domingo, 3 de outubro de 2010

Estamos socrateados!


O Engenheiro Técnico apresentou no dia 29/SET um pacote de austeridade que só se aplica aos habitualmente sacrificados.

O Governo pode continuar a adquirir viaturas de luxo.

Os bancos tem lata para reclamar da oportunidade da criação do novo imposto...

O TGV continua a ser considerado necessário.

Os boys que estão nas empresas e institutos públicos a torrar o dinheiro dos nossos impostos podem continuar tranquilos. Igualmente os deputados que acumulam várias reformas, adquiridas por cada 8 anos de serviço, apenas sofrerão o seu congelamento...

Esta austeridade foi imposta para resolver o problema do emprego de Sócrates e dos seus companheiros. Esta austeridade não tem fundamento em nenhuma estratégia de desenvolvimento, e como já se viu é profundamente imoral.

Ironicamente justifica o pacote pela necessidade de conquistar a confiança dos mercados. Mas que confiança lhes pode oferecer o Engenheiro Técnico que depois da bronca em que se tornou o caso da sua Licenciatura, resolveu o problema mandando encerrar a Universidade! Num país decente esta chico-espertice nunca teria sido aceite. A partir daí ganhou confiança para nos socratear de qualquer maneira.


  • O corte da despesa pública afunda a economia numa crise sem precedentes:  12% de desemprego em 2011, segundo as previsões do Banco de Portugal e do FMI.
    Se não morremos da doença, vamos com o tratamento!
    Ver ionline
  • Pelo que se ficou a saber, certo é apenas que os portugueses pagarão, em 2011 e nos anos seguintes, os erros, a imprevidência e a demagogia acumulada em cinco anos de mau Governo. É por isso que, nestas circunstâncias, falar da coragem do primeiro-ministro e do ministro das Finanças, como alguns têm feito, é um insulto de mau gosto a todos os portugueses que trabalham, pagam os seus impostos e vêem defraudadas as suas expectativas de uma vida melhor. As medidas propostas, sendo inevitáveis, dada a dimensão da dívida e a desconfiança criada pelo Governo junto dos credores internacionais, não tocam no essencial da gordura do aparelho do Estado e nos interesses da oligarquia dirigente. Mas o pior é que estas medidas, pela sua própria natureza, não são sustentáveis no futuro e não é expectável que, com este Governo, se consiga o crescimento sustentado da economia.
    (...)
    o maior problema resultante da imoralidade das classes dirigentes é a pedagogia de sinal negativo que isso comporta. Infelizmente, muitos portugueses têm a tentação de pensar que, se alguns enriquecem de forma fácil e rápida por via da sua actividade política, isso também lhes pode acontecer a eles no futuro. Fenómenos como o BPN e o BPP têm muito a ver com esta amoralidade geral reinante. Por outro lado, como pode o cidadão comum combater a corrupção, se o próprio Governo não fizer o que deve e pode para encabeçar esse combate, como ainda aconteceu recentemente?

    Henrique Neto - Empresário do PS


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