sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Uma pedra no sapato de Sócrates

Sócrates não tem legitimidade para impor a avaliação dos professores, porque qualquer um destes fez uma licenciatura a séria, enquanto a sua lhe saiu na farinha amparo. Atente-se na seguinte observação:


  • A avaliação do desempenho dos professores é a referência mais recente e persistente na demagogia do discurso de Sócrates. Com a arrogância que lhe conhecemos, tem falado dela com a mesma ligeireza com que projectou vivendas sobre estábulos ou prestou provas de licenciatura por fax.
    Santana Castilho,PÚBLICO, 20/Fev/2008


Explicando-me melhor. Tem legitimidade política porque o seu partido obteve o numero suficiente de votos. Não tem legitimidade moral porque o seu comportamento e as suas atitudes são largamente condenáveis e nada exemplares. Como as propostas do PS e do PSD dificilmente se distinguem, porque a política de fundo é a mesma, o carácter das pessoas tornou-se particularmente importante para avaliar as suas propostas. A sorte de Sócrates é que do lado da oposição também não se apresenta ninguém sem telhados de vidro.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

23/Fev - 10:30 Caldas da Rainha - Movimento de Professores Revoltados


  • No dia 23 DE FEVEREIRO (sábado) temos que ir todos às CALDAS DA RAINHA.
    Vai-se realizar a Assembleia-Geral onde se vão discutir e aprovar os estatutos, o programa de acção e os corpos dirigentes de uma organização nacional de professores �

    RESERVA JÁ O TEU LUGAR NO AUTOCARRO ENVIANDO UM E-MAIL COM OS TEUS DADOS ( NOME / EMAIL / ESCOLA / TELEMÓVEL) PARA O LOCAL DE SAÍDA (NORTE OU SUL).


Pelo que se pode ler no extracto o mail proveniente do Movimento de Professores Revoltados, este pretende criar uma "organização nacional de professores".

Irei ficar atento aos autocarros, porque se for criada uma nova estrutura nacional efectivamente representativa de muitos docentes, isso revelará o descrédito dos sindicatos e das actuais associações.

O local foi muito bem escolhido. As Caldas possuem exactamente o simbolismo necessário para a crítica do "eduquês" que nos deseduca.



Professores de Sintra...

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Sócrates apupado em manifestação de professores convocada por sms

Os tempos mudaram e os professores aprenderam com os hooligans as suas estratégias de mobilização, convocando de um dia para o outro, por sms...



e


Sócrates não decidiu ouvir as bases sobre a política da educação em curso, porque esse caminho seria demasiado perigoso. Preferiu seleccionar entre os militantes do seu partido, aqueles que estavam dispostos a ouvi-lo e a segui-lo como líder.. Outro truque de selecção está na dimensão da sala, pois com este tema seria possível encher uma sala de teatro ;) Aqueles mal comportados que dizem ter votado PS em Fevereiro de 2005 mas que não votariam PS agora não contam. Esta é a qualidade da nossa democracia. As avaliações pontuais que a caracterizam de quatro em quatro anos evidenciam as suas virtudes, mas simultaneamente, quando no ciclo político parece arrastar-se um "ditadorzeco" essa parece ser a sua maior limitação.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

A Ministra da Educação pode ser avaliada pelo seu desempenho?

A Ministra da Educação pode ser avaliada pelo seu desempenho? Pelos vistos não. Atente-se na sua "brilhante" afirmação, com a qual começa a reconhecer o seu falhanço na implementação de um sistema de avaliação dos professores:


  • A avaliação será aquilo que os professores e as escolas quiserem que sejam. Ela é um mero instrumento indicativo para as escolas. Se o utilizarem bem, se o colocarem ao serviço da distinção e do reconhecimento do mérito poderá servir para isso. Se tiver reacções críticas, se as pessoas não quiserem ser avaliadas e não quiserem que os outros sejam avaliados não há nada a fazer: esta avaliação será igual à que anteriormente tínhamos. PÚBLICO, 12/FEV/08


Vale a pena ler a entrevista completa, porque está recheada de anedotas. Segundo a Ministra a exclusão dos professores da presidência do Conselho Geral "foi uma solicitação das escolas para que não haja duas caras e dois rostos a representar a escola na sua dimensão mais pedagógica".

Mais uma. Alguém entende o que é um despacho da tutela "que nem sequer tinha carácter vinculativo forte"?

Se a deixassem eternamente culpabilizar os outros pelos seus insucessos, e continuar a inventar explicações completamente lunáticas, esta senhora bem poderia continuar a ser Ministra até cair da cadeira... Felizmente vivemos num país democrático, e o PS tem de começar a pensar no seu eleitorado...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Desafio lançado a Sócrates

Até Paulo Portas consegue ter razão no debate sobre educação:


  • "O senhor primeiro-ministro imagine que é professor, tem uma turma de 30 alunos, uma parte não sabe a matéria e não tem conhecimentos para passar. O que é que faz o senhor primeiro-ministro? Dá notas artificialmente ou defende a verdade escolar e pode ficar prejudicado?" Paulo Portas


Pedir a Sócrates para dar uma resposta honesta foi evidentemente uma rasteira não inocente, mas tem mérito proporcional à incapacidade de resposta do primeiro-ministro.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Gandas Oportunidades

Paródia a uma célebre "medida educativa" da tia Milu. Porque será que é impossível vermos o vídeo sem nos lembrarmos do Sócrates?

Transformações profundas no papel da escola subordinadas à agenda eleitoral do PS

O objectivo dos políticos quando estão na oposição é alcançarem o Governo. Quando estão no Governo pretendem manter-se em funções. É conhecida a forma como são geridos os ciclos de quatro anos: nos primeiros dois anos deverão ser feitas as reformas necessárias, apesar de dolorosas e impopulares, podendo mesmo entrar em confronto com os governados; nos dois anos seguintes distribuem-se “rebuçados”.

Sócrates desafiou em simultâneo amplos sectores da sociedade portuguesa, para dar uma falsa imagem de independência e eficácia. Uma falsa imagem porque o seu alvo nunca foi além da classe média: atacou pensionistas, funcionários públicos, professores, médicos e juízes. Não tocou nem tocará nos políticos, nem nos dirigentes da administração pública, nem no poder financeiro. Quando começou a governar a Socratelândia o país já era aquele que tinha salários mais baixos na Europa dos 15. Com as suas orientações para a função pública, que são tomadas como referencial pelo sector privado, a Socratelândia foi mais ao fundo ainda:



A educação é uma pasta conhecida como a “torradeira” porque os ministros se vão sucedendo na pasta sem que seja possível realizar alterações de fundo respeitando os ciclos eleitorais. Desde 1970, só seis ministros se mantiveram por um período superior a 2 anos: Veiga Simão (70/74), Vítor Crespo (80/82), Roberto Carneiro (87/91), Marçal Grilo (95/99), David Justino (02/04) e Maria de Lurdes Rodrigues (05/??). Esta é uma área onde os resultados das políticas de fundo nunca são observáveis a curto prazo. Mas a Ministra não se importa de fazer os seus planos e as suas regras independentemente dos professores até com batota à mistura para mostrar resultados dum ano para o outro, e a verdade é que a humilhação dos professores lhe tem servido para conquistar simpatizantes noutras franjas da população. Por exemplo, gostaria de a ter visto num carro do corso de Carnaval, tal como vi o Sócrates com o nariz do Pinóquio ou o Ministro das Finanças a segurar mealheiros/porcos/portugueses que tentavam escapar-lhe da quinta, etc....(Carnaval de Torres Vedras). Ao contrário da restante população, os professores estabelecem facilmente a relação entre os “despachos pela Internet” e a agenda e eleitoral do PS:



O pior é que já passaram os primeiros dois anos sem que se tenham realizado as verdadeiras alterações estruturais que a sociedade portuguesa exigiria. Por exemplo, independentemente dos despachos, os recursos mais utilizados no interior das salas de aula continuam a ser o quadro/giz e o manual escolar. Esta é a realidade do quotidiano escolar desde que eu era criança... Entretanto o país já passou por uma Revolução (PREC, 11/MAR/75 a 25/NOV/75), já se extinguiu a URSS, o Mundo passou a ter novas preocupações: alterações climáticas, terrorismo, subdesenvolvimento, SIDA,... Mas a escola parece viver à parte do Mundo, com uma inércia muito maior, e por maior que seja a velocidade dos despachos nada indica que seja alterada a situação nas salas de aula, mas apenas que seja criada mais burocracia.

Lembram-se da lição da banca? Há uns anos também viviam atulhados em papéis, sem computadores. O “problema” dos bancos é que têm mesmo que apresentar resultados! Como fizeram? Modernizaram-se. Reformaram compulsivamente os quadros que não lhes interessavam. Esta Ministra está a fazer o oposto na educação, transformando as escolas em hospícios, precisamente porque nunca será responsabilizada por não obter os “resultados” a que tanto se refere. Lamentavelmente, depois de perdidos os dois primeiros anos, nem haverá “rebuçados” para distribuir na Socratelândia onde a jangada continua a ser conduzida em direcção ao precipício. E as consequências desta política não são um azar do Sócrates nem da Ministra! Eles sabem que correm o risco de não renovar o contrato!

Mas que azar poderá ter um professor que não precisa de quadro/giz nem de manual escolar na sala de aula? Eu prefiro gastar o tempo a criar materiais para os alunos a fazer planificações que são copy/paste dos programas. Corro o risco de dar mau resultado, mas mantenho-me à margem desta paranóia colectiva.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Os professores na blogoesfera

Para um Movimento Cívico Independente.

  • Aconteceu ontem, na Margem Sul, este encontro informal de professores e bloguistas que se revelam independentes de qualquer afiliação partidária e de qualquer sindicato, enquanto mentores deste movimento. A uni-los uma vontade comum: dar voz formal aos seus desencantos quanto aos atropelos cometidos no processo conhecido como Avaliação de Desempenho na carreira docente (AD) e apresentar medidas alternativas viáveis e conducentes a uma dignificação da carreira e a um verdadeiro sucesso educativo para os alunos.

    Segundo o manifesto distribuído na sessão, os professores estão a atravessar o momento mais negro da sua vida profissional desde o 25 de Abril... A um sentimento de enorme frustração soma-se hoje a insegurança quanto ao futuro profissional, uma insegurança decorrente de todos os mecanismos de fragilização da carreira e de instabilidade de emprego que o governo actual tem vindo a introduzir.

    O clima começa a ser favorável a opiniões como as que se debateram: os órgãos de comunicação social parecem estar a acordar para os problemas que a classe tem vindo a enfrentar. E, na verdade, os problemas e as ilegalidades constantes em todo este processo são tantos, que urge chamar a atenção da opinião pública, já que é uma escola pública que defendemos. Não podemos aceitar o regresso ao velho far-west, em que a lei que prevalecia era a lei da bala, balas essas sob a forma de mails, e de despachos, e de normativos que se sobrepõem aos Decretos-Lei, que os contradizem (muitas vezes) e que os violam (outras tantas).
    http://talvezpeninsula.blogspot.com/2008/01/para-um-movimento-civico-independente.html



Tomando como referência João Barroso, perante a mudança os professores têm três atitudes possíveis:


  • Uns (1) constroem muralhas porque vêem nesses ventos uma ameaça à sua situação; (2) outros constroem moinhos porque vêem nas mudanças o vento que alimenta as pás do moinho e que permite fabricar qualquer coisa; e há sempre aqueles que se limitam a (3) esconder a cabeça na areia. Ora eu acho que nos tempos de hoje os professores têm de fazer as três coisas ao mesmo tempo. JOÃO BARROSO


Talvez estes professores/blogueres estejam em circunstâncias para dignificar o estatuto social dos professores, que entretanto passaram a ser mesquinhos funcionários públicos, cumpridores zelosos das letrinhas publicadas no Diário da República, e agora nos sites da Internet! Evidentemente que a sua afirmação, a sua dignificação enquanto professores passa hoje por demonstrarem que a utilidade da blogoesfera e da web não se limita a um instrumento de mobilização num momento difícil das suas carreiras profissionais, mas deveriam fazer parte integrante do seu quotidiano escolar. Gostaria que mostrassem isso. Se fosse tão fácil como assinar uma petição ;) Eu já subscrevi o APELO PARA UMA DISCUSSÃO PÚBLICA ALARGADA DO MODELO DE GESTÃO DAS ESCOLAS PÚBLICAS.

Qualidade do ensino

Como orientação central da sua filosofia educativa para assegurar a "qualidade de ensino", o ME condiciona a avaliação do desempenho dos professores ao sucesso escolar dos educandos. Qualquer pessoa com dois dedos de testa conclui facilmente do efeito perverso desta política. A curto prazo poderá melhorar rapidamente os índices de literacia, mas a longo prazo acentua o nivelamento por baixo.

Gostaria de observar que se cansam os professores a fazer planificações, registos e toda a espécie de trabalho improdutivo, tendo como exclusiva finalidade a sua própria avaliação, como refere Fátima Inácio Gomes:



Entretanto, o que seria importante, colocar os professores a produzir materiais adequados aos seus alunos, não faz parte das grelhas! Que avaliação é esta?

Porque não aproveita o ME a oportunidade para pedir aos professores que coloquem online os recursos para uma unidade lectiva? E também seria necessário abandonar a filosofia do secretismo - actualmente cada vez que se visita um Moodle só dá para ler os títulos, porque todos os pretensos conteúdos se encontram "protegidos" por password - para a da partilha livre e aberta. Isso seria fazer trabalho de professor, adaptado às novas exigências tecnológicas, e ainda mais, seria mudar uma cultura profissional no sentido certo: impor a partilha e o diálogo no trabalho com os colegas.
Pois é! Lá ficava o negócio das editoras abalado ;) A Ministra não tem qualquer respeito pelos "professorzecos", mas não tem coragem para enfrentar os lobbys das Editoras, cujo negócio não poderá ser beliscado.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Na Socratelândia 21=1

O ECD prevê que o processo de avaliação dos professores seja coordenado por Conselho Científico para Avaliação composto por 21 individualidades, mas como estamos numa conjuntura difícil, para reduzir o défice orçamental, em Socratelândia os poderes do Conselho foram delegados num super-presidente:



Estamos entregues à bicharada.
A tia Milu faz leis que não se digna cumprir, e foi poupada pela remodelação.
Sabe-se que Sócrates assinou projectos realizados por colegas, mas isso até é "natural".
Falta a presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores perceber o esquema, e começar a atribuir projectos em regime de out-sourcing. Desde modo conseguirá realizar sozinha as tarefas dos 21 membros inicialmente previstos, demonstrando que 1=21!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Apenas uma pergunta!

É em situações extremas que conhecemos as nossas próprias fraquezas.

Apenas uma pergunta em que te é pedido que respondas com sinceridade, e poderás auto-avaliar os teus princípios morais.

Trata-se de uma situação imaginária, porém deves decidir o que farias.

Estás em plena baixa de Lisboa, no meio do caos causado pelas cheias que ocorrem em épocas de chuvas mais intensas. Tens a tua máquina fotográfica, trabalhas para a "Time" e estás a tirar as fotos de maior impacto.

De repente, vês José Sócrates num carro, lutando desesperadamente para não ser arrastado pela corrente, entre destroços e lodo... No entanto, ele acaba por ser levado e tens a oportunidade de o resgatar, ou de tirares a fotografia vencedora do Prémio Pulitzer, que te traria a fama e o reconhecimento mundial por mostrar a morte de tal personagem...

Com base nos teus princípios éticos e morais, responde sinceramente:

Tiravas a foto a cores ou a preto e branco?

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Instituições portuguesas

Todos querem comandar, aconselhar, etc.. Os maus resultados são dos poucos que trabalham, como se vê nesta corrida de canoa entre portugueses e japoneses.

Professorzecos?

Para o ME os seus servidores são os "professorzecos". A expressão nem espanta porque condiz com a política de achincalhamento da profissão prosseguida pelos iluminados da 5 de Outubro. Não cabe na cabeça de ninguém que este Ministério deseje professores respeitáveis se é o primeiro a humilhá-los. Pode ser o princípio do fim da tia Milu.


  • (...) a reunião não terá corrido bem e acabou com acusações mútuas: a equipa do ministério considerou que os deputados estavam a dar voz a "professorzecos", enquanto estes lembraram os governantes de que só estavam no Governo porque existia a maioria parlamentar. (...) LER MAIS


O mais interessante é os sindicatos (FENPROF) considerarem que a Ministra deveria apresentar "um pedido público e formal de desculpas, dirigido a todos os Professores e Educadores Portugueses". Que adiantaria um pedido público e formal de desculpas se na sua mente certamente continuaríamos a ser considerados uma classe inferior, justificando a adjectivação: Professorzecos!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

José Sócrates não seria uma grande perda!

Este site não foi pensado para a publicação de anedotas, mas no actual contexto algumas piadas que me chegam por mail são de publicação irresistível.

José Sócrates está a visitar uma escola primária e entra na sala da quarta classe. As crianças estão a discutir as palavras e os seus significados.

O professor pergunta ao primeiro-ministro se ele quer moderar o debate, sobre o significado da palavra "tragédia". Então Sócrates pede à turma um exemplo de uma "tragédia".

Um rapazinho levanta a mão e diz, "se o meu melhor amigo, que mora na casa ao lado, atravessar a rua e for atropelado por um carro, isso era uma tragédia".

"Não", diz o Primeiro, "isso seria um acidente, pois ninguém teve culpa".

Uma menina diz: "se um autocarro cair duma ponte por culpa do motorista, e todos os que lá iam morrerem, isso seria uma tragédia".

"Também não", explica Sócrates. "isso seria o que nós chamamos UMA GRANDE PERDA".

A sala fica silenciosa. Mais nenhuma criança quer arriscar. O primeiro-ministro pergunta outra vez: "Há aqui alguém que me possa dar um exemplo de uma tragédia?"

Finalmente, no fundo da sala, o Joãozinho levanta a mão. Muito baixinho, diz, "se o sr. regressar a Lisboa no avião do Governo e ele for atingido por um míssil dos terroristas, e explodir no céu, isso seria uma tragédia".

"Correcto!", exclama Sócrates, "muito bem. E podes dizer-nos PORQUE É QUE isso seria uma tragédia?"

"Bem", começa o Joãozinho, "porque, como o sr. explicou, não seria um acidente, e, como toda a gente sabe, não seria uma grande perda!"
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