quinta-feira, 10 de julho de 2008

Licenciatura - 25 anos


Para recordar a data deixo aqui o link para as fotos protegidas por password.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Ministra da Educação reprovada com 8


Chega-se precisamente à classificação de 8,0 valores, se se converterem na escala de 0 a 20, as percentagens obtidas para a educação no estudo de opinião efectuado pela Eurosondagem, S.A. para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, de 26 de Junho a 01 de Julho de 2008.

Parece legítimo concluir-se que a população sabe distinguir os resultados escolares fabricados para as estatísticas, da educação que é necessária.

NOTA
Calculou-se a média ponderada, utilizando os seguintes pesos: 20 - Muito Bom; 15 - Bom; 10 - Razoável; 5 - Mau; e 0 - Muito Mau.

Como a elasticidade da procura é rígida, a GALP repercute sobre os consumidores os aumentos de preço do Brent e encaixa a redução do IVA


A taxa normal do IVA desceu um ponto percentual. O preço pago pelos consumidores manteve-se. O Estado arrecadou menos impostos. A administração da Galp vai dizer-nos mais uma vez que se encontra exposta às regras da concorrência…


















Se o IVA tivesse subido, os preços subiriam automaticamente, mas quando deveriam descer, não descem. Porquê? Uma vez que neste mercado a procura é relativamente rígida, a GALP repercute sobre os consumidores todos os impactos negativos (aumento do preço do Brent no mercado internacional) e também consegue tirar partido de medidas que, em princípio, seriam agradáveis para o bolso dos consumidores.

Os preços resultam de uma relação de poderes
entre produtores e consumidores. O "Estado regulador" pode ser ultrapassado pelo mercado...

NOTA 1
A procura diz-se rígida porque, em resposta a um aumento dos preços, por falta de alternativas, haverá uma redução proporcionalmente muito menor no volume da procura.
A oferta da GALP é elástica, porque em resposta a uma variação dos preços, pode alterar mais do que proporcionalmente o volume da oferta, de forma a tirar o melhor partido da nova situação.


NOTA 2
Clicando sobre a imagem poderá ver o célebre vídeo da “menina do gás”.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

"É muito natural conduzir sem carta"


"É muito natural conduzir sem carta" - disse tranquilamente para as câmaras da SIC. Com certeza não é caso único. Conheço alguns que conduzem aqui na zona mas que não se aventuram a ir a Lisboa, com receio de alguma operação STOP.

E não tiram a carta de condução porquê? Não é por falta de dinheiro, nem por não saberem conduzir. Têm máquinas muito superiores ao meu carrito, e até fazem demonstrações de perícia dignas de um rally. O problema é outro.

O problema é que não conseguem interpretar as perguntas do exame escrito quando tentam tirar a carta de condução. O 9º ano até conseguiram facilmente com as "Novas Oportunidades", mas estão a precisar que este programa seja alargado às cartas de condução. Provavelmente até seria mesmo naquela área que faria sentido facilitar quem mostrasse ter "mãos".

Se lhes disser que é ilegal conduzir sem carta, já sei qual é a resposta pronta que recebo: há tanta gente a fazer tanta coisa ilegal e não lhes acontece nada!
Infelizmente é esta a mensagem que a televisão lhes leva, e que legitima a sua conduta.

Disse a SIC que "ainda há quem conduza sem carta de condução", sugerindo que esta seria uma situação típica do passado. Para verificar como é uma situação do presente basta pensar na pressão do fluxo migratório sobre as grandes cidades.

sábado, 5 de julho de 2008

A lógica do trabalho escolar na interpretação das estatísticas de exames


A explicação unanimemente partilhada pelo ME e pelos professores pode designar-se lei de ouro do trabalho: “só uma alteração de atitudes, métodos de trabalho, etc., garantiriam melhores resultados” (versão resumida das actas dos conselhos de turma no segundo período). Do seu ponto de vista MAIS TRABALHO deverá traduzir-se sempre por uma MAIOR CLASSIFICAÇÃO, e é esta gramática simplista que é utilizada na interpretação dos resultados escolares. Dá jeito utilizá-la, até porque se exclui à partida um trabalho diferenciado, de base mais formativa para corresponder às necessidades reais dos alunos.

A lei de ouro do trabalho é o quadro de referência geral para a interpretação de quaisquer resultados. Se a “lei” falhar inventam-se explicações alternativas.

Independentemente da polémica acerca das próprias provas, como o que conta são os resultados, não os meios, o Ministério da Educação enaltece a "melhoria" nos resultados da Matemática, "que se verifica pelo terceiro ano consecutivo", para elogiar o trabalho realizado, como se adivinhava. Lá está o Plano de Acção para a Matemática! Que o PMA apenas tenha contemplado alunos dos 7º, 8º e 9º anos, e os resultados em discussão se refiram ao 12º ano é um pormenor sem importância ;) que interessa omitir para não estragar a lógica da "lei de ouro" ;)

A aplicação desta lógica ao Português, cuja média desceu, resultou na extensão ao Ensino Secundário das dinâmicas do Plano Nacional de Leitura", porque médias a descer significam menos trabalho! Precisam de novos “contratos de leitura”!!

Pelos vistos os alunos do 12º ano “trabalharam” a Matemática, mas “não trabalharam” a Português, o que não tem muito sentido quando são os mesmos. E aqui o ME inventou uma justificação trapalhona: o exame de Português "é o que abrange o maior número de alunos, sendo realizado pela quase totalidade dos que terminam o ensino secundário em cursos científico-humanísticos", como se isto fosse alguma novidade. Foi exactamente com esse conjunto alargado de alunos que se calculou a média do ano anterior!

Alguém irá fazer rankings com estes números, que reduzirão as estórias e as polémicas do ano às seriações estatísticas.

Uma questão final. O ME fez batota nos exames?
Recorda-se apenas a publicação da Portaria 1322/2007 de 4 de Outubro, (Backup) em resultado da qual a matéria dos exames de Português e Matemática, em vez de englobar o 10º, 11º e 12º anos, foi reduzida apenas à leccionada no 12º.



Os Planos fazem parte da retórica para mandar estudar, por demais evidente face às "autorizações para esquecer".


Adenda
No parágrafo que transcrevo abaixo a Ministra da Educação referia-se aos resultados do 4º e do 6º ano, em Matemática, mas independentemente do nível de escolaridade, a validade da lei de ouro é irrefutável.

  • Nós acreditamos que com mais trabalho os alunos recuperam. Há milhares de alunos que começam com negativa e recuperam ao longo do ano. As explicações eram a forma como as famílias resolviam as aprendizagens: escola pública de manhã e privada à tarde. No caso específico da matemática, pedimos às escolas que organizassem a recuperação dos alunos no interior da própria escola. E não podemos desvalorizar o que as escolas fizeram nestes últimos dois anos sob o risco de desacreditar o próprio processo de aprendizagem. Eu acredito que trabalhando se aprende. Por isso, é preciso trabalhar mais.
    Maria de Lurdes Rodrigues ao EXPRESSO (Assinantes), em 05/Julho/2008


Também destaco o seguinte:




Adenda

Desde que inventaram a avaliação externa no 12º ano, em 1996/97, a minha escola sempre tem feito estatísticas de exames. Este ano entendeu que não valia a pena. Acho que a fabricação das classificações foi tão evidente que até dispensou a análise estatística.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Milionários desafiam a crise do crédito e enriquecem ainda mais

"O número de milionários de dólares cresceu no mundo cerca de 6%, no último ano, conduzido pelo crescimento explosivo das economias emergentes da Índia, China e Brasil", observa o World Wealth Report.

Entre os gráficos que acompanham o relatório atente-se no seguinte:


As regiões em que a riqueza cresceu mais rapidamente foram: América Latina, Médio Oriente, África e Ásia-Pacífico. Na Europa e na América do Norte registaram-se taxas de crescimento inferiores à média mundial, significando que as suas economias estão a perder importância no sistema mundial.

Estes números não permitem aos europeus continuarem com compaixão relativamente ao Terceiro Mundo, e vêem questionar o seu modelo social de mercado. Imagine-se como terão ficado escandalizados os ingleses ao lerem que “de acordo com as estimativas da Merrill Lynch, haverá mais milionários na China que na Grã-Bretanha no final do próximo ano”.

O não irlandês ao Tratado de Lisboa foi motivado por razões económicas
que ultrapassam a própria UE, como a globalização. A UE prosperou com a liberalização dos mercados que se constituía como o seu motor de desenvolvimento. Simultaneamente foi criando o Estado previdência, para tornar efectivo seu modelo social de mercado.

Agora a liberalização dos mercados ultrapassou a própria UE, porque obedece a lógicas de pura ganância.
Comprar ao preço mais baixo, vender ao preço mais alto, o que for possível, onde quer seja.

Carro eléctrico made in Entroncamento


Parceria entre o ISEL, a Autosil e uma empresa estrangeira aguardam subsídios no âmbito do QREN.
Faço votos que o carro português tenha melhor sorte que o computador português.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

O perigo de ajudar uma desconhecida ;)

A demonstração de que já não se pode ser ser simpático, sem observar bem o terreno que pisamos.

Sémen actua como um anti-depressivo


O sémen faz você feliz. Esta é a notável conclusão de um estudo comparando as mulheres cujos parceiros usam preservativos com aquelas cujos parceiros não usam.

O estudo, que está limitado pela controvérsia provocada, mostrou que as mulheres que foram expostas directamente ao sémen estavam menos deprimidas. Os pesquisadores acreditam que isto acontece por causa da alteração do humor, resultante da absorção de hormonas no esperma através da vagina. Dizem que têm de excluir outras explicações.

"Quero deixar claro que não estamos a defender que as pessoas se abstenham de usar preservativos", diz Gordon Gallup, o psicólogo na Universidade Estatal de Nova York que conduziu a equipa. "É evidente que uma gravidez indesejada ou uma doença sexualmente transmissível seria mais desvantajosa do que compensar eventuais efeitos psicológicos de sémen".

Tentativas de suicídio

Sua amostra dividia 293 alunas (femininas) em grupos, dependendo da forma os seus parceiros usavam preservativos, e avaliou a sua felicidade utilizando o Beck Depression Inventory, um questionário padrão para a avaliação humor. Pessoas que obtenham mais de 17 pontos são consideradas moderadamente deprimidas.

Os investigadores descobriram que as mulheres cujos parceiros nunca usaram preservativo atingiram 8 pontos em média, aquelas que por vezes os tinham utilizado atingiram 10,5 pontos, aquelas que os utilizaram habitualmente atingiram 15 pontos e aquelas que sempre os utilizaram atingiram 11,3 pontos. As mulheres que não estavam fazendo sexo atingiram 13,5 pontos.

E mais, quanto mais longo for o intervalo desde a última vez em que tiveram relações sexuais, mais deprimidas as mulheres que nunca ou às vezes usaram preservativos. Mas o tempo decorrido desde a última relação sexual não fez qualquer diferença para o humor das mulheres que habitualmente ou sempre utilizam os preservativos.

Os investigadores também descobriram que os sintomas depressivos e as tentativas de suicídio foram mais frequentes entre as mulheres que usaram preservativo regularmente, em comparação com aquelas que não o fizeram. Os resultados irão aparecer na revista Archives of Sexual Behavior

Gallup disse à New Scientist que sua equipa já tem dados não publicados a partir de um grupo maior de 700 mulheres que confirma estas conclusões.

(...)

A questão que muitas pessoas vão perguntar é se o sexo oral poderia ter o mesmo efeito sobre o humor. "Desde os esteróides no controlo da natalidade, as pílulas sobrevivem ao processo de digestão. Presumo que o mesmo é válido pelo menos para algumas substâncias químicas no sémen", diz Gallup.

(...)



Tradução parcial do artigo Semen acts as an anti-depressant, in Revista New Scientist.

Uma ideia para acabar com o resto

Decrete-se o fim das retenções, como inventaram agora em França.

Ou já se lá chegou à custa de tanta regulamentação avulsa?

Os professorzecos não te esquecerão


Milu já excedeu largamente o tempo médio de permanência na direcção do ministério conhecido por torradeira, por razões óbvias.

Os professorzecos não sofrem de amnésia, e já que o ME continua com dificuldades orçamentais, sugiro que cobrem bilhetes à entrada do átrio.

Também podem vender um login de acesso ao Museu Virtual da Educação.


Declaração

Prescindo de quaisquer direitos referentes às sugestões acima apresentadas.


A sua lógica passou/passa por impor a professores e alunos um modelo de “escola tempo inteiro” que transforma as escolas em depósitos de crianças, “libertadores” dos pais. Entre outras anormalidades inventou o conceito de “aulas de substituição” que impede os adolescentes de saborearem o prazer de um furo. O financiamento desta sobrecarga de trabalho dos docentes foi inventado na revisão do ECD, onde estas aulas foram consideradas componente não lectiva!

Amor com amor se paga. Conseguem imaginar as actividades desenvolvidas pelos papás - CONFAP - para receberem tanto dinheiro do Gabinete da Ministra?

Fonte: Despacho nº 16872/2008, de 23 de Junho, que aprova as fichas de avaliação do desempenho.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Lei impede viatura eléctrica de circular

  • Uma viatura eléctrica, adquirida pela «Rota da Luz» para passeios turísticos, está parada em Aveiro porque não foi transposta para o Direito português uma norma comunitária.

    (...)

    Viaturas idênticas circulam em Espanha nos roteiros turísticos de Barcelona, Granada e Córdoba, mas, apesar da constante subida do preço dos combustíveis, a região de turismo «Rota da Luz» vê-se impedida de utilizar aquele transporte colectivo na via pública, tendo de continuar a consumir gasóleo para mostrar Aveiro aos turistas.
    IOL - Diário


Assim se vê a produtividade do sistema jurídico tuga e o seu contributo para o desenvolvimento económico do país. A notícia refere que os veículos eléctricos gastam apenas um Euro por cada 400 kms.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Imparcialidade da Justiça?

Pergunta:

- Tens aí fruta para os árbitros?

Interpretação de Carolina: Fruta de dormir.

Interpretação de Pinto da Costa: Talvez morangos...

Interpretação do meritíssimo Juiz: Quem me paga a minha fruta ;)


  • Quando um magistrado dá uma pancada deste tamanho num processo tão mediático, a última coisa que podemos fazer é ficar descansados com a Justiça que temos.
    Jornal de Notícias

Identidade: netodays


NETODAYS é o meu ID em numerosos sites. Creio que a maioria dos indivíduos faz exactamente o mesmo, isto é, também definem um ID que utilizam na generalidade dos sites. Realmente não seria prático andar a mudar de ID cada vez que se entra num site diferente.

Frequentemente o ID não corresponde ao nosso nome real, porque pode já estar tomado por outro utilizador. Até começar a utilizar a Internet conhecia poucos "Netos", mas então descobri que são mais do que as mães. E José Neto ou mesmo José Manuel Neto também são mais comuns do que supunha... É uma chatice! Nós queremos escrever o nome/ID - e quanto mais curto, menos teclas será necessário digitar ;) - num motor de pesquisa, e que ele nos leve aos sites. Para que o nosso ID funcione bem, é necessário que se destaque dos outros nomes, para o que convém que seja único, o que na aldeia global não é fácil.

Também é importante que nos identifiquemos com o ID. No meu caso não tenho a menor dúvida em afirmar que a Internet mudou o meu quotidiano, oferecendo-me melhores dias, e daí surgiu o NETODAYS. Este termo tem ainda a vantagem de combinar a língua inglesa com a portuguesa reduzindo a probabilidade de alguém pensar num nome semelhante.

Também é verdade que depois de inventado o ID, muita gente nos conhecerá por ele, e às tantas somos mais facilmente reconhecidos pelo ID que pelo próprio nome. O ID também nos dá a sensação de possuir algo, visto que o criámos.

Estou a ouvir alguém desse lado a dizer:

- Estúpido! Googlando “netodays” fica-se a saber a vida toda…

Bem, eu não disse que utilizava sempre este nick!

netodays(at)gmail.com

Perfil no Google





Foto instantânea



Uma qualidade: perseverança


Um defeito: ausências frequentes


Um amor: a praia


Um ódio: não tenho


Um prazer: Yes! Yes! Oh Yees!... Yeess!... Yeeesss!...


Uma irritação: trânsito entupido


Uma saudade: meu pai


Um pensamento: a penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores


Um desejo: ser feliz


Uma superstição: não tenho


Uma piada: as três semelhanças entre uma mulher e uma bica? São quentinhas, dão prazer e tiram o sono


Um plano: ser surpreendido

O segredo da banca: Não pagar impostos e inventar taxas injustificadas

Em 2003 a banca foi apresentada pelo Governo como exemplo de sucesso das suas políticas visando a convergência de Portugal com União Europeia.



Fonte: Portugal 2010 - acelerar o crescimento da produtividade


Hoje, o país sente a crise económica, mas esta não é geral, e no caso da banca os lucros continuam a crescer, escandalosamente até. Qual é o seu segredo? É fácil. Assenta em dois pontos: (1) não pagam impostos; e (2) inventam as mais variadas taxas de “serviços”.
Para justificar o ponto (1) proponho a leitura do texto de Eugénio Rosa.

  • No período compreendido entre 2004 e 2007, ou seja, em apenas quatro anos, a banca arrecadou em Portugal 13.537 milhões de euros de lucros, tendo pago de imposto (IRC + derrama) apenas 2.115 milhões de euros, o que corresponde a uma taxa efectiva de imposto de apenas 15,6%, ou seja, uma taxa muito inferior à legal, que é paga pelas outras empresas, que é actualmente 25% de IRC e 1,5% de derrama. Se a banca tivesse pago a taxa legal, o Estado teria arrecadado só nestes quatro anos (2004-2007) mais 1.563 milhões de euros de receita fiscal.

    Se analisarmos a variação da taxa efectiva de imposto paga pela banca no período 2004-2007 constatamos que, em 2006, após a denuncia do escândalo ela aumentou 4,4 pontos percentuais pois, entre 2005 e 2006, passou de 13,5% para 17,9%, mas em 2007 registou um forte retrocesso pois caiu para apenas 15,9%, que corresponde a apenas 59% da taxa legal, ou seja, a banca em 2007 pagou apenas um pouco mais de metade da taxa legal que é exigida às outras empresas. Estes são os resultados do combate oficial ao planeamento fiscal abusivo da banca tão propagandeado por Sócrates e o seu ministro das Finanças.

    Por outro lado, as remunerações dos trabalhadores da banca representam uma percentagem cada vez menor da riqueza criada ou apropriada pela banca em Portugal. Em 2004, os Custos com pessoal representavam 55,6% do VAB, ou seja, da riqueza criada e apropriada pela banca naquele ano; em 2005, correspondiam a 42%; em 2006, a 37,6%; e, em 2007, representaram apenas 36,5% do VAB (Valor Acrescentado Bruto). Portanto, no período compreendido entre 2004 e 2007, verificou-se uma diminuição continua da percentagem que os custos de pessoal representam do VAB. (Eugénio Rosa - Continuar)


Para justificar o ponto (2) proponho ao leitor a missiva que se encontra no kontrastes.org.

  • Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/. rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
    Funcionaria desta forma: todos os senhores e todos os usuários pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer outro produto adquirido (um pão, um remédio, uns litro de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.
    Que tal? (kontrastes.org – Continuar)


Conclusão

Eu não queria dizer que em Portugal apenas se faz dinheiro com esquemas ou a fugir aos impostos, mas parece difícil escrever outra coisa.
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