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quinta-feira, 5 de maio de 2011

A importância do exemplo

Sócrates cantou vitória com a simples enumeração enumeração de algumas medidas que não constam da proposta da troika, "porque era seu dever tranquilizar os portugueses". E de vitória em vitória - o Sócrates só tem vitórias! - vai afundando o país!

Depois de lido o Memorando da Troika, considero de louvar a Reforma da Justiça e o estímulo da concorrência nas telecomunicações. O documento indica os momentos em deverão ser executadas as medidas políticas, contrariamente ao PEC4 que se apresenta como um exercício descritivo da economia.

A filosofia do FMI é liberalizar a economia: menos despesas do Estado na saúde, na educação, nas autarquias,... contempla um vasto programa de privatizações, enuncia aumentos da carga fiscal sobre o trabalho em simultâneo com a redução da carga fiscal sobre as empresas, em prol da competitividade da economia... que se estimula liberalizando o mercado de trabalho, simplificando os despedimentos com a invenção de novas justas causas, redução das indemnizações do valor do subsídio de desemprego e do tempo durante o qual é pago... O Estado terá menos funcionários, e estes continuarão com os vencimentos congelados. Não está lá escrito, mas eu interpreto o congelamento de vencimentos como a negação da avaliação.

A regra que impõe ao Estado difere da que preconiza para a economia: que os salários subam em função da produtividade! Quer dizer que os trabalhadores têm de passar a fazer as contas como empresários, ie. não lhes basta fazer o cálculo como consumidores, exigindo aumentos salariais que compensem o poder de compra perdido com a inflação.

Não percebo porque não privatizam a RTP e RDP - correias de transmissão dos governos - nem porque deixam intocáveis os privilégios e mordomias dos políticos, que recebem pensões pornográficas ao fim de poucos anos. Já conheço a resposta: esses valores não são significativos em termos do PIB! Mas quando se trata de impor um programa de austeridade desta dimensão - que redistribui o rendimento ainda mais favoravelmente à banca e ao capital - seria necessário evidenciar valores morais.

Sócrates já sabemos que é o campeão da imoralidade. Começou com a Licenciatura ao Domingo...

Passos Coelho tem feito a sua carreira no PSD, licenciou-se aos 36 anos numa universidade ranhosa, e fez carreira com amigos do BPN liderados por Ângelo Correia, junto ao qual abriu o seu escritório (...)

Na troika temos três cabeças de cartaz portugueses:

Durão Barroso: "A Guerra do Iraque foi boa para eu chegar a Presidente da Comissão Europeia" (citado de cor).

Victor Constâncio. Este foi chamado para o BCE exactamente por não exercer as funções de regulação, como o BPN bem demonstrou.

No FMI-Europa temos o líder mais desejado do PSD: António Borges. Mas para este, fazer um interlúdio na sua carreira e vir governar o país ficar-lhe-ia demasiado oneroso. Exigiria um espírito de missão que já não se usa! E é por isso que o PSD já conheceu 5 líderes desde que Durão saiu, e o Sócrates parece continuar de pedra e cal.

Mas se o espírito de missão já não se usa, alguém tem legitimidade para me pedir para salvar o país pela n-ésima vez?

Enfim... a troika desenhou em 15 dias um programa que entrega directamente à banca 15 cêntimos por cada Euro que nos emprestam, e financiam esses insaciáveis com cortes nas despesas sociais e aumentos dos impostos que sobrecarregam a classe média, mas para Fernando Ulrich (BPI) foi obviamente um "um final feliz".

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sócrates é o dono da avaliação de desempenho dos professores

O Tribunal Constitucional decidiu que o Parlamento não tem poder para alterar o modelo de avaliação do desempenho proposto pelo Governo, invocando a violação do princípio da separação de poderes. Atiraram serradura para os olhos com aspectos formais, obscurecendo as escolhas políticas:

  • Pelo exposto, o Tribunal Constitucional decide:
    a) Pronunciar-se no sentido da inconstitucionalidade das normas constantes dos artigos 1.º e 3.º do Decreto n.º 84/XI, da Assembleia da República, por violação do princípio da separação e interdependência dos órgãos de soberania, consagrado no n.º 1 do artigo 111.º da Constituição da República Portuguesa, com referência às alíneas c), d) e e) do artigo 199.º, todos da Constituição da República Portuguesa;

    b) Pronunciar-se pela inconstitucionalidade consequencial das restantes normas do mesmo Decreto n.º 84/XI, da Assembleia da República.
    http://www.tribunalconstitucional.pt/tc/acordaos/20110214.html

Muitas declarações de voto mostram que a interpretação das normas não foi unânime, mas a necessidade da avaliação como mecanismo de controlo financeiro terá justificado a decisão dos "conselheiros", IMHO.

sábado, 16 de abril de 2011

Dias Loureiro não tem bens para penhorar


(...) porque:


Nenhum destes "senhores" vai preso por roubar. Todos os partidos protegem estas clientelas e consideram que a solução está no corte da despesa.

Mais que a crise financeira, o que está em crise é a moralidade.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

35,4 milhões de euros a voar


  • Quase 70 passageiros partiram hoje, ao final da tarde, rumo a Cabo Verde, a bordo do primeiro avião comercial a descolar do aeroporto de Beja, um Boeing da companhia cabo-verdiana TACV. (...)
    O aeroporto de Beja ainda não está certificado, nem a operar, tendo funcionado hoje para realizar um voo excecional, e encerrar logo depois.
    Segundo o Tribunal de Contas, o aeroporto de Beja custou quase 35,4 milhões de euros.

É nestas extravagâncias que voa o nosso dinheiro.

Mesmo com o país à beira da bancarrota não desistem de projectos loucos.

sábado, 9 de abril de 2011

O cheiro do poder - a hipersensibilidade aos problemas dos banqueiros


Pessoal da área de influência do centrão (centro político do espectro partidário, PS/PSD) subscreveu Um Compromisso Nacional, obviamente para nos ajudar a sair da crise e oferecer esperança no futuro. Propõem um entendimento entre o Presidente da República, o Governo e os partidos... e se possível que reservem os lugares para estas "personalidades".

Que não vai em compromissos, já o mostrou José Sócrates, que formalizou o pedido de ajuda externa para o qual Teixeira dos Santos (seu ministro das finanças) sempre nos foi dizendo que este Governo não tinha competências, legitimidade ou credibilidade.

José Sócrates adiantou-se assim ao Presidente da República, que estava a trabalhar na hipótese de um empréstimo intercalar, com este nome porque seria integrado noutro maior a negociar futuramente pelo Governo que resultasse das eleições. Esta alteração estratégica de Sócrates retirou protagonismo ao PR que ficou a saber do pedido de ajuda externa pela comunicação social. É esta a cooperação entre os órgãos de soberania.

O que fez Sócrates considerar inadiável o pedido de ajuda externa foi a sua sensibilidade aos problemas dos banqueiros. Foi o presidente do BES, Ricardo Salgado, que lhe disse, o que os outros banqueiros logo confirmaram: O pedido de ajuda externa é urgentíssimo.

Serão os problemas dos banqueiros coincidentes com os problemas do país?

SIM, respondeu Sócrates e toda a classe política pensando no seu emprego.

NÃO, respondo eu como consumidor, designadamente utilizador de produtos bancários.

Eu não preciso de ser cliente de um banco português, preciso de um banco que não me cobre taxas pelo simples facto de ser seu cliente!

Se o vestuário, os alimentos, os automóveis, a energia não são portugueses, porquê insistir com os bancos?

Há uma estranha unanimidade em torno da austeridade para nos colocar na miséria enquanto os bancos irão ser alvo ainda de maior ajuda, tendo em vista a sua "capitalização"... E o que nos dirão depois quando um banco alemão comprar o BCP, um banco francês comprar a CGD, o Totta já é espanhol...

Vão matar Portugal para engordar a banca! E depois alguns megabancos globais poderão comprar os porquinhos.

  • Nesta campanha promocional como não há memória [austeridade/interesse nacional/FMI], em horário nobre televisivo durante toda a semana, dizem que não há mais lugar a dúvidas e que o tratamento de choque de um FMI a todo o vapor passa definitivamente a ser lei. A mensagem dos banqueiros era a de que perderam a paciência, mas a verdade é a de que perderam a vergonha. - José Manuel Pureza


segunda-feira, 4 de abril de 2011

A GALP a gozar connosco!

Depois de recentemente se ter levantado a questão de as gasolineiras poderem estar a cobrar 7 a 8 Euros a mais por litro de combustível, e dos esforços para negar as evidências, a GALP veio demonstrar que pode vender a gasolina a menos 10 cêntimos por litro!

Podem dizer que é promoção, marketing, o que for... A verdade é que continuam a vender com lucro, baixando 10 cêntimos por litro.

Apetece perguntar quanto estarão a roubar por litro.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Nível de salários da Democracia idêntico ao pior do Estado Novo


1974 e 1975 constituem as grandes “irregularidades” na série da repartição funcional do rendimento. Em Maio de 1974 institui-se o primeiro salário mínimo em 3.300$00 beneficiando directamente centenas de milhar de trabalhadores e por arrasto, indirectamente, todos os outros viram os seus salários subir. Em 1975, com o PREC os salários continuaram a trajectória ascendente até ao 25 de Novembro. Ramalho Eanes foi o herói do golpe militar que então colocou termo a este “descalabro” e Mário Soares iniciou a “normalização” política ancorando o país à Europa capitalista com o pedido de adesão à CEE em 1976. Os salários começaram logo a descer porque os empresários portugueses não conhecem mais nenhuma fonte de competitividade além dos salários baixos.

A última fase do Estado Novo, após o início da Guerra Colonial (1961), em resultado da escassez de trabalho que provocou em muitas profissões acabou por elevar os salários. Por isso, se porventura Salazar regressasse teria motivos para sorrir:

- Em Democracia ainda pagam menos do que no tempo do Marcelo Caetano!

PS
Observando as barras referentes a 1987, 1991, 1995, 2002, 2005 e 2009 verificarão que os rendimentos do factor trabalho subiram nestes anos. Isto é, desde que Portugal aderiu à CEE os rendimentos do trabalho têm subido em todos os anos em que houve eleições legislativas, excepto em 1999. Depois de comprados os votos aos papalvos, os rendimentos descem. Isto é Democracia!

Demonstração do esgotamento do modelo económico por Medina Carreira

Medina Carreira foi ouvido a propósito de cenários de evolução da dívida pública na sala do Senado.



A crise da dívida projectou o seu nome para a praça pública, com muitos resistentes as seus discurso pesado a darem-lhe agora razão. Porém, quando no "Plano Inclinado" de 12.02.2011 teve a ousadia de relacionar a dívida pública com os partidos e a democracia...


... até Mário Crespo se passou, e esta foi a última emissão do programa:



Medina Carreira também foi substituído no "Sol".

Esteve bem Henrique Neto, sublinhando que a democracia não se esgota nas finanças públicas, mas que será necessário considerar um amplo conjunto de factores adicionais.

O que se estranha é que um profissional como Mário Crespo coloque termo a um programa só por resistência mental a gráficos que lhe sugerem relações que ninguém defendeu.

terça-feira, 29 de março de 2011

A austeridade é uma política para impor uma repartição do rendimento (ainda) mais inequitativa

Para quem dúvidas tiver acerca dos efeitos da austeridade sobre a repartição do rendimento encontrei um excelente post.

Para onde foi o teu dinheiro no ano do sufoco (2010).

Os lucros da EDP sobem 5,4% para 1.079 milhões de euros,


Fonte: http://classepolitica.blogspot.com/

Nota: A ausência de título na mensagem não permite que se faça link directo.

sábado, 26 de março de 2011

Sócrates passou-se! Abriu alguma janela para o desenvolvimento?


Nunca pensei que a oposição fosse tão longe, sem o mínimo de consciência do interesse nacional... o mínimo de respeito pelo país, de forma a recusar qualquer negociação, qualquer conversa, qualquer compromisso. Isso não me ocorreu.

Até parece que com ele o país estava a ganhar posições nos ratings ;)


Depois de ouvir e ler políticos, comentadores profissionais e blogues só posso concluir que Sócrates se passou. Segundo Passos Coelho foi aberta uma “janela de oportunidade” para uma política de verdade. A sua vantagem é ser considerado mais sério, porque está a ser cauteloso nas suas afirmações. Mas Henrique Monteiro recordou que desde a sua eleição para a liderança do PSD que promete apresentar um programa detalhado para a governação, mais tarde… e até agora não apresentou nada de concreto, pois a agenda do PS tem-lhe servido bem. Daniel Bessa pensa que poderá ter sido inaugurado um novo ciclo se os políticos começarem a falar verdade. Nicolau Santos parece já ter saudades de Sócrates quando afirma que não foi derrubado por motivos racionais mas pelo ódio. Sousa Tavares reconhece que Sócrates foi fraco com os fortes, e forte contra os fracos, referindo o cúmulo da taxa reduzida de 6% de IVA para o golfe em contraste com o corte de pensões de 200 euros e vencimentos de 1500. Este episódio terá ditado para si a queda do Governo.

Quase todos os analistas apontam como cedência do PSD ao eleitoralismo o termo da avaliação de desempenho de professores segundo o modelo de Milu, porque “interrompeu um processo que estava em curso”. A Ministra Isabel Alçada repetiu a palavra “interrompeu” 10 vezes em dois minutos numa entrevista à RTP1. Quem terminou de vez com a avaliação foi Sócrates em Dezembro de 2010, quando por motivos estritamente orçamentais – sempre só esses – estabeleceu o congelamento dos vencimentos e das progressões. Neste aspecto todos os comentadores manifestam desconhecer o quotidiano escolar, preenchendo as suas lacunas informativas com uma carga ideológica que os transforma em “fala-barato” da educação.

Todos são unânimes em que o Estado deve honrar as dívidas que acumulou com a nacionalização de BPN’s. Desde modo podem os depositantes colocar o dinheiro em qualquer buraco, e os administradores dos bancos seguir políticas arriscadas, que no final os contribuintes e os funcionários pagam a conta.

Ninguém disse que se estão a exigir os esforços de austeridade sempre aos mesmos, nem que Portugal é o país da zona Euro onde:
- é maior o risco de pobreza e privação material;



- a repartição do rendimento é a mais desigual: podem observar o rácio de rendimentos entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres, ou outras medidas como o índice de Gini ou a parte do Rendimento Nacional que cabe ao Trabalho;
- exactamente por o rendimento estar mal distribuído, esse factor condiciona o desenvolvimento do país;
- para a insustentabilidade da segurança social estão a contribuir muitos reformados-activos milionários com menos de 65 anos de idade;
- a crise está a redistribuir o rendimento de modo cada ver mais inequitativo. Acho bem que o Socialismo tenha sido metido na gaveta, mas uma repartição mais justa do rendimento é precisamente um dos factores que distingue um país com uma social-democracia sólida de um país do Terceiro Mundo;
- a corrupção em Portugal apresenta níveis que nos aproximam de regimes ditatoriais;
- o sistema de justiça constitui a negação prática da mesma.

Nada disto seria suficientemente para a demissão do Governo. Sócrates estava a fazer todo o “trabalho” bem feito, garantem a UE, a Alemanha, a OCDE e o FMI. Mas passou-se… porque não informou a família dos seus esforços ;)

Passos Coelho agradeceu-lhe e propõe-se emagrecer o Estado. Cortar despesas. Acho que tem muito onde cortar começando pela frota do Governo, da AR, e outros privilégios de políticos e administradores públicos. Circulam listas enormes de institutos e fundações que não têm funções produtivas. Haverá coragem?

Veremos se quando Sócrates se passou com Passos, abriu ao país alguma janela de oportunidade para o desenvolvimento.

sexta-feira, 25 de março de 2011

O esgotamento do modelo PS/PSD

Nenhum Governo pode perpetuar-se aprovando trimestralmente um novo PEC. A multiplicação dos PEC's deriva das estimativas irrealistas do crescimento e das receitas públicas. Com medidas recessivas, como o corte das despesas públicas e aumento de impostos, num período de crise na actividade económica, o resultado só pode ser agravamento da recessão. Logo, os impostos não aumentam conforme o previsto, porque a economia também não cresce... Como o Governo se encontra obcecado com o défice orçamental, depois de verificar que as metas não foram atingidas sente necessidade de apresentar um novo PEC. Cada novo PEC significa mais cortes nas despesas sociais e de investimento e um nível mais elevado da carga fiscal. Por este caminho apenas se podem esperar mais falências, mais desemprego, uma recessão cada vez mais profunda.

Escrevi modelo PS/PSD porque apesar do PSD ter reprovado o PEC4 a 23 de Março, sempre tem agradecido ao PS a política que tem sido seguida. São partidos que não se distinguem ideologicamente. Preconizam as mesmas soluções, embora possam apresentar uma cor diferente, como o vinho pode ser branco ou tinto ;)

Veja-se coo o PS e o PSD são iguais.



Se o PSD ganhar as eleições, Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, já obteve de Passos Coelho a garantia de este iria cumprir as metas do PEC de Sócrates... Em entrevista à SIC confirmou ter as mesmas metas (défice), mas afirmou ter um caminho diferente, para se distinguir do PS. Gostaria de poder acreditar nisso.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Finalmente Sócrates despediu-se!



Culpou toda a gente pela sua saída. Vai-se vitimizar para tentar regressar com legitimidade redobrada. Não sei se conseguirá. Ou ele ou Passos Coelho sairão de cena após as próximas eleições.

O FMI é dramatizado para passar as culpas ao adversário, porque é muito difícil que sob a batuta do FMI se siga uma política pior que os PEC's trimestrais apresentados em Bruxelas e Frankfurt. E ninguém acredita no aval europeu das políticas sem a aprovação do FMI. Basta de hipocrisia porque o FMI já dita as regras para a nossa economia ao tempo...  numa crise em  que os principais bancos têm lucros anormalmente confortáveis.

Recordam-se as melhores de Sócrates, e deixa-se link para o seu dossiê.




Uma ajudinha de Angela Merkel:

  • "Portugal apresentou um programa muito corajoso para os anos 2011, 2012, 2013. Era apropriado. Lamento profundamente que não tenha sido aprovado pelo parlamento [português]". (vídeo)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Roménia, Portugal e Islândia são os países com mais reformados no mercado de trabalho

Observando as taxas de actividade por grupo etário, conclui-se que em Portugal, na Roménia e na Islândia o grupo dos 65+ anos tem uma actividade muito superior à dos restantes países.


Os números da Roménia poderão explicar-lhe como reminiscência de uma ditadura comunista.

A Islãndia é o paraíso dos reformados na Europa ocidental, por algum motivo que de momento não consigo explicar.

Em Portugal são os boys a governarem-se à custa do povo.

sábado, 19 de março de 2011

A crise política é o jogo da culpa


A democracia deveria ser repensada urgentemente, porque se suportamos os custos do seu funcionamento deveria ter algum valor acrescentado. Lendo o artigo de Helena Garrido ficamos com a sensação que a política é um jogo que só serve para os actores se culparem uns aos outros, agravando mais ainda os custos da crise económica.

  • Numa forma dura e crua, pode dizer-se que Portugal está já a ser governado a partir de Bruxelas e Frankfurt. E que já está tudo preparado para o Governo fazer o pedido formal de ajuda financeira à Europa e ao FMI.

    Factos são factos. O resto, a dita crise política, é o jogo da culpa. O Governo, pelo que disse ou pelo que não fez, quer tirar de cima de si a culpa do pedido de ajuda financeira. Um jogo que nos vai sair caro, que vai exigir ainda mais medidas de austeridade.
    Helena Garrido / Jornal de Negócios / 18/MAR/2011

Infelizmente, se lhe perguntasse quem deveria dar a cara pela administração do país, imagino que HG me responderia Sócrates. Realmente este é tão "brilhante" que não rivaliza com ele qualquer adversário credível, e segue uma política tão "consensual" que parecem não existir alternativas.

sábado, 12 de março de 2011

Sócrates ignora toda a sociedade

Sócrates ignora toda a sociedade, os sinais das manifestações de professores e da "geração à rasca", o discurso de tomada de posse do Presidente da República, os líderes dos restantes partidos, os parceiros sociais... e do alto da sua cadeira diz a toda a malta: tomem lá o PEC4 e vão-se...

O FMI não veio, mas que mais poderia o FMI inventar?

Vale cortar em tudo, menos nos gabinetes de Sócrates e amigos politicus que chupam este país.








Mas irão continuar a votar em Sócrates porque o problema de fundo da sociedade portuguesa é reduzida produtividade e o correspondente subdesenvolvimento. É evidente que Sócrates também tem culpa nestes problemas, quando cria em seu redor um exército de boys e promove políticas pouco transparentes na afectação de obras públicas, delapida as finanças públicas em brinquedos de guerra e num sistema judicial que só serve aos juízes...

Só que até aos anos 90 os licenciados iam encontrando lugares nas escolas, e agora já não encontram vaga porque os quadros estão preenchidos...

Os bons emigraram... os restantes manifestaram-se, porque invejamos os padrões de consumo dos países desenvolvidos, mas continuamos com a estrutura económica de um país que nunca se industrializou.

Valeu o dia pela catarse colectiva, como prova a diversidade de slogans:

- "Senhor Presidente, em nome dos pobres, dos jovens, dos idosos e da nação, dissolva o Parlamento!";
- "Sócrates cabrão, aceita a demissão";
- "Nunca pagámos tanto por tão pouco";
- "Economia é a tua tia";
- "Com a precaridade não há liberdade";
- "Revolução dos (es)cravos";
- "Deixa passar, deixa passar, que o mundo vai mudar";
- "Todos à rasca homens e animais";
- "Eu não votei na Merkel". (Jornal de Negócios)

Criticar é simples. Que soluções terão? Não vi nada de novo no seu Facebook!

terça-feira, 8 de março de 2011

É proibido expressar opinião contra a avaliação do desempenho


Ser honesto dá direito a despedimento.

Parece evidente a todos que tem apenas uma turma, hora e meia por semana, "só enganando a administração pode corresponder a um modelo que avalia quatro dimensões da actividade dos professores segundo 39 indicadores e 72 descritores. Por isso, apelei a uma reflexão sobre o sistema de avaliação - era isso que se pedia no abaixo-assinado".

Neste país, onde os políticos assumem as "qualidades" (papéis) que lhes apetece em função do que querem dizer, a sinceridade do coordenador da DREC valeu-lhe o despedimento.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Kadafi fala aos Portugueses



A crítica social em multimédia. Brilhante!

quarta-feira, 2 de março de 2011

O trabalho de casa do Pato Donald


  • (...) primeiros dados da execução orçamental referentes a Fevereiro, mês em que, pela primeira vez em quinze anos, a despesa pública primária (sem juros) terá descido, 3,6%.

    Estes números serão esta tarde levados em primeira mão por José Sócrates a Ângela Merkel para demonstrar à chanceler alemã que Portugal está a fazer o “trabalho de casa”.
    Negócios, 02/MAR/2011

Reduzindo os vencimentos dos funcionários que trabalham no Estado e aumentando os impostos a pagar por todos é fácil reduzir o défice, mas o trabalho de casa não foi feito, foi aldrabado.

Dicas para o trabalho de casa:

- colocar a percentagem de generais e almeirantes em linha com países de dimensão semelhante. O último número do EXPRESSO revela que somos o país do Mundo com mais comandantes por soldado, a gastarem dinheiro em "brinquedos" caros (aviões, submarinos,...);

- controlar o endividamento das autarquias (ver Alandroal);

- eliminar os institutos e fundações públicas inúteis (servem para empregar a clientela);

- rever as remunerações dos gestores públicos, absolutamente escandalosas;

- rever as parcerias público-privadas, pois estas são a prazo desastrosas para o Estado, quer nas estradas, nos hospitais ou nas escolas;

- enterrar de vez a discussão sobre investimentos megalómanos, como o TGV ou um novo Aeroporto.

Não vou continuar a lista porque só estes items já constituíram um trabalho de casa EXCELENTE.

Resultado do encontro: Ângela Merkel elogiou os «corajosos» esforços portugueses, no que toca a medidas de austeridade e lembrou que «nunca disse que Portugal precisava de recorrer ao Fundo» Europeu, (Agência Financeira, 02/MAR/2011) Assim ficou Sócrates com a taça de ter "salvo" o país do FMI... mas já estamos a pagar a sua política, com a ameaça de esta prosseguir numa dosagem ainda mais forte, a confirmarem-se as previsões da Agência Financeira, pois:


  • Mas, em troca da cedência, a Alemanha deverá impor condições: mais austeridade e mais reformas estruturais, as mesmas que constam do seu Pacote para a Competitividade. E José Sócrates já percebeu que «não há almoços grátis» e já começou a preparar a opinião pública para a inevitabilidade de serem precisas mais medidas.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Inventaram uma Taxa de Redução da Remuneração


Verifiquei hoje o recibo de Janeiro e comparei-o com o Dezembro. Confirmo que vieram ao bolso, mas fizeram a contabilidade sem reduzir o vencimento base, como estava previsto no Orçamento de Estado, e anunciado como mudança para sempre.

Em contrapartida inventaram uma taxa não prevista no Orçamento, que li como Taxa de Redução da Remuneração (no recibo tenho as abreviaturas "Taxa de Red. Rem.") que é equivalente à diferença percentual entre o vencimento base e o vencimento processado. (Exemplo de recibo disponível online)

Na opinião pública tinham-se levantado dúvidas quanto à legitimidade e à legalidade da redução dos vencimentos, e o Governo criou uma nova ilegalidade inventando esta taxa.

Porém, a mensagem não é má de todo. Deixa a esperança de que, quando passarem os piores momentos para os cofres do Estado - problema que até se resolvia depressa se não fosse a cáfila de protegidos - poderíamos receber o que nos estão agora a descontar, e pagarem com os respectivos juros, como fizeram com o 13º mês (subsídio de Natal) em 1984.

Já vivi o suficiente para ser chamado a salvar financeiramente o país por duas vezes, mas os problemas estruturais mantêm-se, e num país de corruptos todo o esforço exigido a quem trabalha é inglório.

Domingo poderei votar:

  • (1) no monstro responsável pela subida vertiginosa do défice orçamental, e pela década em que Portugal desbaratou os fundos comunitários somente para construir autoestradas. Como Presidente da República tem apoiado toda a política financeira deste desGoverno;
  • (2) no poeta que vive no Parlamento desde 1975 sem nunca ter feito qualquer lei, e que é apoiado por este desGoverno;
  • (3) em branco, anular o voto, ou votar em nulidades. Chama-se a isto "democracia".

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ministério da Educação quer suspender todos os projectos nas escolas


O Governo enlouqueceu de vez!

Para arruinar as escolas desta maneira, é preferível que chame o FMI. Pode ser que então se descubram outras possibilidades de equilibrar o Orçamento, como:

- criar um imposto especial a suportar pela banca, principal responsável pela crise financeira. Sócrates falou muito genericamente sobre o tema, mas logo o esqueceu assim que o lobby da banca abriu a boca;

- cortar as pensões milionárias;

- reduzir os institutos públicos;

- rever os regimes de excepção vergonhosos que foram inventados para empurrar o "esforço patriótico da recuperação da Nação" para os professores;

- reduzir o número de políticos e assessores na AR, Ministros e Secretários de Estado no Governo;

- não permite o endividamento das autarquias, como o Alandroal;

- Querem mais sugestões? Contratem-me ;)

Agora isto será a morte das escolas! Lá foi toda a retórica da autonomia...

  • "Qualquer atribuição de horas a agrupamentos ou escolas não agrupadas para dinamização de projectos, ainda que aprovados por serviços do Ministério da Educação, extingue-se com a entrada em vigor do presente despacho, carecendo de nova autorização do membro do Governo responsável pela área da Educação", lê-se na proposta de despacho de organização do ano lectivo (2011/2012) que o ME enviou a sindicatos e associações.
    Jornal de Notícias, 11/1/11
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