltistas (apontem uma outra profissão onde se passe o mesmo).
    k) Que a Sra. Ministra obrigue a trabalhar mais horas e o agradecimento passe apenas por um obrigado cínico no Parlamento;
    l) Que um colega de outra disciplina assista às nossas aulas;
    m) Que as notas dos alunos que não querem estudar te impeçam de progredir na carreira;
    n) Com o congelamento dos vencimentos e progressão na carreira;
    o) Que a maternidade, morte de um familiar próximo te impeça de progredir na carreira;
    p) Com o Estatuto do Aluno;
    q) Com a diminuição da autoridade dos PROFESSORES;
    r) Com os insultos e agressões por parte de alguns alunos e respectivos Encarregados de Educação;
    s) Com a destruição da Escola Pública;
    t) Com a divisão da carreira em duas: titular e não titular colocando Professores contra Professores;
    u) Com as cotas na progressão;
    v) Com os critérios que levaram à escolha dos professores titulares;
    w) Com o péssimo ambiente de trabalho que se está a instalar nas Escolas;
    x) Com o fim dos destacamentos;
    y) Com os concursos por três anos;
    z) Com o trabalho excessivo.
    aa) Com a permanência na Escola de 40 horas;
    bb) Que os Professores se substituam aos Pais e que os Pais só sirvam para procriar;
    cc) Que Professores tenham 10 Turmas, mais de 250 alunos e 1500 testes para corrigir por ano, para não falar dos trabalhos;
    dd) Que políticos aldrabões continuem a enriquecer com o trabalho alheio;
    ee) -------------------------------------------------------

    in DIA 3 - MENSAGEM QUE CIRCULA

Disparates da "Formação em Avaliação"


Há quem trate a avaliação de desempenho como uma "ciência", mas obviamente que não deixa por isso de inventar. Quando a solução proposta é manifestamente desadequada do contexto, então surge a contestação fundamentada. Foi o caso, na secundária de Camões ou Rainha D. Amélia, em Lisboa.

  • Dúvidas de que o modelo era “confuso e injusto” nunca teve Isabel le Gué. Mas a presidente do conselho executivo da secundária Rainha D. Amélia, em Coimbra, tentou aplicá-lo nos últimos meses na sua escola... até chegar à conclusão de que era inaplicável. Nesta escola, dita elitista e pouco contestatária, a lei era para cumprir e havia que simplificar. Os professores entregaram os objectivos individuais e até realizaram aulas assistidas. Porém, há 10 dias, na sequência de reuniões de departamento e da moção aprovada em assembleia geral, a escola suspendeu todos os procedimentos relacionados com a avaliação. E enviou um ofício a informar a tutela da decisão. “com a consciência de que as consequências são individuais”.

    O “copo já estava cheio”(com o novo estatuto da carreira docente e a divisão da carreira em titulares e não-titulares) e a avaliação parecia ser a gota de água. Mas o verdadeiro transbordar aconteceu quando os professores avaliadores foram a acções de formação dadas pelo Ministério em que lhes disseram, por exemplo, que para um professor ter ‘Muito Bom’ não bastava que os alunos realizassem trabalhos para expor na escola, mas que era necessário quantificar o número e a satisfação dos visitantes da comunidade. “Quando a lei é complexa e ambígua dá margem para o disparate”, sublinha esta professora com 22 anos de ensino. Ou seja, o ridículo e o grave acontecem e não é sempre “porque as escolas complicam”, como acusou a ministra da Educação.

    Nesta escola, como na de Camões (cujos professores em reunião geral, no dia 5, aprovaram uma moção apelando à suspensão do processo), a maioria dos contactados pelo Expresso não são sindicalizados e as primeiras manifestações em que participaram na vida foram a de 8 de Março e as de Novembro.
    EXPRESSO (Assinatura) 29/Nov/2008

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Marketing Directo de Intimidação - 5


from DGRHE.MEducacao@dgrhe.min-edu.pt
to
date 28 November 2008 11:49
subject Avaliação de desempenho - Informação
mailed-by dgrhe.min-edu.pt



Ex.mo(a) Senhor(a) Professor(a)

Como forma de prestar uma informação em primeira-mão, e dado que alguns docentes não receberam o anexo constante de um email enviado anteriormente, transcreve-se no presente email a informação relativa às principais propostas sobre as condições de implementação do processo de avaliação de desempenho dos docentes.

A Direcção Geral de Recursos Humanos



Informação sobre a Avaliação de Desempenho dos Docentes

25 de Novembro de 2008

O Ministério da Educação esteve sempre disponível para dialogar com todos os professores, conselhos executivos, sindicatos, pais e demais parceiros sobre as reformas que empreendeu e, também, sobre a avaliação de desempenho dos professores. Prova disso é o memorando de entendimento que, em Abril do corrente ano, foi assinado com a plataforma de sindicatos, onde ficaram acordadas as condições de aplicação do modelo de avaliação neste primeiro ciclo avaliativo.

Interrompido que foi este acordo, mantemo-nos contudo fiéis ao nosso compromisso de
garantir a todos os professores as condições indispensáveis ao prosseguimento do
processo no corrente ano lectivo. Ouvidos todos os intervenientes e parceiros do sistema
educativo, identificámos um conjunto de problemas que se considera dificultarem a
concretização do processo de avaliação de desempenho dos professores,
designadamente:

(1) a insuficiência de avaliadores da mesma área disciplinar dos
avaliados;
(2) o excesso de burocracia;
(3) a sobrecarga de trabalho.

Com o objectivo de ultrapassar estes constrangimentos, decidimos avançar com um
conjunto de medidas, de aplicação imediata, que introduzem alterações importantes nas
condições de implantação do modelo.
As medidas são as seguintes:

1) Garantir que os professores, sempre que o requeiram, possam ser avaliados
por avaliadores da mesma área disciplinar

São alteradas as regras de delegação de competências, de modo a permitir que a
delegação recaia em professores titulares de outro departamento curricular ou em
professores nomeados em comissão de serviço como professores titulares, sem que
neste caso se apliquem os rácios a que esta solução está hoje sujeita. Em caso de
impossibilidade de recurso a qualquer destas soluções, poderão as competências ser
delegadas em professores titulares de outro agrupamento de escolas ou escola não
agrupada, neste caso com o apoio das Direcções Regionais de Educação.

2) Não considerar o parâmetro referente ao progresso dos resultados escolares e
à redução das taxas de abandono escolar

Esta medida decorre da percepção das dificuldades de ordem burocrática que a sua
utilização estava a introduzir nas escolas e da necessidade de maior consolidação
técnica identificada pelo Conselho Científico da Avaliação de Professores. Sendo assim,
as fichas de avaliação a preencher pelo presidente do conselho executivo não devem
contemplar este parâmetro. A possibilidade de acesso à classificação final máxima está
garantida mesmo com a eliminação deste parâmetro.

3) Promover a simplificação dos instrumentos de avaliação

O preenchimento das fichas de avaliação e auto-avaliação foi simplificado, uma vez que
é alargada a possibilidade de agregação de todos os itens e subparâmetros. Só é exigida
a avaliação e a classificação dos parâmetros. Serão também muito em breve
disponibilizadas orientações que promovam a simplificação dos instrumentos de registo
e indicadores de medida.

4) Dispensar, em caso de acordo, a realização de reuniões entre avaliador e
avaliado

Em caso de acordo, as reuniões para a atribuição da classificação final são tacitamente
dispensadas, podendo no entanto a sua realização ser solicitada quer pelo avaliador quer
pelo avaliado. Além disso, e embora não esteja prevista a realização de qualquer outra
entrevista, muitas escolas assumiram que a fixação de objectivos individuais implicava
o agendamento e a realização de uma reunião entre avaliador e avaliado. Assim sendo, e
com o objectivo de agilizar o processo, são introduzidas as seguintes regras:
- os objectivos são apresentados exclusivamente ao presidente do conselho
executivo ou director (ou dos membros da direcção executiva em quem a
competência tenha sido delegada);
- os objectivos são considerados tacitamente aceites se, no prazo de 10 dias, o
avaliador nada disser sobre os objectivos propostos.

5) Tornar voluntária a avaliação da componente científico-pedagógica

A avaliação desta componente, da responsabilidade do coordenador do departamento
curricular (ou dos professores titulares em quem a competência tenha sido delegada),
passa a ter carácter voluntário, sendo no entanto requisito necessário à obtenção das
classificações de "Muito Bom" e "Excelente".

6) Reduzir o número mínimo de aulas a observar

O número de aulas observadas, para os professores que optem por serem avaliados na
componente científico-pedagógica, é reduzido de três para duas, ficando a terceira
observação dependente de solicitação do professor avaliado.

7) Clarificar o regime de avaliação dos avaliadores

Os coordenadores de departamentos curriculares e todos os outros professores
avaliadores da componente científico-pedagógica são exclusivamente avaliados pelo
presidente do conselho executivo ou director, no seu desempenho profissional e
enquanto avaliadores. A avaliação dos membros das direcções executivas é efectuada
em moldes idênticos aos previstos no SIADAP 2, sistema de avaliação de desempenho
dos dirigentes da administração pública, depois de ouvido o Conselho das Escolas.

8) Alargar as acções de formação contínua consideradas na avaliação

No presente ciclo de avaliação, são consideradas as acções de formação contínua
acreditadas que não tenham sido utilizadas em anteriores avaliações, sendo utilizada a
menção de "bom" nos casos em que não exista classificação. Relembra-se que é ainda
possível o pedido de acreditação ao Conselho Científico de Formação Contínua pelo
avaliado de pós-graduações, mestrados e doutoramentos (ou de disciplinas dos mesmos)
que não estejam ainda acreditadas.

9) Melhoria das condições de trabalho para os avaliadores

São reforçadas e alargadas as compensações da sobrecarga de trabalho decorrente da
avaliação, como seja a possibilidade de remunerar, através do pagamento de horas
extraordinárias, o esforço suplementar que garanta que a avaliação se efectue por
docentes da mesma área disciplinar dos avaliados, sem que isso se traduza em alterações
substanciais aos horários das escolas.
Estas medidas constarão de alterações pontuais nos normativos abaixo indicados,
que seguirão em breve, acompanhados de orientações precisas sobre as condições
de prosseguimento da avaliação de desempenho docente:

--Decretos Regulamentares n.º 2 /2008, de 10 de Janeiro, e n.º 11/2008, de 23 de
Maio;
--Despacho n.º 20131/2008, de 30 de Julho - Avaliação de desempenho docente
percentagens de menções qualitativas de "Excelente" e "Muito Bom";
--Despacho n.º 7465/2008, de 13 de Março - Delegação de competências de
avaliador e nomeação em comissão de serviço;
--Despacho n.º 19117/2008, de 17 de Julho - Organização do Ano Lectivo
--Despacho n.º 16872/2008, de 23 de Junho - Aprovação das Fichas de Avaliação
do Desempenho.

Estamos convictos de que, com estas medidas, estarão criadas as condições para que o processo de avaliação decorra dentro da normalidade em todas as escolas.
Só assim será possível cumprir o compromisso que assumimos com a plataforma de
sindicatos em Abril de 2008: proceder, em Junho e Julho de 2009, ao balanço deste
primeiro ciclo de avaliação para que, com base nos elementos obtidos no respectivo
processo de acompanhamento e monitorização, possa ser identificada a necessidade de
introdução de modificações ou alterações ao modelo.

ME

DGRHE

Marketing Directo de Intimidação - 4


from Ministerio_da_Educacao@min-edu.pt
to
date 28 November 2008 13:36
subject Uma avaliação de desempenho que protege os professores




Exmo.(a) Senhor(a) Professor(a)

Prestam-se as seguintes informações relativamente ao processo de avaliação de desempenho dos docentes:

Um modelo de avaliação de desempenho que não prejudica nenhum professor

Com a classificação de Bom, para a qual não existem quotas, estão garantidas condições para uma normal progressão na carreira.
As classificações de Excelente e Muito Bom aceleram o ritmo da progressão.
Neste ciclo avaliativo eventuais efeitos negativos decorrentes das classificações de Insuficiente ou Regular estão suspensos e sujeitos a confirmação posterior.

Assim, este modelo protege os professores, dando-lhes condições mais vantajosas que à generalidade dos funcionários públicos, que não adquirem automaticamente condições de progressão com classificações isentas de quotas. Neste período transitório existe uma vantagem adicional para os professores, que decorre da não aplicação de efeitos das classificações negativas.

O que é, afinal, a avaliação de desempenho docente?
Este modelo de avaliação respeita a especificidade da função docente e o nível de qualificação que o seu exercício exige, ao contrário do que sucede com a larga maioria dos trabalhadores da administração pública - incluindo o pessoal não docente, que há dois anos é avaliado em todas as escolas.
É por isso que a avaliação do desempenho dos professores contempla duas vertentes e, consequentemente, é efectuada por avaliadores distintos:
- a avaliação funcional, que é assegurada pelo director ou presidente do conselho executivo e contempla dimensões inerentes ao desempenho de qualquer profissão, tais como o cumprimento dos objectivos individuais, a assiduidade, o cumprimento do serviço lectivo e não lectivo, a participação na vida da escola, entre outros.
- a avaliação científico-pedagógica, que é efectuada pelos professores coordenadores do respectivo departamento curricular ou outros professores titulares em quem tenha sido delegada a competência de avaliação, que são em regra os professores mais experientes.
Para que esta seja efectivamente uma avaliação de desempenho, e não uma análise documental baseada em registos administrativos, é fundamental, na vertente científico-pedagógica, a observação directa do desempenho em sala de aula.
É por esta razão que, embora esta vertente tenha sido tornada transitoriamente voluntária, ela permanece obrigatória para a atribuição das classificações que distinguem o mérito (Muito Bom e Excelente).

A avaliação dos professores e os resultados escolares dos alunos

Foi tomada a decisão de não considerar o parâmetro que avalia o contributo dos docentes para progresso dos resultados escolares e para a redução da taxa de abandono, na sequência, aliás, da recomendação do Conselho Científico de Avaliação de Professores, que considera a necessidade de uma maior consolidação técnica a este nível.

Esta medida decorre, fundamentalmente, da percepção de que se trata de um dos elementos de mais difícil operacionalização, dando, em muitas escolas, origem a instrumentos de registo e indicadores de medida muito complexos e induzindo uma forte carga burocrática, contribuindo, assim, para a simplificação do processo, que poderá prosseguir normalmente em todas as escolas.


Ministério da Educação

Marketing Directo de Intimidação - 3


from noreply@dgrhe.min-edu.pt
to
date 26 November 2008 09:01
subject Gestão do processo de avaliação de desempenho
mailed-by dgrhe.min-edu.pt




Ex.mo(a) Senhor(a) Professor(a)

Como forma de prestar uma informação em primeira-mão, anexa-se ao presente email um documento com as principais propostas sobre as condições de implementação do processo de avaliação de desempenho dos docentes.
- Show quoted text -
Informação.Avaliação_Desempenho.pdf

Marketing Directo de Intimidação - 2


from noreply@dgrhe.min-edu.pt
to
date 26 November 2008 08:45
subject Gestão do processo de avaliação de desempenho
mailed-by dgrhe.min-edu.pt




Exmo(a) Sr(a) Professor(a)

Nos últimos dias vieram a público algumas informações incorrectas relativamente à aplicação de gestão do processo de avaliação de desempenho, que importa esclarecer:
1. Nesta fase do processo de avaliação de desempenho esta aplicação garante que todos os docentes possam fazer chegar de forma mais ágil e individualizada as suas propostas de objectivos ao respectivo avaliador, como, aliás, foi solicitado quer por escolas quer por professores.
2. O acesso às diferentes áreas da aplicação está limitado aos respectivos intervenientes nas diferentes fases do processo, em cada escola.
3. O avaliador apenas acede aos seus dados e aos objectivos dos seus avaliados.
4. Os avaliados apenas acedem aos seus dados individuais.

Por fim, face a boatos que circulam sobre um eventual bloqueio da aplicação, informa-se que a inserção sucessiva de palavras-chave incorrectas não tem qualquer impacto na aplicação.

Direcção Geral de Recursos Humanos da Educação.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Motivos para os professores fazerem GREVE


MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE PROFESSORES AVALIADORES



Presidente do Conselho Executivo avalia:
- Assiduidade
- Grau de cumprimento do serviço distribuído
- Progresso dos resultados escolares dos alunos e redução das taxas de abandono tendo em conta o contexto socio-educativo
- Participação nas actividades da escola
- Acções de formação realizadas
- Exercício de outros cargos de natureza pedagógica
- Dinamização de projectos de investigação
- Apreciação dos encarregados de educação, desde que haja concordância do docente e nos termos a definir no regulamento da escola

Coordenador do Departamento Curricular avalia a qualidade científico-pedagógica do docente com base nos seguintes parâmetros:
- Preparação e organização das actividades lectivas
- Realização das actividades lectivas
- Relação Pedagógica com os alunos
- Processo de avaliação das aprendizagens dos alunos

FASES DA AVALIAÇÃO:
1.ª fase: Objectivos e indicadores
- O Conselho Pedagógico da escola define os seus objectivos quanto ao progresso dos resultados escolares e redução das taxas de abandono, que são elementos de referência para a avaliação dos docentes.
- O Conselho Pedagógico da escola elabora os instrumentos de registo de informação e indicadores de medida que considere relevantes para a avaliação de desempenho.
2.ª fase: Objectivos individuais
- No início de cada ciclo de avaliação de dois anos, o professor avaliado fixa os seus objectivos individuais, por acordo com os avaliadores, tendo por referência os seguintes itens:
- Melhoria dos resultados escolares dos alunos
- Redução do abandono escolar
- Prestação de apoio à aprendizagem dos alunos incluindo aqueles com dificuldades de aprendizagem
- Participação nas estruturas de orientação educativa e dos órgãos de gestão da escola
- Relação com a comunidade;
- Formação contínua adequada ao cumprimento de um plano individual de desenvolvimento profissional do docente.
- Participação e dinamização de projectos
Nota: Na falta de acordo quanto aos objectivos prevalece a posição dos avaliadores
3.ª fase: Aulas observadas
- O coordenador de departamento curricular observa, pelo menos, três aulas do docente avaliado em cada ano escolar.
- O avaliado tem de entregar um plano de cada aula e um portfólio ou dossiê com as actividades desenvolvidas
4.ª fase: Auto-avaliação
- O professor avaliado preenche uma ficha de auto-avaliação, onde explicita o seu contributo para o cumprimento dos objectivos individuais fixados, em particular os relativos à melhoria das notas dos alunos
- Os professores têm de responder nas fichas de auto-avaliação a 13 questões (pré-escolar) e 14 questões (restantes ciclos de ensino)
5.ª fase: Fichas de Avaliação
- O Presidente do Conselho Executivo e o Coordenador do Departamento curricular preenchem fichas próprias definidas pelo Ministério da Educação, nas quais são ponderados os parâmetros classificativos.
- Os avaliadores têm de preencher uma ficha com 20 itens cada, por cada professor avaliado
- O coordenador do departamento curricular preenche uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado
- O presidente do conselho executivo tem de preencher uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado
- As pontuações de cada ficha são expressas numa escala de 1 a 10.
6.ª fase: Aplicação das quotas máximas
- Em cada escola há uma comissão de coordenação da avaliação de desempenho formada pelo presidente do Conselho Pedagógico e quatro professores titulares do mesmo órgão, ao qual cabe validar as propostas de avaliação de Excelente e Muito Bom, aplicando as quotas máximas disponíveis.
7.ª fase: Entrevista individual
- Os avaliadores dão conhecimento ao avaliado da sua proposta de avaliação,a qual é apreciada de forma conjunta.
8.ª fase: Reunião Conjunta dos Avaliadores
- Os avaliadores reúnem-se para atribuição da avaliação final após análise conjunta dos factores considerados para a avaliação e auto-avaliação. Seguidamente é dado conhecimento ao avaliado da sua avaliação.

SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO:
- Excelente, de 9 a 10 valores
- Muito Bom, de 8 a 8,9
- Bom, de 6,5 a 7,9
- Regular, de 5 a 6,4
- Insuficiente, de 1 a 4,9

EFEITOS DAS CLASSIFICAÇÕES:
- Excelente durante dois períodos seguidos de avaliação reduz em quatro anos tempo de serviço para ser professor titular
- Excelente e Muito bom reduz em três anos tempo de serviço para ser professor titular
- Dois Muito bom reduz em dois anos tempo de serviço para ser professor titular
- Bom não altera a normal progressão na carreira
- Regular ou Insuficiente implica a não contagem do período para progressão na carreira
- Dois Insuficiente seguidos ou três intercalados implica afastamento da docência e reclassificação profissional.

CONHECEM QUALQUER OUTRO SECTOR PROFISSIONAL QUE PASSE POR ESTE "HORROR"?

Adaptado de pt.soc.ensino

Outros motivos para fazer greve
  • Aumento da idade da aposentação. Ora aí está uma forma simples - mas desumana - que resolver a crise financeira da Segurança Social;
  • Congelamento ad eternum da carreira. Com o estabelecimento de quotas para professor titular, 70% dos professores terminarão a sua carreira no 5º escalão, independentemente das classificações de avaliação que tiverem ao longo da carreira, mesmo que Excelentes. As consequências da continuação durante décadas no mesmo escalão no cálculo da pensão de reforma serão catastróficas...
  • Perda de tempo de serviço e congelamento salarial (com a alteração na estrutura da carreira e adicionando o tempo de congelamento, muitos docentes vão ficar no mesmo escalão, em média, 8 anos. Desde de 1998 que não existem aumentos reais do salário, com a correspondente perda de poder de compra)
  • Uma falsa divisão da carreira em duas categorias, porque (o professor titular tem a mesma competência funcional que o professor suplente: tem turmas, muitas vezes do mesmo nível de ensino do avaliado, executa as mesmas tarefas lectivas e não lectivas (exceptuando avaliar outros professores), trabalham nos mesmos órgãos escolares. A analogia do general e soldados é uma falácia; só pode haver um general porque executa funções diferentes dos soldados...
    Sendo o conteúdo funcional o mesmo, a legitimidade dificilmente será reconhecida pelo avaliado; esta legitimidade moral está posta em causa desde o início porque os actuais titulares nunca se sujeitaram a um modelo de avaliação idêntico para atingir o lugar que ocupam, tendo lá chegado por via administrativa. Além disso, o concurso de titulares apenas considerou os últimos 7 anos de carreira, castrando toda uma vida de trabalho...
    Curiosamente, um avaliado que preencha alguns requisitos, pode candidatar-se ao cargo de Director ou ser nomeado Subdirector, mas não pode ser titular por imposição de quotas; ou seja, como o Director é avaliador do titular, então existe a hipótese de um avaliado poder ser avaliador do seu avaliador...)
  • Regime de faltas. Penalização dos casos de doença, maternidade, paternidade, etc., com a inclusão de um indicador de avaliação denominado A2, atropelando em muitos casos o regime jurídico que regulamenta as faltas.
  • A assiduidade como o indicador principal da avaliação de desempenho. Para se obter o Excelente é necessário 100% de cumprimento do serviço lectivo e para se obter o Bom é necessário 95%. Isto significa que um professor com 94,5% de assiduidade, mesmo que tenha Muito Bom ou Excelente nos trinta e tal indicadores de avaliação a que foi sujeito, terá automaticamente Regular só por causa da assiduidade...
    O absurdo é tal que basta a um professor durante o ano todo SÓ chegar atrasado 5 minutos ou faltar a 45 minutos por motivos inimputáveis á sua vontade - um acidente, um imprevisto, etc.- que perde o direito a ser avaliado com Excelente!...
    Fazendo uma analogia, seria o mesmo que dizer aos alunos que bastava chegarem uma única vez atrasados a uma aula durante o ano todo, que perdiam o acesso à classificação 20 valores, independentemente do trabalho que fizessem...
  • Resultados escolares dos alunos. A perigosa perversão resultante deste parâmetro é evidente: a autoridade do professor fica debilitada pelo aluno que tenha consciência que um seu mau resultado afecta pessoalmente o professor; a compreensível inflação das classificações com o estabelecimento de metas de percentagens de positivas; o trabalho individual do aluno bem como o contexto sócio-económico, influenciam os resultados; segundo um estudo da Universidade de Bristol, a qualidade do professor só afecta em 30% a qualidade do aluno; a qualidade da avaliação externa (vulgo, exames) não é resultante do desempenho individual do docente, bem como os respectivos critérios de correcção;
  • Abandono escolar. Disfuncionalidade familiar e individual, mau contexto sócio-económico, não é resultante do desempenho individual do docente.
  • Relação com a comunidade. Nem sempre existe contextualização curricular para estabelecer relações com a comunidade não educativa.
  • Objectivos individuais. Como é possível existirem objectivos individuais num sistema que funciona maioritariamente com trabalho de equipa e com órgãos colectivos - conselho de turma, conselho pedagógico, área disciplinar, departamento curricular, etc.? Este modelo potencia a competição individualista criando uma entropia perigosa num sistema educativo construído para trabalhar num contexto colectivo...
  • Subjectividade elevada dos indicadores de avaliação. A distinção entre as diferentes classificações é muito ténue; a diferença entre um Bom e Muito Bom ou entre este e Excelente, baseiam-se em minudências que dependem exclusivamente da arbitrariedade e discricionariedade do avaliador, existindo o perigo de instintos persecutórios, desavenças pessoais ou humores emotivos, influenciarem a classificação;
  • Instrumentos de registo da avaliação com 33 indicadores 16 a cargo do avaliador e 17 a cargo do Director. Considerando que cada indicador de avaliação tem de possuir 5 descritores, as grelhas de avaliação apresentam um total de 165 descritores que podem ser utilizados...
  • Aumento do horário semanal de trabalho. De forma encapotada, o horário semanal aumentou porque muitas das actividades não lectivas são realizadas em horário pós-laboral. As substituições de docentes são actividades realizadas em contexto de sala de aula, com um plano, e portanto, são lectivas; por decreto, convenientemente retira-se o estatuto de lectiva para não se pagarem horas extraordinárias. Quando um docente substitui outro por ausência prolongada, fica em cada semana com mais turmas e portanto, com mais horas lectivas semanais sem qualquer retribuição;
  • Avaliador ser opositor ao mesmo concurso que o seu avaliado e as quotas das classificações. No caso do projecto de considerar a avaliação de desempenho para efeitos de concurso nacional de professores, o avaliador que quiser concorrer terá isenção na avaliação dos seus avaliados que também concorrem sabendo que as classificações dão bónus na graduação? Com quotas para Excelente e Muito Bom a que também concorre, também terá isenção?
  • Número de aulas avaliadas. Como é que observando 2 ou 3 aulas, numa média de 150 aulas por ano em cada disciplina, determinam a qualidade do professor? Como aceitar a avaliação de alguém que sabemos que não é melhor do que nós na mesma função?
  • Carreira única e níveis de ensino diferentes. Não existe distinção entre os diferentes níveis de ensino, de acordo com as suas especificidades. Leccionar ao 1º Ciclo/2º Ciclo não é igual a leccionar ao 3º ciclo ou Secundário. Tal como leccionar Matemática não é igual a leccionar Biologia ou Português ou Inglês ou Educação Física ou etc...
  • Gestão escolar. Actualmente, os gestores das escolas são nomeados, enquanto antes eram eleitos mediante a apresentação de um programa eleitoral. A nomeação é feita por um orgão chamado Conselho Geral, onde o corpo docente está em minoria, sendo, em várias escolas, a maioria composta por políticos autárquicos (câmara e juntas de freguesia).
    NOTA - Esta lista de situações injustas foram impostas nos últimos anos aos professores, no reinado de Milu, e foi adaptada de um dos muitos mails em circulação na Internet.







Justificação aos meus alunos:

Inventaram uns cursos em que têm que ser leccionadas necessariamente X horas para terminar os módulos ou unidades (Profissionais e EFA's). Isto é, se eu quiser faltar no dia da greve, terei de compensar as aulas mais tarde, o que constitui uma negação do próprio direito à greve!

Uma vez que não faltei a nenhuma aula, tenho legitimidade para esquecer a contabilidade das horas! A verdade é que não ficaria bem comigo próprio que não fizesse greve no próximo dia 3, porque não posso ser um a escrever o blogue, e outro a dar aulas.

BettShow - Londres, 14 a 17 de Janeiro de 2009


A BETT é maior feira de tecnologia educativa. Uma pesquisa pelo guia, seleccionando as minhas áreas curriculares e níveis de ensino indica-me mais de 200 ocorrências nesta feira. Porém, como sou português, não poderei faltar às aulas, a menos que arranje outro professor para me substituir ;)

Assim se vê como o ME aposta na formação dos docentes.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Reflexão sobre portfólios nos cursos EFA


Como reflexão final da acção sobre os cursos EFA creio que não terei de me referir à multiplicidade dos aspectos discutidos, mas poderei centrar-me no que considero mais significativo: a avaliação. Nos cursos EFA os portfólios são o instrumento sobre o qual assenta toda a avaliação. Durante a acção falou-se dos portfólios como instrumentos de avaliação: o que são, o que não são, estrutura, objectivos, etc. Do meu ponto de vista ficou por dizer o mais importante: os instrumentos de avaliação decorrem da concepção do ensino. Na lógica dos cursos EFA, concebidos de forma a que o sucesso escolar seja obrigatório, a avaliação de portfólios é a opção mais simples para objectivar a validação das competências. No caso de o aluno não ter realizado determinada tarefa, o pior que lhe pode acontecer é a validação da competência ficar pendente até lhe apeteça colocar o respectivo trabalho no portfólio, e então tudo fica resolvido. Este tipo de avaliação facilitista decorre da concepção igualitária do 12º ano como uma meta que deve ser acessível a todos.

Evidentemente que nestes cursos são proibidos os testes. Porquê? Porque este instrumento de avaliação resulta de outra concepção de ensino, conflituante com a primeira. Quando se realiza um teste, considera-se “normal” que nem todos os alunos atinjam os objectivos, o que decorre de uma concepção selectiva do ensino, que preconiza a hierarquização dos recursos humanos, de modo a afectar os mais capazes às tarefas mais exigentes. Esta concepção do ensino gera o chamado “insucesso escolar”, que a concepção igualitária oculta.

Mas já que estamos a construir portfólios, seria conveniente que estes tivessem efectiva utilidade para os alunos em vez de servirem interesses meramente administrativos. Os dossiers que encontram fechados nos armários apenas satisfazem estas necessidades. Se os alunos construíssem portfólios digitais, acessíveis pela Internet, tipo http://eu_sou_gente.blogspot.com poderiam utilizá-los também na candidatura a qualquer emprego, valorizando os seus currículos. Temos sempre desculpas, dizendo que a escola não tem computadores suficientes para isso. Mas quantos de nós reconhecem que para que os alunos utilizem produtivamente as tecnologias da informação terão de ser os professores a dar o exemplo?

Temos soluções para os problemas...


"Temos soluções para os problemas...", para prosseguir a avaliação de desempenho mantendo o essencial do modelo. E o essencial é que 2/3 dos professores aceitem uma classificação inferior a Muito Bom ou Excelente, mantendo-se as quotas fixadas administrativamente e as respeitando as restrições orçamentais.

Qual é a turma que aceita ser avaliada partindo do princípio que dois em cada três alunos só poderão ter 10?

Ver Video

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Marketing Directo de Intimidação - 1


Milu poderá ficar para a história como a precursora do Marketing Directo de Intimidação. A DGRHE deverá ter utilizado as bases de dados dos Concursos de Professores para fazer SPAM. Sem dúvida que se trata de um acto de desespero, porque habitualmente somos forçados a surfar pelas páginas até encontrarmos o que queremos, e agora oferecem-nos logo num mail o link directo para a bendita aplicação ;)


from noreply@dgrhe.min-edu.pt
to
date 18 November 2008 18:31
subject Avaliação de desempenho
mailed-by dgrhe.min-edu.pt


Exmo(a) Sr(a). Professor.

Com o objectivo de apoiar as escolas na implementação do processo de Avaliação do Desempenho dos docentes, a Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação disponibiliza a presente aplicação informática a qual irá sendo preenchida à medida que os agrupamentos e escolas não agrupadas vão estruturando o processo.

Nesta fase está já disponível a possibilidade de cada docente apresentar os seus objectivos. Uma vez submetidos e tendo em conta o calendário definido em cada Agrupamento/escola, o avaliador do órgão de administração e gestão acede aos mesmos para efeito de validação.

A aplicação está disponível no seguinte endereço: https://concurso.dgrhe.min.edu.pt/DefinicaoObjectivos2008.
Qualquer dúvida de funcionamento deverá ser colocada ao órgão de gestão, o qual terá apoio através do seguinte endereço:
https://concurso.dgrhe.min-edu.pt/PerguntaResposta2

DGRHE

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Milu reprovada pelo seu Conselho Consultivo


  • A maioria dos professores presentes ontem na reunião do Conselho de Escolas com a ministra da Educação aprovou um documento pedindo à tutela que suspenda o processo de avaliação de desempenho, soube o PÚBLICO junto de várias fontes.
    O documento será entregue hoje a Maria de Lurdes Rodrigues, e, apesar de a decisão não ter sido de todo unânime (30 votos a favor e 23 contra), promete agudizar o braço-de-ferro entre o Governo e os docentes.
    O Conselho das Escolas é um órgão consultivo do Ministério da Educação (ME), criado pela actual equipa e onde têm assento dezenas de presidentes de conselhos executivos.
    PÚBLICO, 18.11.2008


Se não consegue explicar-se e ter o apoio de um órgão criado por si, em que Mundo vive esta Ministra?

Que pena ;) No preciso momento em a célebre Aplicação Informática para acompanhar
a Avaliação de Desempenho do Pessoal Docente
ficou online. Para os PCE's esta aplicação representa, sem dúvida, uma intromissão no seu trabalho.

A ministra ainda não entendeu que os PCE's precisam de ter poder nas Escolas, para gerir o seu quotidiano. Exige-se a descentralização, para que cada qual possa decidir em função do seu contexto, inclusivamente sobre a avaliação dos professores.

As aplicações informáticas ajustam-se perfeitamente às repartições de finanças, onde nenhum funcionário tem que tomar decisões sobre os impostos que devemos pagar, sendo simples extensões territoriais do Ministério das Finanças. Neste caso fazem sentido porque estamos perante um exemplo típico de desconcentração.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Avaliação de professores noutros países

Reportagem da RTP compara sistemas de avaliação de professores de diversos países europeus, e conclui que o ME estará a querer implementar o sistema de avaliação de desempenho mais monstruoso da Europa.



Milu quer deixar para a história, uma gigantesca Pirâmide...





Post relacionado

sábado, 15 de novembro de 2008

140.000 visitas a Lisboa em 8 dias - Assim se vê a força dos blogues


Pode ser escasso o número de 20.000 professores estimado pelos organizadores na manifestação de hoje. Porém importa lembrar que sem a iniciativa dos blogues nunca os sindicatos teriam denunciado o célebre memorando de entendimento, nem convocado a manifestação do passado sábado que contou com 120.000 docentes. A maioria dos que lá estiveram hoje reafirmaram as convicções que já tinham expresso no passado sábado, dia 8, pelo que em vez de contar 140.000 professores, prefiro fazer a anologia com os contadores de páginas na Internet, e falar de 140.000 visitantes ;)



Entretanto este movimento cresceu, e aprendeu a concorrer com os sindicatos na representação dos professores. Num comunicado conjunto do MUP e da APEDE distribuído durante a manifestação, estes movimentos apelam para um Encontro Nacional de Escolas em Luta, a realizar dia 6 de Dezembro. Portanto, foi a sua vez de se anteciparem aos sindicados, que têm uma greve marcada para dia 19 de Janeiro. Viva a concorrência!
Não percebi porque o PÚBLICO destaca que a Manifestação de professores terminou sem incidentes. Estavam à espera de molho com os professores?
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...