Mostrando postagens com marcador Troika. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Troika. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Portugal, o país mais desigual da Área Euro, persiste na chinenização do trabalho

Alguns extractos do Relatório da Oxfam:
  • A crise da dívida soberana na zona do euro poderia muito bem designar-se de "crise do desemprego" em Portugal, como em outros Estados-Membros do sul da Europa. Esta crise levará à perda da geração de mão-de-obra qualificada em Europa. Mais que as variações do PIB e das taxas de juro da dívida soberana, o número de pessoas sem trabalho pode ser visto como um indicador de quão duramente o país foi atingido pela crise e as medidas de austeridade.
  • Portugal reduziu abruptamente os gastos em educação, entre 2010 e 2012, 23 por cento em dois anos. Acompanhando esse número, entre os grupos que visitam centros de emprego, os professores viram o mais significativo aumento em todo o país em 2012. Enquanto isso, o governo aumentou o mínimo de alunos por turma para 26 com um máximo de 30, entre o 5º e o 12º anos de escolaridade (10-18 anos de idade).
  • Vitor Gaspar, advertiu que "a disciplina orçamental" não vai acabar, mesmo que as medidas de austeridade acordadas entre a Troika e o Governo Português sejam respeitadas e concluídas em 2014. Gaspar afirmou ainda que o trabalho para reduzir os níveis de dívida não será concluída em 2014 ou no ano seguinte: "Vai levar os esforços de uma geração".

  • Fonte: THE TRUE COST OF AUSTERITY AND INEQUALITY, Setembro de 2013, OXFAM.

sábado, 17 de agosto de 2013

Um Governo que impõe aos outros regras que não segue



As escolas do ensino básico e secundário registaram a maior redução de funcionários. Mas os gabinetes do Governo registaram o maior aumento ;)

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O PIB continua a cair, mas mais devagar

O INE publicou a estimativa rápida com um título e imagem bem elucidativos: Produto Interno Bruto diminuiu 2,0% em volume no 2º trimestre de 2013.



Porém, quem quer fazer propaganda à receita da Troika lê que “comparativamente com o trimestre anterior, o PIB aumentou 1,1% em volume”, simplesmente porque o PIB apesar de continuar a cair, caiu menos que no trimestre anterior.



No 1º trimestre de 2013 o PIB em volume (quantidade de bens produzidos) caiu a -4,1% ao ano, e no 2º trimestre caiu a uma velocidade menor: -2,0%. Comparativamente com o 2º trimestre de 2012 – em que a economia caía a -3,2% ao ano – no 2º trimestre de 2013 estima-se que a velocidade da queda se tenha reduzido em cerca de um ponto percentual, mas isto não é crescimento económico.

Podemos imaginar alguém a cair de um precipício, que entretanto abriu o para-quedas, começando a cair com maior suavidade, um efeito o INE associa ao calendário da Páscoa, a redução menos acentuada do Investimento e a uma aceleração expressiva das Exportações. Mas o Governo utilizou este ponto de inflexão ainda muito duvidosa para legitimar a política de austeridade e fazer a sua propaganda.

A Páscoa baralha as contas porque tem carácter sazonal. A redução menos acentuada do Investimento pode associar-se a um corte da procura interna que não foi tão longe quanto o Governo desejava devido à intervenção do Tribunal Constitucional. A aceleração das Exportações deve-se em grande parte à nova refinaria da Galp e ao crescimento económico dos principais parceiros... Nada disto depende da política do Governo, e muito provavelmente a economia sairia da recessão mais depressa sem governo nenhum.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Os cartões de Cavaco: PS, vermelho; CDS, amarelo; PSD, laranja

Os políticos têm hoje uma longa noite para se entender quando ao que Cavaco disse. Especialmente tendo em consideração as diversas interpretações das principais agências internacionais, parece que ninguém quer entender Cavaco.

A decisão apresentada constitui claramente um cartão vermelho ao PS, que já se manifestou contra a proposta de Cavaco. Não se dignam de apresentar qualquer justificação, bastando-lhes imaginar que a conversão das últimas sondagens em mandatos lhes seria favorável. Apenas desejam chegar ao poder, por desgaste da coligação CDS-PSD, mas não se espera do PS uma mudança de política, sabendo-se que nos Governos de Mário Soares o partido foi o rosto da austeridade.

O CDS levou cartão amarelo! Tinha ganho poder no interior da coligação à custa de manobras palacianas, pelo que Cavaco fez bem ao travar Portas. Se este só com uma pasta de cada vez já enrolou o país em tantos casos (desaparecimento de documentos, submarinos,...) então como super-ministro dificilmente se imagina até onde iria o seu poder destrutivo.

Claramente, o PSD é o partido beneficiado com a sua proposta. Com um “Governo de Salvação Nacional” PS-PSD-CDS, cuja primeira missão é realizar eleições, imediatamente depois de a Troika sair do país (!), Cavaco está a situar o PSD na pole position, porque anulará os ganhos da oposição (do PS, e mesmo do CDS!) resultantes do desgaste do Governo. Mais, vangloriar-se-ão de terem evitado um segundo resgate... porque facilmente reverterão igualmente como mérito seu a almofada do “programa cautelar”. Assim, o PSD será o partido em melhores condições nas eleições de Junho de 2014. Podemos dizer que o PSD teve um cartão laranja, porque afinal Cavaco é seu!

É triste viver em democracia, quando as alternativas se limitam ao PS e ao PSD...

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Saiu Vítor Gaspar, entrou uma Gasparzeca

Passos Coelho disse que Maria Luís Albuquerque foi a primeira escolha, como se ainda pudesse escolher alguma coisa, e o cargo fosse desejado, agora, nestas circunstâncias, por muitos candidatos.

Como é óbvio, mentiu mais uma vez!

Segundo a carta de demissão de Vítor Gaspar, este já sai com oito meses de atraso. Passou-se com os acórdãos do Tribunal Constitucional e com a tonteira da TSU. Gaba-se te ter preservado a confiança dos credores, apesar de saber que estes exigem agora as mesmas taxas de juro – insuportáveis - que Sócrates pagava.

Logo agora que “as condições de financiamento do Tesouro e da economia portuguesa melhoraram significativamente”, e que “chegou uma nova fase: a fase do investimento”, não se percebe bem por que razão diz “não se sentir em condições de assegurar o sucesso do programa de ajustamento”.

Uma vez quer Vítor Gaspar recorda estar a “assumir plenamente as responsabilidades que lhe cabem” e que ironicamente afirma no final ser sua “firme convicção que com a sua saída contribuirá para reforçar a coesão da equipa governativa” só pode estar a sair por considerar traição a actividade de alguns colegas. Isto é, Vítor Gaspar seria um bom Ministro das Finanças, num país imaginário, onde pudesse impor todas as regras, sem qualquer constrangimento institucional, nem qualquer necessidade de negociar e justificar todos os vaipes que passassem pela cachola.

Mesmo assim, elogios fúnebres não lhe tem faltado:

"Uma surpresa muito desagradável" e "uma grande perda para o país", disse Miguel Beleza, representando certamente muitos que nele confiaram.

A polémica do (não) sabia nada de swaps aconselharia tudo excepto a promoção de uma eventual arguida. Mas tem a sua lógica... pois se prendessem os criminosos responsáveis pelo estado a que o país chegou, no Governo, na Assembleia, nos partidos, nas autarquias, nas empresas públicas, nas fundações... se a corrupção fosse eficazmente combatida, então é que o país recuperaria a confiança dos Empresários, do exterior e dos cidadãos. Continuando assim, Portugal aproximar-se-á a maior velocidade ainda, da Grécia.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Paul Krugman responsabiliza a UE e o BCE pela crise política portuguesa

BCE/CE só intervêm ou prometem intervir quando o Euro está ameaçado. Entretanto já criaram expectativas de criação dos eurobonds, que resolveriam a crise portuguesa, que se encontra no volume da dívida (acumulada) e não tanto do défice que tem sido alvo preferencial das notícias nestes dias. Krugman escreveu um texto responsabilizando a UE e o BCE pela crise política portuguesa:
  • Em resposta da Comissão Europeia à crise política portuguesa, a Comissão elogia a determinação do Governo em impor a austeridade não importando o que os tribunais dizem, porque a austeridade está a produzir "o crescimento da confiança dos investidores em Portugal".

segunda-feira, 18 de março de 2013

A Europa perdeu num dia a confiança construída em décadas

Que a Europa nunca teve uma liderança política responsável pelo seu destino já sabíamos há muito tempo. Por isso mesmo, deram emprego ao Durão Barroso, que não tem nem representa nenhuma ideia de Europa.

A crise financeira veio colocar a nu a falta de estratégia da UE, pois enquanto os Estados Unidos e Japão já ultrapassaram a crise, a Europa vive no marasmo, vendo as economias emergentes a adquirir maior importância.

O BCE, com receio da inflação tem imposto uma política monetária restritiva, e vendido a ideia que os países precisam da confiança dos mercados. Só pode ter enlouquecido quando decidiu resolver o resgate de Chipre - uma economia com 1 milhão de pessoas, que representa apenas 0,02% do PIB europeu - com uma solução que deitou por terra todo o esforço que vinha sendo feito pela afirmação do Euro. Um assalto a todos os depositantes.

A partir deste momento os depositantes de qualquer país da União jamais acreditarão que os seus depósitos estão em segurança, sendo fácil imaginar uma sangria de capitais. Não é concebível que alguém conseguisse minar o Euro de uma forma tão eficaz. E tinha sido fácil evitar o pânico, estabelecendo uma taxa ligeiramente superior para o escalão acima dos 100.000 euros, que facilmente obteria a mesma receita, poupando os trabalhadores, os pensionistas e a população em geral. Se o problema estava na lavagem de dinheiro pelos russos, que fizessem a pesca à linha, em vez de lançar a rede sobre toda a gente.

Imaginem que Vitor Gaspar se lembra de anunciar que Portugal não seguirá o caminho do Chipre. Bastará que ele comece a falar para o pânico se instalar. Quando terminar de falar, já ninguém acreditará no que ele disse. Mesmo que fique calado o pânico já se instalou, e todos receiam que ele decida resolver de vez o problema da dívida pública recorrendo aos depósitos dos particulares.

sábado, 16 de março de 2013

Erros de previsão num país do imaginário Gapar/Troyka



Em 2011, as suas previsões nem admitiram que a aplicação daquele Memorando tivesse qualquer efeito recessivo sobre o PIB. A variação negativa atenuava-se em 2012, e a partir de 2013 o país já teria entrado numa rota de crescimento. Por isso a taxa de desemprego nunca ultrapassaria os 13/14% e o défice orçamental decresceria rapidamente.
Agora, o PIB já vai pelo terceiro ano consecutivo com crescimento negativo, a taxa de desemprego ultrapassa os 188% e o défice orçamental agravou-se em vez de cair.

O pior é que tudo isto continuam a ser apenas previsões de Gaspar/Troyka para um Portugal por si imaginado, que certamente se encontra muito distante do país real, isto é, nada garante que não se verifiquem 4, 5 ou mais anos com o PIB em queda, e tudo o resto pior que o agora previsto.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"Refundação" do Estado: 4 mil milhões de euros

Talvez seja esclarecedor procurar a origem das expressões "Refundação" do Estado e 4 mil milhões de euros. Entraram no debate público na edição do EXPRESSO de 3 de Novembro de 2012. O número foi lançado como meta atingir sem qualquer estudo prévio. A notícia refere que o peso do Estado em Portugal é inferior à média da OCDE, mas na lógica prudencial deste Governo - que facilmente adivinha que os indicadores económicos serão piores que os que utilizou nas suas estimativas - o número foi lançado como objectivo a atingir a todo o custo, logo se veria como e para quê.

Há muito que se sabia que o crescimento das despesas acima das receitas públicas e do PIB teria que ser travado, mas o debate está inquinado porque se olha somente para as rubricas com maior peso no orçamento, permitindo imoralmente que as que têm menor importância numérica fiquem excluídas do corte na despesa, independentemente da sua utilidade social.



Também não se compreende a oportunidade deste corte cego quando o BCE resolveu assumir novas funções, traduzindo-se para Portugal num regresso fácil aos mercados, e num perdão da dívida com um valor muito superior aos tais 4 mil milhões...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Afinal continuamos no limite psicológico dos 7%...

... porque apesar de toda a propaganda de ontem, os juros voltaram subir e estão acima dos 6%, ...mas incrivelmente o consultor do Governo já anunciou que
“Já não precisávamos” [de mais austeridade]... ...se não fosse o Governo ter na sua agenda que o Estado deve dar lucro ;)

Muito interessante, observar que as obrigações portuguesas ficaram em 93% detidas por estrangeiros, no mesmo dia em que os bancos nacionais foram almoçar com o Ministro da Economia.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Retrato estatístico da educação em Portugal com os dados da OCDE

Num momento em que as estatísticas apresentadas nos relatórios do FMI, estão a ditar a “verdade” sobre a educação para justificar cortes nesta rubrica por razões estritamente financeiras e orçamentais, será oportuno um retrato alternativo, que se apresenta partindo dos dados mais recentes da OCDE - Education at a Glance 2011: OECD Indicators e 2012 -, uma instituição internacional onde o número de países participantes constitui a melhor garantia de independência. Estas estatísticas não foram encomendadas pelo Governo!

Comecemos por um “detalhe” importante: As taxas de escolarização em Portugal foram recentemente inflacionadas pelo fenómeno das “Novas Oportunidades”. Descontando o efeito dessa oferta de diplomas, Portugal é dos países com menor escolarização a nível do ensino secundário. Isto é, temos muitos alunos a que o ensino ainda não chegou, contrariamente ao propalado “excesso de Professores”.



O FMI não gostou de observar que o custo por aluno em Portugal aumentou mais que nos outros países de 2000 a 2010. Expliquem lá a esses senhores que os salários nem subiram, se considerarem que o trabalho dos professores na escola aumentou, sem ser pago: a componente dita não lectiva que acaba como se fosse lectiva nas aulas de substituição e em muitas outras tarefas. Como se observa na parte de baixo do Gráfico B7.5 o custo dos professores por estudante aumentou em resultado da redução dos alunos por turma. É que as turmas das NOVAS OPORTUNIDADES tinham apenas 15 alunos!


Fonte: http://www.oecd.org/edu/EAG%202012_e-book_EN_200912.pdf p. 302

Se quisermos desenvolver o país, precisamos de recursos humanos qualificados. Os países mais desenvolvidos gastam mais recursos com os estudantes, que serão mais produtivos, contribuindo para um maior volume do PIB per capita. Observa-se uma baixa despesa com os estudantes em países subdesenvolvidos, naturalmente com reduzido PIB per capita. Isto é, os gastos em educação são um bom investimento.



É bom que se recorde disto. Por isso repito a ideia igualmente com os dados correspondentes ao nível de ensino secundário (para detalhes sobre os níveis de ensino consulte o Glossário do EUROSTAT).



Um dos problemas da economia portuguesa provém da reduzida despesa em educação, em percentagem do PIB, que se encontra abaixo da média dos países da OCDE.



Observando a despesa por estudante a conclusão é a mesma: Portugal encontra-se abaixo da média da OCDE.



Antes da reforma curricular de Nuno Crato, que aumentou o número de alunos por turma, em Portugal observavam-se números semelhantes aos de muitos outros países.



Não poderão apelidar este retrato de corporativista, porque recordo que contrariamente ao que quase todos pensam, mais aulas não significam necessariamente melhor aproveitamento... Não se verificou qualquer correlação entre as horas de aprendizagem em ciências e os resultados dos estudantes!



Finalmente veja-se a tal ideia de que os professores serão privilegiados, porque ganharão bem demais. Antes dos cortes nos vencimentos, em 2009, o gráfico até mostra os salários máximos ligeiramente acima da média da OCDE. Mas se tivermos em conta que em Portugal serão necessários 35 anos para atingir o salário máximo - perto da idade de reforma -, enquanto na OCDE a média é de 24 anos, voltaremos a ficar abaixo da média, até mesmo sem contar com os cortes...



No sistema remuneratório é que deveriam copiar o exemplo alemão ;) não na vergonhosa selecção a partir dos 13 anos.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Justificações do FMI para a erradicação do ensino público

Os funcionários públicos em Portugal recebem salários 10% acima da média dos outros países europeus. Esta diferença é maior no sector da educação, que também emprega mais pessoas, mas com piores resultados.
Os funcionários públicos trabalham 35 horas por semana, o horário mais reduzido entre os países da OCDE.
Fonte: http://www.imf.org/external/pubs/ft/scr/2013/cr1318.pdf

A realidade depende dos óculos que utilizamos. Nem vou gastar tempo com contra-argumentos, limitando-me a sugerir a leitura de alguém certamente insuspeito de defender os professores.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Chagou a Lei da Selva

No último andar já não acendem as luzes nem abrem as janelas desde a semana passada!





Indícios de abandono permitem entrada na casa sem autorização judicial, lê-se no Negócios. Não sei o que a lei considera "indícios de abandono", mas numa interpretação de português comum, meros indícios permitem avançar a todo o gás, para além de toda a dúvida razoável, com grande possibilidade de os factos se terem passado de modo diverso daquele para que apontam os indícios probatórios.

Despejar imediatamente, e só posteriormente ser obrigado a provar alguma coisa é uma autêntica Lei da Selva. Adeus Estado de Direito. Quem pode, phode.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A “lógica” do FMI para a educação

O FMI publicou o relatório RETHINKING THE STATE—SELECTED EXPENDITURE REFORM OPTIONS, com graves implicações para Portugal e para o sistema educativo em Portugal. Baseado em médias aritméticas propõe a destruição do ensino público, porque é mais caro e obtém piores resultados que as escolas privadas! Descobriram a pólvora!

Pelas contas do FMI, apesar da redução dos salários a despesa pública tem aumentado, portanto será necessário reduzir mais os salários. As barras dos famosos Consumos Intermédios (gorduras do Estado) nem se vêem!

Os professores são grupo de privilegiados porque os salários em 2005-2010 subiram mais em Portugal que nos outros países.

A despesa com os professores está acima da média dos restantes países.

Os portugueses trabalham menos, e então quando observamos os professores, destes nem vale a pena falar!

Os portugueses têm piores resultados nos testes de PISA.

O sistema tem professores a mais porque o rácio alunos por professor é menor em Portugal.

Conclusão: Como os alunos das escolas privadas têm melhores resultados, e o custo por aluno é mais baixo, será necessário despedir 50.000 a 60.000 professores do ensino público. Para motivar os melhores professores, e que estes passem para as escolas privadas implementar-se-á a mobilidade especial e a avaliação online.

Estás mobilizado para outro 15 de Setembro?

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

portugal needs partial debt renegotiation

Procurando do Google portugal needs partial debt renegotiation encontramos 140.000 resultados. É verdade que os media foram incompetentes, mas a história do economista da ONU traz-me à memória uma quadra de Aleixo:

Para a mentira ser segura
e atingir profundidade,
deve trazer à mistura
qualquer coisa de verdade...
(António Aleixo)

Todos foram levados porque a proposta até tem fundamento, reconhecendo que parcialmente, a dívida seria da responsabilidade da própria União Europeia, que nos está a cobrar juros agiotas.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Vitor Gaspar: Ao serviço de DEUS PAI-Credores

Quem governa Portugal? Quem governa a Grécia? Ambos os países pertencem à Área Euro e tem as linhas mestras da sua política económica definidas por um “programa de ajustamento estrutural” conduzido pela Troika. O objectivo destes programas é claro. Não se trata de “ajudar” a estruturar coisa alguma, mas apenas de assegurar financiamento para que não fiquem na impossibilidade de satisfazer o serviço da dívida que têm para com os credores.

Até aqui Portugal tem o seguido o caminho do “bom aluno”, com um Governo que sistematicamente se orgulha de “ir além da Troika”, precisamente porque acreditámos que assim nos tratariam melhor, em função do nosso “esforço”. Nessa perspectiva Juncker defendeu o "princípio de igualdade de tratamento" como aconselharia o mínimo bom senso, e o nosso Gasparzito confirmou o mesmo princípio, como quem exibe os resultados do seu trabalho.

Porém, rapidamente o super-ministro das finanças alemão (DEUS PAI-Credores) nos recordou que Portugal só beneficiará das condições concedidas à Grécia quando estiver igualmente destruído, isto é, “depois de um *perdão voluntário* de credores privados”.

Até chegarmos à situação da Grécia – o que acontecerá rapidamente em resultado dos juros agiotas – esta será apontada como “caso único” que o “bom aluno” não deverá seguir, e após a palavras de DEUS PAI-Credores, o nosso obediente Gasparzito desdisse o que havia afirmado na véspera, atribuindo as suas próprias palavras a uma "simplificação excessiva de assuntos complexos", "mal entendidos", etc.

Conclusão: Os portugueses apenas votaram num partido que chamou o Gasparzito para este serviço, mas ele sente-se como um simples funcionário de DEUS PAI-Credores, evocando os princípios que forem convenientes à sua narrativa.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Greve Geral de 14 de Novembro de 2012

Apesar do caudal de "notícias" sobre o tema ainda não tinha deixado aqui qualquer registo. De facto a violência no final da manifestação ofuscou toda a jornada de luta.

Pergunto-me hoje se para neutralizar a “meia dúzia de profissionais da desordem”, como disse o ministro da Administração Interna Miguel Macedo, seria necessária uma carga policial.

Não tenho elementos, mas inclino-me para a tese de o acontecimento ter sido provocado por polícias infiltrados na manifestação, adoptando uma técnica já conhecida noutros países.



O Governo não tem legitimidade para classificar esta tese como teoria da conspiração, porque de facto desde que os casos Relvas se têm sucedido, e este se tem perpetuado como motivo de galhofa do país inteiro, todos os seus elementos ficaram contaminados pelo vírus, e há muito tempo que desistiram de governar. Ir "além da troika" ou ser mais merkeliano que a própria Angela Merkel apenas demonstra a ausência de qualquer ideia política.

Quem ganhou com a violência?

domingo, 11 de novembro de 2012

Apresentação de Portugal à Alemanha

´
  • A ideia era que o filme, que tem como nome “Eu sou um berlinense” e que em cinco minutos retrata a realidade portuguesa desde o 25 de Abril, fosse exibido em locais públicos este fim-de-semana, antes da visita de Angela Merkel a Portugal. A proposta foi rejeitada mas agora no YouTube foi publicado em três versões (português, inglês e alemão) para que todos o possam ver. As visualizações, comentários e partilhas nas redes sociais já se multiplicam.
    PÚBLICO
Um excelente vídeo para levantar a moral que muitas vezes temos de rastos, produzido para receber a "rainha da Europa".

Só é pena o vídeo do PSD não referir que o Parlamento tem sido o centro da corrupção em Portugal... e portanto sem uma limpeza nesta área todos os esforços serão inglórios.

Também seria bom lembrar que com as taxas de juro impostas a Portugal e à Grécia a dívida só pode aumentar.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

domingo, 14 de outubro de 2012

A guerra é demasiado séria para ser deixada aos generais

Nas manifestações de 15 e 29 de Setembro o povo saiu à rua e ficou claro que já ninguém acreditava na narrativa da austeridade, após sucessivos erros de estimativa, desvios colossais, necessidades de ganhar margem de manobra, etc. a artimanha de ganho de competitividade via TSU terá sido fatal.

Como o povo já não acredita que depois das políticas austeritárias melhores dias virão, os líderes internacionais perceberam que seria necessário desvincularem-se da política prosseguida para manterem a sua credibilidade.

As declarações mais surpreendentes foram de Christine Lagarde, dizendo que o FMI se tinha enganado na estimativa de um coeficiente central nos seus modelos:
  • Enquanto que nos modelos de projecção usados, se estimava que, por cada euro de cortes de despesa pública ou de agravamento de impostos se perdia 0,5 euros no PIB, a realidade mostrava que esse impacto (os chamados multiplicadores) é muito maior. Afinal, desde que começou a Grande Recessão, em 2008, o que os dados económicos mostram é que por cada euro de austeridade, o PIB está a perder um valor que se situa no intervalo entre 0,9 e 1,7 euros.
    PÚBLICO, 09.10.2012
Daqui concluiu que para a terapia ter sucesso, o veneno deverá continuar a ser administrado em menores doses para evitar o “risco de fadiga” ou durante mais tempo.

Abebe Selassie foi o primeiro a desvincular-se das medidas “além da Troika”, classificando a TSU como uma forma "criativa" do Governo resolver o problema do défice e da competitividade.

O oportunista Durão Barroso, que tem sido o nosso maior carrasco na exigência da austeridade, já empurrou a responsabilidade da política prosseguida para os Governos nacionais, dizendo que a Comissão Europeia só faz sugestões, que estes aceitam ou não.

Só falta mesmo o funcionário internacional Vitor Gaspar vir pedir desculpa pela violência orçamental a que tem submetido o país. Talvez não tome essa iniciativa, porque isso significaria abdicar da sua margem de lucro na venda do país a retalho, e uma traição aos amigos Borges e Cª. A emergência económica tem sido invocada para vender em saldo grandes empresas públicas, mas as pessoas já estão alertadas para os ganhos realizados nestas operações pelos intermediários.

O povo já deixou de ser um agente passivo da austeridade, e este Governo só ainda não caiu porque afinal a única oposição que tem é a do PSD.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...