quinta-feira, 1 de maio de 2008

DECO – Associação de Defesa dos Consumidores ou mais uma entidade à descoberta de como sacar uns cobres aos consumidores?

Nos anos 80 li a DECO PROTESTE e confesso que me foi útil em muitas decisões de compra, designadamente quando têm características técnicas que conhecemos mal. Obviamente que era assinante da revista, porque não encontrava aquele tipo de informação noutro local.

Entretanto a Internet trouxe aos nossos pc’s informação das mais diversas proveniências. Por exemplo, qualquer fabricante de um electrodoméstico tem hoje o seu produto exposto na Web, os consumidores podem discutir livremente em fóruns organizados por produtos, os organismos públicos com responsabilidades na área, como a Direcção Geral do Consumidor, também estão online...

Quer dizer, a DECO perdeu o “monopólio” da informação aos consumidores. Esta perca, tem justificado campanhas de marketing bastante agressivas com sucessivas ofertas dos mais variados produtos em troca do compromisso de nos tornarmos assinantes das revistas ou sócios da associação. Depois de um indivíduo se tornar assinante da DECO PROTESTE não cessam os convites para assinar outros subprodutos da mesma marca, obviamente com o intuito de maximizar as receitas, o que é legítimo.







O que não é legítimo é a DECO fingir que oferece acesso “sem compromisso” e “gratuito” – as duas expressões não têm o mesmo significado? - ao seu site. Dizem que é "sem compromisso", mas ao longo do processo exigem o NIB da conta bancária ou o número do cartão de crédito. Exigem mesmo, porque sem estes elementos o processo não fica concluído, e portando fica-se sem o prometido acesso “sem compromisso” e “gratuito” ao site ;)



Este método fez-me lembrar um processo utilizado por um site de pornochanchada em que caiu um amigo meu. O site dizia que tinha conteúdos gratuitos, mas apenas estavam acessíveis a maiores de 18 anos... A forma adoptada para os utilizadores comprovarem que eram maiores de 18 consistia em fornecerem os dados do cartão crédito, sob o compromisso de que não seria debitada qualquer quantia... O site de pornochanchada sei eu que se aproveitou da ocasião para debitar mesmo, porque o meu amigo queria que eu o ajudasse a escrever para o site, - pedindo a devolução da quantia abusivamente cobrada ;) - por este estar em inglês...

No site da DECO não fui burlado nem sei se seria porque não prossegui a experiência, mas considero excessivo oferecer acesso “gratuito” e exigir logo o numero da conta bancária. Imaginem que alguém experimenta o site durante um dia, entretanto esquece-se e nunca mais lá volta. Vai ter o extracto da conta bancária a avivar-lhe a memória! Indecente!

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