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segunda-feira, 10 de junho de 2013

A greve dos professores é mais que justa

Marcelo Rebelo de Sousa reconheceu que:
  • A greve dos professores é justificada porque os professores têm razão. Só quem não é professor é que pode pensar ser possível exigir 40 horas na escola aos professores, fora tudo o resto que têm que fazer. A proposta das 40 horas é uma coisa tonta para os professores, que não têm horário de funcionários públicos.
  • Os professores andam em mobilidade especial ao tempo.
Depois asneirou. Disse que a greve retira a razão aos professores, inventando que "não é proporcionada", “isto é, aquilo que está em causa deve ser proporcional aos sacrifícios que se impõem aos estudantes”, e então os professores deveriam adoptar “formas de luta simbólica”, apenas para que a população se apercebesse da injustiça de que estão a ser vítimas por parte deste Governo.

Marcelo Rebelo de Sousa só se esqueceu de pedir aos professores que acreditassem num milagre da Nossa Senhora Virgem Maria que poderia repor a dignidade que vêm perdendo desde Sócrates/Milu, que inventaram a “escola a tempo inteiro” sobrecarregando sempre os professorzecos com mais e mais trabalho, obra que Crato está a continuar. Os professores sabem bem que o busílis não está só nas 40 horas!

Porque será que José Sócrates - outro politicu comentador dos nossos tristes Domingos - ainda nem ouviu falar da greve de professores?

sábado, 9 de janeiro de 2010

O prémio de Milu


Dia 8 culminou uma extensa maratona negocial entre Isabel Alçada e os sindicatos, traduzida num Acordo de Princípios que legitima o fundamental do modelo de avaliação criado pelo DR 2/2008, parido por Milu, criando a ilusão que esta instituiu a avaliação dos docentes. O barulho das luzes através da comunicação social criou esse efeito.

Dia 9, hoje, sabe-se que o prémio de Milu por ter consagrado, institucionalizado, implementado, ... f... a avaliação do desempenho dos docentes foi nomeada para a presidência da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

A lógica desta nomeação é a seguinte. Dada a Excelência do seu desempenho no Ministério da Educação, era boa demais para continuar sujeita às críticas dos professorzecos, e daí a necessidade da sua substituição. O Acordo de Princípios veio consagrar a visão desta “ilustre educadora” porque o seu “modelo chileno de avaliação” nem sequer foi suspenso.

Se esta lógica fosse aplicável nas escolas, os professores Excelentes sairiam para um lugar paradisíaco deixando as escolas entregues aos “normais”... Grande visão Sócrates!

Este é mais um sinal claro de que Isabel Alçada foi escolhida para perpetuar a "obra" de Milu, que se mantém com ajustamentos subtis. Por exemplo, desapareceram os contestados professores titulares, mas já foram considerados especiais os professores dos dois últimos escalões para o exercício das mesmas funções...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ministra da Saloiice dá exemplo do estado da Educação



Na Av. de Roma, n.º 20, o 5.º andar, foi recentemente adquirido por uma quantia milionária por uma (i)responsável política deste (des)governo que nos caiu em sorte para mal dos nossos pecados.

Este "apartamentinho" está em obras de beneficiação há cerca de um ano e o resultado começa a estar à vista. Num prédio pintado de amarelo com todas as persianas das janelas em verde, a recente proprietária substituiu as mesmas por vermelho... Tudo isto à revelia do mais elementar bom gosto, bom senso, respeito pelos condóminos e até da própria lei (?), num atropelo visual inqualificável.

A autora desta atitude suburbana-pimba é nada menos do que a Senhora Ministra da Educação deste País...

E se cada um de nós começasse a seguir o mau exemplo desta senhora e desatasse a pintar das cores que nos agradam? Ou de acordo com as nossas preferências clubistas? Para os espíritos mais sensíveis... Apreciem a pinta desta SALOIICE...

Pedido de desculpas pela precipitação


Publiquei este post fazendo fé num mail dum vizinho. Acontece que segundo informação posterior, confirmada no local, a mudança para o vermelho terá sido decidida em reunião de condóminos, tendo sido a Ministra apenas a primeira a pintar as janelas. Não haveria portanto motivo algum para ter publicado este post. Lamento já não o poder apagar, porque entretanto a notícia já se espalhou pela Web. Certamente que será preferível ficar aqui o post com a devida correcção, do que fazer de conta que não tinha escrito nada.

Lamento, mas eu também fui enganado.


Na verdade não me surpreenderia se tivesse inventado uma teoria qualquer para o último andar poder ter uma cor diferente ;) Porquê? Se alguma alguma coisa caracteriza o seu mandato é atropelo das regras e a redefinição das mesmas.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

"Na realidade, os professores não aceitam a avaliação", Milu dixit


Seguem-se alguns recortes da entrevista que Milu concedeu ontem ao DN.

  • Se fizer a contabilidade, tem 8 grandes greves, 7 grandes manifestações, 3 vigílias, 2 cordões humanos e 8 abaixo-assinados com 320 mil assinaturas. Bateu o recorde?

    Não fiz essas contas (...) São naturais estas reacções e podem-se explicar, mas não significa que aceitemos os pontos de vista. Creio que os conflitos são resultado da perplexidade e da incerteza de não se saber como vai ser.


A arrogância continua. Ela é que sabe o caminho, independentemente da quantidade de pessoas que manifeste a sua discordância.

(...)

  • O modelo de avaliação que quer implantar ainda não passou da versão simplificada?

    Sim, mas no essencial a sua estrutura de princípios não difere muito do modelo inicialmente proposto. Entendeu-se que há um caminho a percorrer mais lento do que inicialmente gostaria, mas não modifica a natureza do objectivo.


Isto quer dizer que o essencial são mesmo as quotas, porque entre os parâmetros do procedimento simplificado e o DR 2/2008 não há comparação possível em termos de trabalho exigido aos avaliados.

  • Mais lento porque os sindicatos dos professores não aceitam essas medidas?
    Sim. Na realidade, não aceitam a avaliação. Escudam-se por detrás dos argumentos de modelos deste ou daquele tipo de avaliação, mas o que acontece é mesmo a rejeição da avaliação.

  • Os professores recusam ser avaliados?
    Há uma rejeição que se pode exprimir através dos mais diversos argumentos. De que não é este o melhor modelo, que não é com estes professores, que não é na escola... É sempre assim porque, quando não estão de acordo, aí, todos os argumentos são válidos para contestar.

  • É da opinião que os sindicatos são contra porque os docentes evitam ser avaliados?
    Não diria isso, porque acho que muitos professores querem ser avaliados e a prova é que houve uma grande adesão mas também há muito receio neste processo. E aqui os bons professores podiam ser um motor de mudança, porque não há nenhuma razão para um bom professor ter medo da avaliação. Os bons professores não podem ter medo nem misturar-se no ruído que apela à indiferenciação e a considerar que todos são iguais. Houve cem mil professores sujeitos à avaliação este ano e é por aqui que o terreno tem de ser conquistado, a bem das escolas e dos próprios professores. Há uma parte significativa de professores que tem medo da consequência.


Preto no branco, na perspectiva de Milu, os professores não aceitam ser avaliados. Quem não sabe o que se passa pode ser levado. O que sucedeu foi que alguns dos professores prepararam duas ou três aulas diferentes das normais para o espectáculo da avaliação. A observação do desempenho dos docentes deveria ser representativa do seu trabalho, e só assim seria justa.

Agora os oportunistas que se valeram da chance proporcionada pelo procedimento simplificado são utilizados pelo ME para tentar legitimar o processo e amedrontar os docentes. Estes coleguinhas que andaram a brincar ao faz de conta com a sua avaliação são agora o melhor argumento que Milu tem para defender a cristalização da avaliação do desempenho.

Não interessa à propagando do ME, mas em abono da verdade deve dizer-se que a larga maioria dos docentes foi avaliada apenas administrativamente, não se distinguindo o procedimento simplificado do anterior DR 11/98, excepto no caso daqueles que pretendiam classificações acima de Bom.

O procedimento simplificado para a avaliação de professores, reduz-se aos seguintes elementos: (1) ficha de auto-avaliação; (2) assiduidade; (3) serviço distribuído; e (4) acções de formação. Este não decorre de qualquer concepção da educação ou da avaliação... É apenas o resultado da relação de forças entre os agentes.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Quem têm jeito para o Direito e para a política precisa de ter jeito para a Matemática?


Pode explicar-se a uma criança que 1/5 é maior que 1/6 facilmente. Basta perguntar-lhe se prefere 1/5 ou 1/6 da pizza...

Daí que se tenha transformado em anedota na Internet (ver documento) a decisão do 8º Juízo Cível da Comarca de Lisboa, que atendendo aos argumentos apresentados pelo executado, alegando ficar em situação de grave carência económica, determinou proceder à redução da penhora do vencimento executado, de 1/6 para 1/5. !!!!!

Este não foi um simples erro com fracções. O erro inviabilizou o cumprimento da própria decisão por óbvia falta de lógica. Como é os tribunais querem ser respeitados?

Igualmente anedóticas são as explicações de José Sócrates e de Milu cada vez que tropeçam nos números. Com licenciaturas da farinha amparo ou dos cursos nocturnos não há Plano para a Matemática que os salve.




  • O alargamento da oferta dos cursos profissionais é importante porque os alunos têm menores taxas de abandono e de insucesso escolar.

    Sócrates dixit.


Eu pensava que os cursos profissionais eram necessários para fornecer ao mercada mão-de-obra com formação intermédia. Abandonam menos a escola e têm maior sucesso escolar porque os professores repetem as provas dos módulos até os petizes obterem aprovação ;) Mas desde que descobriram que na auto-estrada dos EFA (isto é, Novas Oportunidades) nem têm que fazer testes, alguns já preferem esta opção. O problema dos alunos que "optam" pelos cursos profissionais também é a falta de jeito para a Matemática ;)

Devo ter escrito mesmo apenas para actualizar o blogue. Não será possível ter jeito para o Direito e para a política sem ter jeito para a Matemática? ;)

sábado, 27 de junho de 2009

Milu faz o pino para continuar no Governo: O fim das das quotas


O discurso de Milu sobre as quotas que conhecíamos até aqui era este:
  • A questão das quotas foi muito debatida.

    Como sabe, existem quotas em todos os sistemas de avaliação, em particular em Portugal, em toda a administração pública haverá quotas.

    A razão é para forçar a distinção.

    No anterior sistema de avaliação de professores, por exemplo, em que não havia quotas, todos os professores eram classificados com “suficiente”.

    Não se distinguia.

    As quotas são um mecanismo para obrigar a distinguir, a seleccionar, a escolher...

    Os professores não são todos iguais.


    Milu, antes das europeias de 2009


Dia 7 de Junho o PS perdeu as europeias, aproximam-se as legislativas... e até o estudo da Deloitte acabou por ser um tiro no pé. Leia-se.

  • A ministra da Educação admite que as quotas para as classificações de mérito atribuídas a docentes, que a tutela sempre disse serem fundamentais para garantir a diferenciação entre professores, podem afinal deixar de existir a prazo.

    Maria de Lurdes Rodrigues respondia a perguntas de jornalistas a propósito de um relatório da consultora Deloitte, onde se dá conta de que as quotas, para este efeito, são quase uma particularidade portuguesa.

    (...)

    No relatório da consultora Deloitte, que foi pedido pelo ME, compara-se as formas de avaliação dos docentes em Portugal, França, Inglaterra, Holanda e Polónia. “Considerando as características genéricas do modelo de avaliação, deverão destacar-se três componentes relevantes: a obrigatoriedade do processo, o avaliador e o sistema de quotização. Assim, os modelos dos diferentes países são obrigatórios, os avaliadores são elementos internos à escola (com excepção da França, em que o processo é externo e não obrigatório) e apenas em Portugal é contemplado um sistema de quotização/harmonização das avaliações”.
    Ler no PÚBLICO


Quantas vezes afirmou Milu que em pontos essenciais, estruturantes do modelo nunca cederia?

Os "votozinhos" contaram mesmo.

Se se sentisse constrangida por valores éticos, nunca teria tentado impor aos professores um modelo de avaliação burocrático-sádico apenas com o objectivo de contribuir para a contenção da despesa pública. Livre deste constrangimento, até pode fazer o pino somente para manter o seu emprego.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O enunciado do exame de Biologia e Geologia mudou após a realização da prova!

Aqui está mais uma demonstração que para esta Ministra da Educação vale tudo.



  • O erro que constava na prova de Biologia e Geologia ontem realizada por cerca de 37 mil alunos foi apagado hoje pelo Ministério da Educação. Conforme o PÚBLICO noticia na sua edição de hoje, no enunciado do exame do 11º e 12º anos, numa legenda a um perfil de uma caldeira vulcânica, designava-se como epicentro ( ponto à superfície) o que de facto era o hipocentro ( a região profunda onde os sismos têm origem).
    (...)
    Nesta alteração à posteriori de um documento oficial, apagou-se o erro, substituindo-o pela designação correcta, de que resultou algo diferente da prova que foi ontem apresentada aos estudantes.
    Continuar a ler no PÚBLICO

Demitir a Ministra da Educação já antes que faça tarde!


Em entrevista à SIC, (EXPRESSO) José Sócrates apresentou-se num registo de cordeiro que será o tom da campanha para as legislativas, em contraponto à arrogância que até agora tem sido a sua imagem de marca.

Assinou a entrevista com a frase "Estou muito satisfeito comigo", quando a jornalista lhe sugeriu a autoavaliação do seu papel como primeiro-ministro.

A bipolarização da escolha entre o PS e PSD é outra das estratégias seguidas por José Sócrates que irá tirar proveito da falta de habilidade política de Manuela Ferreira Leite.

Como José Sócrates pretende continuar no poder, identificou o motivo da hemorragia de votos do PS e prontificou-se a sarar a ferida. Leiam com atenção:

  • "Se fosse hoje faríamos de forma diferente a avaliação dos professores: não teríamos apresentado um modelo tão exigente, tão complexo e burocrático".


Duma penada condena Milu, e quando lhe perguntam se esta integrará o novo Governo dá a entender que não, porque "Será um novo Governo, com novas responsabilidades", uma nova equipa, percebe-se nas entrelinhas.

Mas atenção, se Sócrates entende que já foram corrigidos os erros relativamente à avaliação do desempenho, então é para ficar tudo na mesma!

  • "Errámos ao propor uma avaliação tão exigente, tão complexa e tão burocrática. Corrigimos logo a seguir, mas o erro ficou feito". (SIC)


Os professores sabem como o "corrigimos logo a seguir" é propaganda. Portanto nada melhor que despedir também Sócrates nas legislativas!

O grande problema de Sócrates é que não sabe fazer nada fora do chão alcatifado de S. Bento. Por exemplo, não vai dar aulas de engenharia... porque a Universidade Independente já fechou ;)

Talvez Sócrates ainda se conseguisse manter no poder se seguisse este conselho: demitir a Ministra da Educação já antes que faça tarde! Neste contexto seria missão para o próximo ME desfazer os "erros que ficaram feitos" por Milu. Desenvolver uma nova política para a Educação.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Afinal ganharam todos!


O PSD ganhou ao PS! O PS enfrentou a crise! Sócrates enfrentou as campanhas negras! O Bloco de Esquerda ganhou ao PC! O PC ganha sempre! O CDS venceu as empresas de sondagens que o davam como liquidado!

O país ganhou um novo quadro de referência política onde Sócrates começa a engolir a sua arrogância, demonstrado que não é invencível, por maior que seja a sua teia de aldrabices. Neste novo quadro político há uma maior fragmentação das cores partidárias: o PSD ganhou um novo fôlego com Paulo Rangel, a esquerda do PS teve um crescimento muito significativo, particularmente o Bloco de Esquerda, que é agora a terceira força partidária, e o CDS ainda elegeu deputados.

Agora Sócrates tentará vender a ideia de que é necessário assegurar a “governabilidade” do país para justificar a necessidade de concentração de votos no PS. Pela minha parte votarei da mesma maneira em Outubro, porque determinadas matérias que foram arrogantemente impostas precisam de ser revistas. Alô Milu! “Os votozinhos” (PÚBLICO) já foram contados. Percebeste o sinal?

Sócrates desvalorizou as europeias relativamente às legislativas, e transformou a derrota em ambição pela vitória numa declaração de malabarismo político:

  • O PS já teve muitas derrotas e muitas vitórias. Surgirá uma altura em que se avalie o Governo, que é daqui a uns meses. Nesta noite eleitoral, os resultados decepcionantes dão-nos mais vontade e determinação para o futuro. Estas derrotas dão ânimo para prepararmos com mais vontade e ambição as legislativas, que temos de vencer.
    IOL - Diário


Os professores certamente voltarão a dar-lhe ânimo ;) Seria interessante um estudo que procurasse acompanhar o efeito da sua mobilização sobre o resultado final do acto eleitoral, que terá contribuído para uma nova recomposição do espectro político.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Tribunal suspende orientação ME sobre objectivos individuais


Os tribunais confirmaram que aqueles mails com os quais o Ministério da Educação nos pretendia convencer a preencher a célebre aplicação informática com os objectivos individuais eram puro SPAM. Nem objectivos individuais fazia sentido entregar, disse o tribunal, ferindo de morte o modelo de avaliação do desempenho proposto pelo DR 2/2008, cuja perspectiva industrial assenta na definição prévia dos objectivos.

Olá Vital Moreira! Pelos vistos a questão está muito longe de ter ficado encerrada ;)

  • Artigo do Diário Digital

    O Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra decretou a suspensão das orientações do Ministério da Educação para os Conselhos Executivos das Escolas imporem objectivos individuais se os professores os não apresentassem.

    O tribunal atendeu a providência cautelar apresentada pelo Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), à qual se seguirá agora a acção administrativa especial a declarar nulo o acto.

    Luís Lobo, dirigente da Fenprof e do SPRC, adiantou à agência que o tribunal não atendeu uma invocação de interesse público apresentada pelo Ministério da Educação para impedir que decretasse a providência cautelar, e consequente suspensão das orientações.

    Para Mário Nogueira, líder da Fenprof, esta decisão tem um carácter simbólico, pois vem condenar um “ministério que não olha a meios para impor regras”, algumas vezes em violação da lei e da Constituição da República.

    “Agora o tribunal condena o Ministério da Educação a abster-se de dar as orientações, que são de constitucionalidade duvidosa, o que é uma prática quando lhes dá jeito”, observou.

    Segundo o dirigente, que vaticina outras condenações do ministério, nunca os professores apresentaram tantas acções em tribunal como com este ministério, seja invocando irregularidades na colocação, ou na gestão das escolas.

    Para Mário Nogueira e Luís Lobo, esta decisão vem reforçar a necessidade de alterar ainda este ano o modelo de avaliação dos docentes, “dar razão à luta dos professores”, e mesmo “reacender a contestação”.

    Com as orientações, agora suspensas, segundo os dirigentes, o Ministério da Educação quis impor que os objectivos individuais dos professores fossem de entrega obrigatória.

    “Tendo sido decretada definitivamente esta providência cautelar, fica ultrapassada a possibilidade de serem criadas situações de desigualdade, decorrentes de decisões tomadas de forma arbitrária, que permitiam que alguns presidentes de Conselhos Executivos recusassem avaliar os docentes por estes não terem proposto os seus objectivos individuais”, refere a Fenprof em comunicado.

    Acrescenta que “parece, também, caírem por terra as ameaças do Ministério da Educação quanto a eventuais penalizações desses professores”, ameaças que considera terem sido “feitas à margem de qualquer fundamentação legal”.

    “Não fomos notificados ainda”, declarou à agência Lusa o assessor de imprensa da ministra da Educação, quando confrontado com a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra divulgada pela Fenprof.

    Diário Digital / Lusa 01/Maio/2009

sábado, 11 de abril de 2009

Há sites que não podem passar a livros


sites que não podem passar a livros porque constituem em si mesmos recursos educativos que não funcionariam em papel. Exemplo: Ludo Tech.

Escrevo isto no dia em que foi editado o site mais popular entre os professores portugueses, alimentado pela crítica ao mandato de Milu.

A ludoteca do blogue:

sábado, 4 de abril de 2009

Anedota da Educação que temos

Milu - Como é que se chama o teu gato?
Criança - Kika.
Milu - Então escreve lá!
Criança - Ainda não sei escrever.
Milu - Então diz-me as letras.









sábado, 28 de fevereiro de 2009

Ministra da Educação condenada a receber menos


Fica aqui uma breve nota para a notícia do SOL:

  • (...) o Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela decidiu que Maria de Lurdes Rodrigues deve pagar «10% do salário mínimo nacional» por cada dia de atraso no cumprimento da sentença que deu razão ao professor Pedro Pombo. Continuar a ler?



Brilhante exemplo!

Com tantas ideias brilhantes, não inventará um esquema compensatório?







PS
A nova poesia inspirada em MLR já anda pelos blogues.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Alteração ao regime legal comunicada por mail - 7


Depois do parecer de Garcia Pereira vir dizer o que todos sabiam, mas com outra autoridade, visto que é especialista em Direito do Trabalho, o ME utilizou agora os nossos mails para nos tentar convencer da legitimidade da invenção de uma nova fase na avaliação do desempenho: a entrega dos objectivos individuais.


from DGRHE.MEducacao@dgrhe.min-edu.pt
to
date 13 February 2009 08:49
subject Objectivos individuais
mailed-by dgrhe.min-edu.pt



Professor,

Tendo em conta o elevado número de escolas que têm solicitado esclarecimentos sobre a fixação de objectivos individuais, importa informar o seguinte:

1.Os objectivos individuais são um requisito obrigatório quer para a auto-avaliação quer para a avaliação a cargo do presidente do conselho executivo;
2.De acordo com o Artigo 16.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, é por referência aos objectivos individuais previamente fixados e ao respectivo grau de cumprimentos, que o docente efectua a sua auto-avaliação;
3.Da mesma forma, os objectivos individuais são elemento obrigatório na avaliação da componente funcional do desempenho, uma vez que só a partir da aferição do seu nível de execução é possível avaliar o contributo de cada docente para o cumprimento dos objectivos fixados no projecto educativo e no plano de actividades da escola, de acordo com o estabelecido nos artigos 10.º e 18.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro.

Assim, sem objectivos individuais fixados, não é possível avaliar o desempenho dos professores.
Relembra-se ainda, relativamente aos procedimentos inerentes à fixação de objectivos individuais, que:
1.O prazo para entrega dos objectivos individuais deve estar definido no calendário aprovado pela escola;
2.Nas situações em que o prazo estipulado não seja cumprido, deverá o director notificar o docente desse incumprimento, bem como das respectivas consequências;
3.No entanto, poderá o director/presidente do conselho executivo, tendo em conta a situação concreta da sua escola, fixar os objectivos ao avaliado, tendo por referência o projecto educativo e o plano anual de actividades da escola (número 4, do Artigo 9.º, do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro).

A avaliação de desempenho docente começa para os avaliados com a entrega dos objectivos para o período avaliativo (número 1, do Artigo 9.º, do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro), atribuindo-se aos professores, desta forma, uma significativa responsabilidade individual, uma vez que se trata de profissionais com elevados níveis de competências e de autonomia. Aliás, no SIADAP, os objectivos individuais são sempre fixados a partir de uma proposta da hierarquia.

A recusa da entrega de objectivos individuais prejudica sobretudo os professores avaliados que, dessa forma, ou reduzem o espaço de participação e valorização do seu próprio desempenho, ou, no limite, inviabilizam a sua avaliação.

Esta informação deve ser divulgada junto de todos os professores, para que não restem dúvidas relativamente às suas obrigações no processo de avaliação de desempenho que não pode, em caso algum, ser reduzido a um mero procedimento de auto-avaliação.


Lisboa, 13 de Fevereiro de 2009.

Com os melhores cumprimentos,

DGRHE

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Alteração ao regime legal comunicada por mail - 6


Agora que o ME passou a ter uma base de dados com os nossos endereços de mail tudo ficou mais simples... O concurso de professores titulares definiu que a respectiva categoria teria apenas validade na respectiva escola, mas como entretanto inventaram o direito de cada professor ser avaliado por um titular da respectiva área disciplinar, e pumba, mais um mail:

from DGRHE.MEducacao@dgrhe.min-edu.pt
to
date 2 February 2009 14:29
subject Mobilidade por transferência de professores titulares
mailed-by dgrhe.min-edu.pt


Exmo (a) Sr. (a)
Professor (a)

Na sequência do Despacho n.º 4196-A/2009, de 28/01/2009, publicado no D.R. n.º 22, 2ª série, de 02/02/2009, disponível na página da DGRHE, entre 2 e 23 de Fevereiro decorrerá o processo de mobilidade por transferência de professores titulares.

Chama-se a atenção para a Nota Informativa n.º1, disponível na página electrónica da DGRHE, onde encontra informação detalhada sobre as várias etapas e operacionalização deste processo.

Com os melhores cumprimentos.

Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação

República das Bananas

sábado, 24 de janeiro de 2009

Sócrates FP


Dirá certamente o nosso PM que se trata de mais uma invenção para o prejudicar num momento onde a fase de pré-campanha eleitoral já começou. Do meu ponto de vista vivemos num país adormecido e domesticado, resignado a aceitar todas as nódoas.



  • FreePort: dinheiro, mentiras e favores

    Primo de Sócrates afirma ao Expresso que pediu à Freeport recompensa por ter posto a empresa em contacto com o Governo

    Um mail enviado por um primo de Sócrates à Smith&Pedro, intermediária no negócio da Freeport, parece ser o elo que faltava para se perceber como a família do primeiro-ministro (e à altura ministro do Ambiente) se envolveu no caso.
    Nesse mail, Hugo Monteiro (filho do já famoso tio de Sócrates) pedia à Freeport que se lembrasse da agência de publicidade da família, como recompensa pelo facto de ter proporcionado um encontro entre os representantes do outlet e o então ministro do Ambiente, José Sócrates. Em comunicado o primeiro-ministro diz-se “indignado” e repudia quaisquer acusações. EXPRESSO, 24 / JAN / 2009


A situação é politicamente muito complicada, mas para quem já encerrou uma Universidade para concluir uma Licenciatura, este caso é incomparavelmente muito mais simples ;)


  • Os ingleses pediram a Portugal que José Sócrates fosse formalmente investigado, no âmbito do processo Freeport. A sugestão, que poderia implicar escutas telefónicas ao primeiro-ministro e buscas residenciais, não gerou consenso e recebeu imediatas reticências das autoridades do nosso país. O pedido foi formalizado a 18 de Novembro, numa reunião em Haia, promovido pelo Eurojust, que sentou à mesma mesa as polícias dos dois países.

    A hipótese de se criar uma equipa mista, avançada pelas autoridades britânicas ainda antes do Verão de 2008, também não foi aceite. Três anos depois do início da investigação e numa altura em que se aproximam processos eleitorais, os responsáveis do Ministério Público e da PJ (na reunião esteve Cândida Almeida, directora do DCIAP; Pedro do Carmo, número dois da PJ; e Moreira da Silva, responsável pelo combate ao crime económico da PJ) deixaram claras as suas reservas quanto ao timing do processo.

    Nessa altura, as autoridades inglesas deram conta de que tinham na sua posse um DVD que documentava uma conversa entre um administrador inglês da sociedade proprietária do espaço comercial de Alcochete e um sócio da consultora Smith & Pedro. Naquela, era assumido claramente o pagamento de ‘luvas’ a José Sócrates, então ministro do Ambiente de António Guterres. A administração do Freeport, que já não era a mesma que lançara o projecto, pretendia recuperar uma verba de 4 milhões que entregara à consultora para obter licenciamentos e aprovações administrativas do projecto. Depois de uma fase inicial de alguma euforia, o Freeport, empresa que integra capitais da família real britânica, entrou em dificuldades financeiras e alguns centros comerciais faliram mesmo.

    Continuar a ler o desenvolvimento do caso Sócrates FP no Correio da Manhã

  • Mais notícias sobre o caso Sócrates FP


Update 1
Este caso fez passar para um plano secundário o imbróglio da educação, e deixar respirar Milu, aqui muito bem avaliada por Mário Crespo.

A manifestação de 2.000 professores frente a Belém teve pouco eco nos meios de comunicação tradicionais, ocupados com o FP.

Update 2


Links para compor o ramalhete


Efeito do caso sobre o jornalismo

  • Um dos aspectos mais curiosos da cobertura jornalística do caso Freeport é a demissão total dos jornalistas (...)
    É como se as redacções dos jornais, tv e rádios tivessem de repente ficado sem directores ou editores. A funcionar em roda livre. Sem filtro, insisto. Como se todos estivessem permanentemente em directo, ou como se todos os media fossem um Forum TSF ou Opinião Pública, em que tudo é permitido. O directo, como vários teóricos já escreveram, é uma espécie de não-jornalismo.
    A publicação de tudo, sem critério, é a negação do jornalismo.
    E nunca como agora se assistiu a uma tão assustadora demissão do jornalismo. O pior é que a maioria dos jornalistas está convencida do contrário.
    JMF

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Maldade Feminina

O post anterior recordou-me o vídeo da Maldade Feminina. Associações ;)
Milu já perdeu a sua época de ser "maldosa", mas utiliza a pasta da Educação em substituição de outros atributos ;)

Que lógica tem um professor atribuir classificações superiores às que pode obter?


Milu tem defendido a transposição do modelo chileno fazendo sempre o discurso de premiar o mérito. No próximo dia 19 terá certamente a maior Greve de Professores de sempre, que baterá mesmo a recentemente realizada, a 14 de Dezembro. Como entender o crescendo das críticas quando aparentemente a Ministra já simplificou todo o processo?

Para os Presidentes dos Conselhos Executivos, tudo ficou mais complicado, porque a simplificação anunciada traduziu-se na responsabilização dos PCE’s pela implementação do processo. Sentiram na pele a injustiça que é irem mudando as regras enquanto é suposto que o jogo está a ser jogado, e facilmente se entende que tenham solicitado à Ministra a suspensão deste modelo de avaliação, em representação da esmagadora maioria dos seus colegas.

Entre as medidas simplificadoras da avaliação de professores, uma tem passado despercebida, mas não é menos importante que as restantes. Refiro-me à dispensa da avaliação dos professores avaliadores, com uma consequência a saber: ficarão todos com BOM. Ironias do destino, pede a Ministra que estes professores apenas BONS tenham como tarefa, exactamente a avaliação de colegas que serão seus correntes, e lhes darão o trabalho de observação das suas aulas, apenas porque desejarão ser classificados como MUITO BONS ou EXCELENTES. Que lógica tem um professor atribuir classificações superiores às que pode obter?

  • Olha coleguinha, a tua aula foi MUITO BOA, mas faltou-te “um bocadinho assim” para chegares ao meu nível... e como eu só vou ter BOM, desculpa lá mas não podes ter melhor!


Esta estupidez adicional é apenas mais um forte motivo para justificar a luta dos professores, que desta vez estão em massa na Internet. Prova disso é que o Educação do meu Umbigo está muito próximo do Há Vida em Markl, observando as médias das visitas diárias.



Adquiriam a consciência de que o seu poder está na rede.

sábado, 3 de janeiro de 2009

MST: Os valores políticos e éticos nunca se podem esquecer!


Elogiei o artigo de sábado passado em que Miguel Sousa Tavares destacava a relevância dos princípios políticos e éticos. Hoje, meu caro MST, escrevo-lhe para lhe dizer que me traiu. Os valores políticos e éticos nunca se podem esquecer!

E MST esqueceu-os, oferecendo a Sócrates e a Milu excelentes epitáfios:

  • Sócrates
    Teve o mérito de ter tentado,
    Sozinho e contra todos,
    Reformar o que precisava de ser reformado.
    Assim, não podia vencer e não venceu.
  • Milu
    Vencida não por não ter razão,
    mas precisamente por a ter.


Quanto a Milu a única coisa certa é o princípio da avaliação, mas no processo de implementação do modelo de avaliação não acertou uma para amostra. Inventou um modelo impossível de adoptar, e persiste com o mesmo apesar dos simplexes. Usa o “mérito” dos professores no seu vocabulário, mas não consta que tenha sido uma docente brilhante para compreender o significado da expressão. Já demonstrou a inutilidade do seu modelo de avaliação, e simultaneamente a sua falta de carácter.

Deus me desculpe pela frontalidade, mas devia rebentar uma granada na boca de quem tem lata para elogiar o mérito de Sócrates, pouco tempo depois de ter colocado em causa a sua seriedade:

  • Nenhum aluno que tenha feito um curso ‘a sério’ numa Universidade ‘a sério’ teve, no ano de licenciatura, cinco cadeiras, das quais quatro dadas pelo mesmo professor; nenhum aluno se esqueceria do nome dos professores, para mais se só teve dois; nenhum aluno acreditaria que era possível ser membro do Governo e simultaneamente concluir uma licenciatura com aulas nocturnas e fazendo o ano com média de 17; nenhum aluno viu um professor dar-lhe as notas durante as férias de Agosto, e logo quatro no mesmo dia; nenhum aluno tem um certificado de curso passado durante as férias, num domingo, e assinado pelo reitor e pela filha, na qualidade de directora administrativa (típico de Universidade de vão de escada). A isto, basicamente, José Sócrates respondeu que são questões a que é alheio e cuja responsabilidade só pode ser imputada à Universidade. Mas há uma coisa a que ele não foi alheio, que foi a escolha desta Universidade para se licenciar. (Não posso referenciar por causa da política do EXPRESSO relativamente à descontinuação dos seus produtos)


MST, lembra-se de quem escreveu isto? O mérito de Sócrates é aplicar regras diferentes quando pensa em si ;) Este homem alguma vez terá legitimidade para propor e implementar alguma das reformas que a economia portuguesa exige?

Só fica uma dívida. Já terá sido MST contratado pelo Governo como assessor de imagem, ou outra coisa qualquer?

O Governo não tem legitimidade democrática para impor a sua política nas escolas, nem em sector de actividade nenhum, porque pulou a cerca. Não lhe basta a maioria absoluta no Parlamento, e ainda tem o Banco de Portugal liderado por um ex-Secretário-Geral do PS; o Tribunal de Contas é comandado por um homem do PS; a Autoridade para a Concorrência é dirigida por um parceiro de negócios do ministro da Economia; o ministro da Administração Interna é um ex-juiz do Tribunal Constitucional. Não é normal num regime democrático um só partido controlar a generalidade das instituições. Somos definitivamente um país terceiro-mundista, que aprecia as aldrabices de Sócrates, gosta de viver o farrabadó dos campeonatos quase ganhos, valoriza mais uns cêntimos antes das eleições. Simultaneamente adoramos exercitar a má língua observando as barracas de Sócrates, nem nos ralamos quando observamos os outros países a ultrapassarem Portugal em termos do PIB per capita, e já estamos habituados a apertar o cinto com as mais diversas justificações.

Integridade, carácter, exemplaridade... Tudo isto são palavrões a anos-luz de Sócrates e do país que temos.
Bem vistas as coisas, José Sócrates é simplesmente o político melhor adaptado às vigarices do país.



Adenda
Perante os esses de MST naturalmente que que compreendo todos os colegas que amavelmente me enviaram uma cópia do Equador.
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