quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Inventaram uma Taxa de Redução da Remuneração


Verifiquei hoje o recibo de Janeiro e comparei-o com o Dezembro. Confirmo que vieram ao bolso, mas fizeram a contabilidade sem reduzir o vencimento base, como estava previsto no Orçamento de Estado, e anunciado como mudança para sempre.

Em contrapartida inventaram uma taxa não prevista no Orçamento, que li como Taxa de Redução da Remuneração (no recibo tenho as abreviaturas "Taxa de Red. Rem.") que é equivalente à diferença percentual entre o vencimento base e o vencimento processado. (Exemplo de recibo disponível online)

Na opinião pública tinham-se levantado dúvidas quanto à legitimidade e à legalidade da redução dos vencimentos, e o Governo criou uma nova ilegalidade inventando esta taxa.

Porém, a mensagem não é má de todo. Deixa a esperança de que, quando passarem os piores momentos para os cofres do Estado - problema que até se resolvia depressa se não fosse a cáfila de protegidos - poderíamos receber o que nos estão agora a descontar, e pagarem com os respectivos juros, como fizeram com o 13º mês (subsídio de Natal) em 1984.

Já vivi o suficiente para ser chamado a salvar financeiramente o país por duas vezes, mas os problemas estruturais mantêm-se, e num país de corruptos todo o esforço exigido a quem trabalha é inglório.

Domingo poderei votar:

  • (1) no monstro responsável pela subida vertiginosa do défice orçamental, e pela década em que Portugal desbaratou os fundos comunitários somente para construir autoestradas. Como Presidente da República tem apoiado toda a política financeira deste desGoverno;
  • (2) no poeta que vive no Parlamento desde 1975 sem nunca ter feito qualquer lei, e que é apoiado por este desGoverno;
  • (3) em branco, anular o voto, ou votar em nulidades. Chama-se a isto "democracia".

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